Um brilho mortal na floresta escrita por MarcosFLuder


Capítulo 1
Capítulo 1


Notas iniciais do capítulo

Mais uma de minhas antigas fanfics sobre essa série maravilhosa que foi Arquivo-X. Um detalhe importante, principalmente para quem acompanhou a trajetória dos agentes Mulder e Scully, essa fanfic se passa ainda no começo da primeira temporada. Ainda é um período em que a confiança entre os dois ainda não está estabelecida, isso se refletindo nos conflitos entre eles, além dos segredos que um esconde do outro. Aproveitem a história.



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Harney, Oregon 10:37 Pm

Quase todos na cidade estavam dormindo quando um brilho riscou o céu e caiu na floresta, com um estrondo que a todos acordou, causando enorme confusão com as pessoas saindo à rua com roupas de dormir. Querendo saber o que tinha acontecido, aos poucos o Sherife juntou uns homens e foram até a floresta ver o que tinha caído lá.

— O que acha que vamos encontrar sherife ?- pergunta Billy

— Não tenho a menor idéia – disse o sherife

— Olha sherife – disse Greg apontando para um brilho adiante – parece um pequeno incêndio

— Vamos esperar que não – disse o sherife – um pequeno incêndio nessa floresta pode causar uma tragédia.

— Havia uma clara tensão no ar, enquanto eles foram em direção ao brilho, que ficava mais forte a medida que aproximavam-se dele, de tal maneira que não notaram o quanto afastavam-se uns dos outros, o que só veio a acontecer quando o brilho diminuiu.

— Pessoal, onde está todo mundo, cadê vocês? – pergunta Billy, começando a gritar.

— Billy – grita o Sherife – estou te ouvindo, continua gritando que eu te acho – os outros também ouviram.

— Sherife – gritou Greg – onde estão todos – aos poucos o grupo voltou a reunir-se até ficarem novamente juntos , só faltando Billy.

— Onde está o Billy?- perguntou o Sherife ninguém soube responder.

Billy estava bastante assustado pois ninguém parecia responder aos seus chamados, foi quando teve a sua atenção chamada pelo brilho que voltou, embora menos intenso. Billy ficou meio que hipnotizado vendo o brilho vir na sua direção. Aos poucos esse brilho foi dando lugar a uma figura que Billy não conseguia distinguir até ser tarde demais. Havia pavor em seus olhos quando viu as garras em sua direção. Billy teve o seu corpo rasgado feito uma folha de papel. De longe os seus amigos só puderam ouvir os gritos tenebrosos que gelaram o coração de todos. Apesar do medo, eles foram em direção aos gritos, mas tudo o que encontraram foi o corpo estraçalhado de Billy.

Harney, Oregon, 5 dias depois

Muitas pessoas notaram quando aquele carro chegou na cidade e um casal saltou dele, indo para o escritório do Sherife.

— Sherife Mastersom? – disse Mulder – eu sou o agente Mulder do FBI e essa é a minha parceira a agente Scully.

— Eu não sabia que o FBI investigava casos que mortes provocadas pôr ataques de animais – disse o Sherife-

— Esses ataques começaram após a queda de um objeto não identificado na floresta que fica em volta da cidade – disse Mulder.

— Já são três mortes em cinco dias e as pessoas estão apavoradas, pois essas mortes ocorrem cada vez mais perto da cidade- disse o Sherife.

— O senhor pode nos levar aonde ocorreu a primeira morte?- perguntou Scully – eles foram caminhando na floresta até chegarem no local onde foi encontrado o corpo de Billy. Mulder e Scully começaram a investigar o local, enquanto eram observados pelo Sherife.

— Afinal o que vocês estão procurando?- perguntou o Sherife.

— Estamos procurando os vestígios do objeto que caiu na noite da primeira morte – disse Mulder.

— Mas o que isso tem haver com os ataques?

— Pode haver uma ligação – ele disse – afinal eles começaram na mesma noite.

