Um amor inglês escrita por Marvin


Capítulo 7
Capítulo 7


Notas iniciais do capítulo

Hey pessoal !!!
Primeiramente me perdoem, tive o que pode ser chamado de "Bloqueio criativo" por algum tempo e não conseguia nem ler meus textos. Mas logo quando eu consigo escrever o capitulo eu fico sem internet, então sorry...
Agora, sobre o capitulo... Bom... Pode ser meio Awkward. Mas essa hora tinha que chegar né?
Bom espero que aproveite essa leitura :3



Andy estava sentado em um sofá bege de três lugares.

Sua postura ereta e fechada já estava começando a cansa-lo, mas não se arriscaria a quebra-la. Não com o pai de Emilly sentado em uma poltrona a dois metros dele e o encarando com um olhar de poucos amigos.

Já se passara três semanas desde que ele e Emy estavam namorando. E nesse tempo todo, não puderam sair juntos mais do que uma vez por semana. Isso porque Oliver, que era o pai de Emilly, era extremamente ciumento com sua filha e não confiava muito em Andrew.

Na primeira vez em que se encontraram ele ficara nervoso com os dois por estarem sozinhos em sua casa a noite. Foi preciso um grande esforço da parte de Emilly para se passar de inocente e convencer o pai de que estavam apenas estudando e que haviam perdido a hora. Andrew teve também que passar por um interrogatório tenso para que ele não fosse considerasse uma ameaça a sua filha. Fora uma noite muito constrangedora para ele.

Andy olhou para as paredes com um falso interesse, estava esperando Emy se arrumar para que pudessem ir ao cinema. Mas ela sempre demorava uma eternidade para ficar pronta, parecia fazer de propósito apenas para vê-lo sofrer mais, inclusive ela sempre ficava rindo quando chegava à sala e encontrava os dois nessa situação constrangedora.

– Hum... Essa é a mãe de Emilly? – Perguntou ao reparar em uma foto que estava em uma cômoda logo ao lado do sofá e que mostrava Emy ainda criança com um casal a seu lado, todos estavam sorrindo. Os olhos castanhos claros de Oliver brilharam gelidamente enquanto ele pensava no que responder.

– Era... Ela morreu há doze anos em um acidente de carro – Sua voz estava ainda mais distante do que nunca, seu sotaque quase inexistente ainda surpreendia Andrew, como se ele já vivesse no Brasil há muito tempo – Emilly tem poucas lembranças dela.

A mulher era realmente muito bonita, com um cabelo castanho claro e liso. Seus olhos verdes retiniam alegria, o resto de seu rosto era delicado como o de sua filha. Todos usavam grandes casacos e a paisagem parecia estar coberta de neve.

Emy puxara do pai apenas a cor dos cabelos negros e dos olhos. Mas o cara que estava na foto, assim como o que via na sua frente tinha os cabelos cacheados curtos, era musculoso, possuía uma barba aparada e carregava sempre um semblante serio.

Andy notou que não havia nenhuma foto recente na casa, apenas essa e algumas de quando Emilly era um bebe. Achou isso muito estranho, mas decidiu não comentar nada.

– Então – O cara continuou – Você não me respondeu no ultimo encontro. Quem são seus pais?

– Hum... – Andy tentou pensar em algo para dizer. Mas realmente não gostava de falar de seus pais. Ainda mais para esse cara avaliador, que provavelmente descobriria como era sua relação com eles. Tinha medo de ele proibir o namoro caso descobrisse.

– Meninos! Estou pronta! – Emy apareceu repentinamente toda feliz, livrando Andrew de ter de responder. Ela o olhou com um olhar cúmplice, pelo visto tinha escutado parte da conversa.

