Antes de Leo voltar escrita por Matt Wagner 27


Capítulo 1
Percy


Notas iniciais do capítulo

Cada capítulo contado do ponto de vista de um personagem, a exemplo de Heróis do Olimpo, que é pra não perdemos o hábito. Espero que gostem, pessoal.



Às vezes Percy imaginava que não queria ter descoberto que era um meio-sangue. Seus “bons anos” de juventude haviam sido utilizados para combater monstros, titãs, semideuses rebeldes, gigantes e deuses malignos. Com certeza, não tinha tido a chance de curtir a juventude da mesma maneira que muitos garotos da sua idade haviam curtido. No entanto, ser um meio-sangue, mesmo para Percy, tinha suas vantagens.

Percy havia feito muitos amigos. Havia aprendido muitas coisas, e agora enxergava o mundo de maneira bem diferente dos adolescentes “normais” da sua geração: com temor, mas também com respeito e admiração. Havia salvado o mundo por duas vezes. Havia contribuído para que a esperança da humanidade não fosse destruída.

Ali, no chalé de Poseidon, deitado em seu beliche, Percy se viu imerso em pensamentos, o que não era do feitio dele. Ainda não estava acostumado com a paz que havia se alastrado sobre o Acampamento Meio-Sangue. Contudo, tentava aproveitá-la pelo tempo que fosse preciso, uma vez que não sabia por quanto tempo ela ia durar.

Seus amigos... Percy conseguia visualizar cada um deles, em seus afazeres e ocupações, mesmo os que estavam à distância. Havia desenvolvido fortes laços com os semideuses que o acompanharam na jornada do Argo II, e não era preciso esforço para imaginar o que se passava com eles. Claro, as notícias que eles mandavam por mensagem de Íris também ajudavam nesse ponto (detalhes...).

Annabeth continuava instruindo os campistas mais novos. Ela ansiava pela conclusão do ensino médio e pelo ingresso na faculdade de arquitetura. Ela iria passar os próximos doze meses em Manhattan com Percy, estudando para poder entrar no ensino superior. Os dois já haviam combinado de estudar em Nova Roma após o término do ensino médio, e os campistas romanos já haviam sinalizado que os receberiam bem por lá. A mãe de Percy adorava recebe-los em casa quando os dois estavam de folga das aulas e do acampamento, e sempre morria de paparicá-los nas visitas. Mães podem ser bem constrangedoras às vezes (Annabeth que o diga).

Tyson estava num vai-e-vém entre o acampamento e o palácio de Poseidon. Às vezes, era convocado para auxiliar nos treinamentos do exército submarino. Na maior parte do tempo, porém, permanecia com Percy no chalé, devido ao período de paz. Naquele dia, infelizmente, Tyson não estava presente. Percy achava triste quando o meio-irmão precisava se ausentar, pois ele era a alegria do acampamento, especialmente depois do sumiço (Sumiço? Morte? Exílio?) de Leo. Sally, a mãe de Percy, já havia combinado com o menino ciclope de que ele seria bem-vindo para morar com eles no apartamento depois do verão.

Jason estava numa constante ponte aérea entre o Acampamento Júpiter e o Acampamento Meio-Sangue. Cumprindo a promessa que havia feito à deusa Cimopoleia, o filho de Júpiter havia erguido um pequeno templo para a filha de Poseidon no acampamento romano, e começara a elaborar a construção de um chalé para ela no acampamento grego. Além dela, outros deuses estavam recebendo reconhecimento em ambos os acampamentos, todos por intermédio da atuação de Jason, que vinha sendo chamado de pontifex pelos outros campistas devido à sua atuação junto aos deuses.

