Cheirinho de Tutti- Frutti escrita por Mylla Thompson


Capítulo 1
Cheirinho de Tutti- Frutti


Notas iniciais do capítulo

Voltei com mais uma one Thalico! Viva! Beleza hoje eu pintei o cabelo de azul e a tinta tem um cheiro maravilhoso de tutti- frutti o que me deu a inspiração pra escrever uma one Thalico pra vocês :3 Beijinhos com gostinho de Tutti- Frutti ♥



– Hera, eu não quero ir – Thalia repetiu pela décima quinta vez naquele trajeto.

– Eu não perguntei se você queria – ela afirmou sorridente – você vai.

– Tudo bem, mãe – ela resmungou.

Thalia Grace, 17 anos, olhos azuis, cabelos negros, magra, alta e blá, blá, blá... Que seja. O fato era que sua madrasta Hera Grace estava levando-a a força para um salão de beleza.

Qual o problema? Todo mundo gosta de se arrumar de vez em quando. Ás vezes, quando o detalhe era que eram NOVE HORAS DA MADRUGADA e Thalia estava parecendo um zumbi dormindo sentada no banco do carro.

Hera tinha se casado com seu pai, Zeus, quando ela e seu irmão mais novo, Jason, tinham, ela cinco e ele sete anos, desde então ela tratava-os como os filhos que ela não pode gerar.

Mas voltando. A Grace mais nova já não gostava de se atolar num salão cheio de mulheres fofocando, MUITO menos de acordar cedo. Ou seja...

– Mãe por favor! – ela implorou quando pararam na entrada do estabelecimento.

– Thalia, vai te fazer bem – ela garantiu e puxou uma sacola no porta- luvas – vou deixar você pintar seu cabelo de azul.

A garota olhou para a caixa na sacola e realmente lá continha um frasco de tinta azul- esverdeado.

*

– Droga, droga, droga – o garoto murmurava acelerando o carro para voltar para o salão onde a madrasta estava – Perséfone, por que você não me avisou que eu tinha que pegar as chaves? Como eu ia saber que a porta estava trancada?

Sim, ele estava distraído a este ponto. Quando seu pai lhe entregou as chaves do carro disse claramente:

Leve sua madrasta ao salão e depois, se não quiser ficar por lá, volte para a casa. Eu não estarei aqui provavelmente então Nico, por favor: Não quebre a casa.

E ele com toda certeza, não fazia a mínima questão de ficar de babá da madrasta num salão cheio de mulheres que ele nunca vira na vida, conversando sobre a morte do senhor Joaquin ou a maquiagem da Ariana Grande no último AMA

Não, obrigado, ele muito bem assim.

Bem, até esquecer as chaves de casa no bendito salão.

Se isso não tivesse acontecido ele teria voltado pra casa e dormido mais um pouco até dar a hora pra faculdade. Mas não! Não! A vida tinha que sacanear com a cara dele e faze-lo sequer lembrar da existência das malditas chaves!

Quando ele enfim chegou no estabelecimento entrou e olhou em volta em busca da madrasta. Tinha por volta de umas quinze mulheres, algumas em pé, outras sentada. Todas falando ao mesmo tempo.

Mas ele reparou em apenas uma. Sentada numa cadeira perto da entrada onde ele estava com as pontas dos cabelos levemente "molhadas" por conta de alguma tinta. Passando por sua cadeira sentiu um cheiro forte de... Tutti Frutti?

Nico resolveu ignorar seu lado curioso e continuou a analisa-la discretamente.

Ela parecia diferente delas. Não por ser uma das mais novas. Mas era a ÚNICA que estava calada, mexendo a cabeça levemente ao som de alguma música nos fones.

Os salões não existiam pras mulheres falarem e falarem mais e mais? Por que raios ela estaria calada? E uma ideia parcialmente absurda passou pela cabeça de Nico.

Ele procurou a madrasta com os olhos e depois de alguns segundos conseguiu localiza-la conversando com uma mulher por volta dos seus trinta e cinco anos.

– Séfone – ele chamou e a madrasta o olhou com um sorriso.

– Já não era sem tempo querido – Perséfone lhe estendeu as chaves e voltou a olhar para a amiga – Hera esse é meu fi... enteado, Nico.

A mulher vivia tropeçando pensando se realmente podia chamar o garoto de filho, afinal, a morte da mãe pode ter vindo a muito tempo mas não sabia se Nico e Bianca a aceitavam tanto a admitir chama-los daquela forma.

Ele não se importava, tanto que vez ou outra acabava chamando Peséfone de mãe, ela fazia por merecer.

– Oi – ele cumprimentou pegando as chaves.

– Minha filha Thalia vai adorar conhece-lo – Hera anunciou animada e Nico deu um sorriso gentil para a mulher que começou a olhar em volta e ele virou-se com um olhar repreensor para Perséfone. E se fosse uma baranga? – Ali está ela.

Hera se levantou e sumiu no meio das mulheres e Nico não pode fazer mais nada a não ser se sentar no lugar onde a outra ocupava a pouco.

– Se for uma baranga eu te esgano – ele afirmou e a madrasta riu.

– E se for bonita você me agradece – ela disse.

*

Pedir para esperar trinta minutos pra tinta secar não era uma boa ideia para uma garota hiperativa, mas como não lhe restava escolha, Thalia resolveu apenas pegar seu celular e seus fones e começar a escutar uma lista de músicas aleatória.