A garota não demorara se arrumando a toa. Usava uma saia preta que cobria apenas até seus joelhos e uma camisa branca com rendas. Alem dos vários acessórios que pelo visto, as garotas adoravam usar. O que mais atraiu a atenção de Andrew foi seu rosto. Ela usara um batom vermelho que deixava os seus lábios ainda mais quentes e cheios, alem disso usara uma sombra em seus olhos, deixando-os ressaltados e brilhantes naquela luz branca proveniente das lâmpadas fluorescentes da sala.

– Nossa. Você está linda – Ele falou meio tímido, se perguntando ainda como que tivera tanta sorte em encontra-la.

Ela sorriu e dobrou um pouco os joelhos, pegando na saia com a mão esquerda. Era um gesto de cumprimento que eles haviam visto em um filme antigo.

– Pai, você está atormentando meu namorado de novo? – Ela falou fingindo reprovação.

– Little monkey! – Ele lançou um ultimo olhar desconfiado a Andrew e se levantou. Tocou o rosto de Emy, fechando a cara para a roupa que ela estava usando. Como todo pai, ele tentava regular o modo como sua filha deveria se vestir, mas Andy sabia que ele não conseguiria ficar bravo com ela por muito tempo - Why are you dressed like that? Macaquinha! Por que você está vestida assim?

– Now you'll tease my clothes too? No, no, no - Ela falou revirando os olhos. Agora você vai implicar com minhas roupas também? Não, não, não.

Andrew observou o pai de Emy com um olhar atravessado. Ele evitava falar em inglês quando se dirigia a Andy, talvez porque achava que sua língua materna era algo que o ligava apenas a filha, então não queria que outro atrapalhasse sua relação.

– Vamos Andy – Ela se desviou da discussão que provavelmente teria com Oliver.

– Ok – Andrew respondeu se levantando aliviado. Ele estava vestido simplesmente se comparado à garota. Usava um tênis com uma calça escura e uma camisa social. Preferia ir com qualquer coisa menos formal, mas sabia que Oliver também reclamaria.

Como já eram sete da noite, eles precisariam pegar um taxi. Oliver fez Andy prometer que teria cuidado com Emiily e que seria responsável. Emy sorriu assim que ouviu, sabia que ela faria tudo ao contrario do que o pai diz.

– Bye Daddy – Ela olhou sorrindo pra ele e piscando – Oh and good luck with your business. Tchau Papai. Ah e boa sorte com seus negócios.

Oliver estava vestido de paletó e gravata, pois iria sair em um jantar chique. Era difícil ele usar qualquer outra coisa além de sua tradicional roupa branca, já que era um cardiologista muito ocupado. Porem nesse momento, ele era apenas um cara comum que iria se divertir a noite.

Assim que chegaram à rua e puderam ver que não estavam sendo espionados por um pai dramático Andy e Emy puderam se beijar. Foi uma troca de salivas demorada e apaixonada, que apenas teve um fim porque ambos não poderiam segurar mais o ar em seus pulmões.

Quando se retiraram esbaforidos, Andrew passou a mão por uma mecha do cabelo da garota e ficou brincando com ela em seus dedos.

– Não é melhor irmos ao cinema ver o filme logo? – Emilly falou se desviando de seus dedos e olhando para a rua atrás de algum taxi que estivesse passando.

– Hun? – Questionou com um sorriso enquanto estendia a mão, fazendo um taxi parar na frente deles – Você quer dizer, ir para o cinema e “não” ver o filme.

– Desde quando você ficou tão atrevido?

– Desde que você me deixou ser – Ele abriu a porta do carro – Primeiro as damas!

O taxista era um homem velho e corpulento, como Andy pôde notar era do tipo conservador e não devia aprovar dois jovens passeando sozinhos pela cidade. Por isso ele teve que se conter para não beijar Emy naquele carro. A garota reprovou, mas ficou em silêncio.

Como a viagem até o centro era rápida, não demorou muito para que chegassem animados até um grande Cinema que parecia estar lotado. Andrew insistiu em pagar ao taxista, ignorando os protestos da garota. Ela não gostava de ter alguém pagando suas dividas, Emy era livre, assim como ele. E ele adorava isso.

