Um certo tipo de Vampiro escrita por MarcosFLuder


Capítulo 3
Capítulo 3


Notas iniciais do capítulo

Último capítulo da fanfic. Espero que quem estiver lendo goste do final.



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Garry pensou várias vezes se aquela idéia não tinha sido uma completa estupidez da sua parte, mesmo assim resolveu seguir com seu plano. Ele teve de pular um muro pra poder chegar antes de Linda ao local onde estava o carro de Denny, tanto que já estava filmando tudo escondido quando ela chegou. Entretanto, mesmo com todas as suspeitas que tinha não pôde deixar de ficar espantado com o que viu, ainda assim gravou tudo até o fim, pra depois seguir até onde estava o seu carro. Ele retirou a fita de gravação da filmadora e pôs no bolso do paletó.

— Algo me diz que isso pode me render uma boa grana – ele dizia isso enquanto ia abrindo a porta do carro, foi nesse instante que viu o reflexo de Denny pelo retrovisor.

— Essa filmadora na sua mão é o que eu estou pensando Garry?

Garry saiu correndo o mais rápido que pôde, só que ia ficando mais fraco a cada instante. Queria chegar até onde tinha muita gente, pois era a sua única chance. Para seu azar, foi alcançado antes por Denny. Numa última tentativa desesperada de se salvar, buscou atingi-lo com a câmara. Foi muito fácil para Denny desviar do golpe e derrubá-lo no chão. Mais fácil ainda foi arrancar a filmadora da mão de Garry que, cada vez mais fraco, desesperou-se, ao ver que seu fim estava próximo.

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Os curiosos amontoavam-se próximos ao local onde estavam os corpos. Doggett olhou para o corpo de Garry Logan e teve a sua atenção chamada para a mão fechada dele. O corpo já apresentava o rigor-mortis e Doggett teve que quebrar-lhe os dedos para ver o que ele segurava. Monica aproximou-se dele.

— O que é isso John?

— Estava na mão dele Monica, parece uma espécie de correia com o nome de um conhecida marca de filmadora estampada - Doggett começou a revistar os bolsos dele até achar a fita, mostrando-a a Monica.

— Temos que encontrar algum lugar onde possamos ver o que está gravado aqui.

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Denny levou as mãos a cabeça tentando entender como ele pôde ter deixado as coisas escaparem do controle desse jeito. Durante décadas ele soube matar a sua fome sem chamar muito a atenção, mesmo algumas eventuais mortes jamais puderam ser-lhe imputadas. Tudo poderia continuar muito bem se não fosse a compulsão que começou a ter por algumas pessoas. Ele ainda se lembra de quando tudo começou. Ele começou a seguir aquela mulher por toda a parte, não bastou tirar um pouco de sua essência, Denny não contentou-se até tomar-lhe a vida, quase se expondo perante todos.

Esse erro obrigou-o a ficar tantos anos como um fantasma a vagar pelo mundo; devia ter permanecido assim, mas resolveu tentar assumir uma vida normal de novo. Agora, aqui estava ele, envolvido numa série de mortes e cada vez mais encrencado com elas. Como foi que ele não notou que aquele idiota havia tirado a fita da filmadora? Denny sabia que o FBI estaria na sua porta a qualquer momento e que a única coisa a fazer era ir embora. Ele pôs algumas roupas numa mala e tratou de ir para a garagem pegar seu carro, saindo em disparada.

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Os carros com os agentes do FBI chegaram ao prédio onde Denny morava; Doggett e Monica foram direto até a portaria onde foram informados de que ele havia ido embora. Eles subiram com outros agentes até o apartamento de Denny e não tiveram muita dificuldade para encontrar a filmadora que pertencia a Garry e um par de luvas, ambos sorriram.

— Vamos ter de bloquear as saídas da cidade – disse Doggett, já ligando o celular.

— Eu não sei John, sinto que ele está por perto – Monica olhava a rua pela janela, aquela sensação opressiva no peito enquanto ela e Doggett deixavam o apartamento.

