O Internato escrita por Melanie Cheshire Hersing


Capítulo 24
Confusão


Notas iniciais do capítulo

Desculpa a demora! É que... Bem, se você usa o Nyah pelo celular e está pensando em colocar wifi em casa, NÃO USE O WIFI DA CLARO!!! Sapora travo, caiu e fico quase uma semana em off! EU TAVA SEM NET!
Mas sério, desculpe.
De qualquer forma...
Boa Leitura! E isso vale para os fantasminhas e para uma FEITICEIRA FEIA QUE NÃO RESPONDE WHATSSAP ANNA PAULA também!
Boa leitura fofa! ^^



“Rin on”

Eu caminhava o mais rápido que podia pelo internato. Com uma raiva avassaladora pelo fato de que, eles esconderam segredos de mim de novo.

Eu odeio segredos! Antes não dava muita importância, mas agora, odeio.

E o pior: minha melhor amiga mentiu pra mim na cara dura quando eu pedi a verdade! Nem sei mais se ela é mesmo minha amiga...

– Ei Rin! Me espera! – Len gritou correndo até mim.

– Eles esconderam as coisas de mim de novo! Aquela bruxa idiota escondeu segredos de novo! – gritei alto o suficiente para que todos naquele pátio me ouvissem.

Mas para a nossa sorte, quase ninguém deu bola. Não que tivessem muitas pessoas para ouvir, acho que meu grito só ficou alto porque realmente estava tudo em silêncio ali.

– Rin! Não grite essa palavra alto! Já pensou se descobrem sobre a Gumi? – Len me repreendeu.

– Ah, Len. Por favor! Vai me dizer que não chama a Lenka de bruxa o tempo todo!? Claro que chama! As pessoas não vão desconfiar! Só vão entender como uma ofensa! – explico.

– Mas ainda assim, – somos interrompidos por alguém – todos aqui que sabem sobre a magia já devem saber sobre sua amiga agora... Não devia ser tão escandalosa sobre isso. – a pessoa completa.

Eu e Len olhamos na direção da voz.

Sentada sob uma árvore, lendo um livro fictício qualquer, está uma garota: cabelos cacheados pelos ombros, ruiva, com olhos verdes, pele mais branca do que devia e algumas sardas. Estava usando uma camiseta preta, um pouco larga. Bermuda jeans tingida de vermelho e All Star com estampa semelhante à flanela, preta com cinza.

Ela aparenta ter uns dezesseis a dezessete anos, embora tenha quase a minha altura, sendo baixa demais para a idade.

– E quem seria você? – pergunto um tanto irritada com o fato de ela ter se intrometido.

– Claire, aluna nova. – diz com uma voz calma nos olhando por cima do livro.

– E como você sabe... – Len começa.

– Das bruxas? – ela completa e ele assente – Eu sou uma... E você é...?

– Len Kagamine. Só humano mesmo... – ele se apresenta e ri sem graça – Muito prazer em conhece...

– Eu sou Rin Kagamine. Sou uma bruxa também. – interrompo um pouco rude, não estava gostando muito dela.

– Calminha escandalosa. Não vou roubar seu namorado não precisa ter um ataque de ciúmes! – Claire diz erguendo as mãos em sinal de defesa, com uma risadinha.

– Não somos namorados! – eu e Len falamos em uníssono, nos entreolhando logo em seguida.

Ela ri. Essa história de falarmos em uníssono só ajuda para as pessoas acharem cada vez mais que namoramos!

– Ok. Mas então por que o ciúme? – pergunta.

– Em primeiro lugar não é ciúme! – na verdade é sim e muito – E em segundo pode parar com essa de escandalosa!? Eu não sou tão escandalosa assim! – me exalto batendo o pé.

Ok, isso foi escandaloso.

– Hum... Não, você é mesmo escandalosa. Então vou te chamar assim. – ela diz e volta a cobrir o rosto com o livro.

Olho na capa do livro: uma sereia. E Claire é ruiva.

– Ah é? E eu vou te chamar de Ariel! – digo e vejo-a apenas revirar os olhos.

– Rin! – Len me cutuca – Que pitch é esse? Você acabou de conhecê-la!

