A Sangue Frio escrita por Bia Flor Escritora


Capítulo 6
Terceiro Suspeito: A Viúva e Mais Novidades


Notas iniciais do capítulo

Dedico esse capítulo à minha gêmea Creatività. Obrigada minha querida pela recomendação *--*
Estou mega emocionada!
Agradeço a todas que estão acompanhando a fic e que deixaram comentários, Obrigada! São vocês que me inspiram a continuar a escrever!
Sem mais delongas, Boa leitura!



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Abe caminhava pela sala daquela maravilhosa mansão. Aquela residência inteira era como um manjar dos deuses aos seus olhos. Ali havia diversos objetos antigos que deviam valer milhões de dólares e que remontavam há séculos atrás. Havia de tudo: quadros de Monet, Rebrandt, Van Gogh, Picasso, Salvador Dalí, entre outros tantos renomados pintores, louças, pratarias, porcelanas... Ao admirar tamanha riqueza em relíquias, ficou a imaginar se os herdeiros estavam dispostos a vender algumas daquelas obras primas.

Sua atenção se voltou toda para um armário que continha uma espécie de coleção de armas. Dispunha de uma excelente variedade: revólveres de vários calibres e modelos, adagas, punhais e espadas de diversos tamanhos e épocas. O armário parecia que não era trancado. Sua atenção fora chamada até ali porque havia um espaço vazio. Que arma teria estado ali que não se encontrava mais? Quem a teria tirado? Seria a arma do crime? Seria a arma que procuravam? Muitas perguntas e nenhuma resposta. Resolveu avisar seus companheiros.

–o-

Após a descoberta da nova evidência no quarto de James Sullivan, o fiel mordomo foi levado para o prédio do Departamento de Polícia de Las Vegas a fim de prestar esclarecimentos quanto a sua culpabilidade ou não no crime. O traslado de James Sullivan para o Departamento de Polícia também mexeu com o ânimo da imprensa. Todos os repórteres estavam cada vez mais ansiosos por mais notícias do instigante caso. Queriam saber agora se aquele indivíduo era quem havia matado o grande senhor Richard Pratts. Os peritos preferiram manter-se calados.

— Bem, aqui está você, senhor Sullivan – disse o capitão Jim Brass, pondo-se diante do interrogado, com o cenho franzido.

— Eu não fiz nada, eu juro! – declarou o suspeito suando frio.

— Tem certeza disso? – indagou Brass sarcasticamente – Não é isso o que dizem as evidências. Encontramos isso no seu quarto.

Colocou as fotos das facas encontradas no quarto dele, em cima da mesa para que James pudesse vê-las com atenção.

— O que é isso? – inquiriu o mordomo.

— Pensei que o senhor pudesse nos dizer. Encontramos essas facas no seu quarto escondidas atrás das cortinas. Reconhece esses objetos?

— Claro que conheço – ele concordou – São minhas facas de uso pessoal. Apenas não compreendo o porquê de elas constarem como evidência.

— Use um pouco a sua massa cinzenta, senhor Sullivan. Suas facas podem ter sido a arma do crime – explicou o capitão - Por que elas estavam escondidas? - quis saber Jim Brass.

— Não estavam escondidas, senhor - James começou a explicar.

— Estou perdendo a pouca paciência que tenho senhor Sullivan! Porque não confessa logo o que todos nós sabemos? Que foi o senhor que matou o senhor Pratts! – vociferou Brass.

— Não fui eu! – declarou Sullivan desesperado – minhas facas devem ter caído enquanto eu as usava para descascar uma laranja. Estava em meu horário de almoço e o senhor Pratts me chamou para que eu pudesse lustrar sua coleção de armas. E por falar nisso, lembrei-me de uma coisa bastante curiosa.

— Isso vem bem a calhar – Brass sussurrou para si e em voz alta disse – O que o senhor lembrou?

— Ontem por volta do meio dia, antes do meu horário de almoço, passei rapidamente pelo armário onde meu patrão guardava sua coleção de armas antigas e notei que faltava uma.

— O senhor saberia dizer que arma estava faltando? – indagou Brass subitamente interessado.

— Um punhal antigo, aliás, todas as armas são antigas. Mas este punhal mede cerca de vinte centímetros, possui lâmina de aço carbono, bainha cravejada de joias, no cabo há uma gravura em ouro de uma águia. Uma relíquia.

— E quem tinha acesso ao armário? – questionou o capitão novamente, tomado de uma curiosidade sem precedentes. Cada vez mais aquele caso o intrigava.

— Todos na casa tinham acesso a ele. O senhor Pratts não mantinha o armário trancado – o mordomo respondeu.

— E o senhor o avisou sobre o sumiço do objeto? – quis saber Brass.

