O Instituto De Mutantes - Interativa escrita por Annie


Capítulo 3
Início de amizades... Ou não


Notas iniciais do capítulo

Viram! Consegui postar antes das 3 da manhã!
Palmas para a Alex!!!
Primeiramente, AMEI os comentários, obrigada mesmo!
Em segundo, mesmas coisas do capítulo anterior, qualquer coisa avisem! Se gostaram, se não gostaram, escrita, personagens, algo que não tenham entendido, tudo!
E Tesla, tem um trocadilho bem besta para você... Tu vai entender!
Espero que gostem!!!
P.S.: Vou colocar os links das fotos dos personagens com os nomes do lado, manos o do Jonas, porque um certo leitor não colocou a droga da foto, não quero dizer quem, mas começa com "Tes" e termina com "la"



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Derek tentou fazer o mínimo de barulho possível para garantir que ela não parasse de tocar, deu um passo para trás e um pulo ao ouvir várias batidas frenéticas na porta. Xingou mentalmente e se afastou da porta no momento em que ela se virou. Congelado, não conseguiu pensar em virar sombra e fugir até que fosse tarde demais.

– O que diabos você está fazendo aqui? – Perguntou irritada. – E quem é você? – Tirou o violino do ombro, vindo em sua direção.

– Eu... Han... Eu... – Gaguejou, sem achar as palavras para se explicar, nesse momento deveria estar vermelho como um pimentão.

– Você vai é virar churrasco se não se explicar e sair daqui em menos de trinta segundos! – Disse ainda irritada. Deveria ser impressão de Derek, mas parecia estar saindo fumaça da pele dela.

– Eu... Eu me perdi!... – Ela o encarou desconfiada. – É sério! E eu ouvi a música, e...

– E os quartos dos novatos é no outro corredor! – Completou para ele, com a voz perigosamente calma e baixa. Antes de ela chegar até a porta, esta se abriu, duas crianças entraram afobadas. Um garoto e uma garota, deveriam ter no máximo oito anos e pareciam irmãos, talvez gêmeos. Alturas parecidas, cabelos pretos, e ele não prestou muito mais atenção neles

– Quem é esse? – Perguntou o menininho.

– Ah, é só um novato, que já deveria ter saído... Não é, senhor Backler? – Ela disse, e ele apenas assentiu de cabeça baixa, na visão dele, ela tinha razão, afinal ele invadira seu quarto sem mais nem menos. O mesmo se transformou em sombra e ignorou os olhares espantados das crianças ao vê-lo como uma sombra com apenas os olhos azuis brilhantes , vários dentes e garras aparecendo, prestando atenção apenas no olhar de indiferença dela. Passou pela parede e pôde ouvi-la falando com as crianças. - Bom... O que vocês querem?

Enquanto achava seu caminho até o quarto, pensava no olhar de indiferença dela, os olhos eram de um castanho estranhamente avermelhado. Tinha umas sardas também, e foi extremamente estranho ver fumaça saindo dela, mas não pôde perguntar o motivo. Mas o que realmente não saía de sua cabeça era o jeito com o qual ela pronunciou seu nome, “Báckla”, na verdade todo o seu sotaque era estranho, quem sabe fosse britânica¹, e não estivesse no instituto por tempo o suficiente para perder o sotaque.

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Lex continuava gritando, e Bethany não conseguia fazer a visão parar, sua cabeça doía como se fosse explodir, a sensação era de que estivessem esmagando seu crânio a ponto de quebra-lo. Não sabia o quanto Lex aguentaria, ele logo estaria inconsciente e só Deus sabe o que aconteceria depois.

Os gritos começaram a ficar mais fracos. Ela observava em pânico. Lex ainda estava sentado no chão, seus olhos verdes fortes a fitavam indecifráveis, indicando quase nada além de dor. Estes começaram a perder o foco. Ela nunca soube se o pânico fez a visão parar, ou se a adrenalina lhe deu forças para parar. Supôs que tenha sido a segunda opção quando sentiu uma gota quente escorrer de seu nariz, seguido de um gosto metálico na boca entreaberta pelo choque.

– Lex! – Logo que o choque passou, correu até ele que caíra no chão. Segurou sua cabeça, sem dizer nada por alguns segundos, esperando que dissesse algo, a xingasse ou algo assim. – Lex, me desculpe! Eu juro que não fiz por querer, eu não controlo direito. Por favor diga algo! Me desculpe! Você está bem? – Ela despejou tudo de uma vez quando ele demorou para responder.

Ele emitiu uma risada fraca.

– Depois dessa, eu não digo mais que a frase “Elas nos causam dor sem nos tocar” seja mentira! – Ele disse, deixando-a muda por um segundo. – Ah, e tem sangue na sua boca. – Diz com uma voz fraca e rouca. – Quer que eu limpe?