– Bem é que... – eu não vou admitir que é ciúme... – B-bem... – Mas também não tenho nenhuma desculpa para dar...

Então simplesmente sigo em frente querendo me afastar dali o quanto antes.

É claro que eu tenho ciúme do Len! Ultimamente teve momentos em que eu me senti estranha perto dele... Mas me recuso a admitir isso! Se eu disser isso vão falar que eu estou apaixonada por ele... E eu não estou... né?

Essa é uma duvida que faz meu coração começar a bater mais rápido. Sinto meu rosto corar e a hipótese finalmente me atinge.

E se eu ama-lo? É claro que ele não deve, se esse realmente for o meu sentimento, corresponde-lo! Olha pra mim: cabeça dura, bruxa, com pouco seio, loirinha sem graça... E ainda por cima, com temperamento meio estável desde que descobri sobre essa coisa de magia!...

Sem falar que a música que ele escreveu... Ele disse que era para alguém que eu não conhecia, e o Len fala bastante da Teto e do Gumo... Teto...

Essa tal de Kasane... Será que ele gosta dela?

Sinto meu coração apertar ao pensar nisso e resolvo voltar para casa. Mas claro que, Len me seguiria. Então resolvo ir para a casa da Yuki, dando algumas voltas pela escola primeiro para ver se despisto o Len. Não quero falar com ninguém!

***

Quando cheguei fui direto para o quarto de Yuki. Honestamente? Acho que esse internato é meio bagunçado, as casas nem sequer são repartidas pela idade! Mas o lado bom é que a casa da Yuki (casa 13) ainda está meio vazia...

Subo até seu quarto e vejo que a porta está entreaberta. Observo pela fresta e vejo Yuki sentada na borda da cama com uma expressão triste.

Dou uma batida na porta mesmo estando entreaberta para que ela vire em minha direção.

– Ah, Rin... – ela força um sorriso – O que está fazendo aqui?

– Bem... É que... – suspiro – Desculpa jogar isso encima de você e aparecer do nada, mas é que eu não queria falar com ninguém e... Com certeza se eu fosse para a casa 23 agora a Gumi e o Len iriam me incomodar...

– Hum... – ela suspira indicando a cama em frente para que eu sente.

– Yuki... Você está bem? Quando eu cheguei vi você com uma cara meio triste...

– Hum? – ela me encarra saindo dos devaneios – B-bem... Não foi nada, nada demais...

– Yuki, pode confiar em mim. – falo e ela me encarra.

– Bem... É que... Eu... – ela suspira – Eu só... Estou com ciúme. Não foi nada demais, nada que eu não esperasse... Mas igual... – ela começa a se enrolar com as palavras.

– Yuki, você está gostando de alguém? – pergunto.

– S-sim... – ela responde.

– Yuki... – me surpreendo, ela parece ser tão novinha para já estar com esse tipo de problema... – Quantos anos você...?

– Eu? – pergunta retoricamente entendendo onde quero chegar – Eu vou fazer onze esse ano e... E esse é o meu problema! – ela me encarra – É errado gostar de alguém... Mais velho que você?

– O que? Yuki claro que não! Olha a Luka e o Gakupo: ela tem quinze e ele dezessete.

– Tá mais... Eu quero dizer alguém... Mais velho mesmo... Que já é mais velho que você. – explica apontando para mim.

– E... Quantos anos ele tem? – pergunto receosa.

– Ele tem... – ela baixa a cabeça – Ele t-tem... B-bem... O Kiyoteru tem... Dezesseis. Vai fazer dezessete. – ela fala.

Fico em choque. A Yuki gosta do Kiyoteru!? Aquele Kiyoteru que fala com ela todo intervalo e aula de música!? Ele é bem mais velho que ela!

– Yu-Yuki... Você disse que estava com ciúme...?

– Sim. Eu o vi com uma garota que divide a casa com você... Aquela morena, Meiko. – ela fala com a voz triste – E eu sei que já era de se esperar! Eu já sabia que uma hora ele ia acabar ficando com alguém... Eu devo ser uma irmãzinha pra ele... – ela continua – Mas isso ainda magoa.

Ela responde e vejo uma lágrima escorrendo por seu rosto. Mas quando penso em falar algo ela me interrompe, secando o rosto com as costas das mãos.