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O carro parado na esquina permitia a ele ver todo o movimento dos agentes do FBI em frente ao prédio onde morava. Denny sentiu sua fome crescer ao vê-la de longe, ele sabia que dali seria impossível fazer qualquer coisa com aquela mulher e não poderia aproximar-se mais. Denny ainda perguntava-se porque resolvera voltar e a simples visão dela esclareceu tudo. Ele precisava ter a essência daquela mulher, por isso fizera aquela besteira com Linda. Denny lembrou do dia em que deixou Greenfield para nunca mais voltar.

A partir daquele dia ele viveu nas sombras, matando a sua fome e sempre tomando cuidado para não ser descoberto. Por muitas vezes teve de mudar de cidade, ou a data de nascimento em seus documentos, para que as pessoas não desconfiassem de alguém que envelhecia com extrema lentidão. Ele ainda lembrava da euforia que sentiu na primeira vez que teve essa sensação de imortalidade. Algo que não importava mais para ele. Tudo se resumia em matar essa maldita fome. Denny sabia que aquela mulher despertava nele mais do que isso, ao mesmo tempo sabia também que tudo o que poderia fazer era vê-la morrer diante de si para saciar essa fome que o consumia a décadas. Ele deixou todos esses pensamentos de lado, tinha de aceitar o que ele era, e fazer o que lhe restava. Foi com essa idéia na cabeça que ele decidiu seguir os dois agentes do FBI quando ambos entraram no carro.

SEDE DO FBI

WASHINGTON D.C.

5:43 Pm

O diretor Kersh examinava o relatório na presença de Doggett, Monica e Skinner. Ele reagia com incredulidade em algumas partes, mas de modo geral parecia aprovar o que lia.

— Algumas coisas aqui não fazem sentido pra mim – disse ele.

— Que coisas senhor? – pergunta Doggett.

— Que história é essa do suspeito ter nascido em 1917?

— Por mais incrível que possa parecer senhor – disse Monica – esse é um fato que foi comprovado.

— Isto está parecendo coisa de uma certa pessoa – disse Kersh – alguém que não poderia de forma alguma atuar nesse caso.

— De quem está falando senhor? – perguntou Doggett, o diretor Kersh limitou-se a continuar analisando o relatório.

— Aqui não diz exatamente como ele fazia pra matar suas vítimas – ele insistiu.

— Isso ainda não pôde ser determinado com exatidão – disse Doggett – mas a filmadora no apartamento dele pertencia a Garry Logan, e os fios de tecido que a agente Scully encontrou entre os dentes de Nora Foster combinam com o par de luvas que encontramos.

— Estamos certos de que Garry foi morto porque filmou Denny Chapman matando Linda Osbrne – completou Mônica.

— Bom... – Kersh fechou o relatório – de qualquer forma vocês fizeram um bom trabalho, parabéns.

— O caso só vai estar terminado quando pegar-mos o sujeito.

— Isso é uma questão de tempo Skinner – Kersh abriu uma gaveta onde pôs o relatório – logo o pegaremos.

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O carro com Doggett e Monica parou em frente ao apartamento dela, um estranho silêncio baixou entre os dois, enquanto de longe, Denny observava-os.

— Não gostaria de subir um pouco? – Monica sorria ao perguntar isso, um sorriso que sempre desconcertava Doggett.

— Claro Monica, será um prazer – eles subiram juntos e vê-los tão próximos só fez aumentar em Denny a necessidade de matar a sua fome.

RESIDÊNCIA DE DANA SCULLY

7:36 Pm

Dana Scully chegou em casa cansada, mas feliz. As evidências reunidas contra Denny Chapman eram mais que suficientes para um indiciamento. Ela encontrou Mulder concentrado na frente do computador e com William num carrinho ao lado dele. Scully não pôde deixar de ficar ligeiramente emocionada com aquela cena doméstica. Aproximou-se deles devagar, queria saborear cada segundo daquele momento, William foi o primeiro a vê-la estendendo os braços para a mãe e chamando a atenção de Mulder.

— Como vão os meus amores? – ela perguntou beijando Mulder e pegando o filho nos braços.

— Estamos muito bem – Mulder disse isso com uma expressão preocupada que não escapou a Scully.

— O que foi Mulder?

— Lembra-se quando eu disse que iria investigar as mortes inexplicáveis que pudessem ter ocorrido nas cidades por onde Denny passou?

— O que descobriu?

— Primeiro que ele sempre trabalhou em lugares com grande aglomeração de pessoas – ele apontou para a tela do computador – supermercados , shopping-centers...

