Ajude-me escrita por morango_-


Capítulo 14
Extra - Começo


Notas iniciais do capítulo

OLHA A SURPRESA!!
Se vocês se lembram bem... Na metade de Veneza eu disse que iria fazer uma surpersinha para o pessoal que acompanha minhas fics... E olha só no que deu: EXTRA! ehHEH

Vou admitir que isso surgiu meio que "sem querer querendo"... Me peguei um dia imaginando como Shin poderia ser... Foda quando maior... e bom...: Surgiu então EXTRA - COMEÇO

Espero que gostem! EHhehE
Esse é um capítulo "puro" pessoas! HEheHEH



                Soltando uma baforada do cigarro Shin encosta-se no banco de metal.

                Mais uma vez havia cabulado aula, e não estava nem um pouco se importando para o que seus pais iriam pensar sobre isso. Não era, e nem seria um estereótipo do aluno estudioso, ao contrario do pai, que sempre fora o tipico CDF bonitão. Shin se contentava em ser apenas a influência errada, o menino burro. Isso o deixava fora dos holofotes.

                Emerso em seus pensamentos Shin não percebeu a aproximação da menina loira, muito menos conseguiu se defender do forte tapa em sua cabeça.

                -MAIS QUE MERDA É ESSA? – Espantado o menino se vira para olhar a figura da “amiga da família”.

                -Largue esse cigarro AGORA mesmo! – Os olhos perolados de Kotomi encheram-se de revolta. Quem pensava que era ele?!

                -Ora, por favor, Kotomi. Volte para suas bonecas e me deixe em paz! – A boca do rapaz se repuxou em um sorriso.

                Shin fez questão de ignorar o rubor na face de sua amiga. Ao contrario de Kotomi, que queria enfiar sua cabeça no primeiro buraco que encontrasse no chão. 

                -Você é desprezível! - Kotomi sentou-se ao lado do amigo e sorri enquanto estendia a mão para ele.

                -O que quer? – Perguntou ele.

                -O cigarro. – Sorriu. – Se você tanto gosta quero ver se é mesmo bom.

                Shin revirou os olhos e jogou a chapa do cigarro no chão.  

                -Não fumo por que quero...

                -Então porque fuma? – Ela sorriu enquanto esfregava a ponta do sapato no cigarro, fazendo-o apagar.

                -Por que as pessoas precisam disso... Sou uma influência para elas. – Shin colocou a cabeça para trás e sorriu.

                -Não sabia que gostava de ser um idiota, essa é uma qualidade que tenho que anotar na minha caderneta.

                Shin sorriu e endireitou-se no banco, olhando sugestivamente a loira.

                -Você possui uma caderneta com adjetivos sobre mim?

                A menina corou e revirou os olhos.

                -Não se sinta tão importante. – Ela respirou profundamente e levantou-se. – Você irá, não irá?

                O menino deu de ombros e com a voz suave pareceu sussurra.

                -Claro... Mi-chan.

                Kotomi saiu de perto do amigo com a fina certeza que estava cometendo o pior erro de sua vida. Nunca, nunca poderia ter se apaixonado por Shin, seu amigo de infância.

 

 

 

                Estavam todos lá, sorrindo de forma forçada para a “aniversariante do dia”.

Kotomi tentara frear os pais, realmente tentara, só que não contara com a ajuda, injusta, de Sakura. Quem conhecia a sua “tia” sabia muito bem que não havia como convencer-lhe do contrario, portanto Kotomi apenas deixou ser levada pelas maluquices de sua família. 

O vestido fora uma adição desnecessária de Sasuke, que obviamente havia entrado apenas com o pagamento. Ele não seria capaz de entrar em uma loja de roupas femininas, nem que custasse sua vida, e nunca, nunca escolheria algo tão chamativo e cheio de voltas como o vestido que estava vestindo.

Sim, era magnífico, cheio de frufrus e dobras, quase tão brilhante como o sol. Prateado como seus olhos. Típico, tão típico de Sakura, que parecia que o vestido gritava seu nome. 

-Sorria Kotomi. – A voz gentil de sua mãe acalmou os nervos da menina.

-Estou tentando, estou tentando. – Ela forçou os lábios. – O espartilho não me deixa.