– Ok. Que filme iremos assistir? – Emy perguntou olhando pra grande fila que se formava para a compra dos ingressos. Não gostou da vista.

– Hum... Pode ser algum com muitos assassinatos, horror, excrementos, mortes macabras, sangue jorrando...

– Vai ser “A culpa é das estrelas” – Ela disse ignorando-o e avançando corajosamente pela multidão – Eu pago os ingressos.

– Não pera... – Ele tentou protestar, mas a garota já havia entrado na fila e estava no meio de um aglomerado de pessoas – Tá... Ok então.

– Vamos? – Ela disse alguns minutos depois, assim que conseguira vencer a grande fila – É na sala 09.

– Serio que vai ser esse filme meloso? – Ele disse censurando.

– You pillock, don't complain!!

– O quê? – Questionou Andy sem entender a palavra, deduziu que provavelmente seria própria da linguagem britânica.

– Quer dizer bobo. Só não reclame. Odeio quando fazem julgamentos antes de conhecer o conteúdo.

– Tá certo, mas eu pago a pipoca.

– Eu pago o refrigerante então – Ela falou mostrando a língua.

– Há, eu não tomo refrigerante.

– Eu falei que era pra você?

– Ouch... Desculpa então.

– Há há. Brincadeira. Mas como você é muito fresco, vou ver se arranjo algum suco de caixinha.

Ele andou emburrado até o balcão para pedir a pipoca. Notou que haviam dezenas de famílias aproveitando esse dia de Sexta para se divertir. Andrew nunca saira para fazer isso com seus pais, mas agora não se ressentia mais, pois ao menos tinha a única pessoa com quem se importava ao seu lado. Ou ao menos a uma fila de distancia, já que ela estava tentando comprar as bebidas para ambos.

Ficou orgulhoso ao ver que ela já conseguia socializar normalmente com as outras pessoas e quase nunca se enrolava com as palavras. No maximo, quando não entendia alguma palavra, apenas fingia não ter escutado.

Ao mesmo tempo ficou surpreso consigo mesmo. Não só estava agindo como uma pessoa comum, mas estava feliz como uma pessoa comum. Era incrível como uma garota em 2 meses poderia mudar uma vida tempestuosa de 17 anos.

Acabou pegando uma pipoca grande com manteiga.

Foi encontrar Emilly na entrada da sala 09. Ela segurava um grande copo de refrigerante em uma mão enquanto que no outro se encontrava uma garrafa de chá gelado.

– Você ainda vai se matar tomando esse troço – Comentou ao ver o liquido escuro e gaseificado contido no copo dela.

– Cortar os pulsos é para fracos – Ela disse rindo.

– Mas ainda bem que lembrei que você havia dito que gostava de chá – Continuou ela, estendendo a garrafa e comentando ironicamente – Como se isso fosse mais saudável.

– Vamos logo. Estou doido pra ver esse filme cheio de ação e aventura... – Falou deixando transparecer o sarcasmo.

Entraram na sala escura e foram aos tropeções até os bancos marcados. Andrew reparou que a maioria das pessoas na sala ou eram garotas adolescentes ou os namorados destas que vieram arrastados. Tentou não tomar conclusões disso.

Andy aproveitou que o filme não começava para sussurrar algo no ouvido de Emy. Ela sorriu vermelha, para depois beija-lo na boca ternamente. Ele então deslizou seus lábios por sobre seu pescoço e roçando lentamente até atrás de sua orelha. Sentiu sua pele se arrepiar e sua boca foi guiada novamente a boca dela, dessa vez demorando mais tempo naqueles lábios divinos.

Foram obrigados a parar por causa de um pigarreio discreto vindo do lado esquerdo de Emilly, provavelmente alguém que havia ficado incomodado com esse afeto entre os dois. Andrew segurou o braço de Emy e fez um gesto de reprovação, em uma tentativa de impedi-la de xingar a pessoa.

Por sorte o filme começou bem na hora e ela ficou calma.