— Pode ter sido apenas uma coincidência Mulder – disse Scully

— Mas pode ter uma ligação entre os fatos – respondeu Mulder.

— Eu examinei o corpo das vítimas; eles estão no necrotério da cidade vizinha – disse Scully – e creio que foram atacadas por um animal selvagem, talvez um urso.

— Existem ursos nessa região Sherife? – pergunta Mulder.

— Muito poucos – respondeu o Sherife – e que eu saiba nunca soube que eles atacassem pessoas daquele jeito – eles continuaram andando pela floresta até que Mulder reparou num objeto no chão, com um formato estranho e uma composição desconhecida.

— Olha só Scully – disse Mulder – o que acha que é?

— Parece um pedaço de meteorito – disse Scully.

— Mas olha só o formato dele – disse Mulder – não parece artificial?

— Não começa Mulder – o olhar cético dela enfatizado pelo levantar de sua sobrancelha.

— É bem estranho mesmo – disse o Sherife – na verdade parece com o que encontramos com a terceira vítima da fera.

— E onde está esse objeto? – pergunta Mulder

— Parecia apenas uma pedra esquisita, por isso não demos atenção – disse o Sherife – deixamos lá onde o corpo foi encontrado.

— Pois vamos ver se a encontramos – com um gesto, Mulder pede ao Sherife que indique o local.

— Ao chegar ao local onde foi encontrada a terceira vítima, quase na cidade, eles começaram a procurar a pedra sem sucesso e o Sherife começou a relatar os fatos.

— Tudo começou na noite em que aquela coisa caiu lá na floresta.

— Vocês encontraram o objeto?- perguntou Mulder.

— As pessoas mal se atrevem a sair de casa – disse o Sherife – acha que vão embrenhar-se na floresta?

— Quem foi a Segunda vítima?- pergunta Scully.

— Um sujeito que morava numa cabana perto de onde o Billy morreu. Foi logo na noite seguinte.

— Todas as mortes ocorreram à noite? – pergunta Scully.

— Exatamente – disse o Sherife – por isso eu não entendo essa fixação de vocês com essas pedras, pensei que estivessem aqui para investigar as mortes.

— É bem provável que essas pedras estejam ligadas às mortes dessas pessoas Sherife – afirmou Mulder.

— De qualquer forma é melhor colocá-la nesse recipiente de chumbo Mulder – disse Scully – ela pode ser radioativa – ela coloca a pedra encontrada por Mulder numa caixa de chumbo enquanto este volta-se para o Sherife.

— Não há um laboratório nessa cidade onde possamos examinar esse objeto? – perguntou o agente do FBI.

— Nós nem temos um necrotério agente Mulder – respondeu o Sherife – porque acha que os corpos das vítimas estão na cidade vizinha?

— Creio que existe um laboratório lá onde esse objeto pode ser examinado Mulder – disse Scully.

— Um momento – disse o Sherife – eu pensei que estavam aqui para descobrir o que matou aquelas pessoas.

— Eu ainda creio que foi um animal selvagem o causador dessas mortes – disse Scully.

— De qualquer forma temos que examinar esse objeto – disse Mulder – algo me diz que existe ligação entre a queda do objeto e as mortes que vem ocorrendo.

— Pois continuem procurando as suas pedras enquanto eu volto para a cidade - disse o Sherife.

O Sherife foi embora, deixando Mulder e Scully sozinhos. Eles vasculharam o local chegando mesmo a se separar. Quando voltam a se reunir ambos disseram não ter encontrado nada. Eles voltam para a cidade antes do cair da noite. Enquanto Mulder e Scully iam até o hotel onde estavam hospedados o Sherife voltava ao seu escritório quando viu uma série de veículos militares chegando a cidade, trazendo uma grande quantidade de soldados que iam espalhando-se por todos os cantos e deixando todos na cidade alvoroçados. A dupla de agentes do FBI já estava no quarto de Mulder quando viram o movimento.

— Droga – Mulder resmunga – pensei que íamos ter mais algumas horas antes deles chegarem.

