So What? escrita por Lulu Mason


Capítulo 10
We are not in this war


Notas iniciais do capítulo

HEEEEEEYYY UNICÓRNIOS!
Queria agradecer pelos comentários e por quem usou seu tempo precioso lendo, favoritando e acompanhando a fic! Essa cap tá diferente dos outros, mas espero que vcs gostem!
PODEM LER!



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Lucy

Sábado. Finalmente. Tem poucas coisas que realmente me deixam estressada – até por que muitas vezes deixo os problemas descartáveis no modo “ foda-se” – mas estar no meio de uma guerra, suja, imatura e ridícula me dava nos nervos.

Eu me sentia a ilha afundando, não escolheria lados mas dessa forma também acabaria chateando ambos. As coisas estavam fugindo do controle. Amy e Carrie já tinham ido longe demais.

Nessa semana tentei não estar com nenhuma delas, não queria mais aquilo para mim – nem para meus outros amigos – mas estou apenas fugindo temporariamente, por que tenho certeza que em alguma hora um de nós – Mike, Clary, Jake e eu – iríamos explodir. E acho que seria eu. Queria chacoalhar as duas e falar que tudo aquilo era fodidamente ridículo, que deveriam voltar a ser amigas por que a briga delas ferrava com todos nós, mas até agora não falei nada. Estava me poupando.

Acordei duas e meia da tarde – para um sábado eu praticamente madruguei, por que geralmente acordo lá pras três da tarde, bom isso é por que eu durmo ás nove da manhã. “Lucy isso não é saudável!” Foda-se eu gosto me deixa.

Troquei de roupa e desci para o caféalmoço.

– Lulu! – Sophie me abraçou. Ela é minha irmãzinha mais nova. Muito fofa! Diferente de mim – Mike e Amy adoravam falar isso.

– Bom dia!

– Achei que tivesse morrido!

– Não, pode ficar tranquila, ainda vou viver mais um pouco para te irritar. – falei sorridente. Sophie sorriu, puxou minha mão e me levou até a nossa cozinha.

Minha mãe e meu pai estavam na mesa, ambos fazendo suas próprias coisas, mas com as mãos entrelaçadas. Sempre me pergunto como os dois podem ser tão unidos assim, acho muito difícil alguém me aguentar, ah! Uma hora vou achar meu patorro (junção mais perfeita de animais que existão nesse mundo)!

Pego uma fatia de bolo e sento na mesa branca junto com eles.

– Bom dia Lucy.

– Bom dia mãe. – respondi.

Eles me perguntaram se eu estava bem e se tinha tido uma boa noite de sono, como os pais sempre falam. Assenti e peguei mais uma fatia. Bolos são melhores do que pessoas.

– Nós vamos levar Sophie para uma festinha daqui a pouco e depois vamos ao Clube, quer ir junto?

– Não muito obrigada – eu falei de boca cheia – Vou me encontrar com Clary.

– Então tudo bem. Mas leve sua chave E seu celular! Estou falando sério, é pra nos atender caso liguemos!

Assenti revirando os olhos. Eu dizia que o desligava, mas na verdade perco meu celulinho umas duas vezes por semana. Genial? Eu mesma.

Arroto. Sophie ri e faz a mesma coisa.

– Sophie não aprenda essas más maneiras com sua irmã!

Riu e faço um hi-five com minha irmã menor.

Depois de comer e me arrumar – enfiar a roupa porque não tenho saco pra me maquear ou sei lá mais o que as garotas da minha idade fazem – e mandei mensagem para Clary:

Lucy: To pronta, nos vemos no cinema?

Clary: S! Estou pronta também, vou me despedir dos meus pais. Até mais bitch!

Lucy: Té slut.

Coloquei meus fones de ouvido e pluguei no celular. Modo Aletório. Volume Máximo. Começa a tocar Another Brick On The Wall do Pink Floyd. Começo a berrar a letra. Adoro quando o modo aleatório acerta a música!

Então a rua se transformou em um videoclipe e os pedestres nos dançarinos. Claro que na minha cabeça eu fiz o papel David Gilmour – porém com meio metro de altura e cabelo loiro.

– AAAAAAAAH MEU DEUS LUCY! NÃO SOU O-BRI-GA-DA a ouvir isso! – Clary apareceu na minha frente tampando os ouvidos e fingindo desespero.

– Babaca. – resmunguei e sorri de lado tirando os fones.

