O Internato escrita por Melanie Cheshire Hersing


Capítulo 22
Descobertas e Problemas-Parte 2


Notas iniciais do capítulo

I am back! Voltei!
Etto... To com preguiça de escrever notas iniciais e finais... então vamos ao clichê:
BOA LEITURA! (pros fantasminhas também)
Bjus Mel!



“Luka on”

– Aaahhhh! Miku para! Para! – gritei em meio aos risos.

– A culpa é sua! Você que começou! – ela diz em meio aos risos batendo com o travesseiro em mim.

Pois é, eu comecei... Comecei uma ova Miku!

Eu apenas estava tentando me concentrar na criação da coreografia e como você não parava quieta, pode ser que eu tenha jogado INVOLUNTARIAMENTE um travesseiro em você... Mas não era o plano começar uma guerra de travesseiros!

– Ok, ok! Mas você não parava quieta! Como eu ia fazer a coreografia? – me defendi.

Então ela para de me bater e faz uma cara pensativa – Droga! Eu odeio quando você está certa! – resmunga saindo de cima de mim já que, nesse meio tempo ela tinha me imobilizado.

– Então você me odeia sempre? – pergunto recebendo uma careta e um travesseiro arremessado em minha direção como resposta.

– Nojenta! Exibida! Sabichona! – Miku faz uma careta – E que coreografia você está fazendo mesmo?

– Não lembra? O professor da aula de dança mandou nós nos dividirmos em grupos e nós ficamos com a Rin, o Len, o Kaito, a Gumi e o Gakupo. Por isso temos que criar a coreografia. – lembrei-a.

– Ah é... Mas fica difícil se nem escolhemos a música. Só podemos escolher alguns passos! – Miku exclamou.

– Ei! Sabe o que ia ser bem legal? Se nós fizéssemos nossa própria música. – comentei.

– Ei... Mas nós podemos! – Miku exclamou – Todos nós estamos na aula de música também. Não pode ser tão difícil!

– Miku! Eu estava brincando! Como nós vamos convencer os outros a cantar e dançar? – exclamei.

– Hum, acho que eles vão aceitar numa boa. – Miku diz inocente – Mas até falarmos com eles, o que quer fazer?

– Não sei... Honestamente? Ando com vontade de nadar, mas não sei se deveria. – falei.

Por que não deveria? Talvez porque se me virem com minha cauda eu vá ser alvo de pesquisa. Afinal, ser sereia nunca foi algo seguro...

– E se eu for com você? – Miku.

– O que?

– Pensa bem. Temos uma piscina de 70 metros! Você poderia nadar a vontade e se alguém viesse, eu poderia distrair! – ela sugere.

É, acho que não é uma má ideia...

– Ok – concordo – Vamos!

***

Eu e Miku caminhamos um pouco conversando coisas aleatórias até chegarmos à piscina. Quando estou na margem, olho para Miku e ela assente para que eu entre.

É claro que eu não deixaria minha melhor amiga de guarda sem ter nada pra fazer né? Mas ela me convenceu de que eu podia nadar tranquila enquanto ela mexia no celular.

Olho para a piscina: ela é realmente funda, acho que ninguém vai me ver.

Então, sem nem retirar os sapatos, brincos ou qualquer coisa que fosse pulo na piscina.

Afinal não é como se minhas roupas fossem molhar. Quando eu me transformo elas somem, quando volto ao normal ressurgem, é uma parte da magia que nem mesmo eu entendo direito.

Abro os olhos submersa na água: uma bela cauda rosa, escamas que fazem uma espécie de tomara que caia cobrindo todo o meu peito e... Luzes?

Olho mais para o fundo da água e vejo bolhas douradas iluminando o interior da piscina. E quando desço para ver o que era, encontro um garoto: ele tinha orelhas um pouco pontudas, uma membrana cinzenta entre os dedos do pé e da mão e guelras no pescoço. Seus eram cabelos brancos, tinha um olho verde e um azul, e o resto da pele era pálida ficando meio cinzenta somente perto das guelras e membranas mesmo.

Ele me olha assustado de inicio. Porém logo muda sua expressão para uma idêntica à minha: ódio!