– Argh! Você é um idiota! – Disse largando a cabeça dele no chão, fazendo-o emitir um “Autch” de protesto. Se levantou e voltou-se para a janela novamente, ficando de costas para Lex. – Pensei que fosse te matar. Não reclamo mais quando disserem que precisamos de treinamento.

Bethany revirou os olhos, e continuou olhando pela janela. Pelo reflexo via que sua maquiagem estava um pouco borrada nos olhos. Limpou-a rapidamente e se virou para o garoto.

– Então... Você me desculpa? – Perguntou mordendo o lábio inferior.

– Como dizer “não” a esses olhinhos verdes? – Diz ele levemente sarcástico, mas sendo verdadeiro em essência.

Ouviram uma batida na porta, e Lex se levantou para atender. Era uma das agentes(Humanas). Era mulata, tinha cabelos pretos alisados, sobrancelhas finas, uma grossa linha de delineador e o típico uniforme preto dos agentes. Que, reparou Lex, ressaltava bem as curvas das agentes...

– Ótimo, me pouparam o trabalho de bater em uma porta! Vocês têm que vir para o almoço por ser o primeiro! As pessoas aqui não tem exatamente uma hora para almoçar², e não servimos, as coisas estão apenas disponíveis. E aqui estão os horários que eu tenho que entregar a vocês. Venham logo! – Disse e saiu sem esperar por perguntas.

– Que dia é hoje? – Perguntou Lex examinando sua folha e passando uma para Bethany.

– Sábado, 1 de Dezembro. – Disse ela analisando. - Temos treino até no sábado? Droga! Veja, começa as 14:12. E o café da manhã é das 06:02 até as 09:58... E a janta até as 21:01. Quem foi o idiota que fez isso?

– Apenas peculiaridades. Vamos, Beth?

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O agente teve que bater várias vezes na porta de Jonas para ele acordar. Ele recebeu os horários, os decorou em três minutos e se ajeitou para descer. Achou os horários padrões para todos um tanto quanto peculiares, os das aulas eram mais normais.

Ele já estava pensando em várias formas de economia sobre a quantidade em dinheiro que ganhariam para comprar algumas peças, e também em como passar despercebido, talvez se agisse do jeito mais anormal o possível. Mas só tinha suas roupas simples, e os óculos... Talvez se pintasse a pele de azul, tingisse o cabelo ou algo assim, "Apesar de que cabelos grisalhos meio compridos num garoto de 13 anos não é a coisa mais normal do mundo" Pensou. Mais pensamentos voavam em sua cabeça quando catou seu caderno e caneta e saiu pelo corredor. Não prestou atenção quando no caminho do refeitório(Já memorizado) uma garota vinha em sua direção, ela vinha rápido e não teve tempo de parar. Os dois caíram, Jonas juntou sua caderneta e os óculos o mais rápido possível e se levantou. Estendeu a mão para a garota, que segurava sua caneta. A pegou e colocou atrás da orelha enquanto a menina se levantava.

Ele logo a reconheceu como uma das novatas. Achava ter visto se nome na porta do primeiro quarto do corredor quando ela entrou. Este veio como um Flash em sua memória “Mikaela Schnee, quarto 25”.

A garota era certamente mais velha que ele, apesar de parecer mais nova, uma criança na verdade, provavelmente qualquer um diria que ele era mais velho, mas mesmo com o jeito infantil, o modo como ela se portava e longos anos silenciosos de observação permitiam a Jonas dizer com certeza, que ela tinha cerca de dezesseis anos.

– Não olha por onde anda? – Perguntou com a voz calma e sem muitas emoções.

– Er... Eu sou meio desastrada... – Disse. Jonas a observou por alguns segundos criando um silêncio desconfortável. A garota tinha band-aids pelo rosto e mão confirmando o que acabara de falar, irradiava branco, sua pele, cabelos, cílios e seu casaco felpudo com olhos azul-gelo. Também irradiava frio, além do frio do lugar. Ele estava com uma camiseta por baixo de uma blusa de lã por baixo de um casaco, mas perto dela, não parecia ser o suficiente.

“Por que ela parece estar com tanto frio se ela própria irradia frio? Física, explique isso! Ela deveria ser acostumada!” Pensou ele olhando para seu casaco, e botas felpudas por dentro. Não pensou muito em seu poder, apenas balançou a cabeça de leve e seguiu seu caminho.

– Ei, espere! Novato! – Disse ela se apressando atrás dele. Que ignorou.