— Para poder usar suas habilidades sem levantar maiores suspeitas.

— Exatamente Scully, mas olhe pra isso – ele aponta pra uma outra tabela no computador.

— Você fez uma relação de mortes classificadas como sem explicação – disse ela – doze ao todo.

— Todas essas mortes ocorreram em locais onde Denny viveu, mas olhe bem para as datas

— A primeira ocorreu em 1936 na cidade natal dele.

— E a segunda aconteceu 12 anos depois. A terceira, 10 anos após a segunda, sempre em cidades diferentes.

— Duas outras mortes em 1971 e 1980. Ambas na mesma cidade – disse Scully.

— Nessa última ele chegou a ser interrogado, mas nada ficou provado – disse Mulder – ele foi embora da cidade pouco tempo depois.

— E só reapareceu aqui em Washington, no começo da década de 2000 – ela olhou para Mulder – onde ele esteve durante 20 anos?

— Talvez tenha saído do país Scully, mas o importante aqui são as sete mortes desde que reapareceu.

— Foram 5 mortes em 44 anos e mais 7 em menos de 2 anos, fora os assassinatos que se seguiram ao do General Foster.

— Ele parece estar perdendo o controle sobre essas habilidades Scully.

— Ou talvez suas necessidades tenham aumentado demais Mulder.

— Temos de falar com o agente Doggett e a agente Reyes sobre isso.

RESIDÊNCIA DE MONICA REYES

Doggett e Monica haviam acabado de jantar juntos e ela tinha levado os pratos para cozinha, ele já ia juntar-se a ela quando o seu celular tocou.

— Doggett – ele disse enquanto caminhava até a janela, ouvindo o que Scully dizia – é interessante o que disse Scully, mas como isso vai nos ajudar a encontrar o Denny? – ele pára diante da janela e repara num carro estacionada na frente do prédio.

— Algum problema John? – Monica volta da cozinha.

— Aquele carro não estava na esquina da rua onde morava o Denny? – Monica olhou para a rua e teve um estremecimento – o que foi Monica?

— É ele John! Ele está atrás de mim – Doggett tentava acalmar Monica enquanto ouvia Scully ao celular.

— Mande reforços para o apartamento da agente Reyes, depressa Scully – ele desliga o celular e vai pegar a sua arma, Monica faz o mesmo – está pronta parceira?

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Scully desligou o telefone e imediatamente falou com o FBI solicitando os reforços para a casa de Monica Reyes, ela pegou a sua arma e foi em direção a porta.

— Eu vou com você Scully – disse Mulder.

— Você não pode Mulder.

— Eu não posso é ficar aqui enquanto você vai enfrentar aquele sujeito.

— Você sabe muito bem que não pode ser visto Mulder – ela o abraça – não se preocupe que vai ter uma tropa inteira de agentes do FBI comigo, além disso alguém tem que ficar com o William.

— Fique você – Scully deu pra ele o seu melhor olhar intimidador.

— Eu volto o mais rápido que puder Mulder – e saiu.

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Monica Reyes não lembrava de ter tido tanto medo em sua vida quanto naquele momento. As lembranças de seu encontro com Denny ainda estavam frescas em sua mente. A sensação de ter sua vida sendo arrancada aos poucos era terrível, mesmo assim ela decidiu não se deixar dominar por isso. A confiança que seu parceiro estava depositando nela a encheu de força, ambos engatilharam suas armas e foram enfrentar Denny Chapman.

— Escada ou elevador? – pergunta Doggett.

— Vamos pela escada – ela disse.

Doggett e Monica desceram pelas escadas com o maior cuidado. Ambos estavam com suas armas engatilhadas e chegaram na portaria em poucos minutos. Ao chegar lá, eles estranharam não ter visto ninguém na portaria; foram até o balcão e viram o porteiro morto atrás dele. Monica foi até o elevador e notou que alguém estava descendo por ele.

— Ele está vindo John.

Monica e Doggett apontaram suas armas para a entrada do elevador. Ela sentia-se segura ao lado de seu parceiro, mas estava com muito medo do que iria enfrentar. Ainda assim, manteve-se firme na sua posição. A porta do elevador abriu e ao ver Denny tratou de passar o máximo de autoridade na voz.

