Ice Heart escrita por Clever Girl


Capítulo 18
Capítulo 18 - Nothing Left


Notas iniciais do capítulo

Hey meus amores :) Estou aqui em mais uma madrugada da vida pra postar o mais novo capítulo. Eu estou muito feliz. Eu entrei no Nyah, e fui conferir minhas atualizações e me deparei com uma linda recomendação feita pela Himiko. Eu fiquei soltando fogos de artificio depois disso. Vieram até conferir se eu estava bem kkkk Então obrigada linda, você fez meu dia :D
Espero que vocês gostem do capitulo. Beijinhos...



 A Nevasca; a assassina que hoje habita o corpo da Doutora Snow, é um monstro sem coração, e isso não é segredo nenhum. Matar lhe traz satisfação, mas se tem algo que gosta mais, se tem algo que a deixa mais feliz, é torturar Caitlin.

 Normalmente na psicologia, uma personalidade não pode ter contato com a outra, mas de fato, ela não é normal, foi criada em um laboratório, de uma experiência. A verdade, é que se tem uma coisa que a assusta, é Cait. A Doutora é mais forte do que pensa ser, e ela teme perder o controle. No inicio ela ganhou pelo medo, a confusão. Depois foi a culpa, o horror, e por ultimo a dor. Esses sentimentos enfraqueciam Caitlin, e a assassina queria ter certeza que ela continuasse dessa maneira.

 No dia em que matou a irmã dela, foi a primeira vez que sentiu o poder que a outra poderia ter. O amor e a proteção que ela tinha com a mais nova, fizeram a Doutora Snow recuperar o controle do seu corpo por um tempo. Se ela não tivesse tido a sorte de matar a mulher antes disso, hoje poderia ainda estar presa no esquecimento de uma mente. Não iria passar por isso de novo, não a deixaria saber que poderia vencê-la. Por isso agora tem uma regra: Evita confrontos com as pessoas que a outra ama, as pessoas que ela poderia tentar salvar. Por isso não matou o amigo engenheiro quando ele a procurou depois da morte da namoradinha. Por isso não matou o velocista que tem seu coração. Essas vidas são um preço pequeno a se pagar por todas as outras que continuará tirando se estiver no controle.

 Apesar dessas precauções, ela ainda quer mais garantias. E achou uma particularmente divertida. Forçar Caitlin a reviver as mais tristes e assustadoras lembranças. Deixa-la triste. Deixa-la fraca. Essas memórias particularmente não a afetavam, mas a outra? Elas a destruíam. E ela gostava dessa particularmente. Mais do que pela dor que causava, mas pela simbologia que tinha em sua vida. O inicio  da queda de Caitlin Snow e do triunfo de Killer Frost.

...

 Quando ela acordou, sentiu como se estivesse com uma enorme ressaca. Sua cabeça estava doendo e girando de uma maneira, que abrir seus olhos para a luz era uma tarefa extremamente complicada. Ela piscou varias vezes, tentado não fazer uma careta  enquanto se acostumava com a iluminação do local.

 Demorou um pouco para se situar. Ela se encontrava ditada encarando um teto branco, com duas fileiras paralelas de lâmpadas fluorescentes em toda sua extensão.  Ela não conhecia esse lugar, apesar de estar ainda um pouco aérea, tinha certeza absoluta disso. Ela então tentou se levantar, arrumar um jeito de sai dali, só para logo depois notar que se encontrava presa no lugar.

 Por um segundo entrou em desespero, se contorcendo furiosamente na tentativa de se soltar. Como não obteve nenhum resultado, forçou seu corpo a ficar quieto, tentando controlar sua respiração acelerada. Ela precisava pensar, ser racional naquele momento.

 enquanto se acalmava, flashes do que aconteceu começaram a bombardear sua memória. O buraco negro que havia em cima de Central City mês passado. Barry desaparecendo dentro dele após conseguir fechá-lo. O caos que aquela cidade se tornou sem o Flash. Ela tinha que fazer algo, não podia deixar as coisas daquela maneira. Com a ajuda de Cisco, fez o possível para ajudar o máximo de pessoas que conseguisse, e estava indo bem até que... Era uma armadilha, se lembrava disso agora. O galpão, o garotinho, e explosão...Era tudo uma maldita armadilha e ela caiu direitinho.

 Ainda se esforçando para se manter calma, tentou analisar toda aquela situação. Obsevou cuidadosamente tudo ao seu redor. Ela estava deitada em uma superfície feita de metal, assim como as amarras que prendiam seus braços e pernas. Ela tentou congelar as amarras, na intenção de poder quebra-las depois, mas assim que começou a usar seus poderes, uma pontada de dor pareceu estar perfurando sua cabaça. Ela se sentia fraca, como nunca se sentiu antes, mesmo quando ainda era uma pessoa normal.

 Voltando a sua tarefa analizativa, ela pôde perceber que não usava as mesmas roupas que antes. Um top e uma calça azul feitas de lycra substituíam o "uniforme" de couro que Cisco havia insistido em fazê-la usar.  Não havia nada perto dela que pudesse ser usado como uma arma, mas isso não significava que não tinham armas naquele lugar. Encostados a parede da sala, haviam diversos objetos variados. Alguns ela conhecia, outros não fazia ideia, porém não tinha a menor intenção de descobrir. Ela conseguia distinguir dali, vários tipos de seringas, tubos de amostras, uma pequena pilha de papeis, algumas substâncias desconhecidas e o mais perturbador de todos, uma grande coleção de facas.

