Magic Daughter escrita por Pine Whisper


Capítulo 1
Two Live For A


Notas iniciais do capítulo

Olá, gotinhas de água!!! ^u^
Bom, eu prometi essa fic a um bom tempo, mas levei séculos para acabar o primeiro capítulo. Sim, eu sou muuuuito lerda.
Sabe como é, me distraio fácil e tenho mil coisas para fazer.
MASSSS, promessa é dívida, então aqui está.
Espero que gostem.
"Mas G.H, você já começou..." SHHH! NADA DE SPOILERS!
Boa leitura, meus enluarados.



~16 Anos Atrás~

Karollinne

–Força querida. -Disse Vitta, a curandeira da floresta que se ofereceu para me ajudar com o dia tão especial.

Estava pressionando minha barriga para baixo.
Aquilo me deixava temerosa, como se meu bebê fosse ser esmagado.
Eu já não tinha mais forças, até mesmo respirar se tornava uma tarefa difícil. Era como se todo o peso do mundo estivesse sobre meu peito.
Virei o rosto paro o lado, e pude ver John no fundo da sala.
Ele tentou me encorajar com um sorriso, que ao final das contas era mais uma careta angustiada.
Ele passou a mão nos cabelos negros, tirando a franja que cobria seu par de olhos cinzentos como nuvens de tempestades.
Seu rosto tinha marcas do cansaço. Ele ficara rodo o tempo comigo. Todas as 12 horas de parto, e não parecia se mover nem um centímetro.
–Vamos, está quase lá! -Por impulso, usei o resto de minha energia para fazer um último esforço, sem conseguir conter um grito de dor, quando ela pressionou minha barriga pela última vez. Minhas forças haviam se esgotado. Minha cabeça caiu sobre o travesseiro, e minhas pálpebras se fecharam.
Ouvi então o som mais doce de toda a minha vida.
Meu bebê chorava descontroladamente, e em algum lugar de minha inconsciência, eu sorri.

Autora

Vitta pegou o pequeno bebê nos braços. Sabia que o casal já tinha um nome para uma menina, mas para menino...

Ela adoraria dar ao casal a notícia de que seria uma menina.

A pequena era tão pálida, que dava a leve impressão de estar morta.
–É Zoe. -Sorriu, anunciando ao pai.
Vita então foi até a janela onde a luz da lua cheia brilhava intensamente sobre uma pequena banheira feita de prata cheia de água.

Ela colocou a pequena na água e começou a murmurar em latim. - O magnum luna dea est, tibi sit puero huic. Benedicite, lux et purus sit. Grátiam tuam magicam de illa. ICTUS in faciem digitis. Alicam in festivitate tua tu aestus. Vita eius. Date ei gratias curationum aqua vetustorum. Cum pallida lumen suum immundum. Cibabit illum. Protege it! SIC!

Então a enrolou numa manta azul marinho com uma lua cheia no centro. Ao lado direito da lua cheia havia uma lua crescente, e no lado esquerdo uma lua minguante.

–Ela será grandiosa, John. Você tem uma família linda. _Disse ela com um sorriso terno nos lábios.

Ao dizer essas palavras, a porta é arrancada das dobradiças, e se choca contra as paredes.

Vários homens vestidos com túnicas brancas, com uma cruz dourada no peito invadem a sala com tochas e crucifixos em mãos.

–Parados! -Um deles, aparentemente o líder, advertiu severamente.
–John e Karollinne Casther, eu os condenou a morte por pratica de magia negra! -John envolveu a pequena recém-nascida nos braços protetoramente.
–Não tenho idéia do que está falando, Trapper. Deixe minha família em paz! -Ele desembanhou uma espada do cinto. Aquela espada era diferente de todas que aqueles homens já haviam visto.
–Voltem para a igreja, vão "curar" pessoas. - John advertiu lhes apontando a espada.
–Não sairemos daqui até que cada um de vocês esteja morto! -Todos correram quarto à dentro.
John passou a pequena para os braços da curandeira.
–VÁ! LEVE-NA DAQUI! PROTEJA-A POR MIM! -Vitta não teve tempo de pensar. Apenas envolveu o bebê e correu para fora da casinha de madeira, indo para o coração da floresta onde sua casa ficava.
A bebe não parecia nem um pouco assustada. Estava calma olhando o céu estrelado por entre a copa das árvores. Mal sabia ela que algo terrível se aproximava.

