Distance escrita por Giovannabrigidofic


Capítulo 1
Capítulo 1


Notas iniciais do capítulo

Bom, fiz essa One com muito carinho. Espero que gostem.
Boa Leitura



Talvez você esteja me odiando agora, enquanto lê isso; mas vá por mim, seu ódio é pouco para o dos passageiros do avião. Três aeromoças já me chamaram atenção pelo uso do celular; Leve isso em consideração, antes de apagar essa mensagem.

Estes dias, me lembrei seriamente de nós, de como éramos antigamente; confesso que foi estranho, porém, bom. Eu precisava me lembrar do seu jeito impassível, depois de tanto tempo.

Foi no refeitório da faculdade. Lembro que entrou com suas amigas, usando calça e camiseta azul - sua cor preferida. Seu cabelo longo e preto, batia nas costas e a deixava com um ar superior - ainda deixa.

Naquele dia, você sentou-se com meus amigos. Ainda consigo ver seu rosto; o sorriso branco se destacando no batom vermelho nos lábios, enquanto fazia mais uma piada; Várias vezes, fazia charme sem nem mesmo perceber, quando jogava delicadamente as longas madeixas sobre os ombros.

Todos adoravam-na.

Você sempre era convidada para as festas e á que mais era cercada por pessoas. As vezes você ficava com raiva de alguém, mas sua raiva diante daquilo, era pouca á que eu presenciaria meses depois.

Mesmo depois de tanto tempo, nunca tinha reparado em você. E quando me dei conta, não restava dúvidas de que você era especial.

Era tão especial, que me tratava como um ninguém; óbvio. Eu era o nerd do grupo. Você nem ao menos olhava na minha cara.

Foi então que decidi tomar uma atitude:

Te chamei para sair.

Foi um grave erro.

Você respondeu: "Vai se ferrar" e "Não quero perder meu tempo com você".

Foi o primeiro fora - de muitos - que você me deu.

Dei de ombros e no dia seguinte, esta eu, pedindo novamente para que fôssemos ao Starbucks.

Você jogou o cabelo para trás dos ombros e com um sorriso cínico nos lábios me disse um belo "não".

Não desisti e dois meses depois, estávamos no Starbucks; sua única condição parar ir, é de que eu lhe deixasse em paz.

Não deixei.

Insisti até o último segundo para que você parasse de ser assim, do seu jeito.

E bem, no final você cedeu - um pouco.

Sentia que tudo fosse realmente mudar depois daquilo, mas me precipitei. Você era e continua sendo uma garota difícil e, apesar de não parecer, é o que mais admiro.

Mas voltando ao que realmente importa, não desisti de você. Queria muito que soubesse disso.

Lembro de quando você subiu na mesa do refeitório e começou a dançar. Os rapazes não paravam de olhar e senti muito ciúmes - eu nunca admiti isso á ninguém.

Quando recebi o convite para ir a uma boate naquela noite, pensei logo em chamá-la também, mas era evidente que você iria.

E foi o que aconteceu.

Você bebeu muito e tinha vindo de táxi.

Era o único que podia ajudá-la. Te levei para casa no meu carro naquela noite fria. Confesso que você não era nada serena enquanto dormia. Até parecia estar com raiva de mim, até mesmo enquanto sonhava. E talvez fosse isso mesmo. Seu ódio por eu ser tão chato e insistente, era a única coisa que não te fazia se esquecer de mim tão facilmente.

Quando chegamos em casa, te cobri com meus cobertores, na minha cama.

Novamente, tinha cometido um grave erro.

Se eu soubesse que você sairia correndo com uma assassina atrás de mim, era mais certo do que nunca que nem ao menos teria te levado para minha casa.

Acordei com as costas doloridas; eu tinha dormido no sofá e você estava tranquila - lembrando novamente, que na minha cama. Assim que levei água e comprimidos quando percebi que estava acordando, você arregalou os olhos e perguntou como tinha ido parar ali; foi engraçado - pelo menos para mim - quando você perguntou se tínhamos tido algo e menti, respondendo que sim.

Aquela foi a pior - se não uma das piores coisas que já tinha dito para você.

Em alguns segundos, você pegou o vaso de vidro sobre a cômoda e despejou todos os objetos dele e correu atrás de mim. Eu corri como um retardado por toda casa, tentando me livrar de uma possível morte precoce.

O dia acabou conosco comendo pipoca e assistindo um filme qualquer, pois eu nem estava prestando atenção; era você quem eu queria ver á todo instante.

Depois daquele episódio bizarro, você começou a me ignorar nas aulas e também nas conversas em grupo. Não era nenhuma novidade para nossos amigos que você me odiava sem nenhum motivo, mas era estranho.

Estávamos na pista de dança, na festa de formatura, você dançava alegremente e ria sem parar, feliz. E não estava bêbada. Eu estava á poucos metros quando você começou a dançar comigo. Foi aí que você me beijou.

Nunca tinha sentido algo semelhante. Sabia, que no fundo, poderíamos ter, finalmente alguma coisa.

Outro erro.

Você só estava carente; seu novo namorado babaca tinha te traído e você quis brincar;

Mas era persistente demais. Dei-lhe um tempo e depois voltei á contra-atacar, guardando em mente uma extensa lista de todos os foras que você tinha me dado;

Até que, no fim de uma tarde você me ligou (ainda me pergunto onde conseguiu meu número), pedindo ajuda.

Combinamos de nos encontrar num parque e lá você despejou tudo; sua família a morte recente da mãe...

Naquele momento enxerguei que sua pose forte e inabalável era somente um disfarçe para os problemas. Fiz de tudo para ajudá-la.

E nos tornamos amigos.

E me apaixonei ainda mais por você:

O cabelo preto e longo, os lábios sempre vermelhos; o modo com que você andava e sorria; o seu revirar de olhos e modo com que ficava olhando fixamente para algum ponto. Você era e é linda de todos os ângulos;

Eu não estava s[o apaixonado por você. Era muito mais. Quando disse isso para você, num teatro depois da peça da minha irmã, você pulou no meu pescoço e riu.

Logo senti lágrimas molharem minha camiseta social; você estava chorando. Assim que desencavou sua cabeça do meu pescoço, olhou em meus olhos e como que pedindo permissão, te beijei. Como nunca antes.

À partir daí, você mudou, se tornou uma nova mulher.

Tinha orgulho de ter você ao meu lado.

Só queria que soubesse isso.

Enviar mensagem?

Sim || Não

Mensagem enviada

(...)

Me recompus na poltrona do avião. Os passageiros já estavam impacientes e quando coloquei o celular no bolso, ouvi vários suspiros de alívio.

Era loucura (e idiota) o que tinha acabado de fazer, mas eu queria mesmo que ela soubesse o quanto ela era importante;

Eu á veria em breve. Ela precisava ter a certeza de que apesar do tempo perdido, eu á amava.

Senti meu celular vibrar no bolso da calça.

Uma aeromoça que passava ao um lado, bufou e sussurou que era a última vez que avisava. Na próxima seria expulso.

Abri a mensagem:

"Também sinto saudades da sua cara, Tobias ♥..."

(...)

Pra mim, aquela frase já era o suficiente.



Notas finais do capítulo

Fiz com muito carinho, espero que tenham gostado.
Sua opnião é importante, se gostou, não custa nem dois minutinhos. Se não gostou, critique bastante, porém, construtivamente.
Qualquer erro, ficarei feliz se me alertarem.
Até.



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