O Internato escrita por Melanie Cheshire Hersing


Capítulo 6
As luzes se apagam


Notas iniciais do capítulo

Aviso que mesmo sendo ansiosa como eu sou, esse foi o ultimo postado “rápido”. Agora vou tentar deixar pelo menos uma semana antes de postar o próximo. E... Era só isso mesmo! ^^
Bjus Mel



“Len on”

Acordei sobressaltado novamente e estou suando frio. Aquele maldito pesadelo! E nem sequer me lembro dele...

Olho para o lado, Rin ainda está dormindo. Porém não parece tranquila. Dessa vez ela parece perturbada: seu rosto está semelhante a uma expressão de pânico ou medo, ela está suando, está se remexendo inquieta em sua cama e seus olhos que ainda estão bem fechados, tem as pálpebras agitadas.

A casa está em silêncio e o sol parece a recém começar a clarear. O relógio de meu celular marca 05:47 da madrugada...

Por que raios acordei tão cedo!? Levando em conta o horário em que fui dormir, não era para eu só acordar meio-dia com a Matilde gritando histérica que perdi parte da aula?

Olho Rin, ela parou de se remexer um pouco então não acho que tenho necessidade de acorda-la.

Viro-me na cama para voltar a dormir. Quando estou começando a adormecer Rin acorda de um pulo e olha em volta assustada.

Ela nem percebe que eu estou acordado e está respirando apressada. Certamente teve um pesadelo também.

Mas isso não é da minha conta, então fecho os olhos e logo adormeço novamente.

“Rin on”

Acordo assustada e com uma imensa vontade de chorar causando um nó em minha garganta. Olho em volta: o sol mal começou a sair se é que já tem sol, a casa está em silêncio e Len está dormindo.

Olho para ele e parece que ainda está em sono profundo. Oque é bom, já que as lágrimas causadas pelo angustiante sonho estão rolando livremente por meu rosto. E eu não gostaria que ele as visse.

Eu costumo ser bem mais forte que isso. Pra mim chorar é difícil e acho que é a primeira vez que choro por conta de um sonho... Ou melhor, pesadelo.

Sinceramente não lembro direito, acho que a angustia que sinto é mais forte que as lembranças em si. Mas de alguns fleches me lembro:

Eu estava deitada com a visão meio embaçada em um local escuro e totalmente preto. Acho que vi Gumi (sendo que era um borrão com cabelo verde né) passar correndo e tinha alguém chorando no centro do lugar... Mas estava tão longe que não dava pra ver direito e não me lembro de quase nada do sonho.

Com certeza deveria ser um sonho ruim, se eu me lembrasse do resto... Mais não lembro.

E mesmo sem lembrar tenho essa angustia ao acordar. O que quer que seja deve ter sido horrível para me deixar chorando desse jeito.

Mas logo me recomponho. Não posso ficar chorando feito uma menininha de cinco aninhos, ainda mais por isso!

Me deito novamente e viro contra a parede. Logo voltando a dormir, mas a angustia não passa...

***

Quando acordo com o despertador do meu celular tocando, Len não está no quarto. Como aquilo acorda mais cedo que eu sem acabar me acordando junto? Por acaso ele é algum tipo de ninja super silencioso ou algo assim? Bem, não importa.

Arrumo minha cama e pego minha roupa. Se é que posso chamar esse trapo horroroso vulgo uniforme de roupa!

Mas ok, paciência. O uniforme é obrigatório e terei que conviver com isso.

Quando estou indo ao banheiro Len já está saindo dele.

Está com o uniforme... Será que só eu acho que isso é bulling!? Como se não fosse o bastasse nós termos que usar saia de freira e os garotos não, alguns como essa coisa ainda ficam bonitos no uniforme...

BEM! Eu quis dizer bem! Não tem como alguém ficar minimamente bonito nesse uniforme e principalmente não tem como ELE ficar bonito nesse uniforme!

Na verdade, acho não tem como ele ficar bonito de jeito nenhum...

– O que foi? Seu cérebro travou foi? – Len pergunta um pouco debochado – Eu sei que sou bonito mais não precisa parar pra ficar me encarando. – ele ri.

Agora que percebo, acho que nesses meus devaneios eu devo ter ficado (SEM QUERER EU JURO!) encarando ele.

– Hum... Não é isso... – começo – É que eu tava pensando porque eu tenho que usar saia de freira e você não...

– Porque a saia é só para as garotas né? – ele me encara.

– E você não é uma coisa feia? – eu começo desafiadora.

Mas antes mesmo que ele pudesse retrucar Matilde interrompe. Fala um pequeno discurso sobre como deveríamos nos dar bem e tals e manda nos desculparmos pela discussão logo de manhã.

Depois das desculpas mais falsas do mundo por ambos os lados, vou para o banho e Len para o quarto.

Saio com meu habitual laço branco, com meu All Star preto e com o uniforme feioso... Arg! Acho que já falei o quanto o odeio né?

