Um Anjo em Minha Vida escrita por Patty Team Jacob


Capítulo 3
Capítulo 1 POV Nessie Cullen




 

 

- Boa tarde Susan. - Susan era minha companheira de trabalho na lanchonete no período da tarde.

- Boa tarde Nessie. Realmente seu humor é de causar inveja em qualquer um. - ela falou enquanto trocávamos de roupa.

- Susan ficar de mau humor não vai resolver nossos problemas pelo contrario, pode os tornar ainda pior do que necessariamente são então prefiro sorrir. - ela sacudiu a cabeça.

O horário do almoço era um dos piores momentos de se trabalhar na lanchonete. Primeiro por que simplesmente ela ficava lotada e eu tinha que ter atenção redobrada para não misturar os pedidos e segundo por que não há nada pior do que lidar com um ser humano com fome, eles simplesmente se transformam nos seres mais desagradáveis para se conviver.

A tarde passou como sempre, eu e a Susan nos horários sem movimentos aproveitávamos para fazer os deveres da faculdade já que estudávamos aqui mesmo no período da manhã. Eu fazia Engenharia Automobilística e ela fazia Arquitetura.

Estava apoiada no balcão apenas alguns estudantes estavam por aqui. Alguns estudavam com seus livros abertos na mesa, outros estavam navegando na internet.

Reparei pela janelas de vidro que a noite estava linda, de um azul escuro que poderia ser confundido facilmente com preto e alguns estrelas brilhavam no céu.

Eu nunca reclamei da minha vida pelo contrário, eu sempre fui uma garota da classe média que tem uma casa bacana em Forks onde meus pais moram. Minha mãe é professora de literatura e meu pai também é engenheiro só que civil e tem um escritório junto com a minha tia Alice que é arquiteta e decoradora.

Nos últimos dias eu andava pensando além do que deveria em uma pessoa que eu sei que jamais iria me notar. Amar e não ser correspondida  poderia haver algo pior que isso? Ah sim claro que existe ele simplesmente não te notar nem se quer saber que você existe.

Suspirei e pensei que muito provavelmente eu deveria dar uma chance para o Matt que era meu melhor amigo, quem sabe se eu me permitisse amá-lo ao invés de ficar fantasiando com um amor impossível.

- Seu dia de sorte Nessie. - Susan me cutucou quando ele entrou na lanchonete.

Meu coração disparou muito provavelmente essa seria a única chance que teria de ficar próxima a ele. Bom pelo menos ele seria obrigado a conversar comigo se fosse querer alguma coisa.

Ele se sentou e eu me aproximei como fazia com todos os clientes.

- Quer fazer seu pedido agora. - perguntei sorrindo, afinal quando na minha vida eu teria outra oportunidade de ficar assim tão perto dele.

- Humm na verdade vou querer apenas... - ele correu os olhos pelo cardápio e fez o pedido. - Cappuccino gelado.

- Certo eu não demoro. - ele não olhou para mim em nenhum momento eu sabia que seria ilusão pensar que ele pudesse me olhar e dizer nossa como é que eu nunca percebi essa garota ao meu lado. Tudo bem delirar de vez em quando é normal.

Passei o pedido para a cozinha e parei ao lado da Susan.

- Ele nunca vai perceber que eu existo. - deitei minha cabeça no ombro da Susan.

- Amiga você precisa ser mais atirada, sei lá ele esta me parecendo tão estranho. - eu também havia percebido isso.

Na verdade eu sempre reparo nele eu sempre me pergunto o porquê por mais que ele sorri existe sempre uma nuvem de tristeza sobre seus olhos. Eu por diversas vezes pensei em me aproximar e quem sabe oferecer minha ajuda, mas sempre desistia por pensar que ele poderia achar intromissão da minha parte.

