Um doutor,uma rosa e muitos universos...HIATUS escrita por Doctor Alice Kingsley


Capítulo 4
Capítulo 4


Notas iniciais do capítulo

NÃO ME MATEM! Eu sei que demorei 5 meses para postar o novo capítulo, mas muita coisa aconteceu desde a última vez que postei e minha vida virou uma bagunça só. Me desculpem por ter "abandonado" a fic, mas estou de volta e agora vou tentar postar um capítulo por semana. Duvido muito que ainda me acompanhem, mas quem é vivo sempre aparece não é mesmo? Então sem mais delongas, porque já enrolei vocês por 5 meses. E me desculpem se houver algum erro de português. Espero que gostem e nos vemos lá embaixo.



Londres, 25 de dezembro de 2008

A TARDIS tinha parado e eu não sabia se estava pronto para descer dela, não sabia os perigos que iria encontrar e o que aconteceria comigo e ainda tinham todos esses pensamentos em minha mente, mas quando a aventura bate em nossa porta como podemos dizer: não? Não podemos e foi por isso que resolvi sair, talvez aquela fosse minha última aventura como décimo doutor e eu iria combater o mal novamente.

Vesti meu sobretudo, peguei minha chave de fenda sônica, arrumei mais uma vez meu cabelo e sai. Ao sair a cidade estava calma e todos pareciam andar normalmente, até que alguém gritou e meus corações pulsaram tão forte que achei que eles iriam atravessar meu peito.

Com a chave de fenda sônica em minhas mãos corri até o local, mas as pessoas ali pareciam não notar. Foi quando uma voz no meio das outras gritou: chamem o doutor. E quando estava indo me aproximar da vítima, um vulto passou por mim e sacou algo de dentro de seu terno que fez um barulho comum aos meus ouvidos, era o barulho da minha chave de fenda sônica.

— Olá. – falei para a pessoa que estava ao meu lado. – Quem é você?

— Eu sou o doutor.

Não vou me desesperar pode ser apenas um doutor qualquer, mas ele tinha uma chave de fenda sônica e não parecia ter se formado em medicina. Ele seria o próximo doutor? Quem era essa pessoa que se intitulava o doutor? E por que a TARDIS aterrissaria lá? Esse mistério estava só começando.

Corremos para perto de uma casa onde uma mulher me chamava, quer dizer chamava o Doutor. Um bicho apareceu e ele tinha uma máscara típica de um cybermen, só que ele não era humano. Era um animal, como se tivessem pegado um cérebro de um gato e colocado naquele corpo. Apontamos nossas chaves de fenda sônicas e falamos juntos:

— Isso é novo.

— Isso é diferente.

E juntos, ainda com a chave de fenda sônica da mão gritamos juntos:

— Allons-y.

O olhei com receio, afinal aquela era minha frase de efeito, mas não tive tempo de pensar sobre as coincidências que me afligiam, pois ao olhar para o lado vi o Doutor laçando o animal com uma corda no pescoço e sendo puxado para cima, me agarrei junto dele e fomos puxados pelo animal. Íamos cair pela janela e seria meu fim, imaginei indo de várias maneiras, mas cair da janela não era uma delas. Queria me despedir de tantas pessoas e queria ter a oportunidade de falar com Rose antes de partir, pelo menos por uma última vez.

Pensar em Rose me deixava chateado, fazia com que eu quisesse chorar o tempo todo e apesar de eu gostar desta regeneração, talvez fosse preciso ir embora para esquece-la. Tudo doía quando pensava nela e doía mais ainda por saber que ela tinha outra versão minha e que poderia ser feliz para sempre com ele, já que ele envelheceria ao seu lado.

A única coisa que um senhor do tempo nunca poderia ter, uma só vida para gastar com aquele que amamos. As veze pensava que deveria ser doloroso ter apenas só uma vida, mas fui privado da única aventura que todos dizem que vale a pena. Nunca poderia me dar ao luxo de envelhecer sem mudar.

Sai de meus devaneios quando ouvi o barulho de um machado sobre o batente da janela e no mesmo instante senti a corda afrouxar em meu pulso, não sabia como ela havia enrolado, mas o local ficara dolorido. Olhei para o suposto Doutor e começamos a rir, enquanto a moça, que antes cortava a corda, caminhava ao nosso lado nos dando uma bronca.

— Então vocês acham isso engraçado? Vocês poderiam ter morrido.

— Se acalme Rosita, tínhamos tudo sobre o controle. – o meu eu do futuro falou.

— Claro, como tinha das outras vezes que te salvei. – Rosita rebateu.

— Rosita esse é o... – o Doutor começou.

