Enchanted escrita por Sabrina Delfin


Capítulo 13
The Heart Wants What It Wants


Notas iniciais do capítulo

Olá novamente! Vocês devem ter percebido (eu espero) que eu estou soltando um capítulo atrás do outro, é a minha forma de pedir desculpas pela minha demora ; )então, aqui está mais um! Boa leitura gente, beijoooss : *



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E eu conheço o seu coração, e sei de tudo

O que ele jamais faria para me machucar

Mas eu não percebia que me sentia tão confiante

E me sentir tão bem sobre mim mesma

Ter isso completamente destruído

Por uma coisa. Algo tão estúpido

Mas aí, ele me faz ficar tão louca

Faz parecer como se fosse minha culpa

Eu estava machucada"

Você me faz experimentar algo

Que não posso comparar a nada

Eu sabia, estou esperando

Que depois dessa febre, eu sobreviva – The Heart Wants What It Wants (O coração quer o que quer) –Selena Gomez

http://www.kboing.com.br/selena-gomez/1-1338643/

Pov’ Clary

Acordei com um barulho chato, ignorei e virei de lado mas ele só aumentou, uma batida forte na parede me fez dar um pulo e me sentar, acendi a luz do abajur ao lado da minha cama e vi uma coisa estranha próximo ao roda pé da parede, tentei focar a visão mas não tive sucesso, levantei me sentindo em alerta e liguei a luz do quarto, ele estava normal se não fosse pela minha parede que estava quebrada me ajoelhei para dar uma olhada no estrago, ‘’tenho certeza absoluta que isso não é natural, mas por que quebrariam a minha parede?’’ pensei e sem perceber eu já estava arrancando pedaços da parede, eu abri um buraco e coloquei minha mão dentro esperando encontrar algo e rezando para não encostar em um rato ou numa aranha, mas não havia nada, desliguei as luzes e voltei para a cama, pensei que não fosse conseguir voltar a dormir mas no fim peguei rapidamente no sono.

Em meu sonho eu não conseguia movimentar meus braços eu não via porque, apenas não conseguia mexe-los, eu estava sentada na minha cama e eu conseguia ver o buraco na parede mas ao seu lado estava parada a menina fantasma loira que agora eu sabia, se chamava Elouise, ela estava parada com os olhos fixos e sem piscar em mim e apontava para o buraco que estava aumentando e aumentando cada vez mais.

Acordei arregalando os olhos, geralmente eu acordo assim depois de um pesadelo, mas eu não me lembro de ter sonhado nada, levantei preguiçosamente e fui para o banheiro, fiz o que tinha que fazer, voltei e me vesti.

Encontrei minha mãe e Luke na sala arrumando aquelas típicas maletas que advogados como eles usam, minha abriu um sorriso quando me viu e Luke fez o mesmo.

–Luke tem uma surpresa para você. –Minha mãe disse.

–Nós temos Jocelyn. – Luke corrigiu e se virou para mim –Como eu já tinha prometido a um tempo, e não quero que pareça que eu estou te enrolando, aqui está. – Ele estendeu uma chave para mim.

–É o que eu penso que é? –Eu perguntei impressionada e ele só concordou.

–Ai meu Deus!! –Eu gritei e pulei em cima deles para abraça-los, eu corri para fora de casa para ver um carro, lindo, era um Hyundai HB20S preto versão sedan do HB20, meus pais disseram que eu já podia ir para escola dirigindo, e foi o que eu fiz sem hesitar.

************************************************

–Hum que possante. – Isabelle falou assim que eu desci do carro.

–Obrigada! –Eu disse sorrindo.

–Vem, vamos achar os outros.

Estávamos no corredor indo para a nossa aula, mas eu lembrei de uns livros que eu tinha que pegar.

–Vai indo, eu já encontro vocês.

–Ok. –Ela disse continuando a andar.

Eu abri a porta do meu armário e peguei o livro de Biologia, estava estendendo a mão para pegar um caderno quando a porta se fechou abruptamente quase esmagando minha, virei para encarar quem quer que fosse, e para minha não surpresa Aline estava escorada nos armários e a mão na cintura.

–O que você quer agora?! – Perguntei sem um pingo de paciência para aturar aquilo.

–Calma ai Clarissinha! –Ela falou com a voz doce falsa e continuou fingindo inocência. –Eu só vim perguntar se você já falou a verdade para o seu namorado.

–E de que verdade você está falando? –Falei mantendo a voz firme.

–Não se faça, você sabe do que eu estou falando. –Ela disse e estendeu um papel no meu rosto, quando ela parou de balança-lo eu paralisei.

–Onde conseguiu isso? – Eu perguntei sem entender como minha ficha da Gray House foi parar nas mãos dela.