– Mas... E você? – ela pergunta – Disse que estava aqui porque não queria falar com a Gumi e o Len... E parece triste... O que houve?

– Bem... Lembra aquela música do Len? – pergunto e ela assente – Eu acho que descobri para quem ele escreveu...

– Era para você né? Isso tava meio na cara...

– Não. – a interrompo – Eu acho que... Ele escreveu para a Teto. – eu digo – Só que...

– Você gosta dele. – ela completa – Olha, eu sei que ele fala nela de vez em quando e ela com certeza ficaria feliz se ele tivesse escrito para ela... Mas eles brigavam o tempo todo, são só amigos!

– E então o que sobra para mim!? Se for assim eu também sou só uma amiga!? – exclamo.

– Eu... Não acho que seja isso. – Yuki – Eu realmente acho que você tem chances! Ele já parece estar a fim de você...

– Yuki pare de inventar coisas só pra tentar me animar! – interrompo.

– Mas não é invenção! Você...

– Yuki, dá pra mudar de assunto? – pergunto.

– Mas...!

– YUKI! – exclamo com uma lágrima no canto dos olhos prestes a cair.

– Ok... Por que você não quer falar com a Gumi? – Yuki pergunta.

Não aguentei e explodi! Tinha que mudar de assunto logo para isso!?

– YUKI! EU NÃO QUERO FALAR DELES! – grito.

Juro que se ela não fosse criança a minha vontade seria de bater nela agora...

...Shilep!

O som de um tapa ecoa pelo quarto. O que foi isso!? Eu juro fiquei só na vontade! Ainda estou de costas para ela!...

As luzes piscam e quando eu me viro vejo que Yuki levou um tapa da própria sombra. Ela está com os olhos arregalados e surpresos, o rosto ainda está para o lado. E a marca dos cinco dedos no rosto dela está vermelha e com a pele ralada, como se estivesse prestes a sangrar.

Não acredito que eu fiz de novo!

– Yu-Yuki! E-eu sinto muito! Não foi a intensão! É que ainda não aprendi a controlar os p-poderes e... – de repente me interrompo.

Do nada uma pulseira dela começou a brilhar e as marcas sumiram!

– Yuki...?

– T-tudo bem Rin... É uma bruxa novata né? Eu sei que vocês perdem o controle dos poderes com muita frequência no inicio... – ela fala ainda meio chocada, e eu me surpreendo.

Como ela sabe!?

– Yuki, como você sabe e...

– Que pulseira é essa? – uma voz vinda da porta completa a frase.

Ah, ela de novo... Claire!

– Ariel!? Mais de onde é que você saiu? O que tá fazendo aqui!? – pergunto me sentando emburrada.

– É Claire. – ela suspira – E caso não saiba, você está na minha cama!

– O que?

– Bem, - Yuki começa – A Claire é minha companheira de quarto nova... – explica.

– Sei... – me levanto indo até a borda da cama da Yuki me sentar com ela – Podia ter avisado antes de eu sentar sabia? Mas voltando à pergunta de antes de uma “intrometida” entrar – rosno para Claire – como sabe e o que é essa pulseira? – pergunto.

– Bem... – ela começa incerta, sem entender direito meu humor (acho que ainda estou com ciúme) quanto a Claire – As minhas primas fizeram a pulseira para mim. Elas são bruxas também. – Yuki responde.

– Pr-primas!? A Teto...? – me surpreendo.

– Não, não ela. – Yuki fala – A Teto é humana assim como eu e não sabe de nada. Nunca acreditou muito... As primas que eu me refiro são as gêmeas... Do Brasil... Uma delas chega ao internato segunda-feira junto com a Teto.

– Uma...? – Claire, desinformada, pergunta.

– Sim... Por que quando eu estava visitando o Brasil tivemos um acidente de carro. Mas a “mais velha” estava em casa e não viu acontecer. – ela faz aspas, afinal a diferença de mais velho e mais novo com gêmeos é muito tosca e, basicamente, imperceptível.

– E... Quem é ela? – pergunto.

– Bem... Elas eram a Mel e a Emy... Uma bruxa negra e a outra branca... – Yuki disse.

