Desapegado escrita por AyalaOM


Capítulo 2
Capítulo 02 – Pessoas felizes e reluzentes


Notas iniciais do capítulo

Dois lados da mesma moeda.



“Não há tempo para chorar.” – R.E.M.

Levantei mais cedo que o normal disposto a deixar tudo no escritório pronto antes do fim de semana, para que eu pudesse, enfim, curtir minhas férias. Sozinho? Acompanhado? Descobrirei mais tarde.

[…]

O dia no escritório não era o que eu chamaria de cheio. Tinha Bruna para me fazer rir durante a folga de uma e outra reunião. Eu esqueci-me da minha ex-noiva por alguns instantes enquanto ela brindava-me com mais uma e outra piada ocasionalmente ou comentário tosco sobre os clientes do escritório de advocacia.

─ Ah você sabe, ─ Continuou ela. ─ Eles cheiram a queijo mesmo quando é de anhá cedo. Acho que nenhum deles se lembra o que é tomar banho.

Eu gargalhei entregando-lhe o relatório e voltando para a minha sala. Havia mais três que eu devia assinar antes de receber meu próximo cliente.

Comecei a ler a acusação formal redigida pela polícia num caso de seqüestros seguidos de roubo, todos colocados na conta do meu cliente e assinei, aceitando o caso. A porta abriu-se revelando-a novamente com duas pastas na mão esquerda.

Ela foi até o armário e eu segui o movimento dos quadris bem delineados dela. Ela virou-se jogando para mim um olhar sujo e eu dei-lhe o sorriso de canto de sempre.

─ Bela comissão de trás. – Pisquei fazendo-a rir.

─ O que acha de jantarmos hoje?

─ Eu com certeza vou. – Respondi-lhe voltando a olhar o relatório.

─ Não, senhor espertinho. Digo nós dois. Como nos velhos tempos.

─ Como nos velhos tempos? ─ A questionei com a sobrancelha erguida.

Bruna andou a passos calculados na minha direção e se curvou na mesa, deixando os seios medianos quase a mostra, quando os encostou na superfície. Seus olhos pareciam os de um felino, verdes como musgo, olhando-me atentamente.

Ela molhou os lábios com a ponta da língua e as lembranças de quase um ano atrás lampejaram na minha mente.

─ Você vai ser a sobremesa? Ou eu posso fingir que sou cavalheiro?

─ Quem precisa de cavalheirismo… ─ Ela disse sentando-se no meu colo. O calor de sua intimidade fez com que minhas bolas apertassem dolorosamente. – São as velhinhas cheias de teias, coitadas. Eu quero você. Agora, dentro de mim e com força.

Diante de suas palavras, eu não me dei ao trabalho de ponderar. Ela pediu, ela vai ter. Joguei os pratos no chão afastando-os com um braço, enquanto o outro a segurava firme contra o meu pênis duro…

─ Como nos velhos tempos.

─ Eu nunca esqueci a forma como você gemia no meu ouvido, bonitinha.

─ Eu nunca esqueci de você dentro de mim, indo e voltando do jeito que eu gosto.

[…]

─ Eduardo? – A voz me parece familiar, mas eu não consigo lembrar. Talvez de um tempo muito distante? Talvez de alguém em que não prestei atenção? Viro-me para encarar a dona da voz e meu coração parece que está parando e explodindo ao mesmo tempo.

Oh sim, eu lembro dela.

─ Ca-Camila? – A pergunta é retórica, eu sei que ela me reconheceu de longe e uma pequena vergonha se instala abaixo do meu estômago. – Quanto tempo.

─ Pois é! Fazendo o quê por aqui? Quer dizer, não é uma área comum a todos os espectadores.

─ Aposto que muita gente gosta de voltar aos anos 70.

─ Você gostou a loja?

─ Parece boa. Conhece o dono?

─ Ahaha. ─ Ela riu e eu parecia hipnotizado por sua presença novamente. Forcei-me a ouvir suas palavras: ─ Agora ele e meu. Eu tenho outros dois, um dos anos 50 e um dos anos 20.

─ Aposto que sim.

Ela sorriu e pareceu que a conversa havia chego ao fim, mas eu não queria que chegasse e tampouco parecia que ela queria despedir-se.

─ Quer jantar? – Ofereci subitamente. Percebi sua surpresa e me senti como um adolescente de novo na escola.

Camila piscou os olhos castanhos por alguns segundos e o movimento das pálpebras tomou a minha atenção, enquanto ela pensava.

─ Eu adoraria. – Meu coração palpitou com sua resposta em tom doce. – Mas eu não acho que posso. – E novamente a dor de ser rejeitado.

─ Qual o seu problema afinal? – Questionei com rispidez a pegando de surpresa.

─ O meu, nenhum, mas a sua amiguinha parece estar aguardando por você.

Foi como um clique na minha mente. Ah! É mesmo! Eu havia me esquecido completamente da Bruna. Droga.

Continua…



Notas finais do capítulo

Oh sim, será que vai dar pano para manga? Até amanhã ^-^

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Beijinhos ^-^~



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