Cor de Rosa escrita por uchihakyara


Capítulo 6
O Kazekage


Notas iniciais do capítulo

Olá meus lindos!
Estou adorando TODOS os comentários e acompanhamentos e já sabemos que eles contribuem para a maior rapidez dos próximos.
E fiquem calmos tem uma função de a Karin ter ido ALÉM de provocar a Sakura.
Bjos!



– Como? – perguntei incrédula.
– É, eu ouvi ele perguntar pra um ninja sobre você.
– Ah! – falei com escárnio – então você ouviu uma conversa?
– Não é bem assim Senpai, é que...
– Ai, deixa disso eu vou descer um pouco. – Vi as duas se entreolharem com um sorrisinho malicioso.
Fechei a porta e me troquei, não tinha levado roupas adequadas para uma festa, mas como sabia que as noites do deserto eram frias e cogitei a possibilidade de haver algumas confraternizações, eu tinha levado dois sobretudo, que serviam de vestido, um deles, o que escolhi era bonina e eu combinei com meias escuras e botas de cano baixo de salto médio.
Passei apenas um batom não muito escuro e desci as escadas rapidamente, e minha leve animação sumiu quando vi uma ruiva parada perto das meninas, Karin.
– Estou pronta! – disse me aproximando do grupo.
– Não demorou nada senpai – eu ouvi de uma das meninas, Karin estava apenas calada.
– Então, será que a gente pode comprar algo para comer? – adorava esse tipo de festa porque tinham as melhores comidas.
Começamos a caminhar e todas as barraquinhas tinham comidas muito apetitosas, acabei me decidindo por dangos, que aliás estavam ótimos, estava em minha última mordida quando ouvi uma voz conhecida atrás de mim.
– Boa noite garotas – o ruivo se aproximava de nós, ele novamente direcionou o olhar a mim e me cumprimentou pelo nome – Sakura!
– Boa noite! – as três disseram, menos eu que ainda mastigava os dangos, quando finalmente engoli – pude cumprimenta-lo – Boa noite, Kazekage.
– Gaara por favor – ele disse e as meninas pareceram entender o recado, elas deram uma desculpa qualquer e saíram de perto de nós.
Depois que elas saíram um silencio se fez presente e eu resolvi falar alguma coisa.
– Então, é seu aniversário – que coisa mais idiota a se dizer, senti minhas bochechas corarem por isso, no entanto ele foi discreto.
– É – ele disse, mas não parecia muito animado.
– Então o aniversariante não deveria estar mais animado?
– É uma comemoração para o povo de Suna, eles merecem isso.
Olhei em volta e o povo realmente parecia feliz, foi então que uma menininha se aproximou de nós com uma flor nas mãos.
– Feliz aniversário, Kazekage. – ele se abaixou, deu sorriso passando a mão na cabeça da garotinha e a agradeceu, ela saiu correndo logo em seguida.
– São eles que me fazem prosseguir, o resto é mera formalidade. – ele me olhou como se esperasse uma resposta, mas eu estava sem falas diante do gesto dele.
– Por falar em formalidade – ele continuou – haverá uma comemoração particular em minha casa esta noite gostaria que fosse – ele me esticou um envelope, e eu peguei – faria da minha noite bem mais agradável.
– Obrigada pelo convite! – eu não tinha como recusar aquilo, na verdade não estava com vontade de recusar.
Ouvi algumas pessoas o chamando e ele já estava pronto para se retirar, quando eu disse a ele.
– Formalidades, eu entendo. – ele balançou a cabeça em sinal de concordância e começou a andar.
Não sei onde minhas colegas de time estavam até agora, mas em um minuto elas apareceram do meu lado.
– E Então? – elas disseram, pareciam bastante animadas.
– Ele me convidou pra uma festa na casa dele – vi as garotas suspirarem e quase derreterem.
– Tomara que você arranje mesmo um namorado Sakura – era Karin que dizia – talvez assim você pare sofrer por aquilo que não pode ter. – só abria a boca para destilar seu veneno.
– Tomara que você arranje logo um filho Karin – se ela sabia destilar veneno eu também não ficava para trás – talvez assim você se preocupe menos com aquilo que não é da sua conta. – eu sabia que o que Sasuke mais queria com aquela união eram herdeiros fortes para restaurar o seu clã.
Assim dei as costas para o trio e fui direto para a casa do Kazekage, ele já devia ter cumprido seu papel na festa publica, agora tinha que fazer sala para seus convidados privados, acho que não teria saco para isso, dizer oi e cumprimentar pessoas que sequer conhecia, ou pior que sequer gostava, ser um Kage não era tarefa fácil.