***

“Gumi on”

– Gumi! Dá pra explicar o que houve!? Por que você pediu para as garotas mentirem sobre esse albino aí e o que são caçadores!? – Lui exclama e Piko se assusta.

– Seu gato fala? Como ele sabe sobre mim? – pergunta ele.

– Bem... Ele é uma longa história e... não sei como ele sabe... – respondo e Lui me interrompe.

– Eu estava debaixo da mesa e ouvi tudo desde o pitch da Rin. – Lui.

– Agora pode explicar? – Iroha pergunta.

Suspiro e olho para Piko, que assente.

– Ok. Começou no primeiro dia de aula...

“Flashback on”

Eu avia me sentado ao lado do Piko e estava sentindo uma forte presença, indicando que havia outro bruxo ali. Mas como Rin estava sentada com o Len atrás da gente, achei que fosse dela e ignorei.

A professora tinha dado um bilhete para marcarmos as aulas extracurriculares das quais iriamos participar, quando vejo Aoki passando um bilhete até Piko. Ele lê rapidinho e olha pra ela com uma típica cara de “cê tá brincando né?”. Mas ela faz uma carinha chorosa e sussurra um “por favor” baixinho.

– Len – Piko começa – você não podia marcar a aula de dança né? Eu não quero ariscar ser o único garoto lá... – fica envergonhado.

– Cuméquié! – Len se espanta e Rin marca a aula de dança sem esperar ele responder.

– Foi mal Len – Piko começa – é que a Aoki queria fazer a aula de dança e me pediu para ir junto.

– Você vai ir nas aulas de música, teatro e dança comigo né Gumi? – Rin me pergunta trocando de assusto antes que o loiro tenha um ataque.

– Foi mal mais eu já marquei o time de vôlei e a aula de culinária... – respondo pensando que, se a aula de culinária for chata, talvez eu troque-a pela dança... – Mais no clube de música eu vou! – respondi – E você Piko no que vai ir?

– Bem... Só no teatro e na dança por causa da Aoki mesmo... Até queria ir na natação mais não posso... – Piko fala meio baixinho, mas ainda deu para ouvir.

– Por que não? Vai me dizer que a marica tem medinho da água? – falo apertando as bochechas dele.

Mas logo depois de começar a aperta-las me sinto gelar por um momento. A sensação! O Piko era o bruxo? Pensei que estivesse sentindo a Rin!

Então ouço a vós dele na minha mente, provavelmente feitiço de telepatia: “Sou um bruxo azul, mas é segredo! Por favor não faz escândalo que eu explico tudo!” ele termina e eu sacudo a cabeça a fim de me recompor após o choque.

E acerto um tabefe na cara de Piko.

– Sem covardia! Sem viadisse ok marica? Você quer ir então vai logo! – falo encarando Piko – “Sei de um feitiço para te ajudar a esconder sua transformação se esse for o problema” – completo mentalmente, de forma que só ele ouça.

– O-ok então... – Piko responde – “Fale comigo mais tarde, minha casa é a 21” – fala pelo feitiço de telepatia.

Ele marca a natação e a professora passa recolhendo as folhas. Os outros nem notaram nada, que bom...

***

Após as aulas fomos buscar a Aoki na casa 12 e o Yuma pervertido ficou enchendo o saco dos loirinhos pelo trajeto inteiro.

Estávamos indo à casa 21 para que eu pudesse falar com o Piko, mas como o Len parecia já ter feito amizade com o Kaito e o Gakupo, ninguém nem percebeu que eu e o albino existíamos.

– Então o que você quer? – ele pergunta.

Estávamos na sala: Gakupo, Yuma, Len e Rin no sofá começando uma conversa que acabou em discussão, Aoki e Kaito tentando apartar a “pequena” briga, e eu e Piko em um sofá menor (de apenas dois lugares) mais afastado da bagunça.

– Como assim? – pergunto.

– Para fazer o feitiço. O que você quer? – pergunta novamente.

– Hum... Acho que nada... – falei.

– O que!? Sério!? – perguntou desconfiado.

– Sim! Não é como se eu fosse daquelas chantagistas baratas que vai te exigir uma Golden Orchid* ou algo do tipo! – exclamo – Falando assim pareço até uma charlatona...

