O Internato escrita por Melanie Cheshire Hersing


Capítulo 8
Revelações




“Rin on”

– Gumi, pode começar a explicação. – Len falou sério.

Então ela assentiu e se sentou na outra cama de frente para nós.

E logo ela começa a explicar.

– Bem, por onde começar... Aquelas criaturas que atacaram vocês ontem eram demônios das sombras. Existem outros tipos de demônios, mas os das sombras são um dos mais perigosos. Teriam matado vocês se eu não interferisse... Como é que eu interferi? Bem, eu usei um feitiço de luz para fazer com que eles desaparecessem. Eu sou uma... Bruxa... Mas eu não saio voando em vassouras nem nada disso! E não vou machucar vocês. Acreditem ou não, a maioria das bruxas é do bem e protegem os outros... – Gumi falou.

– E o que são membros da casa Kamui?

Len perguntou. Mais que raio ele está falando? Estou cada vez mais confusa...

– Você ouviu a minha discussão com a Lily e o Gakupo né? Bem, a casa Kamui é de onde Lily e Gakupo descendem. Era uma casa no Japão em que viveu um samurai, que avia prometido defender todos da magia negra, e que se apaixonou por uma bruxa. Atualmente todos os seus descendentes cumprem essa promessa. Qualquer membro de casa Kamui deve sempre eliminar a magia negra quando a encontrar... E as criaturas das trevas que usufruem dessa magia vêm tentado de todas as maneiras destruir os Kamui... Que por serem bruxos e ainda por cima samurais, se tornaram muito fortes.

– Eu ainda não me convenci! Não vou engolir essa assim fácil! Ainda estou desconfiada... – falei.

– Por quê? – Gumi perguntou.

– Por quê? POR QUÊ!? – eu me irritei – Simples! Eu não acredito nesse tipo de coisa! Só estou acreditando no que você diz por que vi com meus próprios olhos! E mesmo assim, quem garante que você não quer nos enganar com essa história dos Kamui e o resto!? Você pode muito bem nos atacar assim que tentarmos sair!

– Rin eu juro que sou do bem! – Gumi tentou me convencer.

– Ah é? Eu nunca ouvi falar de nada disso! Eu nunca acreditei em bruxas e não vou acreditar que exista uma bruxa boa sequer! Se é que vocês existem, com certeza devem ser do mau! – falei alto e com raiva, quase em grito.

– Sério? Então devo entender isso como uma confissão de que você é do mau? – Gumi disse começando a se irritar.

– C-como assim confissão? – me surpreendi.

– Eu... Eu falei demais, ESQUEÇA! – Gumi entrou em pânico.

– Não, agora você tem que falar. Afinal você disse que ia explicar tudo. – Len falou.

– O-ok... – Gumi se recompôs – Rin, você não pode dizer que não existe uma única bruxa boa no mundo porque VOCÊ é uma bruxa.

– O QUE!? – eu e Len falamos em uníssono.

Eu não acredito. Isso não pode ser verdade. Isso não pode estar acontecendo... Não é?

– Ok, me deixa rever o que eu acabo de ouvir: Lily, Gakupo e você são Kamuis, uma antiga família japonesa de bruxos samurais que lutam contra magia negra. Aquelas coisas que nos atacaram ontem eram demônios e tem outros tipos que podem ser mais perigosos e... VOCÊ ACABA DE DIZER QUE EU SOU UMA BRUXA TAMBÉM!? – eu surto.

– Sim, exatamente. Mas... Como sou adotada, não tive nenhum treinamento samurai e não sei como usar uma katana. Sou só uma bruxa normal mesmo... – Gumi falou como se fosse a coisa mais comum do mundo.

– Então quer dizer que eu também posso fazer o clarão que você usou pra derrotar aqueles demônios? – pergunto ainda meio receosa, porém mais calma.

– Bem... Não tenho como saber. – Gumi dá de ombros.

– Mais... Como não? – pergunto.

– Só sei que você é bruxa, mas existem vários tipos e não sei de que tipo você é! – Gumi.

– Então como tem certeza de que sou bruxa? – eu.

