Marvel: Os Maiores Heróis da Terra escrita por Larenu


Capítulo 32
Legião de Ferro


Notas iniciais do capítulo

A Fase 1 deveria ter sido encerrada com o enterro de Peggy Carter, mas não foi. Por causa disso, este capítulo começa nele, apesar do título não demonstrar isso.



Enquanto Norman Osborn dirigia às pressas para o pronunciamento de Stark e Peter Parker era levado para bem longe de Nova York, Steve Rogers vestia um terno no enterro de Peggy Carter. Sharon estava muito triste desde que soubera sobre a morte da tia, e Steve sentia que o relacionamento deles esfriara. Esfriar. Isso o lembrava de quando caíra do helicóptero da Hidra no fim da Segunda Guerra Mundial.

A S.H.I.E.L.D. ainda não tinha notícias do paradeiro de Sharon e nem de sua irmã, Linda. Isso fazia com que apenas Steve e alguns agentes da S.H.I.E.L.D. estivessem ali presentes. A diretora Jones, que estava ao lado de Steve, se aproximou do túmulo.

– Peggy Carter era a melhor. Fico triste por saber que suas sobrinhas não puderam vir. Mesmo nos tempos em que foi menosprezada, Peggy nunca desistiu. Ela não perdia tempo. Acho que ela consideraria uma grande perda de tempo o fato de estarmos aqui, lamentando sua morte. Se Nick Fury estivesse aqui, poderia expressar muito melhor do que eu como é ser diretor da S.H.I.E.L.D. sob a sombra de uma mulher como ela, tão boa que seu legado para a S.H.I.E.L.D. está por toda parte. Infelizmente, os últimos anos da vida de Peggy não foram grandiosos como o resto de sua vida. Com ela, um grande segredo da S.H.I.E.L.D. se foi. E uma grande mulher também. Agora, com vocês, Steve Rogers.

Era a deixa dele. Jessica sinalizou para que ele se aproximasse.

– Tenho que ir, Steve – cochichou ela ao passar por ele, ainda sorrindo.

– Então vá.

Steve repousou a mão na lápide de Peggy.

– Olá. Meu nome é Steve Rogers e... eu conheci Peggy Carter quando ela ainda era jovem e servia o exército. Não sei o que, mas algo naquela mulher forte e nada simpática me chamou a atenção. Quando me tornei o Capitão América, ela estava lá. Quando Bucky "morreu", ela estava lá para me consolar. Quando caí no oceano, ela estava em meus pensamentos. Quando fui descongelado, ela estava lá. E quando ela morreu, eu estava lá. Gostaria de ter vivido minha vida ao lado dela. Mas, se eu o tivesse feito, não estaria aqui e a S.H.I.E.L.D. talvez não existiria.

De repente, ele ouviu o som de uma arma sendo carregada atrás dos agentes. Steve se jogou no chão, para trás da lápide, abrindo sua mochila. Dela retirou um bracelete comprido, com ímãs. Colocou-o no braço no exato momento em que os convidados, todos agentes da S.H.I.E.L.D., se prepararam para atacar. Quando se viraram, porém, não havia ninguém ali.

Esticando o braço com o bracelete, Steve saiu de trás da lápide. Se surpreendeu ao ver que não havia ninguém ali. Então, um dos agentes da S.H.I.E.L.D. foi misteriosamente baleado. O escudo do Capitão América surgiu no horizonte, sendo atraído pelo bracelete de um Steve Rogers sem palavras.

– Todos no chão! – ordenou uma voz feminina. Ninguém obedeceu, até que outro agente foi baleado.

Com medo, os agentes da S.H.I.E.L.D. começaram a se abaixar. Alguns ainda estavam de pé, como o próprio Capitão América.

– Revele-se, assassina!

Uma mulher surgiu em meio aos agentes abaixados. Ela tinha cabelos pretos e curtos, uma pele pálida praticamente branca e uma mancha preta em volta de um dos olhos.

– O nome é Dominó.

Dominó estendeu o braço que segurava a arma na direção de uma lápide, disparando. A bala acertou a lápide e voltou na direção deles. Quando uma agente da S.H.I.E.L.D. ainda de pé, a corajosa Victoria Hand, abriu a boca para falar, a bala a acertou nas costas.

– Agente Hand! – gritou o agente Coulson, correndo na direção dela.

Coulson a pegou no ar, a tempo de ouvir as últimas palavras dela: "Me desculpe, Jessica". Quando o Capitão voltou a prestar atenção em Dominó, ela não estava mais lá.






Assim que Norman Osborn chegou ao pronunciamento, foi colocado ao lado de Stark, que tomou a palavra.

– Fury falou sobre segurança. Isso me lembra algo. O que acha, Norman?

– Acho que sei do que você está falando, Tony.

Stark pegou um controle e indicou uma tela presa à parede ao lado da entrada. Lá começou a passar um vídeo, onde uma voz masculina falava sobre caos enquanto imagens de guerras surgiam ao fundo.