Além disso, Jacob Black tem a garota mais bonita ao seu lado e ela tem um carro esporte e sempre usa sapatos e roupas da moda, alias eu acho que nunca a vi repetindo uma roupa se quer não que eu me importe com isso já que tudo que eu mais amo são meus all star e meus jeans combinados com uma blusa básica. O problema é que isso não me parece ser o tipo de aparência que agrada aos rapazes.

- Prontinho Nessie. - Karen me entregou o cappuccino e me trouxe a realidade.

Coloquei um sorriso no rosto não forçado mais verdadeiro por saber que iria me aproximar dele mais uma vez.

- Prontinho. - coloquei o copo na sua frente. - Se precisar de mais alguma coisa é só me chamar. - sorri feliz ao imaginar ele dizendo ah sim você é a garota que eu sempre esperei e você estava aqui o tempo todo.

- Acho que o que eu preciso não se vende por aqui. - espera ai ele falou comigo??? E, além disso, que tristeza era essa que vinha acompanhada na sua voz.

Resolvi ser intrometida afinal o que poderia acontecer era ele ser ríspido e eu voltaria para o meu trabalho sem dar importância a isso afinal uma coisa é eu amar o Jacob tudo bem um amor platônico, outra completamente diferente era pensar em ser desrespeitada por ele.

- Ah você está com problemas. - espera para tudo ele assentiu, não estava gostando disso resolvi ser mais um pouco ousada. - Humm e precisa de ajuda? - ele pareceu pensar e logo conclui que havia sido direta demais.

Quando pensei em me afastar ele levantou o rosto e pela primeira vez na minha vida eu vi o Jacob Black assim tão perto de mim. Ele era lindo não vou e nem posso negar isso, seus olhos escuros do mesmo tom do seu cabelo cuidadosamente desalinhado, o rosto bem marcado que lhe dava um ar sexy e viril.

Mas quando me permitir olhar mais intensamente em seus olhos percebi um tristeza gritando dentro dele, imediatamente desejei pode tirar essa dor dele se houvesse alguma maneira eu faria. Jacob me parecia ser um rapaz tão maravilhoso e eu me lembro de quando o via em Forks e em La Push, ele sorria, parecia ser outra pessoa. Imaginei que tanta dor pudesse estar relacionada à perda da mãe de maneira tão bruta.

 - Na verdade preciso de paz e um pouco de atenção. - sorri ao perceber que ele manteria uma conversa comigo e sim eu poderia dar atenção se ele quisesse e poderia dentro dos seus limites oferecer um pouco de paz se isso fosse fazê-lo se sentir melhor.

- Eu agora tenho que atender mais alguns clientes, mas meu turno acaba daqui dez minutos se você quiser me esperar podemos conversar claro se isso for lhe fazer bem. - senti meu rosto corando violentamente.

- Seria maravilhoso. - literalmente me perdi em meio à felicidade que sentia e sorri abertamente.

Me afastei lentamente sem acreditar ainda no que ele havia me dito, porém uma dúvida começou a me dominar, voltei.

- Humm eu somente queria lhe avisar que eu não sou nenhum tipo de - me abaixei e sussurrei em seu ouvido, e minha nossa que perfume era esse, eu iria ter uma sincope, ou melhor, deixaria para ter depois de passar um momento com ele. - De garota de programa. - fui sincera por que o que chovia de cantadas baratas.

- Essa idéia nem passou pela minha cabeça. - respirei aliviada então isso significava que ele me queria por perto.

- Sabe como é os caras tendem a confundir tudo. - virei os olhos sorrindo novamente.

- Sim eu sei como é, mas posso te garantir que tudo que eu preciso é de uma boa amiga. - pensei comigo Jacob Black estou aqui para ser tudo aquilo que você precisar que eu seja. Tudo bem eu confesso isso era um pouco tarado da minha parte, mas fala sério estamos falando de Jacob Black.

Sorri para ele e me afastei.

Fiquei observando ele tomar seu cappuccino e sorrindo igual a uma boba e xingando mentalmente pela hora não passar um pouco mais rápido.