“Miku on”

Luka tinha acabado de entrar na piscina, quando ouvi explosões e vi o fundo da piscina brilhar.

Ela foi arremessada para fora da piscina, e um garoto saltou para fora da água na outra margem.

Luka tinha uma expressão furiosa e evaporava a água que estava nela para voltar ao normal um tanto apressada. Enquanto ele simplesmente pegou um colar no chão e ao coloca-lo, voltou ao normal instantaneamente.

Então os dois se levantaram e começaram a caminhar em volta da piscina, sem cortar o contato visual.

Ele jogou uma esfera de água contra Luka e começou a correr. Ela desviou, e estava prestes a ataca-lo quando me meti na frente.

– Me deixa passar Miku!

– Não! Luka, o deixe ir! – falei e ela continuou tentando passar – Eu sei que bruxos azuis e sereias se odeiam, mas você não precisa matar um deles! – gritei.

Agora ela parou. Nem sei qual a moral deles se odiarem, mas se odeiam.

Luka suspirou – Desculpa Miku. Mas é que, sei lá. Quando vejo um deles eu perco o controle! Não é como se eu quisesse matar um deles ou coisa assim... – ela olhou na direção que o garoto foi – Acho que eu deveria pedir desculpas... Sabe quem é aquele garoto?

– É um amigo da Gumi e dos loirinhos... Utatane-kun se não me engano...

“Rin on”

Eu e Len aviamos deixado Yuki em sua casa e estávamos voltando para a nossa, quando me lembrei de que minhas coisas ainda estavam no covil idiota.

– Droga! Vou ter que ir até o covil buscar minhas coisas. – resmungo.

– Quer que eu vá com você? – Len perguntou.

– Não, pode ir. Encontro você daqui a pouco.

Ele assentiu e eu segui em frente.

Caminhei por trás das casas próxima ao muro. Tinha muito pouca gente andando pelo internato já que estava quase no horário do “toque de recolher”.

Porém quando eu estava quase chegando ao tijolo, o garoto de hoje à tarde aparece.

– Oi loirinha. – ele sorri malicioso.

– Droga, você de novo!

– Ah, fala como se não estivesse afim do Nero aqui? – ironiza apontando para si mesmo – Pois saiba que muitas matariam para ter minha atenção.

– Nero? Irmão da Neru? – me espantei.

Se o irmão dela era esse pervertido, estou começando a entender por que ela finge não conhece-lo.

– Então você já conhece minha irmãzinha? Que bom, nem vou precisar apresentar vocês quando for minha... – seu sorriso malicioso aumentou ainda mais, e ele começou a vir em minha direção.

– Você é idiota é? Eu já disse que não quero você! – praguejei tentando fugir, mas ele pega meus pulsos e me prensa contra o muro – ME SOLTA! – grito.

– Não – ele aproxima o rosto da minha orelha – Agora você não vai fugir – Nero fala pondo o joelho entre minhas pernas. Droga! Péssimo dia para estar de saia!

Começo a tentar me soltar e ele apenas me aperta ainda mais contra o muro, beijando meu pescoço.

Uma raiva enorme começa a tomar conta de mim. Nesse momento eu queria ter força para bater nele até ele desmaiar e depois sair correndo! Eu estava com tanta raiva, tanta raiva...

De repente, ouço um forte baque contra o chão. Nero tinha sido arremessado, e eu podia ver sombras monstruosas segurando a sua sombra.

Era como se houvessem criaturas assustadoras o segurando, mas eu só via as sombras delas.

E essas sombras o jogaram contra o muro e ficaram batendo ele umas trocentas vezes. Ele já estava sangrando.

É quando eu caio de joelhos, em choque. E quando olho para as minhas mãos, vejo uma espécie de brilho negro meio esfumaçado sobre elas.

As sombras arremessam Nero para cima e enquanto ele cai imóvel, elas começam a sumir.

Olho para minhas mãos novamente: conforme as sombras vão sumindo, o brilho em minhas mãos também some, até que o brilho e as sombras desaparecem ao mesmo tempo.

Sinto meu corpo inteiro suar frio, um nó se formando no meu estomago e uma forte dor de cabeça surgindo conforme eu percebo a minha situação.