— Smith. John Smith. – me apresentei.

— John essa é Rosita minha companheira e sempre me dá broncas.

— É claro que sim, não é para isso que elas servem? Para nos lembrar que elas sempre estão certas?

E então me lembrei novamente da minha humana rosa e amarela, que tinha o sorriso mais bonito de todos e que foi a primeira pessoa capaz de me curar depois anos, ela conseguiu me tirar da solidão e me ajudou a chegar onde eu cheguei, se me tornei forte é graças a ela, se amadureci foi graças a ela e se hoje sofro foi porque a perdi e me sinto sozinho e perdido por causa disso. Nunca deveria tê-la deixado me ajudar quando os cyrbermen invadiram a Terra, deveria tê-la protegido ao invés de pedir sua ajuda, mas se uma coisa aprendi é que se confio em uma pessoa essa pessoa é Rose Tyler, minha Bad Wolf.

Tudo o que fazia me lembrava ela, por mais que quisesse esquecer dela por um minuto era impossível, parecia que quanto mais me esforçava para esquece-la mais pensava nela, o jeito era não me esforçar para nada, era ficar calmo e esperar minha hora de partir e sabia que não ia demorar muito, os Odd haviam previsto que não iria demorar. Eu só não estava pronto para ir neste momento. Ouvi o sinal de um sino e sai de meus devaneios, quando estava pensando em voltar para a TARDIS, avistei um caixão sendo carregado e a presença de uma mulher de vermelho na frente do portão da frente.

— O que está acontecendo?

– Um velório, tiveram algumas mortes durante esse mês.

Agora sim estávamos falando a mesma língua, primeiro monstros conhecidos e modificados, depois mistérios. Era o dia perfeito para eu tentar não pensar em Rose, mas como fazer isso? Sua companheira se chamava Rosita e era Natal, o único dia do ano em que eu jantava com Rose e Jackie. Nunca pensei que fosse dizer isso, mas eu sentia falta da Jackie.

Fomos para a casa do Doutor e vi várias malas lá, estava um pouco bagunçada, mas ele me disse que foi o melhor que pode fazer, já que estava fugindo de um monstro de metal. Aquilo parecia muito com o cyrbermen, mas eu não teria esse azar. Teria? O azar de encontrar o monstro que levou para sempre minha humana rosa e amarela de mim.

— Eu não consigo me lembrar de muitas coisas. Tenho várias memórias do passado e do pressente, mas estão sempre misturadas. Estou muito confuso, e preciso da sua ajuda John Smith.

— Vou fazer o que puder para te ajudar. O que é isto em seu bolso?

— É um relógio, mas eu não me lembro de tê-lo guardado. Na verdade, eu nem me lembro dele.

— Vamos abrir então.

Ele sorriu e eu sorri, mas quando abrimos o relógio nada aconteceu. Eu não sabia o que fazer diante daquela situação, porque se ele fosse um senhor do tempo que perdeu a memória bastava abrir o relógio que ele se lembraria de tudo, mas ele não lembrou de nada. Tinha que haver outra explicação para esse fato e eu ia descobrir o que era.

Ouvimos alguns gritos e saímos de casa com Rosita logo atrás, vi vários cybermen ali. Agora essa história estava começando a fazer sentido. Quatro adultos, os mesmos que estavam no funeral, agora guiavam filas com crianças e todas se encontravam no centro do círculo, para então entrarem em uma instalação que parecia uma fábrica.

— Quem são essas pessoas e por que são importantes? E o que os cybermen querem aqui.

— Eles são donos dos quatro orfanatos que existem aqui.

— Nós queremos o Doutor. – o cybermen falou com uma voz tão fria quanto o metal que vestia.

O doutor havia pegado uma espécie de filme e usou contra o cybermen o fazendo explodir e então a minha ficha caiu, aquela poderia ser a solução para os problemas de memória do “doutor”. Quando estávamos nos virando para voltar a casa do “Doutor”, ouvi um cybermen gritar e apontar para mim.

Corremos até o estábulo que era a casa do doutor e achamos uma maleta cheia de filmes como aqueles que havíamos usado antes, mas um deles estava para fora e isso me chamou a atenção. Resolvi projetar sua imagem na parede e então tudo fez sentido. Ele não era o Doutor, mas achava que era, uma vez que ao derrotar o cyberman apagou todas as minhas informações dos cybermen e refletiu sobre ele. As imagens entraram como ondas de um tsunami em sua cabeça e por isso pensou que ele era eu.

— Então tudo o que eu fiz foi em vão?

— Nunca mais repita isso, você salvou todas essas pessoas e construiu sua própria TARDIS. Nada do que você foi em vão. Estamos entendidos?

