Please, love me... [HIATUS] escrita por Aoi Blue


Capítulo 7
É algo estranho... Gostar de outro cara...


Notas iniciais do capítulo

Branco, branco, branco e branco! Esse é o principal motivo de eu ter demorado, gomen! ç_ç

Bem, eu poderia fazer a fic todas só narrada pelo Karasaki, mas acho que criar dessa maneira é um pouco difícil por que você fica preso no personagem e só pode dizer o que ele sabe (nunca tive sucesso 100% nessa missão x_x), por isso narrarei do ponto de vista de outros personagens também.

Esse começará sendo narrado por Masaki



Pov. Masaki

Finalmente cheguei em casa. Anunciei minha chegada e dessa vez não levou nem dois segundos para uma resposta.

– Olá, Masaki! Como foi seu dia? - disse minha mãe cheia de energia, como sempre. Foi dela que puxei o meu lado descontraído.

Não respondi de imediato, uma parte de mim ficou meio, sei lá, aérea.

– Hum, foi bom. Como sempre, huhu.

– Aliás, está tudo bem quanto a ontem? Você parecia preocupado.

Sim, eu tava muito por causa da ação que Karasaki teve após ter se confessado. Posso até entendê-lo, eu fui um idiota e ele ficou extremamente envergonhado.

– Sim, está tudo bem. Vou pro meu quarto, tenho que estudar.

– Certo.

Subi logo pro meu quarto, fechei a porta, larguei a mochila e encostei-me na porta enquanto afroxava minha gravata. Foi meio estranho... Sempre gostei de garotas, mas de repente me veio algo tão forte quando beijei o Karasaki. Sinceramente, apesar de gostar muito dele como amigo, eu esperava simplesmente não sentir nada ou ainda achar estranho beijar outro cara, mas não achei, simplesmente senti como se tivesse um imã me fazendo querê-lo mais.

Recobrei o foco na realidade e fui tomar banho. Enquanto a água batia em minha cabeça passei a mão em minha nuca. Senti um arrepio quando Masaki passou a mão aí puxando meu cabelo, será que ele percebeu? Apesar de virgem ele é "safadinho", não é? Hu hu.

Terminei o banho, verti uma camisa, uma bermuda e fiquei estudando, ou "parecendo" estar. Não dava pra ficar sem pensar no Karasaki, ele acabou me fazendo sentir algo que nunca senti tão forte antes. O pedi em namoro, um namoro escondido... Nem com a garota mais popular do prédio feminino, Ina Hagiwara, ocorreu isso. Só na época que nossa relação não era séria que não falavamos nada sobre isso, mas quando começamos a namorar aí sim o povo ficou sabendo (preciso dizer que metado dos caras do colégio ficaram loucos? kkk).

Parando pra pensar, será que Karasaki gostava de mim na época? Será que ele ficou com ciúmes? Posso perguntar pra ele amanham. Sim, vou amanham, se eu for agora ele vai me matar por usar algo pequeno como motivo pra não estudar, he he.

No dia seguinte me apressei logo pra sair, quero logo pegar o mesmo ônibus que Karasaki. Cheguei na parada e ele já estava lá. É... Acabei dormindo um pouco acima da dose...

– Oi, Karasaki!

– Yo! - ele falou sorrindo.

Poucos segundos depois foi possível ver o ônibus chegando.

– Puxa, quase que não consigo chegar a tempo, ha ha!

– Se você não conseguisse, eu esperaria pra pegar contigo o próximo.

Ele falou isso bem naturalmente. Assim não tem graça, é fofo quando ele fica corado!

– Então tá, né.

Subimos no transporte e fui com ele para o fundo do ônibus. Vou ser direto, tenho dois motivos pra isso: quero vê-lo corar e quero matar a curiosidade.

– Ei, Karasaki - falei baixo para que só ele pudesso ouvir - Isso já faz, sei lá, uns dois anos, mas, seja sincero, o que você sentia quando eu namorava Ina-chan?

Ele olhou imeditamente pra mim e corou. Acho que peguei pesado, mas tou cada vez mais gostando desse rosto dele corado. Ele olhou pro outro lado e falou:

– Eu, hum... Foi... Nessa época que descobri que gosto de você.

Acertei lá em cheio?!

– Sério?!

– Eu não gostava quando ela ficava junto de você, também não gostava quando você falava dela.