– "Morte. Caos. Guerra. Dor. Essas quatro palavras são a perdição do ser humano. Visando proteger o mundo de ameaças como o Mandarim e a Hidra, as Indústrias Stark e a Oscorp desenvolveram um projeto que salvará a todos nós. A Legião de Ferro é um exército mecânico criado para seguir as ordens de seus comandantes, o Homem de Ferro e o Patriota de Ferro, e assim suprimir qualquer ameaça à segurança dos civis."

O prefeito Hollister se aproximou do microfone.

– Legião de Ferro? Vocês, bilionários, não param de me surpreender. Acho que o povo ficaria satisfeito com uma curta demonstração.

Norman olhou para Stark, tentando perguntar se ele estava pronto para aquilo.

– Claro, prefeito.

Tony gesticulou para Pepper, que gesticulou de volta imitando um celular. Stark entendeu o que ela queria dizer e pegou seu celular, ativando por ele um robô da Legião de Ferro. O robô abriu aporta da prefeitura, caminhando até a borda do palco.

– Senhores, o Legionário I.

O robô acenou para a plateia, que aplaudiu em resposta. Enquanto isso, o celular de Nick Fury tocou. Ele entrou na prefeitura para atender e se sentou em um sofá preto.

– Quem fala?

Secretário Fury, aqui é o agente Coulson. Ocorreu um acidente no enterro da ex-diretora Carter. Três agentes foram mortos por Meena Thurman, a fugitiva Dominó. Um desses agentes era a agente Hand.

Por que não ligou para a diretora Jones?

Ela não atendeu.

– Phil, estou ocupado. Não entrem em pânico. Coulson, ligue para Maria Hill e peça para ela ajudá-los. Não deixe ninguém deixar o local.

Só há um problema, senhor.

– O que é agora?

O Capitão América já foi. E os agentes Barton e Rommanoff foram junto.

– Isso não é um problema, Phil. Você melhor que ninguém deveria saber disso. Ah, da próxima vez não ligue no meu celular pessoal. Agora terei que destruí-lo.

Após desligar, Fury jogou o celular no chão e pisoteou.





Cabelo-de-Prata observou Nick Fury esmagar o celular com o pé. Errou feio, secretário. Agora já podemos acionar nosso contato. Desligou o monitor, pronto para enviar o Besouro... Quando recebeu uma chamada de Anthony Masters.

– O que é agora, Anthony?

Senhor, é urgente. Sharon Carter fugiu.

– E eu com isso? O problema é seu. Se você, Treinador, é tão bom no que faz como diz ser, vá atrás dela. Quer uma dica? Tente procurar no cemitério. Parece que, depois de quatro meses restaurando a Balsa e suas bases, a S.H.I.E.L.D. finalmente resolveu honrar a memória de Peggy Carter com um enterro descente. A propósito, conseguiu localizar Jason Wyngarde?

Ele está em Genosha.

– Ótimo. Ivan já estava querendo agir faz um tempo.

Don Silvio Manfredi desligou e enviou a localização de Fury para o Besouro. Espero que ele consiga agir contra a Legião de Ferro, pensou. Mas, quando voltou a observar o pronunciamento de Stark, algo que não esperava aconteceu. Cabelo-de-Prata cancelou a missão do Besouro e voltou sua atenção para uma pessoa na plateia. Otto Octavius.






Otto Octavius se agitou em seu sobretudo. Era quase um milagre que aquele sobretudo marrom estilo Sherlock Holmes conseguisse ocultar as quatro garras robóticas que brotavam das costas de Otto. Acalmem-se, meus bebês. Nenhuma Legião de Ferro será capaz de nos conter.






BÔNUS

Peter Quill não esperava que fosse desejar tanto Gamora. Ela não tinha lá muitos atrativos, e nem uma personalidade dócil, mas algo no modo como ela o tratava era atraente. Porém, sabia que ela não tinha olhos para ele. Gamora, como toda guerreira, se focava em seu objetivo. No caso, matar Thanos. Talvez, se Peter falasse com ela sobre Thanos, algo acontecesse. Mas o ego dele não deixava.

Agora estava na mesa com Drax e Rocky, jogando baralho. Sim, Rocky tinha dito que não. Mas Peter sabia ser convincente – e como.

– Tens um sete? – perguntou Drax.

– Não – respondeu Peter, olhando para os quatro setes entre suas cartas.

– E um três? – perguntou Rocky.

– Também não. – Dessa vez era verdade. – E você, tem um cinco?

– Sim.

Aquilo já estava entediante. Por isso que ele comemorou quando Cosmo deu a notícia de que teriam que parar em um planeta próximo para a manutenção de alguma coisa com a qual Peter não se importava. A simples ideia de sair da nave era reconfortante. Só que ele não sabia o que encontrariam ali. Aquele planeta era conhecido por alguns como Ego, o Planeta Vivo.



Notas finais do capítulo

Referências por todo lado.



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