Andy ficou encostado no braço esquerdo da cadeira para ficar mais próximo da garota enquanto que ela simplesmente se ajeitava confortavelmente, focando sua total atenção no telão em sua frente.

Ele esperava que pudessem aproveitar esse tempo pra que ambos ficassem se beijando, como ocorre nos filmes e livros, mas pelo visto a vida real era mais chata. Ignorado, só o que lhes sobrou foi entregar-se ao filme.

Ele começou a devorar a pipoca, enquanto tentava se concentrar no telão.

– Besta – Disse Emy socando o ombro do garoto após a pipoca ter acabado – Eu nem cheguei a comer.

– Aí. Desculpa, mas não tem nada pra fazer.

– Que tal assistir o filme? – Questionou ela ironicamente, enquanto bebia seu refrigerante.

– Mas é chato. E eu nem estou entendendo nada...

– Ah – Suspirou ela – A garota tem câncer terminal e conheceu o garoto no grupo de apoio, agora os dois querem aproveitar o tempo juntos... – Ela continuou falando como se fosse à coisa mais óbvia do mundo.

– Hum... Interessante...Romântico... Podemos nos beijar agora?

– Apenas assista. Se você não ficar comovido até o fim eu lhes dou quantos beijos você quiser.

– Huh, gostei. Podia já preparar seus lábios? – Sorriu convencido.

– E se ficar... Bom, você terá que fazer uma coisa pra mim.

– Eu teria medo, se eu não soubesse que iria ganhar – Ele apertou a mão da garota, para selar a aposta.

Os dois se calaram quando um pedido de silencio veio de trás deles, forçando-os a voltar à atenção para a tela.

O tempo passou mais rápido depois disso, já que Andrew estava ansioso para ganhar.

Ele se pegou surpreendentemente entretido com o enredo. Enquanto isso Emilly ao seu lado sorria presunçosamente.

– Ok, é legalzinho – Andy admitiu sussurrando – Mas não o suficiente pra me emocionar.

– Só aguarde – Ela respondeu.

Chegando ao final, muitas das pessoas na sala já estavam fungando, comovidas com a cena triste que se desenvolvia. Emilly era uma delas.

– Peraí, ele morreu? Não... – Andy perguntou enquanto fungava involuntariamente.

– Há – Ela acusou.

– Não... Isso é... O ar condicionado da sala. Eu já tenho problemas respiratórios, isso aqui tá piorando tudo.

– E esses olhos brilhando aí? – Ela riu.

– Han? Não... É a poeira que entrou nos meus olhos e agora estão ardendo e... Ah, tudo bem. Você venceu. O que é que eu tenho que fazer?

– Você tem péssimas desculpas. Mas não se preocupe depois você saberá o que eu quero.

– Tá... Acabou, vamos? Não quero ficar ouvindo essas pessoas chorando.

– Vamos então. Não quero que você desperte sua garotinha interior – Ela falou rindo e puxando a mão dele para conduzi-lo até a saída.

– Você quer comer alguma coisa? – Ele perguntou ainda desorientado e com o corpo dolorido de ter passado todo esse tempo sentado.

– Não, queria voltar pra casa.

– Tem certeza? Um encontro como esse será só na semana que vem e se seu pai deixar – Falou cansado.

– Serio, eu quero voltar, você pode ir comigo?

– Tá certo. Mas eu fiz algo de errado? Pensei que gostaria de ficar algum tempo fora de casa.

– Estou bem. Só quero voltar logo.

Eles conseguiram arranjar um taxi após alguns minutos de espera, já que não eram os únicos querendo voltar para casa a essa hora.

A viagem de volta pareceu surpreendentemente mais longa. Estavam dessa vez de mãos dadas, mas a garota parecia distante. Andy recapitulou todo o encontro se perguntando se teria sido algo que havia feito ou seria por causa do filme. Ela parecia meio nervosa, ou até ansiosa.

