A Sangue Frio escrita por Bia Flor Escritora


Capítulo 5
O Segundo Suspeito: O Mordomo e Mais Evidências


Notas iniciais do capítulo

Agradeço a todas que estão acompanhando e que deixaram comentário ( as que não deixaram comentário também kkkkkk)
A partir de agora temos os depoimentos dos outros suspeitos.
Boa Leitura!



Este capítulo também está disponível no +Fiction: plusfiction.com/book/617513/chapter/5

O restante da equipe seguiu para a casa do senhor Pratts em dois carros. Antes, porém, de saírem Jo Martinez preocupou-se com a ida de Abrahan.

— Abe, porque você não volta para o hotel e nos espera lá?- sugeriu Jo – Interrogatórios são chatos e desgastantes.

— O que? E perder toda a diversão? Nem pensar! – objetou Abe – Além disso, indo com vocês eu posso ver se a família possui algum objeto de valor o qual queiram vender.

Abe realmente era impossível de ser convencido. Provavelmente havia aprendido com Henry Morgan.

— Não há nenhuma chance de eu convencê-lo? – insistiu a detetive encantadoramente.

— Não! – respondeu Abe categórico com um sorriso nos lábios.

Jo não teve alternativa a não ser levá-lo consigo.

Depois de muito discutirem como seria a divisão, partiram da seguinte maneira: em um carro foram Nick, Jo, Warrick e Abe. No outro foram Sara, Hanson, Joanna, Greg e Catherine. Os anfitriões se esforçaram por tentar entrosar-se com os visitantes. Conversaram amenidades, já que não tinham tanta intimidade para fazer algum tipo de brincadeira.

Ao chegarem a gloriosa mansão, Nick parou o carro que dirigia e para mostrar que era um verdadeiro gentleman, abriu a porta do carro para que Jo Martinez pudesse descer.

— Obrigada! – ela corou ante a gentileza. Ele deve ser assim com todas as mulheres, pensou consigo.

Todos seguiram em direção à pesada porta de madeira de lei brasileira. Tocaram a campainha e esperaram ser atendidos. A porta foi aberta pelo mordomo.

— Olá senhores! - cumprimentou o elegante mordomo, trajando calça preta, camisa branca, casaco também preto, luvas brancas e gravata borboleta também preta. O cabelo estava impecavelmente penteado para o lado.

— A senhora Pratts, se encontra na sala de visitas. Está muito abalada com o que aconteceu – comunicou o empregado sem olhar diretamente nos olhos dos peritos e detetives.

— Queremos falar primeiro com você, senhor James Sullivan – disse a tenente Reece.

O mordomo espantou-se.

— Queremos saber sobre todos os que vivem nessa casa. – completou Jo Martinez.

Ainda que não se conhecessem muito bem, as duas equipes possuíam instintos aguçados e após uma breve troca de olhares, conseguiram estabelecer um diálogo mais profundo que qualquer troca de palavras.

Foi Cath a primeira a manifestar em voz alta o acordo estabelecido naquele diálogo mudo.

— Meninos, porque não deixamos os outros aqui e damos uma olhada no perímetro? Talvez tenhamos deixado algo passar despercebido – sugeriu Catherine – Sara, você vem comigo.

Catherine usou essa desculpa para ter a oportunidade de conversar a sós com a companheira longe dos ouvidos dos outros parceiros. Deixaram a sala e seguiram para o exterior da casa. Nick, Warrick e Greg decidiram vistoriar os quartos dos suspeitos. Quem sabe ali, não achavam algo importante para elucidar o caso? Antes de saírem, como Sara e Catherine, perguntaram para o mordomo onde ficava cada dormitório. Deixaram a sala satisfeitos. Abe e Lucas observaram os elegantes e caros objetos que decoravam a casa.

— Muito bem! Somos apenas nós e você, senhor James Sullivan – disse Jo Martinez – Sente-se por favor!

— Não posso sentar-me, senhorita! – objetou James.

— Como queira! – A detetive tomou uma pequena caderneta de notas para apontar as informações dadas pelo competente mordomo.

— Há quanto tempo o senhor trabalha aqui? – indagou o detetive Mike Hanson.

— Sirvo o senhor Pratts desde que tenho 21 anos.

— E quantos anos tem hoje? – quis saber Hanson.

— Tenho 31 – respondeu Sullivan firmemente.

— Onde o senhor estava na noite de ontem entre as 20:00h e a meia noite? – essa era a pergunta principal.

— Eu saí com os cachorros do senhor Pratts para um passeio – ele respondeu sem hesitar.

— Um passeio com cachorros à noite é meio incomum, não acha? – se opôs o detetive Hanson.

— Realmente é, senhor – ele concordou – Geralmente eu saio com os animais pela manhã, mas ontem eu precisei sair à noite porque estive muito atarefado durante o dia.

— E alguém pode confirmar sua história? – inquiriu Hanson.

— Pode sim. Durante o passeio eu falei com o policial que faz a ronda aqui no bairro. Ele pode confirmar o que eu disse.

— E qual é o nome dele?

— Soldado Robert Collins.

— Obrigado! Iremos conferir.

— Não sei como podem suspeitar de mim! Minha família é intimamente ligada à do senhor Pratts. Desde que meu avô começou a trabalhar para ele lhe temos guardado absoluta fidelidade – Sullivan desabafou – Além disso, quem mais tinha motivo para ver o senhor Pratts morto era sua esposa. Ontem mesmo eles tiveram uma briga feia. E isso era muito comum. Eles sempre brigavam.

— Uma briga entre a senhora e o senhor Pratts no dia de sua morte... interessante! - comentou a tenente Reece.

— Acho que é hora de termos uma conversinha com a inconsolável viúva do senhor Pratts – comentou Hanson.

–o-

No ambiente externo, Sara e Catherine analisavam a área próxima da janela do quarto de Richard Pratts. Estavam atentas a qualquer sinal e a qualquer evidência que pudesse aparecer.

— Parece que alguém chamou a atenção do nosso visitante – comentou Cath naturalmente.

— Quem? – indagou Sara com curiosidade.

— Ora, quem Sara? – perguntou Catherine exasperada – Você!

— Eu!? – exclamou admirada – Eu não chamo a atenção de ninguém. Quem iria prestar atenção em mim?

Sara mentiu descaradamente. Havia uma pessoa que a havia notado e ele era seu namorado. Seu romance era segredo, portanto, tinha que disfarçar.

— O legista de Nova York, foi muito atencioso com você. Se eu fosse você, investiria nele. Você precisa sair para se divertir Sara. Você precisa de um namorado – opinou Catherine.

— Eu não preciso de... – ela parou no meio da frase – Olha o que eu achei, Cath!

Bem perto da janela havia uma pegada. Elas fotografaram e recolheram amostras.

Enquanto isso no quarto do mordomo que ficava ao lado da garagem, os peritos também faziam um achado substancial. No pequeno aposento, atrás das cortinas que cobriam a janela, acharam duas facas. Catalogaram a evidência e a recolheram.


Não quer ver anúncios?

Com uma contribuição de R$29,90 você deixa de ver anúncios no Nyah e em seu sucessor, o +Fiction, durante 1 ano!

Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!


Notas finais do capítulo

Comentários?
Façam suas apostas! quem vocês acham que é o assassino?
Bjinhos da Bia
E até o próximo capítulo!



Hey! Que tal deixar um comentário na história?
Por não receberem novos comentários em suas histórias, muitos autores desanimam e param de postar. Não deixe a história "A Sangue Frio" morrer!
Para comentar e incentivar o autor, cadastre-se ou entre em sua conta.