Hinata riu baixo.

Sua filha estava tão crescida. Fazia tão pouco tempo que ela tinha que correr atrás dela para tirar-lhe da boca o rabo do gato de estimação. A mulher fungou alto, afastando as lagrimas dos olhos. Kotomi não poderia estar fazendo 17 anos.

-Ele não veio mãe.

-Quem?

-Shin... – Kotomi suspirou e sorriu. – Ele disse para mim que viria. Mais uma de suas promessas sem fundamento.

-A noite é uma criança. – Falou Sakura, que, intrometida, escutara toda a conversa. – E, fique tranqüila, se ele não aparecer eu o mato.

-Você e suas ameaças. – Hinata riu.

Kotomi observou com gosto as mínimas mudanças em sua mãe e em sua tia. As duas haviam mudado apenas o cabelo, pelo que se lembrava da infância.

Hinata cortara os logos cabelos e os deixara um pouco acima do ombro, o mesmo valia para Sakura. Já seu pai e seu tio continuavam com a mesma aparência de médico de sempre, sem qualquer alteração.

-QUE LINDAAAAA!!! – A voz de uma de suas melhores amigas rompeu-lhe os tímpanos. – Está como uma princesa Kotomi.

Aproveitando a deixa, Hinata e Sakura encaminham ao encontro de seus respectivos cônjuges. Dançar era um vicio para as duas, e mesmo que Naruto e Sasuke reclamassem elas os arrastariam para o meio da pista de dança.

-Ah... – Encabulada a menina coça a parte de trás de seu elaborado penteado. – Eu lhe agradeço.       

Mesmo sem vontade, Kotomi aceitou o abraço apertado de Azu, que sorriu quando beijou-lhe a garganta da amiga.

-Faça o favor de deixar um pouco para mim.

Kotomi interrogou com o rosto.

-Dos garotos... Você bem sabe disso Mi-chan! – Azu sacudiu os longos cabelos rubros. -  E falando nisso... Meu irmão está me enchendo o saco, ele quer falar com você.

Kotomi suspirou.

O irmão de Azu era o que poderíamos chamar de problema. Ao contrario de Shin, Yahiro não fingia ser “legal”, nem encrenqueiro. Yahiro era um encrenqueiro, o menino problema.

-Você sabe Azu... Não estou afim do seu irmão. – Ela revirou os olhos, escondendo a frase que realmente queria falar. “Eu não gosto do seu irmão por que amo o meu melhor amigo.”.                

-Eu sei, eu sei. – Os olhos castanhos de Azu abriram-se como bolas de gude. – Só que se entenda com ele.

Kotomi suspirou.

-Você não vai deixar que ele faça nada de mal comigo, vai?

Azu revirou os olhos e sorriu.

-Meu irmão não é o que pintam Kotomi...

-Claro que não... Ele é pior.

Azu sorriu e seguiu para o meio da pista de dança. Mas antes, virou-se e falou para a amiga:

-Entenda-se com ele. – Ela apontou para alem das costas de Kotomi e piscou.

Ela se virou e lá estava ele. O menino ruivo ao qual tentara evitar.

Yahiro, alem de encrenqueiro, era o “bam bam bam” da escola. Tudo por causa de seu estilo de vestir, especialmente pelo seu cabelo jogado e curto, os olhos castanhos dourados penetrantes –  e mesmo Kotomi não querendo admitir – o belo meio sorriso.

                -Olá gata. – Ele piscou enquanto conferia o vestido prateado. – Lindo.

                Kotomi não corou nem por menos sorriu.

                -O que quer Yahiro? – Ela puxou a boca para o lado, mostrando os caninos afiados e brancos. – Não tenho tempo para você.

                O menino sorriu.

                Kotomi era o tipo de menina que ele evitava, mais como bem saiba, adorava um bom desafio. Portanto não se freou quando estendeu a mão e arrastou a menina pelo pulso.

                -Para onde está me levando? – Kotomi tentou puxar a mão de volta para si.

                -Por que não para de reclamar? – Ele revirou os olhos, puxando a loira para a porta de saída do salão de festa. – Vão perceber!