— Não. Eu pensei que fora ele quem o havia pegado – respondeu com pesar.

–o-

É verdade que quando ocorre um homicídio, todos os residentes da casa se tornam potenciais suspeitos até que se prove o contrário. E naquele caso em especial, a linda e jovem esposa de Richard Pratts era a principal suspeita. Sendo a mulher da vítima, cabia a ela por direito metade da extraordinária herança deixada pelo magnata dos cassinos. A outra metade devia ser repartida entre o sobrinho, o primo do ricaço e os seus empregados. Uma soma vultosa, motivo mais do que suficiente para um assassinato.

A viúva de Pratts, uma jovem mulher, na casa dos trinta anos, com grandes olhos negros como carbono, longo cabelo louro platinado devidamente cuidado, pele muito branca, corpo de dar inveja a muitas adolescentes, encontrava-se elegantemente sentada com as longas pernas cruzadas e posição ereta em seu confortável sofá cor creme na espaçosa e sofisticada sala de visitas. Os olhos inchados e o nariz vermelho indicavam que ela havia chorado (não se sabe se de tristeza ou de remorso). Trajava um vislumbrante vestido vermelho de grife da última moda que lhe acentuava as voluptuosas curvas do corpo. Com certeza ela fazia o maior sucesso entre os homens. Parecia que havia acabado de chegar de um importante evento.

Foi assim que a detetive Jo Martinez encontrou Vivian Pratts.

— Não acredito que meu marido esteja morto – a viúva lastimou-se entre soluços enquanto enxugava delicadamente as lágrimas que insistiam em cair-lhe pela adorável face com um lenço de seda pura.

— Sinto muito pela sua perda – Jo tentou consolá-la mesmo sabendo que esse não era seu papel. Sabia muito bem que dor era aquela. Seu marido também havia morrido.

— Sei que é difícil para a senhora, mas preciso fazer algumas perguntas.

— Fique a vontade – ela respondeu com um suspiro profundo.

— O seu marido tinha algum inimigo? Conhece alguém que queria vê-lo morto? – Jo indagou.

— Richard era um amor de pessoa. Não tinha inimigos. Na verdade ele não fazia mal a uma mosca – Vivian declarou.

— E a senhora tinha motivos para matá-lo? – a detetive Martinez sabia que era injusto, no entanto, aquele era seu trabalho.

A viúva pareceu levar um choque, como se aquela pergunta não tivesse cabimento.

— Eu!? – ela indagou ofendida – eu não tinha motivos para querer meu marido morto. Eu o amava! Por mais que os outros não acreditem, eu amava o Richard apesar de nossa diferença de idade.

— O mordomo declarou que não era estranho vê-la discutir com seu marido, e que na noite do assassinato, a senhora havia saído de casa furiosa e que não voltou até a manhã seguinte – Jo argumentou como se o crime não tivesse acontecido na noite anterior. Precisava manter a impessoalidade.

— Ele disse isso? Que mordomo intrometido! – a viúva exclamou exasperada.

— É verdade o que ele disse? – quis saber a detetive.

— Sim – concordou tristemente – Richard e eu brigamos na noite em que ele foi morto.

— E por que vocês brigaram? – questionou a detetive.

— Discutimos porque eu queria ir à ópera e ele preferia ficar em casa. Depois da discussão que tivemos na cozinha, eu fui sozinha para a ópera e logo marquei de dormir na mansão de uma amiga. Fico pensando que se eu tivesse insistido mais, ou se eu tivesse permanecido em casa, o Rick, poderia estar vivo ainda.

— A senhora disse que dormiu na casa de uma amiga. A senhora pode nos dizer o nome dela para podermos conferir o seu álibi?

— Claro! Minha amiga se chama Livia Sheldon. Liv é esposa do senador Lawrence Sheldon.

Foi a vez de Jo Martinez assustar-se. Eles iriam tratar com um dos nomes mais famosos do Estado de Nevada. O caso estava cada vez mais interessante.

–o-

Enquanto isso, os peritos averiguavam o quarto da viúva. Ainda que dormisse na mesma cama que o marido, Vívian possuía um quarto só para si, para os dias em que queria permanecer sozinha ou os dias em brigavam. O aposento ficava ao lado do quarto do marido, ligado por uma porta que fazia a comunicação entre os dormitórios. Milionário tem cada uma! No bolso do elegante sobretudo de grife de Vívian foi encontrado um par de luvas vermelhas. Objeto muito sugestivo para um caso no qual não foi encontrada uma única digital. Ela tinha que dar explicações.


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Notas finais do capítulo

O que estão achando? Quem vocês acham que matou Richard Pratts? Deixem seus comentários! Me deixem saber o que estão achando...
No vemos no próximo capítulo!
Bjus da Bia!



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