Eu não acreditava naquilo. Fui eu? E-eu matei alguém!? Não! Isso não pode estar acontecendo! Ai meu Deus! O que eu faço agora!? Eu matei um aluno! Eu matei alguém! Eu não sei o que fazer!! A Gumi! Ela tem que me ajudar!!!

Pego meu celular meu celular no bolso do casaco ainda com as mãos tremulas. Disco o número da Gumi o mais rápido que posso e espero ela atender.

Alô? – Gumi atende e sinto meu corpo começar a tremer.

– Gu...Gum-mi... Gu-Gum.. Gum-Gu-Mi... G-Gumi... – estou tão nervosa que minha voz começa a falhar e não consigo nem sequer falar seu nome.

Rin? Rin! O que ouve? – Gumi pergunta assustada.

– Gu-Gumi! Gumi! – eu grito começando a chorar – GUMI! E-eu acho que matei alguém!! EU MATEI O IRMÃO DA NERU! – me desespero – Foi um acidente!!! Eu estava nervosa!!! Eu mandei ele embora!!! M-mas ele continuou insistindo e-e... ele... e-eu mat... el... – sinto lágrimas escorrendo. Meu corpo começa a tremer ainda mais e minha voz falha novamente.

Ai meu Deus, Rin! Onde você está? – Gumi pergunta preocupada.

– E-eu... est... atr-tra... p-perto d... ti-ti... – tento e minha voz falha. A essa altura eu já estava em pânico!

Rin respira! Você tem que se acalmar! Onde você está?

– E-eu... – falho novamente, respiro fundo – E-eu estou at-trás das c-casas... pe-perto do tijolo pra entrar no c-covil...

Ok! Fica calma Rin! Espera aí que eu já estou indo! – Gumi fala e desliga.

Calma. Isso era, definitivamente, a coisa mais distante de mim agora.

***

Quando a Gumi chegou eu ainda estava em choque no mesmo lugar.

– Rin! – Len se aproximou – Rin você está bem? – ele se ajoelhou de frente pra mim.

– Fi-fica longe de mim... – resmungo me esquivando como um gato arisco para longe da mão dele quando essa se aproxima do meu ombro – E-eu não quero machucar você também... – digo.

Vejo um olhar misto de preocupação e tristeza surgir no rosto de Len, enquanto ele se levanta.

– Rin, se acalma. Você não matou o Nero, ele só está inconsciente. – Gumi se aproxima.

– Tem certeza? – pergunto e ela assente – Que bom... Achei que aquelas coisas ti-tinham... Bem, ma-matado ele.

– Coisas? – Gumi pergunta e explico para ela o que aconteceu – Hum... Então foi esse tipo de feitiço?... Isso explica a bagunça, mas dá pra curar ele. – ela diz.

Suspiro me levantando, isso me deixa um pouco mais aliviada. Porém logo minhas pernas bambeiam e Len tem que segurar para que eu não vá ao chão.

– Rin, você não o matou, mas usou um feitiço forte o bastante para fazer isso se quisesse. – Gumi continua – Como uma bruxa negra iniciante...

– Negra? – interrompo.

– Sim. O feitiço que você acidentalmente usou, foi para controlar demônios das sombras. – Gumi continua – E como uma bruxa negra iniciante é comum não conseguir controlar os poderes direito, mas isso gasta muita energia.

– O que? Não... Eu to bem... – tento me soltar do Len e quase caio novamente, sendo pega no colo pelo mesmo.

– L-Len! Não precisa...

– Rin – Gumi me interrompe – depois de um feitiço desse porte era para você estar inconsciente também. Vai ser melhor se o Len te carregar até em casa enquanto dou um jeito no Nero. E depois... Eu acho melhor ver com o Gakupo como fica o seu treinamento... Admito não sei muito de bruxas negras.

– O que?... – e ela estava sendo tão chata no treinamento e nem sabia se estava me treinando direito?

Que ótimo!

E se a Gumi é uma professora exigente, não quero nem pensar no que será de mim com o Gakupo...



Notas finais do capítulo

Quando eu digo preguiça é do tipo... nem sei o que to fazendo aqui gente.
Notas finais... ideias do q fazer com elas? botar trecho de musica ou algo assim...



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