                -É isso que eu estou tentando fazer. – Ela gritou, virando-se para trás em desespero.  Mais todos olharam com grassa, só podiam estar brincando... – Merda, acham que você é meu namorado!

                -Que bando de idiotas. – Ele riu. – Você minha namorada?... Nunca Mi-chan.

                Ela desistiu. Deixou ser guiada para fora do salão sem mais reclamar. Ela bateria de frente com o expresso Yahiro.

                -Qual é o seu problema? – Ela indagou quando finalmente pararam de andar.

                -No momento... Você.

                -Você é um completo bitolado! Eu nunca falei direito com você. – Ela retrucou, dando de ombros.

                -O que é isso Mi-chan, você até já dormiu em minha casa. – Ele piscou aqueles olhos castanhos dourados ofuscantes.

                -Errado. Dormi na casa de SUA IRMÃ. Duas coisa opostas.

                Yahiro sorriu divertido.

                -Você é engraçada Mi-chan! – Ele passou a mão nos cabelos de um loiro caramelo.

                -Não me chame de Mi-chan! – Sem bem processar, Kotomi levanta o braço esquerdo e guia-o, com maestria de um boxeador, na mandíbula bem formada do garoto a sua frente. 

                 Mais não surtiu bem o efeito que Kotomi desejava. Yahiro parou o soco da garota antes mesmo de Kotomi fechar os dedos em um amontoado só.

                -Arisca é? – Yahiro sorriu enquanto apertava  com uma força férrea os dedos delicados e com a manicure em dia de Kotomi. – Eu já não gostava de você, agora gosto ainda menos.

                Os lábios da menina se entreabriam em um protesto, mais esse protesto, mesmo que ainda nem formado, foi interrompido por um golpe forte, e que lhe parecia doloroso, não mão de Yahiro.

                -Então deixe-a em paz! – A voz rouca e suave do seu melhor amigo, fez os olhos perolados de Kotomi se liquefazerem.

                “Ele veio!” essa era a única frase racional que rodava em sua cabeça “ele veio!”.

                -Quem é você? – Yahiro esfregou a parte do antebraço que lhe fora golpeada. 

                -Eu sou um... amigo dela. – Shin mexeu a gravada para os dois lados, como que se de repente ela estive-se lhe incomodando. – Portanto, se afaste.

                Os olhos de Yahiro estavam claros. Perguntavam, ou melhor, berravam “Você só pode estar brincando.”.

                O que não era de se espantar.  Yahiro era o melhor da escola em praticamente tudo, bom, tudo que não fosse relacionado a escola. Era o melhor na educação física, o melhor em artes marciais, o melhor em guitarra elétrica... Enfim, em quase tudo.

                -Vem então... Seu merdinha. – O homem entrou em posição de combate, afastando os pés, erguendo os punhos na altura dos olhos.

                -Não quero brigar com você. – Shin pigarro e revirou os olhos.

                -Você é um covarde, é? – Yahiro voltou a posição inicial e sorriu quando falou a ultima frase. – Vá embora e leve com você essa vadi-

                Uma coisa que Yahiro não sabia era que Shin era MUITO melhor do que ele em tudo

                Foi muito fácil para ele bater no rosto de Yahiro e quebrar quase que “sem querer” o nariz perfeito.

                -Lave bem sua boca antes de falar dela. – Os olhos verdes de Shin faiscaram quando olhava os olhos castanhos do garoto umedecendo de dor.  

                Shin não esperou Yahiro resmungar ofensas para os dois. Ele apenas pegou Kotomi pelo braço e a arrastou para o parque ao lado do salão cujo os pais da menina haviam alugado para a festa.

                -Espere! – A menina chiou enquanto seu corpo era arrastado. – O que você está fazendo aqui?

                Shin olhou para os dois lados antes de atravessar para a rua. Como a noite já passava da metade, não precisou parar no cruzamento para esperar nenhum carro passar.

                -Você pode me explicar o que está acontecendo aqui?

                O homem chegou no parque e guiou-se para uma fonte não muito distante da onde estavam.

                -Você conhece esse lugar? – Os olhos perolados de Kotomi varreram a parque.

                -Não. – Ele sussurrou enquanto contava os passos para a fonte do parque.