- Cuidado para não babar no balcão. - Susan ria da minha cara.

- Amiga eu vou babar não tem como você já viu um cara mais perfeito, mais gostoso do que esse Jacob Black? - ela o observava. - Que para de analisar ele assim? Eu vi primeiro.

Embora estivesse extasiada por ele ter falado comigo e por termos ainda que pequeno, mas um encontro daqui a pouco, não podia de maneira alguma negar o quanto ele estava triste e deprimido.

Ele parecia imerso em seus pensamentos e não percebeu que eu havia me aproximado então toquei em seu ombro levemente.

- Vou me trocar e já volto.

- Tudo bem eu espero você aqui. - morri quando ele sorriu para mim. Deveria ser considerado crime sorrir assim para uma garota.

Troquei de roupa em menos de cinco minutos e esperava que ele pudesse me achar bonita. Soltei meu cabelo deixando os cachos caírem pelas minhas costas. Estava usando uma calça jeans uma blusa básica e por hoje me arrependi de não ter me arrumado um pouco melhor, mas de qualquer maneira se Jacob quisesse manter algum tipo de amizade por mim, ele teria que me aceitar como eu sou. Mas acho que é ilusão, ele nunca iria se interessar por uma garota como eu.

 - Acho que fiz você esperar demais. - falei enquanto me aproximava e colocava minha mochila nas costas.

- Que nada, não se preocupe com isso. - educadamente ele abriu a porta e fez sinal para que eu saísse na sua frente.

- Olha eu não quero ser intrometida e prometo não perguntar nada. - eu estava envergonhada afinal o que ele poderia pensar de mim, que eu queria me intrometer na vida dele, mas eu não negaria para mim mesma a vontade que sentia de querer ajudá-lo de alguma maneira.  Ele colocou as mãos no bolso e começamos a andar lado a lado. - Mas você me parecia tão triste e era possível sentir sua tristeza. - olhei em seus olhos.

- Tristeza tem sido o meu nome ultimamente. - ele abaixou a cabeça como se confessar isso fosse penoso ou ele já não suportava mais se sentir assim.

- Estranho por que eu vejo você todos os dias e você me parece tão feliz e tem até uma namorada. - confessei que eu o via todos os dias e mais que isso eu ficava observando ele, era a forma que eu havia encontrado pra viver meu amor por ele. Jacob me fascinava não somente pela beleza, mas por tudo que eu sempre ouvi falar dele.

Ele muito provavelmente não sabe, porém o melhor amigo dele o Seth mora em La Push e eu já fiquei com ele em duas festas que ocorreram na praia e ele sempre me comentava sobre o quanto Jacob não era esnobe apesar de ter tanto dinheiro.

- Você me vê aqui todo dia? - ele parecia curioso com a informação que eu o havia dando.

- Sim eu estudo aqui também. Mas é claro que você não me notaria. - isso era fato, ele nunca me notaria e constatei isso quando ele me perguntou, ele nunca havia me notado e todo santo dia eu me sento no mesmo lugar.

- Eu realmente devo ter estado cego nos últimos tempos. - gostei de ouvir isso então significa que ele não me achou feia ou qualquer outra coisa.

- Ah tudo bem não estamos aqui para falar de mim certo? - sorri tentando encorajá-lo a se abrir comigo.

- Na verdade eu tive mais uma discussão com o meu pai hoje e a gente se magoou verbalmente é isso. - ele deu de ombros como se isso fosse algo que estivesse acontecendo sempre, era como se discutir com o pai dele fosse rotina.

- E por que você não diz a ele que sente muito pelo que disse. - como eu não sabia a extensão da discussão e nem o motivo resolvi dar um comentário superficial.

