You can't escrita por Caty Bolton


Capítulo 3
Alucinação


Notas iniciais do capítulo

Eba, atualização dessa fanfic s2
Gosto bastante de escrever ela, e é a única que não tive nenhum bloqueio criativo... Só preguiça de escrever mesmo *apanha*
Aproveitem a leitura, e perdão por qualquer erro que eu tenha deixado passar~



As seis e quinze da manhã Clyde, abriu a pizzaria para trocar de turno com Stan. Ele era um homem corpulento e alto, mas com um jeito simpático de quem podia se dar bem com todo mundo e fazer amigos facilmente em qualquer lugar. Imediatamente perguntou se Stan estava bem. Bem? Um monte de maquinas assassinas tentaram me matar a madrugada toda, por quê não estaria bem? Por mais que quisesse, não falaria aquilo para Clyde, pois era educado e claramente ele perguntou com a melhor das intenções. Ao invés disso, levantou uma outra questão que considerava mais relevante.

– Clyde, você acha que o Token adiantaria o salário?

Clyde bebeu um gole do café de um caneco branco, pensando, e o colocou na bancada da cozinha antes de falar:

– Você está mesmo precisando desse dinheiro?

– Muito. – Enfatizou, havia pouco menos de vinte dólares na sua carteira.

– Talvez se você explicar sua situação... Além disso você está com o turno da noite, não acho que o Token vai negar. Ele chega daqui a pouco, não quer perguntar ainda hoje?

– De preferencia sim...

Ficou conversando com Clyde por mais alguns minutos antes dele falar que precisava ir e que tinha um pouco de café na garrafa térmica. Stan ficou na cozinha por mais pouco tempo ouvindo o zumbido que os eletrodomésticos faziam e bebendo um pouco do café quente, mas logo saiu e foi para a área dos funcionários na porta ao lado do palco. No momento que abriu a porta viu, por três segundos com a vista desfocada, na última porta do corredor uma grande mancha vermelha no chão.

Era óbvio que tinha algo de errado com aquele lugar... Ou será que era com Stan? Seus amigos haviam morrido ali, mas ele nunca teve alucinações com esse fato antes, não depois de completar doze anos. Não soube dizer de onde veio o impulso que lhe fez andar até aquela porta e abri-la, iluminando parte do cômodo escuro com a luz do corredor e o corpo ensanguentado de Butters sentado no chão com as costas apoiadas na parede. Sentiu o sangue gelar quando o menino loiro ergueu a cabeça e o encarou com um olhar sem brilho, morto, até que sua visão se distorceu por alguns segundos, junto de uma forte dor de cabeça. O homem apoiou a mão na porta e apertou os olhos por uns segundos até a dor de cabeça diminuir, voltou o olhar para onde estava Butters e encontrou o antigo Bonnie sentado exatamente na mesma posição que o loiro.

Isso já era demais, o que estava acontecendo com a sua cabeça? Stan pensou, aquilo, aquele tipo de alucinação nunca havia acontecido antes. Sem falar que sequer pareceu uma alucinação, aqueles segundos foram reais demais, o seu coração ainda estava acelerado e o medo era tão real quando a dor de cabeça que sentia. O moreno ficou ali, olhando os fios retorcidos no lugar onde era para estar o rosto de Bonnie, por algum tempo, como se esperasse que algo fosse acontecer. Quando estava prestes a desistir daquilo e fechar a porta dois pontos vermelhos acenderam no meio dos fios retorcidos, parecia que Bonnie estava lhe encarando.

Era para ter sido você.

– Stan?

Seu coração acelerou quando colocaram uma mão em seu ombro, ele imediatamente virou o rosto para ver se quem se tratava e respirou com alívio ao ver Phillip.

– Desculpe, eu te assustei? – O loiro tirou a mão do ombro de Stan, ele usava o mesmo moletom roxo com capuz, mas daquela vez, com o zíper aberto, era possível ver a camiseta padrão dos funcionários da Pizzaria Freddy Fazbear, mas aquela também tinha um tom púrpura. – Algo aconteceu? Você esta pálido...

– Não é nada. – O moreno deu uma última olhada para Bonnie, agora com os dois pontos vermelhos apagados. – Phillip, o Token ja chegou...?

– Não, mas acho que você teria notado, o escritório dele fica ali. – Falou e por último indicou uma das portas do corredor. – Tem certeza que está tudo bem?

– So estou com um pouco de dor de cabeça, não é nada demais...

