Bad Girl escrita por Lybruma


Capítulo 5
Josefa, Carlos e agora só falta a Duda


Notas iniciais do capítulo

OIE AMOREZINHOS!
Tudo bem? =3 postei rápido, né? Ahuahauhauahu.
Informações mega importantes no final, por favor, leiam =3
Beijinhos s2



— Você sabia que, aqui no Brasil, quando são oito da noite lá na Índia são cinco da manhã? — lancei a pergunta para Miguel. Estávamos em total silêncio, fazendo o dever de língua portuguesa. Ele havia me explicado mais ou menos como que era para ser feito.

— Sabia. — respondeu, seco e distante, virando uma folha de seu caderno de dez matérias. O meu só tinha uma e eu nem havia passado da metade.

— Minha mãe está lá cuidando de algumas coisas da empresa. — continuei, enquanto brincava com uma caneta rosa.

— Legal. — rebateu, no mesmo tom de antes. — Agora faz o seu dever. — mandou, um tanto impaciente. Uma mensagem clara de "se não vai ajudar, não atrapalha!".

— Você tem alguma coisa legal para falar sobre lá? — perguntei, de novo, ignorando seu último comentário e ainda com a caneta em mãos e o caderno aberto. Eu nem havia colocado a data.

A grande verdade era que eu não queria fazer aquele maldito dever, e não o faria, mesmo que para isso eu tivesse que ter uma conversa — mais ou menos — civilizada com Miguel.

— Hum... lá eles adoram os animais, principalmente as vacas. Você se daria muito bem lá. — respondeu, sem tirar os olhos da lição.

Fiquei um pouco confusa com o "você se daria muito bem lá", mas resolvi deixar quieto.

— Isso eu já sei. — exclamei, enquanto revirava os olhos.

Ele me olhou surpreso, como se eu tivesse dito "o céu na verdade é rosa, você que é daltônico".

— Você... sabe? — perguntou, incrédulo. — Onde e como você aprendeu? —sua voz tinha um tom sério, mas estranho. Percebi que ele estava tirando uma com a minha cara.

Bufei, pegando meu celular e vendo as horas. Já eram 16:30.

— Olha, nossa aula já acabou. Até amanhã. Eu tenho treino, então nos encontramos no mesmo horário de segunda. — falei, irritada, arrumando minhas coisas e me levantando. Assim que coloquei a mochila nas costas, olhei para o garoto, sorri, e disse, em um tom arrogante, apenas para irritar: — Vê se não atrasa. — e então fui embora.

***

Dominic! — ouvi a voz de Josefa soar por toda a casa e tive uma repentina sensação de déjà vu. Acho que por causa do evento com a Eduarda — Onde você estava? Tentei te ligar, mas só caía na caixa postal! — brigou, assim que eu joguei minha mochila no mesmo canto do dia anterior.

— Desculpa, Josefa... — falei, enquanto ia para a cozinha e pegava um prato — a minha mãe não falou nada para você? E meu celular estava sem bateria.

— Não. E é melhor a senhorita explicar! — exclamou, enquanto me seguia de perto, em direção à cozinha. Uma mistura de preocupação e raiva em sua voz.

Normalmente, se alguém falasse comigo naquele tom, eu já ia logo xingar a pessoa e fazer questão de coloca-la em seu lugar, que era, claro, bem abaixo do meu.

Mas com Josefa era diferente.

Ela era praticamente a minha segunda mãe. Sempre cuidava de mim, dava conselhos, puxava a orelha quando eu precisava... Ela era a única pessoa que eu fazia questão de tratar com todo o respeito.

— Hum... É o seguinte. — comecei, assim que chegamos à cozinha. Ela era bem normal. Tinha tudo àquilo que cozinhas normais têm, incluindo uma geladeira. A pia ficava em uma das paredes, o fogão na pia, já que seu modelo era Cooktop. Os armários eram brancos, o fogão preto e algumas coisas eram vermelhas, dando a impressão de que a cozinha era um baralho ambulante, mas era tudo bem bonito, e as cores se completavam. Minha mãe tinha um bom gosto, isso eu não podia negar.