Onde não importa, o que importa é para onde vai. –Ela falava com um sorriso sínico no rosto.

–Jace. –Eu sussurrei.

–Que bom que você entendeu.

–O que você quer? –Eu a encarei com ódio.

–Eu quero que você conte, por que se não contar ele vera isso aqui. –Ela ergueu o papel mas eu o arranquei das mãos dela, ela riu, lógicamente ela devia ter várias cópias daquilo.

–Por que você quer isso? –Eu perguntei não entendo por que ela queria que eu contasse, eu pensei que ela fosse colar as cópias daquilo por todas as paredes, postasse ou sei lá o que.

–Por que, você acha que Jace continuará com você depois de saber disso? Não importa a forma que ele vai saber, por você ou por mim, ele vai te deixar na hora, é isso o que ele faz. –Ela falou, deu aquele típico sorriso e saiu andando pelo corredor, e a pior parte é que eu acho que ela tem razão, Jace não continuaria com uma louca.

Senti água se formar em meus olhos e escorrer pelas minhas bochechas, escorei minha testa no armário eu precisava dar um jeito nisso, uma coisa que eu aprendi ao longo da minha vida é que se os mortos não te atormentarem os vivos irão, limpei as lágrimas e comecei a andar pelo corredor, rasguei em pedacinhos aquele papel e assim que eu passei por um lixeiro eu o joguei fora.

Entrei na classe tentando evitar olhares de quem quer fosse, principalmente de Jace, acho que eu desabaria pensando novamente em tudo aquilo, dei ‘’oi’’ a todos e me sentei, o mesmo lugar de sempre, ao lado de Jace e em frente a Isabelle, Camille não fazia aquela aula com a gente, a única também.

–O que aconteceu? –Jace perguntou se inclinando ao meu lado, tentei disfarçar.

–Como assim? Por que? – ‘’Bom trabalho Clary’’ pensei sarcasticamente comigo mesma.

–Você não me parece muito bem. –Ele disse.

–Não aconteceu nada. –Dessa vez eu tive mais sucesso, antes que ele pudesse dizer alguma coisa o professor entrou me salvando, acho que eu não conseguiria pensar em mais nenhuma resposta.

******************************************************

Isabelle e Camille tagarelavam ao meu lado mas eu não estava prestando muita atenção, minha cabeça doía e eu só queria dormir e esquecer tudo. Estávamos sentada no gramado em frente a escola.

–Clary? –Isabelle me chamou abanando a mão em frente ao meu rosto. – Estamos no planeta Terra.

–Desculpe. –Eu disse piscando. Camille sorriu para mim e perguntou:

–Vamos na minha casa hoje?

–Claro. –Eu respondi e me levantei. –Eu já volto.

Eu andei até meu armário o abri e parei na frente dele, não sei o que fui fazer ali, só queria me distrair, pelo visto encarando meus livros, não por muito tempo pois minha visão foi tapada, toquei no que estava me cegando e senti mãos, eu sorri.

–Adivinha quem é. – A voz de Jace me pediu.

–Difícil dizer, hum, eu não tenho ideia. –Brinquei.

–Uma dica então. –Falou sussurrando próximo ao meu ouvido, me senti arrepiar, mais ainda quando senti seus lábios tocarem meu pescoço, me virei de frente para ele tirando suas mãos de meus olhos e as colocando em minha cintura, passei meus braços em volta do seu pescoço e me aproximei mais.

–Eu saberia que é você mesmo estando a quilômetros. –Sussurrei aproximando meus lábios dos seus, ele se inclinou e me beijou, lentamente, profundamente e naquele momento eu esqueci que Aline existia, que um hospício existia ou a verdade sobre mim mesma, apenas me deixei levar por aquela mistura de sensações como sempre acontecia quando eu sentia seu toque.

Nos afastamos um pouco para deixar o ar entrar em nossos pulmões.

–Tenho algo para você. –Ele sussurrou levemente ofegante.

–É mesmo? –Eu sorri, ele se afastou para alcançar a mão até seu bolso, e quando a trouxe de volta ele segurava um colar com um pingente prata em forma de coração com lindos e delicados detalhes.

–Como somos um casal apressado, não achei problema em te dar algo para representar que meu coração é todo e completamente seu. –Ele dizia passando a corrente em volta do meu pescoço. Eu não sabia dizer e tinha certeza que eu estava olhando para ele com cara de abobada. (http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=180149864 )

Toquei o pingente em meu pescoço e disse em um fraco sussurro.

–É perfeito. –Dito isso eu o abracei e em seguida seus lábios estavam nos meus novamente, cada beijo era diferente mas tinham o mesmo significado.


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