– Ok, ok, desculpa! – ele se defende – Então... Não preciso te dar nada para o feitiço?

– Não... Mas eu admito que sou curiosa: o que você quis dizer com “Sou um bruxo azul, mas é segredo... Por favor não faz escândalo que eu explico tudo”? – pergunto.

– Bem... Acontece que estamos com um problema – ele fala sério – Acho que tem caçadores no internato. Encontrei a sigla deles em um baú debaixo da cômoda no quarto da Aoki... – ele fala e eu fico em choque.

Ao longo dos séculos alguns humanos começaram a descobrir sobre bruxas, fantasmas, vampiros e coisas do tipo, e começaram a seu unir para caça-los.

Esses grupos, os “Caçadores”, não se importaram em saber a diferença entre eles: Se feiticeiras matavam e amaldiçoavam pessoas, então bruxas deveriam fazer o mesmo! Se lobisomens que estavam transformados perdiam o controle e matavam pessoas, então quando estavam na forma humana deveriam fazer o mesmo! Se alguns fantasmas matavam pessoas (mesmo sendo 1 a cada 9), então todos deveriam ser do mau e fazer o mesmo!

A ideia destorcida dos caçadores era: se um ser sobrenatural é do mau, então todos também devem ser e devem ser exterminados! Eles são perigosos, loucos e desinformados! Tanto que mataram varias mulheres humanas junto às bruxas na “Caça as bruxas de Salem”, e se recusavam a acreditar que existiam bruxos naquela época (culpando somente as mulheres)!

– O que...? – me espanto – Você tem certeza? Acha que a Aoki...?

– O que!? Não! Ela não! – Piko sacode a cabeça – Ela é muito supersticiosa, mas com coisas bobas com quebrar espelhos ou passar debaixo de escadas... Sem constar que quando erámos crianças ela sempre dizia que queria ser uma bruxa igual ao Harry Potter quando crescesse... – ele riu ao se lembrar da época – Acho mais provável que seja a Merli.

– Merli? – pergunto e seu sorriso desaparece.

– A irmã mais velha da Aoki. – ele responde – Quando crianças... Sempre que assistíamos a filmes do gênero e a Aoki se empolgava com a ideia de “ser uma bruxa”, a Merli a fazia desistir... “Bruxa!? É isso que você quer ser quando crescer!? Acorde Aoki, isso não existe! E se existisse, você acha mesmo que elas seriam assim? Provavelmente seriam assustadoras e malvadas! Igual aquelas dos contos de fadas que tentavam matar criancinhas! Ou vai me dizer que se esqueceu de quando eu li “João e Maria” para você!?” – ele imitou a cara de desprezo da Merli.

– Ok... Isso com certeza é suspeito... Esse baú pode muito bem ser dela... – concordo preocupada – Mas o que tinha no baú?

– Não sei. Assim que eu vi o símbolo tive que esconde-lo de novo porque a Aoki e a Merli entraram no quarto. – Piko diz – Por isso eu quero manter isso em segredo absoluto! Por enquanto eu ainda não sei quem são os caçadores nem de quem eles sabem. Mas estou trabalhando num feitiço para camuflar a minha presença, para poder me infiltrar no meio deles e ver o que descubro... – ele completou.

– Ah, então é isso. – murmuro pensando na situação – É realmente uma boa ideia se você conseguir... mas... Não acha muito perigoso? – pergunto.

– Se você realmente conseguir camuflar minha transformação... Não. – ele diz – Mas... Como exatamente vai fazer isso?

– Bem, na verdade não vai ser um feitiço para “camuflar” sua transformação, mas sim para impedi-la. – falo – Você vai entrar na água, mas o feitiço vai impedir sua transformação de acontecer.

– Hum... Então se eu entrar na água vou me afogar? Desculpa mais eu costumo passar bastante tempo debaixo da água...

– Mais não é como se você fosse ficar sob o efeito do feitiço o tempo todo! – falo e ele me encarra – Para o feitiço eu preciso de um objeto seu. Algo que você nunca tire como... Como o seu colar de BFF! – falo – Enquanto usar o colar, estará sob o feitiço. Quando o tirar...