- É complicado. - ao dizer isso ele parecia tão triste e sem vida, era como se ele não agüentasse mais tudo que estivesse vivendo.
- Sua relação com ele deve estar desgastada. Mas às vezes precisamos dar o primeiro passo. A gente espera que os pais saibam de tudo e praticamente os proibimos de errar, mas eles são tão humanos quanto nós e algumas vezes simplesmente erram.

- Meu pai desejaria que eu tivesse morrido no lugar da minha mãe. - espera ai como assim? O pai dele preferia ele morto, coitado do garoto tem razão dele ter dito que o nome dele é tristeza, oh vontade de dizer que o pai dele não era humano, na verdade retirar tudo que eu havia falando anteriormente sobre pais errarem. Parei na sua frente e levei a mão até seu rosto e o acariciei.

Por quantas vezes durante as aulas eu fantasiei em como seria tocar seu rosto, por quantas vezes eu desejei ser aquela namorada dele para poder tocar nele com carinho e a única oportunidade que eu tenho é justamente em um momento de tristeza em que certamente ele se sentia o pior ser humano na face da terra.

Senti uma energia passando por mim quanto toquei seu rosto, acho que meu desejo de transmitir felicidade pra ele era tão grande que poderia ser isso. Ao tocá-lo pensei em coisas boas como o amor que sinto por ele dentro de mim que é verdadeiro, e tanto isso é verdade que eu jamais cobraria nada da parte dele, alias acho que já estava sonhando alto demais em imaginar que ele fosse me querer ao seu lado. Tomei ar e resolvi perguntar algo que estava me incomodando e muito.

- Ele te disse isso? Eu sinto muito. - eu o abracei, eu simplesmente não resisti, Jacob estava ali na minha frente sofrendo e eu sinceramente queria tirar essa dor dele.

Tentei me compadecer da dor dele de maneira pura e verdadeira, e era estranho o quanto eu me senti à-vontade em seus braços. Jacob era quente e seu perfume era amadeirado e percebi que era seu natural apesar de sentir um toque de seu perfume ao fundo.

Literalmente viajei em meus pensamentos quando sonhei em como seria bom ficar assim abraçada com ele o dia todo, definitivamente sua namorada tinha sorte.

- Ele não diz exatamente isso, mas ele me fere a todo instante com olhares e insinuações. - ele me abraçou me apertando contra seu corpo, morri e voltei e ainda ele colocou o queixo no alto da minha cabeça. Será que esse seria o momento mais intimo que teria ao lado dele.

- Olha eu tenho certeza que ele sofre muito mais por pensar assim do que você. Mas não deixe isso afetar a sua vida. Não de a ninguém o privilegio de te fazer sofrer, ou deixar de sorrir, ou de se sentir feliz. Não se deixe abater por nada daquilo que não é verdade. - me afastei dele afinal vai saber o que ele estaria pensando de mim, uma estranha, garçonete que caiu de para quedas em sua vida e vou dizer queria ficar ali pra sempre.

- Eu vou pensar sobre isso embora eu mesmo me culpe... Eu acho que tudo seria um pouco mais simples se eu tivesse morrido naquele acidente e não ela. - seus olhos ficaram marejados diante da verdade que ele havia acabado de dizer.

Jacob realmente acreditava que se tivesse morrido no lugar da mãe tudo seria mais fácil. Ele colocava a vida da mãe e a felicidade do pai acima de qualquer outra coisa.

Peguei em sua mão e o conduzi até um banco que estava livre. Eu queria dar carinho pra ele, todo carinho que sempre senti por ele ao longo desse um ano. Não sabia se ele iria aceitar ou não, mas resolvi arriscar, coloquei minha mochila ao meu lado assim que a tirei das costas.

- Acho que você precisa de colo. - fiz sinal para que ele se deitasse em minhas pernas e torci mentalmente para ele aceitasse e meu coração acelerou.

Jacob se deitou no meu colo com o rosto virado pra mim e parecia se sentir bem aqui comigo. Acaricie seu rosto e deslizava minha mão pelo seu cabelo sem dizer nada, na verdade ele já havia desabafado tudo que ele precisava era se sentir amado e protegido dessa dor que o afligia.