 Neste momento todas as cenas de tortura que ela já viu em filmes ou séries passaram pela sua cabeça, fazendo assim, a calma que estava tentando manter, ir para o ralo.

— Você não vai conseguir sair daí - A atenção dela é chamada pela voz de um homem sinistro que acabara de entrar no local.

 Se formos ser sinceros, o homem não era tão sinistro assim. Ele tinha uma aparência comum, do tipo de pessoa que consegue passar despercebido na rua. Porém devido aquela situação, ele era sinistro o suficiente. Ela quase podia notar o olhar de maníaco presente nele.

— Quem é você? O que é esse lugar? - O desespero para saber foi maior que o medo.

— Não importa...Nada disso importa

— Eu acho que tenho que discordar - Ela afirma deixando um pequeno riso histérico escapar dos seus lábios.

 Ele parece satisfeito com aquela situação. No entanto ignora completamente as suas perguntas.

— Doutora Caitlin Snow - Ele diz o nome dela, ganhando um olhar preocupado...Ou melhor, mais preocupado dela - Isso mesmo querida, eu sei seu nome. Alias, eu sei muitas coisas sobre você. Fiz minhas pesquisas assim que te capturamos.

— O que você quer?

— Eu já tive uma carreira brilhante um dia. Eu era muito bom no que fazia...Um excelente bioquímico, sem querem me gabar. Tudo era perfeito. Tinha um trabalho, uma esposa, um filhinho pequeno. Bem...Até eles decidirem que eu era instável demais para continuar minhas pesquisas. Depois disso tudo desmoronou. Então sabe o que eu quero? Eu quero vingança. Eu quero todos eles mortos...E você irá fazer isso pra mim.

— Eu não sou uma assassina - Ela afirmou

— Não - Concordou - Mas quando eu terminar com você...Vai ser

 O homem caminhou sem pressa para uma das mesas e pegou duas coisas de lá. Uma faca de lamina dupla, e uma seringa contendo um líquido transparente que ela não fazia ideia do que era.

  Ele puxou um pequeno banquinho para perto da mesa em que Cait estava presa, colocando a seringa sobre ele. Com a faca, se aproximou no corpo dela e tocou com ela o abdômen da doutora.

 - Sabe o que engraçado? - Perguntou enquanto movia a faca por aquela área - Eu não perdi minha mulher e meu filho por causa do meu trabalho. Eu os perdi por causa do seu. Eles morreram por causa daquela maldita explosão. E aí que esta a maior ironia de todas. Eu perdi meu filho por causa do seu trabalho...Agora, você vai perder o seu por causa do meu.

 - Meu filho? - Ela perguntou perplexa tentando compreender o que ele disse. - Eu não tenho filhos!

— Não por muito tempo - O homem acrescentou - Veja bem, eu preciso de você viva, mas não preciso do seu bebê.

 Ela demorou alguns segundos para processar o que tinha acabado de ouvir. Será que ele estava dizendo o que ela achava que ele estava dizendo. Tudo bem que depois que Barry havia lhe contado que iria mudar o passado, ela não havia sido a pessoa mais cuidadosa do mundo, afinal não teria importância alguma.Exceto que o passado continua intacto e agora isso tem.

 Ela podia sentir a raiva na voz dele enquanto ele pressionava a faca com mais força em seu ventre. Cait tentou usar seus poderes mais uma vez, porém novamente eles falharam. Ela estava desesperada para salvar a criança que até pouco tempo não sabia que existia, mas se encontrava tão impotente naquele instante.

— A quem eu estou tentando enganar? Eu não gosto de sangue, não é assim que eu faço as coisas - Revela retirando a faca da barriga da morena antes que ela a perfurasse.

 Cait soltou um suspiro de alivio quando o viu largar a arma, mas isso não durou muito. Quando ele deixou a faca de lado e pegou a seringa, ela já tinha uma boa ideia o que aquilo faria.

 - Não, não, não...- Ela implorou para ele parar, enquanto tentava desesperadamente se soltar daquela mesa, porém foi em vão. Ele consegui injetar o líquido em suas veias.

 Não demorou quase nada para a dor chegar, era tão forte que ela começou a chorar. Mas talvez as lágrimas não fossem apenas por causa da dor, mas o que ela significava.

— Você tem muito potencial Caitlin, as suas células são incríveis. Com a manipulação certa você pode se tornar uma das mais mortais meta-humanas existentes. Eu sei que dói agora, mas fique tranquila. Quando eu terminar meu trabalho, você não irá sentir mais nada. Pois quando eu terminar, não vai restar nada da mulher que você é hoje. - Prometeu ele, a deixando sozinha naquele lugar.



Notas finais do capítulo

Eu não sei...Só acho assim...Tenho a leve impressão que serei xingada depois disso kkkk
Vocês não precisam ser tímidos, eu realmente gosto de ouvir opinião de vocês. Notei que vocês estão um pouquinho sumidos. Eu não mordo não. Só espero que não estejam me abandonado.
A Himiko, obrigada mais uma vez.
E até os comentários. Beijinhos...



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