~*~*~

Chegando no apartamento, quinze para as sete da manhã, Stan imediatamente procurou algum remédio para dor de cabeça na sua mala de viajem bagunçada, lembrando-se de ter colocado alguns remédios la dentro. Assim que achou a caixa branca a abriu e pegou um dos fracos no meio de mais cinco, todos extremamente parecidos, colocou um comprimido na boca e engoliu com o resto de água em uma garrafa plástica. Sentou-se na cama, com os olhos fechados, esperando aquela dor passar. Fazia tempo que não sentia uma dor forte como aquela sem beber alguma vocka vagabunda antes, conseguia até mesmo sentir a pulsação do sangue para sua cabeça, que latejava muito naquele momento.

Obrigou-se a levantar e fechar as cortinas da janela, Stan tentaria dormir agora, sem falar que a claridade fazia seus olhos doerem. Ligou o aquecedor e tirou as peças mais pesadas de roupa, para depois deitar na cama e se cobrir com os lençóis. A dor de cabeça ainda era presente, mas diminuía pouco a pouco permitindo que o moreno relaxasse para dormir, finalmente percebendo o quando estava cansado.

Ao adormecer mergulhou em um sonho, não o mesmo do dia anterior, sim a um que aconteceu antes dele. Voltou, no mundo dos sonhos, a aquele dia onde havia perdido seus amigos de infância, a festa de aniversário, e agora parecia tudo mais vivo, mais detalhado, com mais cores que da última vez. E, quando Stan acordasse, se lembraria de cada detalhe do sonho, que na verdade era uma lembrança vivida antecedente de todo o terror, sangue e morte acontecido depois. Do último dia em que viu Eric, Kyle, Kenny e Butters vivos.

E mesmo que não quisesse, já estava mais próximo de lembrar do rosto do assassino... Ou dos assassinos.

~*~*~

Stan lembrava-se de estar brincando de esconde-esconde com Kyle e Butters, e também recordava de Eric e Kenny terem entrado na brincadeira depois. Eles corriam pela pizzaria, faltava meia hora para cortar o bolo e ainda não haviam achado o aniversariante. Qual o nome dele? Stan não conseguia se lembrar, ele era mesmo amigo de Butters e o moreno não fazia questão de se lembrar disso no momento, estava concentrado demais procurando seus amigos.

No palco os animatronicos – Freddy, Bonnie e Chica – interagiam com as crianças cantando todas aquelas músicas infantis, mas Stan não gostava tanto deles quando o resto das crianças, aos seus olhos aqueles robôs eram num tanto assustadores, não mágicos ou amigáveis. Mas não era como se fosse berrar feito um bebê como Gary se alguém lhe obrigasse a se aproximar deles. E sem notar acabou lembrando o nome do aniversariante, Gary.
Mas esse não é um nome importante agora, o desaparecimento dele não foi importante para Stanley.

Parado perto do palco observando sem muito interesse os movimentos nada realistas de Bonnie, seus olhos se direcionaram sem nenhuma razão específica para uma porta discreta e entreaberta do lado, como em um sutil convite para que entrasse. Nenhum adulto notou quando Stan aproximou-se e empurrou a porta para dentro, observando, ainda hesitante, o corredor mal iluminado e sem janelas, e entrou lentamente. Ninguém ouvia os barulhos metálicos do salão, mas naquele corredor tais sons eram nítidos e claramente vinham da última porta. O menino andou até de onde vinham os sons, estava com medo, mas a curiosidade ultrapassava esse sentimento.

Antes de Stan conseguir chegar a porta abriu, e de lá dentro saiu um grande urso dourado. Os movimentos não eram como os dos bonecos no palco, sim incomparavelmente mais humanos, e ele parou assim que viu o menino. Praticamente ao mesmo tempo Eric entrou no corredor e exclamou alguma palavra de baixo calão ao ver o urso, logo depois vieram Kyle e Kenny, que se aproximaram com curiosidade do que lembrava um dos bonecos do palco. Nenhum deles além de Stan notou que o urso escondia algo atrás das costas, ou nas pequenas, porém chamativas, gotículas vermelhas nas pernas e tronco do urso dourado. Ninguém olhou fundo o suficiente através das órbitas negras e enxergou o que lembrava dois olhos vermelhos, malignos, além de Stan, que também percebeu que o urso, ou melhor, o homem – o assassino – encarava de volta.

– Olá crianças, me chamo Golden Freddy*.



Notas finais do capítulo

*Eu sei que o nome desse porrinha é Fredbear, mas foda-se cara. Prefiro Golden Freddy u_u

Então... Sabe o que seria legal? Um feedback ;u;
Pfv