Muitas mulheres conversando, trabalhando, lavando os cabelos, fazendo as unhas e um garoto extremamente gato procurando alguém.

Gato ou não ela resolveu ignorar o último elemento um tanto incomum.

Alguns minutos depois foi despertada de Awake and Alive do Skillet por sua mãe que começou a puxa-la entre as mulheres enquanto a mesma se perguntava: Onde raios essa louca está me levando?

Thalia foi levada aos fundos do salão onde uma mulher que ela tinha visto com Hera, ria de algum comentário do garoto que ela tinha visto a pouco, o mesmo parecia estar se segurando para não correr daquele monte de mulheres malucas.

– Nico está é minha filha, Thalia – Hera disse alegremente colocando a garota a sua frente que só olhava confusa pros dois a sua frente.

Ele era bonito, qualquer uma perceberia. Vestes negras contrastando sua palidez, cabelos rebeldes que arrepiavam-se perto dos ombros e olhos escuros que mal se diferenciavam iris e pupila.

– Nico di Angelo – ele cortou o silêncio se levantando e estendendo a mão que ela pegou mas o mesmo em vez de apertar deu um beijo leve – encantado.

– Thalia Grace – a morena respondeu – o prazer é meu.

Soltaram as mãos e se olharam rapidamente, logo voltando a olhar para as "mães" que se esforçavam para esconder o riso.

– Então... – Perséfone disse se livrando do silêncio.

– Então... – Nico repetiu.

– Então... – Thalia falou olhando para os outros.

– Perséfone você viu o último vestido que a Angelina Jolie usou no... – Hera puxou o assunto.

Bem depois disso nenhum dos dois quiseram ouvir apenas reviraram os olhos e pra salvação da garota de não ficar em absoluto silêncio Piper McLean chamou a garota para terminar a tintura.

– O que achou? – Piper perguntou maliciosamente.

– Ainda não está pronto – Thalia desconversou.

– Conta pra gente Thals – Silena pediu se sentando no balcão de pedra que estava vazio.

– Contar o que? – ela se fingiu de sonsa.

– Sobre o Nico é claro – Annabeth disse chegando com uma revista.

– De onde vocês todas apareceram? – a morena perguntou e o rosto confuso de Piper e fazia pensar se era tão óbvio.

– Eu trabalho aqui – ela disse ligando a torneira e começando a enxaguar a tinta do cabelo da garota.

– E eu também – Silena disse e abraçou Annabeth pelos ombros – e essa loira aqui tem um horário comigo.

– Ela vai sair com o Percy – Piper disse e a loira corou.

– Eu não vou... – ela parou no meio da frase diante ao olhar das três – ok, eu vou sair com o Percy, mas somos só amigos.

– Ninguém aqui disse outra coisa – Thalia falou e, se possível, Annabeth corou ainda mais.

– Annabeth Chase pare de dar inveja ao cabelo da Rachel! – Silena exclamou fazendo todas as quatro rirem.

Escapei – era a única coisa que importava para Thalia no momento.

*

Gata, gostosa, sedutora e faz meu tipo. Se bem que se é rabo de saias faz meu tipo. Isso não importa agora!

Era isso que se passava na mente do di Angelo. Importava é que ele havia abandonado Perséfone conversando com Hera e ficou esperando a Grace mais nova terminar os cabelos.

Vinte minutos depois ela estava saindo do estabelecimento para esperar pela mãe do lado de fora mas, fora puxada rapidamente para a esquerda assim que passou pela porta.

– Não sei quem é você, nem quero saber. Mas o que está esperando pra me agarrar? – Thalia perguntou e Nico lhe atacou os lábios.

– Tenho certeza que vai querer saber – ele sussurrou entre os lábios e os cabelos da morena voaram entre os dois deixando no ar o cheirinho de tutti- frutti.

Três anos depois...

Nico e Thalia estavam em sua cama, ela dormindo nos braços do moreno que acariciava as mechas azuladas com o mesmo cheirinho de tutti-fritti dos três últimos anos.

Naquela manhã completavam-se três anos que ele esquecera as "malditas" chaves que com o tempo começou a acha-las benditas. Três anos que ela fora arrastada para o salão de Afrodite B. McLean.

Ele sorriu involuntariamente para a mulher em seus braços coberta apenas pelos lençóis brancos. Eles namoravam a quase tanto quanto se conheceram, e naquele dia, três anos depois de terem se conhecido, namorado, morado junto, ele iria pedi-la em casamento.

– Aprendi a apreciar sua textura, sua maciez, sua pele, seus olhos. A sentir sua carne, suas boca e seus cabelos com cheirinho de tutti- frutti – ele sussurrou acordando ela com um selinho. A mesma abriu os olhos devagar com um sorriso de sono – Thalia... Casa comigo?

– É claro que sim – ela disse com a voz rouca puxando a nuca do moreno dando-lhe um beijo enquanto o ar entrava pelo quarto derramando o mesmo perfume adocicado de tutti- frutti.



Notas finais do capítulo

Eu me amarrei na one-shot que por um acaso, na primeira vez na minha história como escritora! Não foi baseada em nenhuma música! Bom eu espero vocês nos comentários beijinhos :3