— Agente federal! Parado! – eles gritaram juntos, Denny levantou as mãos e deu alguns passos a frente.

— Fique onde está – Doggett gritou pra ele.

— Não acham melhor me algemar? – ele deu novo passo a frente e Doggett fez menção de ir até ele, Monica o impediu.

— Não John, fique longe dele – ela começou a sentir-se fraca e encostou-se na parede, Doggett também sentiu a mesma fraqueza.

— Isso não vai demorar muito, eu prometo – Denny empurrou Doggett pra longe com a maior facilidade e imprensou Monica contra a parede – não consigo parar de pensar em você desde a primeira vez que a vi.

— Me larga seu monstro – ela gritou.

Denny sabia que ela tinha razão em chama-lo assim. Não sentia remorso pelo que estava fazendo, apenas uma certa tristeza por saber que era só isso o que lhe restava na vida. Monica sabia que estava morrendo nas mãos daquele homem e por mais que tentasse não conseguia livrar-se dele. Ao contrário, estava mais fraca a cada segundo, sentindo a vida escorrer dela como água entre as mãos. John Doggett sentia a vista turva diante de si, mas tudo o que ele podia pensar era naquele homem imprensando sua parceira contra a parede. Naquele momento pouco importava a ele no que acreditava ou deixava de acreditar, ele só pensava em levar Monica para bem longe daquele sujeito. Ele procurou sua arma em vão e viu a garrafa de bebida meio vazia em cima do balcão.

— Só mais um pouco e tudo vai estar acabado minha... – Denny não tem tempo de terminar o que ia dizer, pois é atingido na cabeça por uma garrafa , ainda consegue manter-se de pé e é empurrado por Doggett. Ele acabou caindo junto a porta e impedindo a passagem. Doggett e Monica saíram pela garagem.

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Os carros com os agentes do FBI pararam em frente ao prédio de Mônica. Todos estavam muito agitados. Scully chegou logo a seguir e apresentou-se, eles foram até a portaria, alguns subiram até o apartamento de Mônica. Scully ia fazer o mesmo quando viu a garrafa quebrada junto a saída para a garagem.

Denny procurava por Doggett e Monica na garagem, sua fome cada vez mais intensa. Ele ouviu um barulho e foi na direção de onde este veio, só percebendo que caiu num velho truque quando olhou pra trás e viu os dois agentes indo em direção a saída. Denny sorriu ao reparar que Doggett praticamente carregava Monica e correu até eles, quando já estava alcançando-os ouviu o barulho de vários passos atrás dele seguidos de um grito de mulher.

— FBI! Parado – enquanto os outros agentes imobilizavam Denny, Scully foi até Doggett e Monica – vocês estão bem?

— Precisamos levar a Monica para um hospital Scully – o desespero na voz de Doggett não passou desapercebido para Scully.

— O que há com ela? – Scully tentava sentir a respiração de Monica – fale comigo Monica , fale comigo.

Eles já se preparavam para levá-la quando o barulho de pessoas caindo no chão os faz voltarem-se para onde estavam Denny e os outros agentes. Scully e Doggett, com Monica nos braços, viram espantados os outros agentes caídos diante de Denny. Este veio pra cima deles e também os derrubou no chão. Ele tomou a arma de Scully com facilidade e levantou-se com um sorriso vitorioso nos lábios, jogando a arma bem longe.

— Não preciso disso – ele disse enquanto olhava para os diversos corpos caídos em volta – acho que vou me alimentar bem ho... – a frase ficou incompleta, pois um tiro atingiu-o na cabeça. Scully ainda pôde ver um vulto indo embora pela saída da garagem enquanto Denny caía morto no chão.

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Frohike esperava impaciente no carro, estacionado na esquina do prédio onde morava Mônica. Ele deu uma olhada em William que dormia tranqüilamente na parte de trás. Só mesmo Mulder para convencê-lo a fazer isso. Ele viu a figura correndo em sua direção e entrando no carro.

— Está tudo bem baixinho – disse Mulder.

— O que aconteceu lá dentro?

— O que tinha de acontecer, eu acho - eles ainda esperaram um pouco até ver Monica sendo levada numa ambulância enquanto o corpo de Denny ia num rabecão.

— A agente Reyes está bem? – pergunta Frohike.