Enquanto o tocava idealizei como seria ter ele ao meu lado, quem sabe poderíamos ir a corridas juntos, comer cachorro quente e refrigerante. Ver filmes na televisão enquanto iríamos comer milhares de porcarias e por final como seria bom sentir seus lábios nos meus.

- Obrigado. - ele trouxe sua mão até meu rosto e me acariciou, seu toque em minha pele era tão maravilhoso, ele nem podia imaginar o quanto isso me deixou mais feliz do que eu já era eu sempre me lembraria disso. Jamais me esqueceria do dia em que Jacob Black tocou meu rosto.

- Imagina eu... - ele me interrompeu.

- Me ouviu, tentou entender o que eu estava sentindo, não tentou julgar nem a mim e nem ao meu pai. Sim por que se fosse qualquer outro jovem mandaria eu... Ah você sabe - sorri. - E torrar a grana dele.

- Eu só vejo as coisas de maneira diferente é isso. - dei de ombros. - Mas agora eu preciso realmente ir embora. - tudo que eu menos queria era sair desse sonho por que certamente essa seria a última e única vez que teria o Jacob assim tão próximo a mim - Sabe como é ônibus tarde da noite e sozinha não creio que seja algo muito seguro de se fazer. - eu não estava mentindo eu não tenho carro e andar sozinha tarde da noite não era algo muito segura de se fazer.

- Eu levo você, por favor, em agradecimento por tudo que você fez por mim. - uma parte minha vibrava e delirava ele queria me levar pra casa, mas a outra dizia melhor não existe um abismo entre nós e acho que quando ele visse que eu moro em um bairro comum e que vivo de maneira simples ele nem se quer cogitaria a idéia de me ver novamente;

- Não sei eu moro um pouco longe. - falei timidamente.

- Liga para os seus pais e diga que eu vou levar você. - ele se levantou do meu colo e eu me senti sozinha, era tão bom o sentir aqui próximo a mim.

- Eu moro sozinha. - olhei minhas  mãos, estava nervosa por que estava perto dele e, perceber que eu não pertenço ao mundo dele. - Não preciso avisar ninguém.

- Seus pais morreram??? - ele me perguntou preocupado.

- NÃO. - falei rapidamente. - Eles moram em Forks e eu vim estudar aqui então é por isso que eu moro sozinha. - percebi ele suspirar.
 
- Deve ser legal morar sozinha. - ele supôs.

- Tem horas que sim é maravilhoso, você chega a casa e não tem ninguém para torrar sua paciência e o espaço e seu. Mas por outro lado tem dias que você se sente sozinha e sempre faz refeições sozinhas, e dorme sozinha, e assiste televisão sozinha que quando percebe está falando com as paredes ou com a televisão. - eu ri ao me lembrar dos meus papos com a parede ou com a televisão era realmente divertido e eu sou feliz e muito e ele acho que percebeu isso e riu junto comigo, sua risada era contagiante e posso jurar que seu olhar já não parecia tão triste como antes.

- Quando precisar de companhia  pode me chamar. - ele me pegou de surpresa eu não pediria eu imploraria para ele me fazer companhia, imagina esse homem no meu simples e aconchegante apartamento, deitado no meu sofá de preferência comigo claro e para completar me beijando. Como é doce sonhar...

- Olha que eu vou cobrar. - alguém me explica de onde tirei coragem de dizer essa frase ainda que dita timidamente.

- Espero que cobre mesmo. - corei claro tinha que ter herdado isso de minha mãe. Mas vamos Nessie se concentre no fato a sua frente, ELE ESPERA QUE EU O COBRE PARA ME FAZER COMPANHIA. Não podia fazer dança da vitoria agora, mas por dentro estava literalmente pulando.