– Hum... Eu não fazia ideia...

– Não teria como, eu tava confuso na época de qualquer forma. E nos seus outros namoros... Eu também ficava um pouco puto.

Ri por um segundo. Ele falando dessas coisas está só fazendo ele ficar cada vez mais vermelho. Me aproximei dele, tirando um caderno de minha mochila e, com o objeto cobrindo a visão de pessoas alheias, o beijei. Quando me afastei ele estava BEM vermelho.

– E-estamos num lugar público!

– Desculpe. Você fica fofo quando cora, não consigo resistir.

– Baka! Pare de me provocar!

– Hu hu.

Mesmo com o rosto virado, pude notar que ele sorriu apesar de ter se irritado um pouco. Quando o ônibus chegou e estávamos indo pra entrada, deu pra ver de longe aquele cara que soquei ontem. Ele estava olhando pra gente. Pude notar que Karasaki também percebeu isso, pois estava um pouco tenso, mas aí o toquei no ombro e disse "finja que eu disse algo engraçado". Ele imadiatamente ajiu como eu disse e riu no mesmo momento que ri junto, então passamos direto.

Depois disso, Karasaki sussurrou:

– Com aquilo que aconteceu ontem, será que ele e os que estava com ele concluíram que você é gay também só por que me defendeu?

– Essa idiotice de "se o melhor amigo do cara é gay, então isso significa que ele também é e bla bla bla..." é ridícula.

– Mas estamos namorando (escondido, mas estamos), então você é, baka.

– Bi! Sou tarado por ppk, também, caso não se lembre. (Aoi: Oh! Manera na parte vulgar aí!)

– Tou brincando. A questão só é que... Eu não me importo por tirarem sarro de mim por causa da minha sexualidade, só não quero te arrastar nesse buraco junto. Não diga que não liga pra isso, por que se não "aquilo" não teria rolado "naquela sala" e sim no corredor e foda-se.

Karasaki está preocupado com isso. É, pra ser franco, é meio vergonhoso assim de repente gostar de um cara, muitos não curtem essas coisas e por isso te tratam mal ou até mesmo se afastam.

– Sim, você tem razão... Mas não venha dizer que não se importa caso tirem sarro de você, você não está sendo sincero em dizer isso, sei que, se eu não tivesse aparecido, você não só teria levado uma surra maior como estaria como a pessoa mais infeliz do mundo.

Ele olhou pra mim por alguns segundos. Parecia que ele ia fazer algo, mas corou e mudou de ideia.

– Hum... As provas começam segunda, né?

– Xi, é mesmo. Cara, tou fudido em matemática!

– Você ainda não aprendeu?!

– Não tenho certeza, mas tenho receio de na hora me dar um branco, sorry.

– Eu te ensinei, se você tirar uma nota baixa, vou te bater!

– Aff, que violência! Ha ha!

Se tratando do estudos, ele sempre pegou no meu pé. Bem que fui eu quem pediu pra ele ma ajudar, não é? Acho que não tenho muito escolha em melhorar ao menos um pouco...

Chegamos em nossa sala, eu sentei numa cadeiras no meio da fileira ao lado das janelas e ele sentou logo afrente, como sempre. Ficamos conversando de assuntos aleatórios. Podemos estar namorando, mas nada mudou, pode ser que depois de um tempo aqueles caras ignorem aquelas história da biblioteca e nos deixem em paz, mas, se não deixarem, não vou permitir que façam algo de ruim ao Karasaki.

Hoje temos educação física, então logo após o intervalo todos da nossa turma foram ao vestiário se trocar.

Pov. Karasaki

Aquele momento no ônibus foi tão constrangedor, mas, mesmo isso tendo me irritado, já que alguém podia notar, eu gostei. Me distrair um pouco vendo Masaki trocando de camisa, o corpo dele é bem definido, enquanto eu sou quase um magricela. Queria tanto estar só nós dois agora...

Desviei meus pensamentos e terminei de tocar, então enfim saímos e o pessoal da nossa sala também. Quando estávamos quase na pista de corrida (sim, hoje a gente iria correr) percebi que eu estava de relógio.

– Xi! Esqueci de guardar isso!

– Ué? Não tem problema correr com ele?