– Ok, vamos para mais uma explicação. – ela começa – Nós bruxos podemos sentir a presença de seres de magia negra como os demônios, é como se você sentisse um mau presságio. Foi como soube que estavam em perigo e por isso cheguei tão rápido...

– Rápido? Tá falando que se não tivesse sentido a presença daquela coisa você teria demorado mais? – eu pergunto recebendo um olhar feio em resposta – Ok, eu vou ficar quieta... – me defendo – Mas o que isso tem a ver com eu ser bruxa?

– Como eu ia dizendo. – ela recomeça – Assim como com a magia negra, nós podemos sentir outras presenças também, como por exemplo, a de outros bruxos.

– E como sabe se é magia negra ou outros bruxos? – Len pergunta.

– São presenças diferentes. A magia negra, geralmente é como um arrepio ou um mal estar. Já outros bruxos, são como se você já conhecesse a pessoa. É como se sentisse algo familiar ou um Déjà vu... Sei lá, é mais fácil sentir do que explicar e eu nunca fui muito boa com explicações! – Gumi fala.

– Já deu pra entender: se é bruxo você sente como se já conhecesse, se é magia negra você se sente mal. – Len fala – Mas, você disse que não sabe se Rin consegue fazer o mesmo que você porque existem vários tipos de bruxos... Não consegue identificar pela presença não?

– Não. A presença só serve pra saber que ela também é bruxa, não é como se eu adivinhasse os poderes dela! – Gumi.

– Então... Que poderes eu posso acabar ganhando? Quais tipos de bruxas existem? O que eu posso acabar virando? – pergunto com um pouco de medo da resposta.

– Bem... Existem cinco tipos de bruxas: bruxas brancas que controlam poderes de luz e de cura. Bruxas negras que controlam as sombras e podem, pelo menos algumas, estabelecer contato com os mortos. Bruxas verdes que controlam as plantas e tem facilidade em criar poções das mais fortes e impecáveis. Bruxas azuis que são como bruxas da agua e vivem em mares e lagoas sem se afogar, podendo controlar as aguas, o gelo e o clima. E bruxas cinzentas, que os humanos chamam de “videntes” e que além de poder ler mentes ou ter visões do futuro, podem controlar magias elementares.

– E de que tipo você é hein feiticeira? – pergunto.

Porém ela se irrita profundamente e eu e Len nos encolhemos. Era como se ela estivesse prestes a explodir de raiva!

– Bruxa! B-R-U-X-A! Bruxa! – ela fala irritada – As feiticeiras são algo totalmente diferente! Feiticeiras controlam uma magia quase negra! Usam magia vodu para controlar os outros e tem o péssimo abito de lançar maldições e feitiços desconhecidos que elas mesmas criaram! – Gumi disse com raiva, mas logo se acalmou e voltou a falar – Tudo bem, vocês não sabiam... Mas não cometam esse erro de novo! E voltando a sua pergunta eu sou uma BRUXA branca. – enfatiza a palavra bruxa para não esquecermos.

– Ok... Vêm cá, seus irmãos não são bruxos também? Quero dizer, algum deles pode ser um bruxo cinzento né? – pergunto.

– Sinto muito mais não conheço nenhum bruxo cinzento para dizer de que tipo você é. A Lily é uma bruxa verde e Gakupo é um bruxo negro. – Gumi.

Ficamos certo tempo em um silêncio constrangedor. Então Gumi resolve quebrar o silêncio nos dispensando.

– Bem, se não se importarem agora que vocês já sabem eu tenho um feitiço em andamento que preciso terminar... Seus ferimentos já estão totalmente curados e qualquer coisa estranha me avisem. – fala se levantando.

Eu e Len entendemos a indireta e logo voltamos para casa. Muito desconfiados e com muito cuidado, mas para nossa sorte nenhuma coisa nos atacou no caminho.





Hey! Que tal deixar um comentário na história?
Por não receberem novos comentários em suas histórias, muitos autores desanimam e param de postar. Não deixe a história "O Internato" morrer!
Para comentar e incentivar o autor, cadastre-se ou entre em sua conta.