O refeitório tinha três portas duplas, uma delas dava para a cozinha e outra para o outro corredor, além da que ele havia entrado. Pessoas entravam e saíam de todas elas. Deveriam ter umas 26 pessoas ali. Entrou na cozinha, era grande, com uma daquelas bancadas grandes no centro, e outras bancadas e gabinetes cobrindo todas as paredes. Três geladeiras e três fogões, dois forninhos, duas pias, três lava-louças, e quatro micro-ondas.

“De onde eles tiram tanto dinheiro?” Se perguntou. Outra coisa que chamou sua atenção foram as crianças. Ouviu alguém dizer que só haviam 4 ou 5 crianças pequenas em todo o Instituto, se fosse isso, todas estavam aqui, Em volta de uma garota e do garoto que lhes havia mostrado o instituto. Eles pareciam estar fazendo ovos mexidos, carne e mais alguma coisa, provavelmente para os menores. Deu uma boa olhada neles.

A garota era ruiva e estava com o cabelo preso em duas tranças, ela e o cara, Aurélio, usavam bandaninhas vermelhas na cabeça como se fossem Chefs, e riam enquanto cozinhavam. Das crianças, haviam dois gêmeos, certamente, os quais Jonas piscou ao ver que tinham duas orelhas de lobo no topo da cabeça, uma outra garotinha tinha a pele azulada e umas membraninhas nas mãos os dois outros pareciam mais velhos, um menino afro-americano com cabelo blackpower e dois chifres retorcidos saindo do emaranhado de cabelo, e o outro era loiro e tinha garras nas mãos e nos pés descalços.

Jonas sentiu uma sensação um tanto quanto estranha ao olhar a cena... Eram como uma família, e eles pareciam simplesmente se aceitar.

Ele foi para o canto da cozinha e ficou os olhando quando os dois mais velhos terminaram de cozinhar e colocaram os pratos na bancada. O que mais mexeu com uma parte de Jonas pouco explorada foi quando o garoto com chifrinhos juntou as mãos para orar pela refeição (Coisa que os pais de Jonas faziam) e as outras crianças repetiram o gesto.

– Olhem só! Um mini-novato fofinho! – Disse uma garota que surgira atrás de Jonas, com a voz animada. Ele deu um pulo e se virou. – Droga! Começaram sem mim?! – Disse indo até eles.

– Oi Len! – Algumas crianças gritaram.

– Iríamos te esperar, mas estávamos com muita fome! Deus irá entender! – Disse o garotinho que começou a oração.

–Ora, chamem os novatos também! – Disse Len.

“Os?” Jonas olhou para trás. Mikaela estava vindo em sua direção, parecendo irritada.

– Ninguém me deixa falando sozinha garoto! – Disse avançando com os punhos cerrados.

– Hey! Calma aí! – Diz Len, briguem depois, vamos comer!

– Deixe para lá. Só vim pegar um sanduíche. – Diz Jonas pegando duas fatias pão e colocando algumas coisas nele rapidamente, e indo para o refeitório.

Jonas chegou perto de uma mesa com dois outros dos novatos timidamente.

– Posso me sentar?

– Tanto faz. – Disse Lex sem tirar os olhos de seu sanduíche.

Nenhum dos três perdeu muito tempo se apresentando, e a conversa não se estendeu muito. Jonas ficou particularmente contente quando perguntou a mutação dos dois e eles responderam sem perguntar a dele. Logo Bethany saiu da mesa, e ele continuou pensando na cena que acabara de ver e não saía de sua cabeça.

– Serão que tipos de sentimentos? Não me importa, são todos estranhos. – Deixou escapar um pensamento em voz alta.

– Isso meu caro pequeno Nerd, é um fato! – Comentou Lex.

– Entende disso? – Perguntou curioso, e meio ansioso pela possibilidade de mais conhecimento.

– Não muito, caçulinha. É difícil entender, mas alguns sabem como lidar com eles. – Diz Lex, erguendo uma sobrancelha.

– Deve haver alguém que possa explicar! Algum livro!

– Não. Até Eddison iluminou o mundo, mas não clareou a compreensão dos sentimentos, e por isso os odiamos!

– Para começar, Thomas Eddison não iluminou o mundo! Ele iluminou alguns quarteirões com a corrente contínua! Foi Tesla que iluminou o mundo! Thomas nem mesmo foi o verdadeiro criador da Lâmpada... Foi, mas não o único...

– Ok, ok, Sr. Sabe Tudo! – Disse Lex, para cortar o mais novo. – Como eu disse, não tem como entender, mas até que ajuda falar sobre isso. Podemos conversar um dia desses. Mas antes, vá falar com a Mika! Eu vi ela gritar com você, e você não parece um cara muito forte, ela vai te transformar em uma estátua de gelo!