Falando nos deuses... É, eles haviam voltado a ficar silenciosos, como de costume, com poucas aparições ou demonstrações de contato. Claro que estavam sendo mais atenciosos com os filhos, mas de forma discreta. Os novos meio-sangues que chegavam a ambos os acampamentos não passavam muito tempo como indeterminados, e logo eram reclamados. A única questão ainda incômoda em relação aos deuses era a situação de Apolo, que ainda recebia boa parte da culpa, principalmente por parte de Zeus, pelo desencadeamento da última crise olimpiana. Aliás, Percy não ouvira mais falar no deus do sol desde a batalha contra Gaia e os gigantes.

Piper continuava conselheira-chefe do chalé de Afrodite. Ela havia passado a atuar junto com Jason na questão de inserção dos deuses menores, passando informações sobre os deuses aos novos campistas, principalmente quando Jason estava fora, para que todos passassem a respeitar e admirar a todos os deuses outrora esquecidos.

Frank e Hazel haviam voltado ao Acampamento Júpiter. Frank agora dividia as responsabilidades de pretor com Reyna, ainda que a filha de Belona passasse muito tempo esclarecendo Frank sobre as atribuições do pretor. Hazel havia assumido o papel que antes havia sido de Jason, como centuriã da Quinta Coorte, ainda empenhada em melhorar a imagem da Quinta junto às outras coortes da legião. Contudo, depois que quatro semideuses com passagem pela Quinta haviam estado entre os heróis da vitória sobre os gigantes (Jason, Percy, Frank e Hazel), não havia muito trabalho a ser feito nessa questão.

Nico havia se estabelecido como conselheiro do chalé de Hades e supervisor da reforma que ele mesmo havia sugerido para o chalé. (Percy ainda não sabia o que pensar da declaração dele após a derrota de Gaia, sobre o filho de Hades ter sido apaixonado por ele no passado.) Pelo andar da carruagem, era possível dizer que o chalé do senhor dos mortos ganharia um visual mais elegante com a reforma.

Grover estava pelo mundo. Da última vez que Percy havia sonhado com ele (devido ao elo de empatia entre ambos), ele havia dito estar a caminho da América do Sul. Talvez devido à distância, Percy não havia conseguido captar direito todos os detalhes do que Grover tentou lhe dizer no sonho. Ele se lembrou de quando o amigo tentou contatá-lo por meio de sonho quando o filho de Poseidon estava desmemoriado no Acampamento Júpiter. A mensagem do sátiro também havia saído confusa na ocasião, uma vez que Percy se encontrava do outro lado do país, longe da costa Leste. Pelo que Percy havia entendido Grover ainda estava em missão para recuperar a condição das terras selvagens ao redor do mundo. Pensando nisso, Percy fez uma breve prece aos deuses pela segurança de Grover, onde quer que ele estivesse.

Gleeson Hedge e Mellie viviam felizes tomando conta de seu filho. Clarisse, escolhida como madrinha do bebê sátiro, ajudava-os sempre que possível.

Leo... Bom, Percy não parava de levantar hipóteses sobre o que havia ocorrido com Leo após a derrota de Gaia. O filho de Hefesto não se deixaria ser morto tão facilmente... Sem falar que eles haviam descoberto que Piper nunca havia estado com a cura do médico. Hazel havia manipulado a Névoa, a pedido do próprio Leo, para fazê-los acreditar que estavam de posse da cura, quando ele na verdade a havia retido para si. Provavelmente, ele havia bolado uma ideia para fazer uso da cura no momento certo. Como ele faria uso dela, Percy mal conseguia imaginar.

Mas eles não estavam podendo dedicar muito tempo para se preocupar com Leo no momento. Apesar do fim da guerra, o clima estava um tanto quanto tenso no acampamento. Quíron insistia que os campistas ficassem atentos o tempo todo a quaisquer possíveis ameaças. Ainda mais depois da chegada de alguns novos meio-sangues...



Notas finais do capítulo

Ok pessoal, obrigado por lerem, vou tentar não demorar a colocar os próximos capítulos, tentem ler as outras fanfics também. Aguardo os comentários de voces, digam o que quiserem falar sobre o capítulo e sobre a ideia da história.



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