Acabei por fazer um pequeno resuminho para Josefa sobre o que estava acontecendo lá na escola, deixando de fora apenas algumas partes, como o fato de que eu havia jogado o livro de uma garota na privada na semana anterior.

— Miguel? O ruivo que você odeia? — ela perguntou, um tanto surpresa, assim que eu terminei de contar a 'história'.

— É, esse mesmo! — respondi, enquanto colocava o prato sujo na pia. Eu havia conseguido almoçar enquanto contava a história. Voltei para a mesa e Josefa foi para a pia, lavar a louça, ficando de costas para mim.

— Uau... até imagino. Você já arrancou um dedo dele? — perguntou, brincando. Eu adorava aquilo em Josefa. Ela sempre fazia piadinhas com as situações.

— Ainda não. — respondi, rindo. Ela apenas balançou a cabeça negativamente, como se não acreditasse naquilo, mas imaginei que estivesse sorrindo.

***

— Hey, quem sentiu a minha falta?! — ouvi, do meu quarto, Carlos, meu "querido" irmão, berrar.

O sindico com certeza iria reclamar. Primeiro Josefa, depois meu irmão idiota. Só faltava Duda aparecer reclamando sobre algo que eu havia feito.

"Dominic! Você tem que pensar várias vezes antes de fazer alguma coisa, sua irresponsável!". Ah... O amor de amigas...

— Ninguém! — devolvi alto o suficiente para que ele me ouvisse, mas baixo o bastante para que eu não recebesse uma pequena multa na manhã seguinte, enquanto estivesse correndo para pegar a van.

— Ah, eu também te amo, Nick! — exclamou, assim que chegou à porta do meu quarto, com toda sua beleza morena. Cabelos e olhos escuros. A pele meio café com leite, e o corpo levemente malhado, um sinal claro de que ele só ia para a academia para manter a saúde, não para vaidade. Ele era apenas dois anos mais velho, ou seja, tinha 18 anos. Revirei os olhos por causa do apelido, que ele insistia em me chamar. — E aí, como tá? Nossa mãe mandou notícias? — perguntou, se aproximando para uma tentativa de beijo.

Empurrei seu rosto com força, a mão inteira barrando sua boca, antes que a mesma se aproximasse do meu rosto. Ele soltou um pequeno reclamo.

— Mal e mais ou menos. — respondi, enquanto pegava o celular e abria em um joguinho qualquer. Também coloquei meus fones de ouvido, para deixar claro que eu não queria papo.

Eu era legal com Josefa, mas apenas com ela. Não era obrigada a tratar Carlos bem só porque ele era da família.

— Não vai perguntar como estou? — perguntou, se sentando no chão mesmo, com as costas encostadas na minha cama.

— Hum... Não. Não com saco para ouvir os lamentos alheios. Só preciso saber se você vai levar eu e a Duda para a festa na sexta. — respondi, de súbito, colocando o joguinho no pause.

— Grossa. — murmurou, com um suspiro logo em seguida. — Sim, eu vou levar... não se preocupe.

— Ótimo. Feche a porta ao sair. — mandei, retornando à jogar. Ele acabou por fazer o que eu pedi, mas não sem antes reclamar um bocado.

Irmãos...



Notas finais do capítulo

Heeeeeeeeeeeey! E aí, o que acharam? Preciso muuuito da opinião de vocês =3 e eu queria informar que... O PRÓXIMO SERÁ O DA FESTA O/ ~comemoremos~
Também queria informar que... AGORA A HISTÓRIA TEM UM GRUPO O/ quem puder, entre, porque terão uns bagui mega importantes lá, ok? Principalmente perguntas que decidirão o futuro da história, sem dizer que a interação escritora/leitora vai ser mais fácil por lá s2
Link: https://www.facebook.com/groups/743964012392786/
Espero ver todo mundo lá, hein? =3
Beijinhos, até o próximo s2s2