— Estava esperando pelos militares Mulder? - perguntou Scully.

— A minha fonte disse que eles viriam para apagar as evidências.

— Evidências de que? – pergunta Scully.

— Da queda de um OVNI nessa cidade – ele responde.

— Do que você está falando? – havia uma certa exasperação no tom de voz dela.

— Podemos estar diante de um novo Roswell Scully – o entusiasmo dele com essa idéia é refletido no tom da sua voz.

— Eu não acredito que você me fez vir até aqui por isso – disse Scully – porque não me contou sobre isso. E quem diabos é essa sua fonte?

— Essa é uma informação que eu ainda não estou pronto para dividir com você.

— Como assim não está pronto? – disse Scully, quase gritando – acha que vou fazer o que com essa grande informação? – disse sarcástica.

— Podemos deixar essa briga para depois? – disse Mulder – agora temos que esconder o objeto que encontramos na floresta, ou os militares irão confiscá-lo – Mulder vai até a janela e vê o Sherife conversando com um militar, apontando para o hotel onde eles estavam.

— Eles estão vindo para cá – Mulder disse – eu sei que está com raiva de mim, e até tem suas razões para isso, mas eu preciso que me ajude.

— Ajudá-lo como? – pergunta Scully.

— Tente segurá-los o máximo possível enquanto eu escondo isso em algum lugar – Mulder saiu do hotel pelos fundos, mas não foi muito longe, pois logo viu-se cercado por vários soldados que o agarraram, confiscando a caixa de chumbo. Os soldados o levaram, junto com Scully, até o oficial que comandava a operação.

— O que o FBI está fazendo aqui?- pergunta o oficial, enquanto examinava os documentos de Mulder e Scully.

— Investigando uma denúncia que recebemos – Mulder responde.

— Porque todo esse aparato militar Coronel? – pergunta Scully.

— Um meteorito caiu na floresta aqui perto – disse – nossa missão é garantir que não aja contaminação com radioatividade da população local.

— É isso mesmo ou estão querendo ocultar algo? – disse Mulder.

— Não vai me dizer que você é desses que acredita em discos voadores? – indaga o Coronel.

— Podemos ver o tal meteorito? – Scully estava realmente curiosa.

— Infelizmente não – disse o coronel – o grau de radiação é alto demais e vamos ter de levá-lo para um local mais adequado para exames.

— Existe alguma relação entre a queda do meteorito e as mortes que vem ocorrendo? – pergunta Scully.

— Duvido muito – disse

— Mas nos corpos que examinei haviam traços de radioatividade – afirma Scully.

— Bom se todos foram mortos na floresta é provável que tenham entrado em contato com o meteorito.

— O que fizeram com a caixa que tomaram de mim? - pergunta Mulder.

— Está falando dessa? – ele devolve a caixa à Mulder, ele abre e não vê nada dentro.

— Havia uma pedra aqui.

— E com um alto grau de radiação – disse o Coronel – na verdade vamos ter de examiná-los para saber se não estão contaminados.

— Nesse momento começa uma grande movimentação entre os soldados que chegam carregando um homem cujo corpo fora estraçalhado, Scully tentou examiná-lo, mas foi impedida.

— Pode deixar que nós mesmos cuidamos disso agente Scully – disse o Coronel – vocês dois vão ter de ser descontaminados agora mesmo – fez um sinal para os soldados que praticamente arrastaram Mulder e Scully, que só puderam ver um estranho grupo de soldados com um armamento nada convencional para caçar um simples urso enlouquecido.

— Mulder e Scully foram liberados após horas de exames e voltaram para o hotel, com Scully tendo a caixa consigo.

— Não sei porque você ainda quer isso – disse Mulder – afinal eles ficaram com a pedra.

Quem garante que não vamos precisar dela em outras oportunidades – disse Scully – foi quando a atenção deles foi chamada para a chegada dos militares – é melhor irmos ver.