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Len convidou Mika para se sentar com eles, que não recusou. Se apresentaram rapidamente, mas depois disso, não falaram muita coisa com ela, Leah estava ocupada discutindo alguma coisa Idiota com Aurélio, ou “Cigano” como o chamavam e Len discutia com uma das crianças.

– Então Mika, Posso te chamar de Mika, certo? Você cria gelo, ou só é uma mancha branca ambulante e irradia frio por gosto? – Pergunta Aurélio num falso tom desinteressado, fazendo a garota rir.

– Sim... Eu meio que congelo, e meu sangue é frio, por isso estou sempre toda encapotada e procurando calor. – Disse feliz por poder dizer alguma coisa.

– Há! Vai se dar bem com a Leah! – Comentou Len, logo voltando para sua discussão acirrada com uma menininha com a pele azulada.

– Porque a ruivinha aqui é uma verdadeira fogueira fora de controle portátil! – Disse.

– O que? – Perguntou Mika sem acreditar. Primeiro relacionou fogo com calor e com coisas boas, mas depois de um segundo pensou melhor. Aquilo não poderia ser bom!

– Não me provoque Cigano! – Disse numa falsa irritação enquanto brincava com uma pequena chama, passando-a entre os dedos da mão esquerda, nesse momento, suas íris já alaranjadas pareciam lava.

– Bom, você tem... Explosões ou algo assim? – Perguntou Mika, nervosa, tentando descontrair mesmo se sentindo desconfortável na presença da outra, sem perceber a gesticulação de Aurélio para ficar quieta. – Você deve queimar um monte de coisas! Já matou alguém? – Nisso todas as crianças viraram os rostos para ela. Leah puxou as mangas desconfortavelmente, e começou a tremer.

– Bom, mini cubo de gelo, sim, eu tenho explosões, e sim, talvez eu tenha matado alguém. – Disse, lhe lançando um olhar cortante. – Deve ser bom saber que você só será responsável pela morte de alguém se lançar estalactites propositalmente nessa pessoa!

– A sim, e congelar pessoas por acidente é a melhor coisa do mundo. – Disse sarcástica.

– Ao menos elas podem sobreviver se descongeladas!

– Não! Não podem não, senhorita inglesa! – Disse Mika, quase gritando e com os punhos cerrados.

– Não é você que causa incêndios até dormindo! – Diz Leah, apenas um pouco mais baixo que Mika, com um pouco de fumaça e calor saindo dela, os olhos pareciam brasas.

– Não é você que foi praticamente criada em laboratório!

– Não foi você quem matou seus pais!

As duas já estavam gritando quando se levantaram da mesa com um estrondo e saíram marchando, uma por cada porta. As crianças, Len e Aurélio olhavam para onde as duas tinham saído, boquiabertos.

NOTAS DE RODAPÉ!!! (Só para deixar bem claro)

¹: Eles estão em NY, e o sotaque inglês americano é bem diferente do britânico e é fácil para um americano notar, no americano, na maioria das palavras o "a" se torna "e", mas no britânico, o "a" é bem reforçado e com pronúncia de "a". E no inglês britânico, as palavras que terminam em "er", tem a pronúncia "er" substituída por "ah" entre muitas outras mudanças. (Só para quem não sabia)

²: Nos EUA as refeições importantes são O Café da manhã e a Janta, e no almoço (Que pode variar de 12:00 até 14:00) eles só comem algo simples, como um sanduíche ou um burrito, ou algo assim. Raramente comem "comida de verdade".


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Notas finais do capítulo

E foi isso! Desculpem qualquer erro de digitação/ortografia, e aqui vão os links das fotos dos personagens.

Leah Rengel: http://content.latest-hairstyles.com/wp-content/uploads/2012/07/long-red-hair-view-2.jpg

Bethany Underwood (Beth): http://36.media.tumblr.com/82ba18d68435910854337e6fefc27a83/tumblr_n3pltcOej71tw61kbo6_1280.jpg

Aurélio Cortez (Cigano): http://images4.fanpop.com/image/photos/20300000/Rama-1-temporada-2007-ramiro-ordonez-rama-20365635-2560-2551.jpg

Eleanor Blacksoul (Len): http://www.measurementshub.com/wp-content/uploads/2013/12/Zoey-Deutch-Bra-Size.jpg

Mikaela Schnee (Mika): https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/71/25/b8/7125b805e314677941ad0c56f6d9dee4.jpg

Lex Blood: https://pbs.twimg.com/profile_images/566952410434646016/p1dYl89L.jpeg

Derek Backler: https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQZUxckmUHPCw6T9F-A_96me7dtzAeR6m0c9Mo_0EzcOvsQM17k