— Eu espero que sim – ele nota quando Scully olha na direção de onde estão – hora de ir embora.

HOSPITAL MEMORIAL DE WASHINGTON

TRÊS DIAS DEPOIS

Monica acordou e sua primeira visão foi a de Doggett numa cadeira ao lado dela. A barba por fazer e o terno amarrotado não deixava dúvida sobre onde ele deve ter passado os últimos dois ou três dias. Ela não sabia se ria ou chorava por isso; a porta do quarto abriu e ela viu Scully entrar e abrir um sorriso ao vê-la acordada.

— Monica, graças a Deus – Monica Reyes sabia o quanto era difícil para Scully demonstrar os seus sentimentos e aquecia o seu coração vê-la mostrar-se tão claramente feliz com a sua recuperação.

— Obrigada Dana – elas sorriram uma para outra até terem sua atenção voltada para Doggett.

— Agente Doggett...John, acorde John – Scully tocava delicadamente nele até acorda-lo, ele olhou para Monica e sorriu ao vê-la.

— Nossa John! – ela disse – esse sorriso todo é pra mim.

— Que bom que você está bem Monica – ele beijou-lhe longamente a testa .

— O que aconteceu? – Perguntou Mônica.

— Denny Chapman está morto – disse Scully.

— Quem o matou?

— Oficialmente, foi um atirador não identificado – disse Doggett.

— Mulder? – ela disse sussurrando, Doggett e Scully fizeram um silêncio que dizia tudo – onde ele está?

— Ele teve de partir na mesma noite – Scully não conseguiu disfarçar a tristeza ao dizer isso.

— Sinto muito Dana.

— Eu também ag... Mônica.

— Não havia outro jeito – interveio Doggett – estava arriscado demais ele continuar no apartamento da Scully.

— O Kersh estava muito desconfiado dessa história de atirador não identificado – disse Scully – ele até comentou comigo que o relatório que vocês entregaram parecia ter o dedo do Mulder em algumas partes.

— Ele estava certo não é mesmo? – Monica tentou levantar-se, mas foi impedida.

— Nada disso moça, você ainda está muito fraca.

— Mas John...

— Ele tem razão agente Reyes... er... Monica – disse Scully – é melhor descansar.

— Tudo bem, tudo bem, eu me comporto se me disserem o que foi feito do Denny – Doggett e Scully olharam para ela.

— Foram feitos alguns exames comprovando que o material genético de Denny combinava com o que foi encontrado nas unhas de Nora Foster – disse Scully.

— Tentou-se descobrir também como ele fazia para matar suas vítimas, mas nada de objetivo foi descoberto – a voz de Doggett traía um certo desconforto com o fato.

— E o que foi feito dele no final das contas? – perguntou Mônica.

— Retiraram algumas partes de seus órgãos internos para exame e o enterraram hoje de manhã – Scully respondeu – acabou Monica, acabou.

— Será Dana? Será que acabou mesmo?

CEMITÉRIO MUNICIPAL DE WASHINGTON

8:28 Pm

Alan Rogers trabalhava de coveiro naquele cemitério a mais de 16 anos. Ele já tinha visto muita coisa estranha, mas nada que se comparasse com o que tinha diante dele. Aquele sujeito havia sido enterrado na parte mais afastada do cemitério e havia uma firme recomendação para que não houvesse outros túmulos num raio de 10 metros. Na hora achou tudo aquilo muito estranho, mas agora ele via a grama verde e vistosa que havia aqui transformada numa área totalmente deserta. Nem erva daninha estava crescendo mais em volta daquele túmulo.

Alan aproximou-se para ver mais de perto e sentiu-se tonto, uma fraqueza tomou conta dele junto com o desespero por sentir-se prestes a morrer. Alan reuniu todas as forças que ainda tinha e começou a afastar-se dali. Aos poucos sentiu suas forças voltando, encostando-se junto a uma árvore até recuperar todo o seu fôlego. Assim que se sentiu totalmente recuperado, tratou de ir embora. Ele ainda deu uma última olhada para aquele túmulo e fez o sinal da cruz, ao mesmo tempo prometeu a si mesmo nunca mais chegar perto daquele daquela parte do cemitério novamente.

FIM


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Notas finais do capítulo

Espero que quem leu tenha gostado da história.



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