A senhora curandeira beirava os 90 anos, então não conseguia ser muito rápida, mas fazia o possível. Ela já estava ofegante, tentando correr, manter os olhos atentos e não deixara criança cair.

Seus esforços foram em vão. Logo ela fora cercada por cinco padres muito bem armados com adagas de prata, água benta, balas de sal grosso, crucifixos.

–Largue está cria do demônio ai mesmo, sua bruxa da floresta. Está mancumunada com aqueles dois. Eu te condeno a morte! – A velha deu alguns passos para trás, pensando em como salvaria a pequena. Ela não teve muito tempo para seus devaneios, um dos homens estava atrás dela, e atravessou uma adaga de prata do coração.

Tolo era esse homem que se dizia de deus. Pensava que a pureza da prata mataria a curandeira. Mal sabia ele que ela era ainda mais pura que a prata que estruturava a arma. Os olhos da curandeira voltaram-se para o céu enquanto ela fazia uma baixa oração: “Deusa, sei que minha hora chegou. É chegado o momento de eu me despedir desse mundo. Mas essa criança ainda tem muito o que viver, grandes coisas a fazer. Por favor, proteja-a. Salve-a. Não deixe que esses impuros a machuquem...”

Então caiu de joelhos e colocou a pequena num monte de folhas.

Um dos homens a segurou pelos cabelos. –Como pede a vontade de Deus, você é sentenciada a morte! –Outro homem, esse maior e mais forte se aproximou com um machado e o ergueu.

–POR DEUS! –Ele baixou o machado decapitando a idosa. Sua cabeça voou alguns metros a frente até cair no lago banhado pela lua e ser levado pela correnteza.

Um dos homens se aproxima da pequena bebê. Ele não se importava se era homem, mulher, idoso, grávida, criança ou uma recém-nascida, ele iria fazer o mesmo com todos.

Ates que suas mãos pudessem toca-la, uma alcateia de lobos surgiu. Todos estavam ferozes e pareciam famintos.

Nem exitaram em partir para cina dos homens, rasgando a pele e comendo a carne, enquanto eles gritavam de agonia. Um som horrível que ecoava por toda a floresta. Aquilo sim motivava os animais a continuarem.

O chão se ensopava de sangue e pedaços de tripas e ossos.

Aquilo prosseguiu por horas, até os lobos estarem saciados e partirem.

Um casal de alpinistas que passava pela região, se deparou com a horrível cena, mas antes que saíssem correndo e gritando, viram a pequena bebe.

–Fique aqui, querida. Eu vou ver do que se trata...-Ele caminhou sem pisar nos restos de corpos e pegou-a do chão, observando seus olhinhos azuis atentos.

Voltou pelo mesmo percurso até estar ao lado de sua esposa.

–É tão linda, Phillip...Me de...-Ela a pegou de seus bracos a acomodando, e lhe acariciou a face.

Misteriosamente, junto com ela, havia um catãozinho som seu nome: Zoe Casther.

Phillip olhou para a lua, e murmurou. -Ela é nosso presente, Hanna. A Deusa nos confiou...



Notas finais do capítulo

O queeeeee foi isso?! É eu sei. Eu sou uma doente mental. Quem mata três pessoa logo no primeiro capítulo? Pois digo: EUU!Espero que tenham gostado, juro que vou postar o próximo capítulo logo.Um beijinho molhado na pontinha do nariz!!! ^~^



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