Nos abraçamos e entramos no cinema. Íamos ver A Escolha Perfeita 2.

Compramos pipoca, refrigerante, doce e chocolate. GORDICES MOVEM O MUNDO!

– Aaaaarrr – Clary fala depois de engolir metade no nossa M&M goela a baixo – Por que as pessoas sofrem por outras enquanto podem ter Nutella, Coxinha e M&M? Não entendo!

– Concordo totalmente! – falo e então fazemos nosso coprimento com as mãos e nos sentamos em nossos assentos. Coloco meus pés no assento da frente.

Entramos o mais cedo possível, assim que abriu a sala, então ainda demoraria um pouco para o filme começar.

– Não aguento mais isso. – Clary resmungou do nada.

A encarei. Falava de Carrie e de Amy.

– O que foi?

– Olha isso! – ela apontou nada sutilmente para um pequeno grupo de amigos que entravam e riam. Pareciam nosso grupo em uma realidade alternativa. – Deveria ser a gente ali! Todos nós! Mas não podemos chamar Carrie, se não Amy não vem, se Amy não vier Maya também não e obviamente Carrie não viria com nenhuma das duas! Estou cansada de escolher com quem vou passar meu recreio e depois ter que dar explicações para a não escolhida!

Ela tinha razão.

– É uma merda mesmo.

As luzes se apagaram e os trailers começaram. Quando o filme de fato começou, já tinha feito minha escolha, eu não ficaria mais no meio delas.

Mike

Quatro da tarde de um sábado. E só o que eu tinha feito até agora foi Jogas GTA e LOL. Muito útil e produtivo. Joguei com Jake por um tempo, mas ele teve que sair para levar Melanie em algum lugar. Então lá estava eu de novo com meu videogame.

Não contei aos meus ‘pais’ sobre meu celular, por que bom, eu gostava bastante da minha cabeça então concertei com meu próprio dinheiro – to duro até para comprar balinha na banca da esquina. Mas foi por uma boa causa.

Acho que todos estão em casa mas não faço questão de levantar para checar. Podia estar lá sozinho mas pelo menos não tinha que resolver problemas – lê-se qualquer coisa relacionada a Maya.

Lá para ás nove e meia da noite olhei pela janela e vi Maya fugindo de casa. Ela olhou para trás e encontrou meu olhar. Mas logo virou para frente e continuou seu caminho. Entendi isso como um “ estou bem, não vá atrás de mim já fiz isso antes” o que foi ótimo para mim, por que minha vontade de fazer alguma coisa era menor do que 0.

. . .

Acordei com um barulho vindo do corredor. Levantei da cama. Duas da manhã.

– Maya? – me espantei ao ve-la. Estava descabelada, arranhada e com roxos no braço, sua barriga sangrava. Levou um dedo aos lábios pedindo silêncio.

Seus olhos estavam com algumas lágrimas. Eram de Maya, não erão lágrimas de tristeza e sim de raiva.

– Mas que merda aconteceu com você? – berrei assim que a segui até seu quarto e fechei a porta.

– Cale a boca imbecil, vai acordar a casa inteira!

– Maya!

Ela se sentou na cama e tirou sua bota, depois levantou um pouco sua blusa e pude ver um corte:

– Merda. – ela resmungou com dor.

Segurei seu braço:

– O que aconteceu?

– O que você acha? – ela questionou com raiva – Fui jogar bingo com minha avó. Seu besta! Apanhei.

Nunca virá Maya triste. Ela trocava isso pela fúria. Era estranho.

– Quem fez isso?

– Não importa e não é da sua conta!

Abri a porta do quarto:

– Ou você me conta ou vou acordar todos dessa vizinhança!

– Por favor vá embora. Não posso lhe contar, não posso contar a ninguém! Vou cuidar disso mas por favor Mike, por favor vá embora!

Ela pediu com certo desespero:

– Pode realmente cuidar disso?

Ela me mostrou uma pequena maleta de primeiros socorros.

– Posso.

Antes de sair notei ela egando seu celular e discando um número desesperada, ouvi um “Alô” do outro lado da linha e então ela fechou a porta na minha cara.

Clary

O filme foi legal. E com Lucy me diverti bastante. Ela acabou dormindo na minha casa. Lucy apagou logo assim que se deitou na cama, mas eu encarei o teto, esperando alguma coisa.

Meu celular tocou. Olhei meu relógio. 3:54.

– Alô? – sussurrei.