Cheguei até o portão e entreguei o envelope que Gaara havia me dado ao ninja que estava de segurança, quando entrei na casa descobri que se tratava de uma mansão, só a sala deveria ser do tamanho do meu apartamento inteiro, não vi ninguém conhecido, até enxergar uma cabeleira ruiva que se dirigia na minha direção.
– Obrigada por vir – ele disse quando se aproximou de mim.
– É um prazer – eu respondi.
– Aceita uma bebida? Temos um ótimo vinho.
– Não obrigada, estou evitando álcool – me lembrei do procedimento que havia feito.
– Um suco então – eu aceitei e ele chamou um dos garçons que me serviu de um suco de uva logo em seguida.
As pessoas presentes na festa nos olhavam sem parar e aquilo estava me incomodando um pouco, Gaara parece ter percebido meu desconforto e me fez outro convite.
– Quer ver uma coisa? – ele me disse.
Eu concordei com a cabeça e ele me levou até o andar de cima da casa onde haviam menos pessoas e fomos para a varanda, onde haviam duas namoradeiras suficientemente grandes para caber no mínimo quatro pessoas cada uma.
Nos sentamos em uma delas e eu observei a lua.
– Ela não parece maior daqui? – ele disse antes de eu observar isso. – eu realmente gosto deste lugar – ele disse se aconchegando mais no sofá.
– As noites do deserto são realmente lindas – eu observei olhando para ele, que alias também era lindo, sua beleza exótica combinava com o ambiente.
Um vento frio balançou nossos cabelos, mas não foi o suficiente para nos deixar com frio.
– Como você – ele falou olhando diretamente em meus olhos, eu notei que sua respiração estava ficando mais próxima do meu rosto, e ele roçou os lábios nos meus, eu não me afastei, então ele prosseguiu, senti a pressão dos seus lábios contra os meus e ficamos assim por alguns segundos, logo em seguida ao invés de nos afastarmos ele aprofundou o beijo abrindo de leve sua boca, ele posicionou seu corpo do lado do meu, mas sua cabeça e tronco estavam por cima de mim, sua mão estava na minha cintura e eu senti sua língua pedindo passagem junto com um gosto de vinho que estava em sua boca, e eu cedi sem muita dificuldade, o beijo de Gaara era calmo e gentil, quase doce.
Quando nos separamos, eu vi os olhos verdes brilhantes de Gaara, mas não eram os ônix que eu tanto admirava, seus cabelos rubros, não eram os negros rebeldes que me encantavam e seu cheiro embora igualmente amadeirado não tinham o frescor mentolado do cheiro de Sasuke, e uma frase dura ecoou na minha cabeça.
“Eu odeio pessoas que mentem pra si mesmas”
Droga, eu não tinha mudado nada, ainda era a mesma garota boba e apaixonada de anos atrás, tentando desesperadamente estar apaixonada por outra pessoa, seja para o bem dessa outra pessoa ou por mero egoísmo do meu coração despedaçado.
Um forte gosto amargo veio a minha boca, meu estomago revirou, e minha vista escureceu, Gaara percebeu meu mal estar.
– Desculpe Gaara – eu me desculpava, tanto pelo meu mal estar quanto por não poder retribuir seus sentimentos.
Eu vi seus olhos desvirem dos meus e irem até o horizonte.
– É melhor entrarmos, uma tempestade de areia se aproxima – ele disse se levantando – as noites do deserto são bonitas, mas podem ser muito perigosas também.
Tentei voltar ao normal, e entender a “mensagem” de Gaara, ele esticou a mão para me ajudar a levantar.
– Não aconselho a voltar para seu dormitório – seu olhar era apático - vou pedir a uma das criadas que prepare um quarto para você passar a noite.
Nós entramos na mansão e ele saiu de perto de mim por alguns instantes, quando retornou ele disse que me mostraria meus aposentos.
Longe de todas as pessoas da festa ele me conduziu por um corredor até uma porta que ele abriu revelando ser um quarto.
– Fique a vontade Sakura.
– Obrigada. – ele não se retirou da minha frente, ao contrario ficou olhando para meu rosto como se quisesse ler meus pensamentos, quando eu desviei o olhar ele pareceu sair de um transe, segurou meu queixo e beijou minha testa.
– Boa Noite – ele disse finalmente.
Meu corpo queria que ele entrasse e passasse a noite comigo, meu coração dizia que era errado querer um homem estando apaixonado por outro e minha mente vagava pelo dia em que fiz o procedimento de inseminação, e que agora crescia em meu ventre uma nova vida, um herdeiro Uchiha, que não saberia sobre seu pai enquanto eu pudesse esconder.





Hey! Que tal deixar um comentário na história?
Por não receberem novos comentários em suas histórias, muitos autores desanimam e param de postar. Não deixe a história "Cor de Rosa" morrer!
Para comentar e incentivar o autor, cadastre-se ou entre em sua conta.