– Bom dia bravinha... – Gumi aparece sei lá de onde com a maior cara de ressaca – Você ainda tá brava com o uniforme?

– Sim! Ainda tá de ressaca por ficar acordada até as 03:07 da manhã? – eu.

– Sim... – começa bocejando – Mas principalmente por causa da Lily! Aquele bicho roncou a noite toda!

– Ai que dó da formiguinha... – debocho logo caindo na risada.

– Fala a garota que já tem mais visualizações no Youtube do que a formiguinha do ai que dó! – ela fala me fazendo ficar emburrada logo em seguida.

– Chata! Também não precisa me lembrar o tempo todo! – fico irritada e ela apenas ri.

***

“Len on”

Acho que a aula nunca passou tão devagar na minha vida! Acabou que fiquei rabiscando no fim do caderno até o ultimo período acabar...

– Então, vocês acham que nós conseguimos chegar antes das chatas? – Gumi.

– Com certeza né! Afinal nóis é o poder! – Rin faz uma pose de super-herói – Por que a pergunta? – ela continua posando.

– Porque se chegarmos primeiro a Tv vai ser nossa e poderemos jogar no Play! – ela fala animada.

Então simplesmente nos entreolhamos e saímos correndo feito três retardados pelo internato.

***

Chegamos antes que todo mundo e logo colocamos o videogame na Tv.

– Agora são 15:13 e ainda temos um longo tempo até ter que dividir a Tv... O que jogamos primeiro? – eu.

– FATAL FRAME 3! – Rin grita um tanto histérica.

– Acalma as bicha Rin! Nós vamos jogar Fatal Frame depois quando escurecer. Agora ainda é de tarde e jogos de terror são melhores a noite. – eu começo – Que tal Mortal Kombat?

– Tá bem... – fala meio emburrada e Gumi ri dela.

Logo começamos o jogo: eu ganhando da Gumi quase que de lavada (tipo, ela me vence uma em cinco partidas), Rin e Gumi se enfrentando empatadas e por algum mistério da vida, Rin e eu estamos quase empatando... O que não seria possível, pois pela lógica, ela e Gumi estão no mesmo nível e eu em um nível mais alto que Gumi. Então era para eu ser melhor que Rin também.

– Como você consegue ficar empatada com um bicho ruim tipo a Gumi e empatar comigo também? – eu.

– Primeiro, a Gumi não é tão ruim. Segundo, só estamos empatados por enquanto! Eu com certeza vou te derrotar e com sete Fatalitys em sequencia! – Rin diz se achando a maioral.

Mais eu não vou dar esse gostinho a ela! Ela acha que é quem? Com certeza ela é alguém com um ego enorme...

Mas ela não é a primeira a ficar me desafiando, a Teto fazia isso o tempo todo! E eu sempre ganhava da Teto assim como vou ganhar da Rin!

– Espero que seu ego frágil e gigantesco consiga suportar a derrota! – eu desafio.

– Até parece! – ela fala e me dá um Finisher.

E logo ela começa um, dois, três, quatro, cinco... Mas ela erra o sexto Fatality.

– Foram só cinco. Quem é que tinha se exibindo que conseguia sete mesmo? – debocho e ela fica furiosa batendo o controle na minha cabeça.

“Gumi on”

– Ai! – Len gritou com a mão onde Rin bateu.

Ela já estava pronta para bater de novo quando senti um arrepio e uma sensação estanha.

Ela bateu de novo.

– Ai! Sua... – quando ele gritou as luzes se apagaram.

– Mais o que...? – Rin ia falar, mas viu Len saindo.

– E-eu não gosto disso... – ia começar a falar mais ela me interrompe.

– GUMI! Isso não é hora pra você ter medo do escuro! ELE TÁ FUGINDO! – Rin saiu correndo.

– Mas...! – ela nem me ouviu.

Não gosto disso. Essa sensação... É como se o ambiente estivesse com um silêncio mortal depois que eles saíram...

SEM BRICADEIRA! Realmente é um silêncio mortal: não ouço nem o vento, nem os pássaros, nem as pessoas do lado de fora, nem mesmo minha própria respiração!

O ambiente está escurecido, como se a luz nem sequer passasse pela janela. Mas são 18:37, o sol está a recém se pondo e o ambiente deveria estar alaranjado. Alguma coisa está errada. Isso me lembra até quando...

Meus pensamentos são interrompidos quando sinto um ar gélido em minhas costas e ouço uma risada sádica que parece ecoar pela casa.

E logo a porta que Rin deixou encostada ao sair se abre violentamente, causando um estouro. E com o estouro os sons e a luz voltam repentinamente... Isso não pode estar acontecendo! De novo não!

Saio porta a fora à procura de Rin. Rezando para ela e Len estarem bem! Não que rezar vá adiantar muito nessa situação, se minha teoria estiver certa...

Tenho que encontra-los o mais rápido possível!



Notas finais do capítulo

.... Ficar pedindo comentários tá cansando a minha beleza...



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