Levantamo-nos e seguimos em direção ao seu carro que digas-se de passagem não é qualquer carro... Era um Audi R8 preto maravilhoso.

Definitivamente estava me sentindo a última dos mortais por que ele simplesmente abriu a porta para que eu entrasse.

- Muito educado da sua parte. -  tive que dizer o quanto ele era educado e sinceramente se ele fazia isso para todos muito pouco me importava afinal eu era a garota da noite!!!

- Seu carro é maravilhoso. - observei cada detalhe. - Eu gosto de carros, aprendi com meu pai. - confessei que minha paixão por automóveis era imensa e claro ele vai achar estranha, mas quem se importa.

- Eu também sou apaixonado por automóveis.

- E por que você não faz Engenharia Automobilística, digo seria melhor do que Administração. - vai besta confessa que você investigou a vida dele, deveria ter ficado quieta.

- Humm digamos que estou me formando para o meu pai e não para mim entendeu? - apenas assenti. - E você faz que curso.

- Engenharia Automobilística. - percebi que ele estava chocado, mas não era novidade para mim todo mundo faz essa cara quando digo que curso eu faço então já nem me importo, na verdade nunca importei. - Eu sei é estranho uma garota fazer esse curso, mas eu não ligo para o que as pessoas pensam de mim. Meus pais me apóiam e eu sou feliz então. - dei de ombros.

- Estranho por que eu sou de La Push, bom na verdade minha mãe era e eu nunca a vi por lá e você me disse que é de Forks. - espera momento euforia ele havia guardando alguma informação sobre mim!!!

- Eu sempre estive por lá pode acreditar em mim. Eu nasci e me criei em Forks e meus verões eram em La Push, para ser mais exata na First Beach.

Ele parecia pensar por um momento e deduzi que estava tentando se lembrar se me conhecia ou não de lá. Mas ele jamais lembraria da feinha que usava aparelho, magricela. Não era o tipo de garota que quando chegava os rapazes sorriam eufóricos. A única vez que ele falou comigo foi quando ele estava jogando futebol americano na praia e arremessou a bola e ela bateu na minha cabeça e ele riu e se desculpava enquanto o Seth pegava a bola comigo.

Fui mostrando o caminho e rapidamente estávamos na porta do prédio onde eu moro, se fosse de ônibus ou ainda estaria no ponto ou sacolejando dentro dele.

Percebi que ele observava tudo, certamente não via a hora de se livrar de mim.

- Agora você já sabe onde eu moro, quando quiser é só vir me visitar, embora eu ache que isso não vá acontecer afinal você é o aluno mais rico da universidade então, deve ter pessoas melhores como companhia. - então era isso acabava meu doce sonho e por isso eu parecia um pouco tímida.

- Está enganada, depois do Seth que é realmente meu melhor amigo e que mora em La Push você é a pessoa mais especial que eu já conheci. - sorri se era verdade ou não que importância teria quando seu sonho está chegando ao fim, então até que o The End apareça vou deixar tudo perfeito.

- Você não era o tipo de cara que eu imaginava. - confessei não sabendo o quanto isso me custaria.

- E como você me imaginava? - mas é uma anta em Nessie agora cria coragem e fala.

- Riquinho filhinho de papai que tem tudo o que quer e qualquer garota que sonhar ter, que possivelmente gasta em um dia o que eu ganho no mês como garçonete.

- Nossa... Acho que preciso rever minha imagem. - ele parecia surpreso, mas também olha o que eu disse na cara dele.

- Não, oh me desculpe isso foi rude da minha parte. - na ânsia de me desculpar peguei em sua mão e para minha surpresa ele a reteve ali e melhor seu polegar acariciava minha mão, acho que ficaria sem lavar a mão por hoje imaginei as mais variáveis formas de tomar banho sem molhar essa mão, besta eu não é? Que se dane quem está aqui comigo é o Jacob Black.

- Não foi é apenas a maneira que você pensava, agora espero que tenha mudado seu conceito sobre mim.