                Eles param e escutaram o chiado da água.

                -Ótimo! – Disse ela respirando com lentidão. – Que merda está acontecendo aqui?    

                Shin revirou os olhos. Ele faria isso agora, e estava disposto.

                -Feliz Aniversário Kotomi. – Ele sorriu e se curvou.

                A menina esperava que seu amigo fosse sussurrar algo em seu ouvido, portanto aguçou mais o sentido e esperou o que ele iria falar. Só que não foram palavras que vieram.

                Shin beijou Kotomi com suavidade, quase sem encostar os lábios nos dela. Em seguida, sem se prolongar mais, ele se afasta, olhando para a fonte de água, como se nada tivesse acontecido.

                -O... O que foi isso? – A menina coçou o coque bem feito e não ligou quando seu cabelo caiu em suas costas.

                -Em... Em um aniversário meu... Você fez isso... Só quis... Retibuir. – A voz grave do homem parecia errada, envergonhada.

                “Ok, acabo de ser beijada pelo meu melhor amigo...” Ela sorriu enquanto sua mente processava o ocorrido “Por que não estou gritando em histeria aqui?

                -Shin? – Kotomi chamou, buscando o olhar do amigo. Determinação, ou talvez algum pedaço do seu cérebro houvesse pifado ela falou, com todas as letras e sem pestanejar. – Shin-kun, eu te amo.

                O menino esperava por isso. Na verdade, esperava tanto, que o choque não lhe percorreu pelo corpo como esperava, na verdade, algo mais irracional irradiou pela suas articulações.

                -Eu... Eu... Ahh, eu também Mi-chan!

                Ele, diferente do minuto anterior, puxou a pequena e frágil criatura para seus braços, e não freou ao cobrir com sua boca a boca pequena e vermelha de Kotomi.

                Infelizmente, a anos, ele nutria uma paixão extrema pela dona dos mais belos cabelos, o mais cativante sorriso e os mais petrificante olhar prateado.

                Kotomi aceitou o beijo dele como quem aceita água depois de dias e dias em um deserto. Não impediu, portanto, de que sua língua tentasse desbravar a boca do seu melhor amigo, nem mesmo impediu seus braços de circundar a cintura de Shin. Ele era tão alto.

                Os estalos do beijo eram além do excitante, e Kotomi podia sentir isso fazendo preção em sua barriga.

                -Uhrum... – Alguém pigarro atrás do que se desenrolava a frente.

                Os dois se desconectaram como se estivessem levando cheques elétricos.

                -Alguém pode me explicar o do por que tem um homem sangrando na porta do salão e vocês dois estão se consumindo no meio de um parque publico? – Naruto abriu os olhos e cursou os braços sobre o peito. Sasuke fez o mesmo.

                Shin e Kotomi se entreolharam e depois, em pavor, olharam para os pais.

                -É... É que... – Em uníssono gaguejaram.

                Kotomi sussurrou em seguida...

                -Não acha melhor fugir?

                -Está maluca? – Shin retrucou, com as bochechas enrubescidas. – Desaparecer é a melhor opção!

                -Explicações! Queremos explicações. – Sasuke bateu o pé no chão e esperou.

 

                ...

 

                Problemas, isso é o que resume uma vida amorosa. Não importa o quanto você deseje ou ame alguém, os problemas sempre, sempre vão aparecer.

                Fugir não é uma escolha! Os obstáculos serão ultrapassados, é só ter paciência.

                Kotomi e Shin namoraram sim. Os únicos que não aceitaram a “paixão” foram Sasuke e Naruto. O loiro afirmando que a filha era nova de mais, e o moreno que o filho era velho demais. Sakura recebeu a notícia com pulos de alegria, Hinata se resumiu em lagrimas.

                A vida deles ainda vai passar por diversas adversidades. Talvez, se o tempo permitir, um casamento, uma família. Só o tempo para decidir.  

 



Notas finais do capítulo

O final ficou meio... Estranho, eu sei! É que eu não queria me prender em algo maior, apesar de não admitir, Ajude-me deu o que tinha que dá. HEhehHe
Bom, desculpem-me, pelo fim do extra!
E para quem acompanha: Mais tarde Veneza chega ao fim! HEhehE



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