– Esqueceu naquela vez que joguei futebol? O feixo se abriu sozinho e eu quase perdi. Além disso, depois da corrida vamos praticar outros esportes e o relógio pode me machucar... Eu já volto!

Fui correndo para voltar pro vestuário. Era bem sério isso, eu não podia fazer exercícios usando esse relógio. Foi a última lembranca que tive do meu tio, antes de ele morrer num acidente de avião. Ele havia me dado num Natal. Meu pai e ele se davam tão bem, é uma pena ele ter falecido, por isso me sentiria mal se perdesse o relógio...

Quando cheguei no vestiário, estava lá aquele cara de antes. Que droga!

– Ora, realmente, quem é vivo sempre aparece, hu hu.

Ele foi se aproximando de mim. Droga, Masaki tá longe pra caramba e acha que vou voltar logo. Estou sozinho!

– Não precisa ficar com medo, não vou fazer nada, tenho aula pra ir. Apenas digo uma coisa: Seria uma "pena" se seu namoradinho fosse expulso, não é?

Como já esperava, só por que me defendeu a sexualidade dele é questionada.

– Masaki não é meu namorado, somo só amigos! Aquela história toda terminou assim e estou bem com isso.

– Será que está mesmo? Levou numa boa tão facilmente a sua viadagem não ser correspondida? Hu hu, já sei...

Ele me puxou pela camisa e me prensou contra os armários. Ele ficou com o rosto bem perto de mim, tão perto que era possível sentir sua respiração.

– Não importa quem seja, você só queria que alguém te fodesse, não é.

– Me solta!

– Não é o que você quer?

Eu queria empurrá-lo, mas ele é mais forte que eu. Porra! Por que ele tá fazendo isso comigo?! Eu nem sei o nome desse cara!

De repente ele riu e se afastou.

– O que foi? Vai chorar? Hu hu.

Fiquei em silêncio. Minha respiração estava arritimada, meus olhos estavam ardendo e meu corpo tremia.

– Olha, não ache que só por que seu amiguinho te defendeu e me ameaçou que não farei nada com você. Se você falar pra ele sobre o que aconteceu aqui, se falar de futuras vezes em que você levar uma surra, ele certamente irá atrás de nós, mas terá o risco de ser suspenso ou até mesmo expluso. Quer mesmo que isso aconteça com ele? Que ele perca um futuro por sua causa?

Droga, ele está certo...

– Não...

– Que bom.

Ele me encostou nos armários de novo e bateu na minha barriga algumas vezes até decidir parar. Caí no chão devido a dor.

– Só uma amostra grátis. Eu não tenho medo do Masaki nem da direção. Se alguém ficar sabendo só será motivo pra você sofrer mais. Até breve, viadinho.

Ele foi embora.

Mas que droga! O que fiz pra merecer isso? Será que devo contar por Masaki? Mas ele pode ser expluso se for dar um jeito naquele cara... Droga!

Me levantei recuperando-me. Não posso envolver Masaki nisso, acho melhor não dizer nada. Guardei meu relógio no meu armário e corri logo pra área da aula de eduação física. Sei que eu não devia ser corvade e não dizer nada, mas estou com medo. Por que aquele cara decidiu implicar comigo? Só por que descobriu que eu sou gay? O que ele tem a ver com isso?

Que saco...

Pov. Masaki

Finalmente Karasaki apareceu. Ele demorou muito, estava começando a me preocupar.

– Oi, cara. Por que demorou?

– Hum... Sério? Pra mim fui num ritmo normal, hu hu.

Ele tá meio estranho...

– Me fala sério, aconteceu alguma coisa?

Ele desviou o olhar, isso quer dizer que ele tá querendo esconder algo.

– É... Eu...

– Hagiwara-san! (*Hagiwara é o sobrenome do Karasaki) Onde se meteu?! - gritou o professor de educação física.

– Desculpe, professor, havia esquecido de guardar algo no vestuário, aí tive que voltar.

– Certo... Então terá que fazer cinco voltas a mais que os outros. Vamos! Comece agora!

– Sim, sim, sim! Já vou!

Karasaki foi correndo logo. O professor sempre é tão rígido, hehe. Mas... Tenho que descobrir por que Karasaki demorou e o que ele está querendo esconder. Ele parecia um pouco tenso...



Notas finais do capítulo

Capitulo terminado, capítulo dado.

Até mais o/