– Clary?

– Mike o que foi?

– Acho que alguma coisa pode ter acontecido com Carrie.

– O que?

– Não posso explicar tudo agora, estou espionando alguém. Maya voltou para casa sangrando e estou escutando a ligação dela.

– E o que isso tem a ver com Carrie? – eu estava assutada com o fato de Maya ter voltado sangrando, mas não entendi o ponto daquela ligação ter sido tão desesperada.

– Ela esta falando com Carrie.

–O QUE?

– Clary alguma das duas já te falou alguma coisa sobre ‘” Sandia’”?

– Sei que foi o antigo colégio de ambas e que se conheceram lá. Acho que a treta entre elas foi lá.

– Também acho. Mas acho que foi algo sério. Estão falando algo sobre segredos, estarem quase descobrindo e medo.

– Vamos nos encontrar amanhã. – digo-lhe e desligo o celular.

Depois dessa é que não consegui dormir.

Maya

– Não seja estupida, vá a um hospital ver essa merda! – Carie falou ríspida, usava chapéu e óculos escuros, estávamos no Café do Campus da College Milles uma faculdade perto de nossas casas.

– O que vou dizer a eles? Que me feri enquanto cortava cenouras? – ironizei.

– Invente algo. É boa nisso, de qualquer forma.

Revirei os olhos:

– Quero contar para eles. – falei me referindo aos nossos amigos.

– Não.

– Sim. Guardamos isso por tempo demais!

– Vai se ferrar, não podemos contar.

– Pode ser melhor! Vão nos ajudar!

– Ou nunca mais olhar para as nossas caras!- ela exclamou.

Então vi que esse era o real medo de Carrie. Ela não ligava para o que aquelas vadias podiam fazer com ela, e sim com o que podiam fazer com nossos amigos e o que eles pensariam dela. Senti compaixão por minha ex-amiga por uns cinco minutos, ai lembrei que ela era uma vaca e voltei pra realidade:

– Não sei quanto a você, mas sei que eles são amigos de verdade. Eu vou contar Carrie. Você apoiando ou não.

Me viro para ir embora, mas antes ela agarra meu pulso:

– Ok, faremos o seguinte, vou tentar nos tirar dessa, e se não der certo, contamos juntas a eles.

Penso um pouco e assinto. Saio de lá e caminho pelas ruas.

Ah só o que eu preciso agora é de uma vodka.

Lucy

Depois do café na casa de Clary – genteeeee a mãe dela cozinha muitoooo beeeeeeem! Comi umas quatro panquecas! Não preciso fazer cerimônias, Clary e eu não tínhamos mais isso.

Entrei em minha casa. Mamãe teve que viajar a trabalho, só meu pai e minha irmã deviam estar em casa. Mas havia outra pessoa além deles.

Caminhei de forma silenciosa até o escritório de meu pai. Queria lhe fazer uma surpresa – tinha comprado biscoitos de canela, seu prediletos, no Café Tia Nena.

Mas acabou que a surpresa foi para mim. A realidade me deu um tapa na cara. Eu admirava meus pais, por tanto tempo de casados e ainda assim apaixonados. Já não sabia mais.

Lá estava meu pai, com uma outra mulher. Fazia coisas que só deveria fazer com minha mãe.

Qual problema dele? Sophie esta no andar de cima!

Furiosa subi as escadas, de forma não tão silenciosa mas nenhum dos dois lá embaixo pareceram ligar. Sophie estava dormindo, usava um pijama de CupCakes e estava abraçada a um bichinho de pelúcia.

– Sophia? Vista-se.

Ela acordou desorientada e questionou o porquê da minha ordem, mas como sempre, fez o que pedi. Enquanto isso peguei algumas coisas de nós duas e joguei em minha mala do Mickey.

Quando descemos as escadas, Sophie segurava minha mão e coçava seus olhos. Meu pai apareceu em minha frente:

– Queridas! Já acordaram? – ele deu um sorriso.

Tive vontade de gritar com ele. Mas em vez disso não o respondi, passei por ele puxando Sophie, que puxava nossa mala e peguei um táxi.

– Para onde vamos, Lulu?

– Para a casa da Vovó.

– O que aconteceu?

– Papai fez merda, Sô. E nós vamos lidar com as consequências disso.

Dei o endereço ao taxista e apoiei o cotovelo na janela.

Quando foi que tudo ficou tão errado?


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Notas finais do capítulo

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