– Volto a me transformar. – ele completa, pensando se aceita ou não.

– Temos um acordo? – pergunto – Eu faço o feitiço e não digo nada, e você me mantem informada sobre os caçadores?

– Hum... Sim. – ele concorda – Temos um acordo... Mas não pode falar para ninguém! Nem mesmo para outros bruxos!

– E se eles descobrirem por conta? E se estiverem próximos de caçadores!? – pergunto.

– Ok! – ele revira os olhos – Mas só fale se for realmente necessário!

***

Eu estava atrasada! Era sábado, o Piko teria a primeira aula de natação, e eu não tinha terminado o feitiço!

Isto é, o feitiço estava pronto. MAS A MALDITA POÇÃO USADA NO FEITIÇO NÃO!!!

Acabou que eu estava tão atrasada que tive que pedir para o Len me ajudar a terminar a poção. O que só não foi pior, porque me deu uma valiosa informação: Len conseguia abrir a passagem secreta para o covil. E para abri-la, é preciso carregar a marca no muro com magia! Ou seja, Len deve ter alguma.

Mas ele não sabe de nada, não é bruxo, e estou atrasada então... FICA PRA DEPOIS!

Tivemos de fazer a poção correndo contra o tempo. E após sairmos da estufa com a poção pronta e voltarmos pelo mesmo “caminho secreto” de antes, vimos que faltavam... Meu Deus! CINCO MINUTOS PARA A AULA!

Tive que correr muito para chegar até o Piko a tempo e não faço ideia de como pretendo chegar na aula. Acabou que eu tive de usar um feitiço de teletransporte e levei um sermão sobre responsabilidade do Gakupo depois!...

Mas paciência! Faz parte...

“Flashback off”

– Então no geral, tivemos de esconder os meus poderes de todos, incluindo os que também eram sobrenaturais, para que eu descobrisse quem eram os caçadores. – Piko explicou.

– Minha nossa! – Lui exclamou – E pensar que eu fiquei com raiva de você por esconder segredos...

– Tudo bem. É normal que sempre queiramos saber a verdade. – Piko disse – Mas... Às vezes a verdade pode ser mais mortífera do que o peso de uma mentira.

– Por isso escondemos. – completei.

– Eu realmente não sabia... – Iroha murmurou – Tenho certeza de que se você explicasse para a Rin...

– Mas ela não vai querer me ouvir! – a interrompi.

Eu havia escondido a verdade da minha melhor amiga. E mais de uma vez!

O que o Piko disse está correto. Às vezes a verdade pode ser mais mortífera do que o peso de uma mentira... Mas isso não muda o fato de que a mentira fica mais pesada a cada segundo que você a carrega.

– Mas... Si tem caçadores à solta, a Rin corre perigo! – Lui.

– O que? – eu, Piko e Iroha exclamamos em uníssono.

– Vocês são burros ou lentos? Ela está perdendo o controle dos poderes! A cada segundo que passa, arisca um caçador se aproximar dela! – Lui explica.

Todos nos entreolhamos e branqueamos. Ele tinha razão! Como eu não pensei nisso antes?

– Ok Piko! Quem são os caçadores? – pergunto.

– A Merli, o Yuma, o Kiyoteru, a Meiko e um tal de Rinto. – ele fala.

– Ok! Então vamos nos separar e procura-la! Temos que avisar os outros! Todos se encontrem na casa 21! – exclamo e eles assentem.



Notas finais do capítulo

*Golden Orchid – Significado: “Orquídea dourada” em inglês – É uma planta mágica idêntica a uma orquídea, porém dourada e com a peculiaridade de crescer somente no mar profundo. Concentra uma forte magia de luz, e pode ser usada para vários feitiços e poções de alto nível. É conhecida, principalmente, por ser capaz de substituir sacrifícios em rituais (isto é, se o ritual exige que você mate trinta bruxas, vinte crianças ou etc. e você tem uma Golden Orchid, você pode dar a flor no lugar do sacrifício).
...
Desculpa mesmo, prometo não atrasar mais! E se eu me atrasar..... Anna, você está autorizada a me enche o saco no whats até eu postar o cap atrasado!



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