— Sim.

— Venha comigo, temos uma invasão cibernética para impedir.

E então eu me lembrei da minha Rose Tyler e do motivo pelo qual eu a perdi. Ela era minha humana rosa e amarela. Minha companheira mais especial e amada e por um ato heroico e egoísta eu a perdi. Agora era minha chance de salvar aquelas crianças por ela. Em nome dela eu ia salvar todos que estavam trabalhando na fábrica para o cybermen.

Pegamos todos os filmes que haviam na maleta e nos armamos, juntos rumamos para a fábrica, onde encontramos as crianças trabalhando como escravos para que a nova versão dos cybermen pudessem ressurgir e reinar no mundo para sempre. Estavam enganados.

Salvamos todos os presentes e o cyber-king se levantou, entrei no balão que o “doutor” chamava de TARDIS e com o poder das palavras derrotei o cyber-king e junto com ele todos os cybermen. Eu estava sozinho novamente e antes de pousar resolvi dar “uma volta” no céu. E então me lembrei o motivo de ter roubado aquele cilindro de metal e nunca mais ter voltado para Galifrey. Aquele planeta nunca tinha sido a minha casa, o céu era minha casa. A TARDIS era meu lar e a Rose era minha companheira que ficaria comigo para sempre.

Esse sempre infelizmente durou pouco eu só queria ter dito a ela que amava e a cena da nossa despedida nunca mais vai sair da minha mente e nem da dela eu acho. E então essa cena invadiu minha mente.

“— Eu estou queimando um sol, apenas para dizer adeus.

— Eu te amo. – disse ainda chorando.

— Eu sei, nada mais justo não é mesmo?

E ela apenas sorriu para não chorar mais.

— Então isso é um adeus?

— Sim. Rose Tyler...”

Eu te amo, era assim que essa frase terminava. Eu nunca tive a chance de dizer isso a ela e nunca teria. Pedi para que sósia o fizesse, porque se eu dissesse ela nunca me deixaria e eu nunca a deixaria. Ela não poderia voltar e eu não poderia mais viajar com ela. As vezes preferia que ela tivesse morrido aquele dia, pelo menos a dor seria menos.

Desci do balão e quando estava indo entrar na TARDIS quando Jackson Lake, o suposto Doutor, me chama.

— Você nunca esteve sozinho. Onde estão elas? Todas aquelas companheiras incríveis?

— Algumas morrem, outras somem e algumas me abandonam. Eu acho eu no final tenho medo de que elas quebrem meus corações.

O deixo entrar na minha cabine azul que é maior por dentro do que por fora e ele começou a andar pela TARDIS. Ao sair ficou alucinado como a maioria das pessoas ficam, saiu tonto como muitos, mas não ela. Ela era diferente se encantou assim que entrou e nunca mais largou o painel. Se mudou para a TARDIS e vivia junto comigo, por um momento achei que dessa pudesse ser diferente, achei que pudesse ter a vida de uma pessoa normal. E então a realidade bateu em minha porta e eu lembrei que não sou uma pessoa normal.

— Venha passar o Natal comigo.

— Não, eu não comemoro o Natal.

— Só dessa vez. Por tudo o que fez para nossa cidade.

— Tudo bem, apenas dessa vez.

O que era uma mentira, já que passava o Natal com Rose e sua mãe. Entrei na TARDIS novamente e deixei que ela me levasse para onde era necessário, se eu fosse para onde desejava eu não passaria, os portais para universos paralelos haviam se fechado e eu estava do lado errado na hora em que isso aconteceu.

Fui dormir no quarto de Rose dessa vez, eu nunca mexi nele e não tinha a intensão de fazer isso, porque quando ficava triste ia para lá e via seus cadernos e seus pertences e isso me fazia seguir em frente. Eu tentava ser forte por ela, mesmo ela já não estando mais ao meu lado. Queria continuar a ser bom, exatamente do jeito que ela me fez e para isso as vezes tinha que ter contato com que fosse dela, isso me fazia lembrar de quem eu era, me fazia sentir vivo de novo e me dava esperanças para continuar.

A final minha humana rosa e amarela nunca desistiu de mim nem de nada, nunca se deu por vencida e sempre procurou seguir em frente. Tentava sempre ver o melhor lado de tudo e estava sempre sorrindo. E que sorriso, sinto falta disso também. Sinto falta dela e sem perceber acabei dormindo em sua cama.



Notas finais do capítulo

Espero que tenham gostado e peço desculpa novamente pela demora em posta o novo capítulo e desculpem qualquer erro de português. Beijos com gosto de cupcakes azuis e até o próximo capítulo.



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