- Totalmente. A propósito é melhor eu entrar, amanhã temos aula cedo e tenho que pegar ônibus ainda mais cedo então... A gente se vê por ai Jacob Black. - ele perceberia que eu sabia o nome dele embora ele próprio não o tivesse dito.

- Temos alguns problemas de informações por aqui. - ele sorriu então minha companhia valeu de alguma coisa.

- Qual?? - estava confusa.


- Ao que parece você sabe tudo sobre mim, eu não disse meu nome e você acabou de me chamar de Jacob e sabe muita coisa sobre mim e eu não sei nada de  você, você não me disse seu nome.

- Meu nome, pensei que você tivesse visto no meu uniforme de trabalho. - eu achando que ele havia tido algum tipo de enteresse por mim nem se deu ao trabalho de ler meu nome, ou seja, eu literalmente era a fulana que caiu de para quedas na noite de hoje.

- Não vi pode acreditar alias to começando a achar que preciso de oculista urgente.

- Não seja absurdo. Você apenas nunca me notou por que não tenho importância para você, afinal não é esperado que saibamos de todos que passam por nós durante o dia. Mas de qualquer modo meu nome é Renesmee Cullen, mas pode me chamar de Nessie e se quiser me sacanear pode me chamar de Ness, embora eu realmente não ligue por que as pessoas que mais amo nesse mundo me chamam de Ness e eu me sinto muito amada.

- Espero que eu seja incluído na lista das pessoas que você mais ama nesse mundo Ness. - segundo momento dança da vitoria da noite, o vontade de dizer que ele estava no topo da lista das pessoas que mais amo nesse mundo.

- Quem sabe. - abri a porta do carro. - Humm eu preciso da minha outra mão para sair e poder ir embora.

- Humm... Claro. - poxa ele soltou minha mão tão rapidamente.

- Boa noite Jacob.

- Espera posso anotar seu telefone?

- A gente se encontra por ai. - fechei a porta. - Amanhã você nem vai se lembrar de mim. - dei de ombros.

Acho que estava pirando, sentia ele me observando, mas, não olhei pra trás. Eu acho que deveria ter dado meu telefone a ele, porém imagina a angustia que eu ficaria se ele não me ligasse, prefiro lidar com isso de outra forma imaginando que estava dormindo e tive esse sonho lindo e perfeito, claro que tirando a parte da tristeza dele e dessa coisa dele achar que teria que ter morrido.

Cumprimentei meus vizinhos. Eu sempre sorria, porém hoje eu literalmente estava me acabando de sorrir. Subi as escadas e liguei a luz, meu apartamento ficava no primeiro andar.

Fui até a janela e quando abri ele já havia ido embora. Meu sonho havia chegado ao fim!

Pensa que fiquei triste de maneira alguma. Literalmente comecei a pular dentro de casa. Joguei minha mochila no chão e me acabei na dança da vitoria que tia Alice me ensinou.

Cai no sofá e fiquei olhando para o teto.

- EU ANDEI DE CARRO COM JACOB BLACK... - gritei e depois me controlei se não os vizinhos pensariam que eu era completamente louca.

Quando finalmente havia me acalmado, tomei um banho, comi um lanche e me deitei na minha cama e fiquei sonhando em quanto estar ao lado do Jacob era bom, o quanto eu precisava e queria ele ao meu lado. Que eu sou feliz isso é fato, mas ter ele ao meu lado me tornaria completamente feliz.

E foi assim fantasiando com ele, me lembrando do calor dos seus braços, do toque de sua mão no meu rosto e da sua mão acariciando a minha que acabei dormindo...



Notas finais do capítulo

Me digam se gostaram de ler o POV da Nessie eu escrevi pq fica mais fácil fazer o do Jacob pensando nos dois ao mesmo tempo então somente irei postar o cap 2 com o POV dela se vcs quiserem... bjs patty