Uma carreta gigantesca saiu da floresta com uma carroceria totalmente blindada e seguiu adiante até alcançar a estrada. Enquanto isso os soldados exibiam para toda a cidade , como um troféu, o corpo de um enorme Urso que haviam matado. Mulder olhou em volta e não viu nem um sinal daqueles soldados com seus estranhos armamentos de caça. Foi quando teve sua atenção chamada pelo som de um helicóptero militar, voando sobre a cidade até se perder no horizonte.

— Creio que sua cidade já pode descansar em paz – disse o Coronel para o Sherife – esse urso não fará mal a ninguém mais.

— Tem certeza que era ele mesmo o causador dessas mortes?- pergunta Mulder.

— É claro, as garras deles ainda tem vestígios de sangue da sua última vítima – responde o coronel – que por sinal era um de meus homens.

— Ele também tinha vestígios de radioatividade no corpo Coronel?- pergunta Scully.

— Na verdade tinha sim – responde o militar – creio que o urso deveria estava bem perto do local onde caiu o meteorito, vai ver foi isso que o deixou enlouquecido a ponto de atacar as pessoas.

— Uma explicação bem conveniente – afirma Mulder

— É a explicação que vai prevalecer agente Mulder – responde o coronel.

— Não tenho dúvidas quanto a isso – Mulder retruca.

— Nós já vamos indo e creio que deviam fazer o mesmo agentes; vocês não tem mais nada o que fazer nessa cidade – disse o coronel, que sobe num jipe e vai embora.

— Creio que ele já disse tudo – falou o Sherife, que se despede dos dois.

— Acho que é a nossa deixa para irmos embora – disse Mulder, ambos se dirigindo ao hotel para arrumar suas coisas e voltar a Washington.

Washington DC, 6:15 Pm

Scully estava sentada diante do computador e enquanto fazia o seu relatório pensava se estava agindo corretamente, ao não mencionar que Mulder possui uma fonte com acesso a altos segredos militares. Ela começou a entender o quanto complicado será o seu trabalho no Arquivo-X. A idéia de não merecer a confiança de alguém era muito incômoda para uma pessoa como ela, que foi criada para prezar a lealdade e o caráter. No entanto, ela sabia que o agente Mulder tinha suas razões para não confiar nela, sendo que a mais importante estava dentro da caixa de chumbo junto a sua mesa.

Quando Mulder abriu-a, após ela ser devolvida pelos militares, nada viu, e nem poderia pois o fundo falso nela enganou até aos militares que a examinaram. Ninguém além dela sabia do fundo falso, não encontrando, portanto, a segunda pedra que Scully havia achado sozinha. Seus superiores, os militares e Mulder não poderiam tomar conhecimento dela. O problema é que enganar o parceiro era algo que a fazia sentir-se pior do que imaginava, mas não havia outro jeito pois confiança tinha que ser uma via de mão dupla. Se ele insistia em manter segredos para ela, nada mais justo que ela faça o mesmo.

A pedra ficaria em seu poder por enquanto, sem informar ninguém, até que ela mesma encontrasse um jeito de examiná-la, determinar o que realmente era. Mais importante do que tudo, até ela saber se poderia realmente dividir esse segredo com o seu parceiro. Scully estava vivendo um grande dilema sobre a quem deveria dedicar sua lealdade. Ela tinha sido ensinada a respeitar, acima de tudo, o sentimento de dever, honra e compromisso com os seus. Ela sabia que não podia faltar a isso, mesmo que tivesse de passar por cima de seus sentimentos pessoais. Era algo que ela teria de fazer, e o faria, custe o que custasse. A jovem agente do FBI tratou de espantar as dúvidas de sua cabeça e terminar o seu relatório. Ela ainda não sabia bem o porquê, mas cuidou para este fosse o mais favorável possível ao agente Mulder, pois sentia que o Arquivo-X precisava continuar aberto, para que no fim tudo desse certo.

FIM


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Notas finais do capítulo

Espero que quem vier a ler goste dessa história.



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