Ao chegarem a frente ao seu prédio Emilly nem chegou a protestar por ele pagar a passagem.

– Bom, acho então que eu já vou andando – Disse tentando dar um beijo de despedida, mas ela desviou.

– Pode entrar comigo? – Disse enquanto seus olhos brilhavam para ele, impedindo-o de recusar.

– Não acho que posso sobreviver a mais uma investida do seu pai hoje Emy, sinto muito.

– Ele não está em casa. Enviou a pouco uma mensagem avisando que ia chegar tarde.

– Serio? Bom, então acho que posso ir sem risco de vida então – Riu.

Direcionaram-se até o apartamento dela, onde passaram por um andar pouco movimentado àquela hora da noite.

– Posso tomar uma água na cozinha? – Andy perguntou assim que entraram.

– Claro, eu vou ao banheiro retirar minha maquiagem, já volto.

Andrew entrou na cozinha. Foram poucas as vezes que ele conseguiu ficar só nessa casa com Emy. Normalmente ele só vinha quando o pai da garota deixava, mas de vez em quando eles conseguiam se encontrar escondidos, enquanto Oliver estava no trabalho.

Ele abriu a geladeira e encontrou uma variedade de porcarias, típico de casas onde os donos não sabem cozinhar. Empurrando algumas caixas de pizza e hambúrgueres semi-prontos ele conseguiu achar o jarro de água.

Enquanto bebia a água gelada lembrou-se de uma promessa que fizera a Emilly de que a ensinaria a cozinhar. Pelo visto percebeu que precisaria cumpri-la logo, antes que perdesse a namorada.

Ele foi para a sala esperar a garota sair do banheiro. Enquanto isso tentou procurar mais fotos da família de Emy que fossem mais recentes. Acabou achando uma de poucos anos atrás em um armário de vidro. Mostrava Emilly e seu pai, ela na direita com um braço do pai cobrindo seus ombros e ele no meio. Emilly parecia um pouco seria na imagem, enquanto o pai tentava sorrir timidamente.

Também notou que parte do ombro esquerdo de Oliver não aparecia apesar da parte de Emy ter muito espaço. Só pôde deduzir que a imagem fora cortada. Mas porque teriam feito isso? Seria algum problema na imagem? Ou algo que não queriam que vissem?

Ele teve que virar quando ouviu o clique da porta do banheiro se abrindo.

– Demorei muito? – Ela perguntou parecendo mais descontraída. Mesmo após retirar a maquiagem continuava linda.

– Quase nada. Mas hum... Posso usar o banheiro? Estou meio apertado.

– Você sabe o caminho.

Ele entrou no cômodo e pode finalmente esvaziar sua bexiga. A garrafa de chá gelado já estava fazendo efeito. Depois disso foi a pia para lavar as mãos e o rosto.

– Nossa, estou precisando fazer a barba – Disse ao olhar-se no espelho - Maldição! Já tenho que fazer quase todo dia isso.

– Ah, mas eu gosto de seus pelinhos – Uma voz risonha soou por trás da porta.

Andy abriu-a apenas para encontrar Emy apoiada por perto.

– Você estava tentando me espionar?

– Não, só ouvi você falando sozinho e fui conferir se estou namorando um louco.

– Já que você confirmou suas suspeitas eu acho que vou indo.

– Não, espera...

– O quê foi? Já está tarde sabia? Você quer que eu seja assaltado?

– Venha, é hora de cumprir sua aposta – Ela o arrastou pelo braço até o seu quarto.

– O que foi? Se for pra matar alguma barata, por favor, não me faça...

Ela o empurrou para a cama, fazendo-o cair de costas horizontalmente no colchão. Depois se jogou em cima dele fazendo suas bocas estarem a centímetros de distancia e seus cabelos cobrirem toda sua face.

– Você está louca? – Perguntou Andy assustado, não só por ter sido jogado na cama, mas pelo o que provavelmente estaria para acontecer.

– Desculpa – Ela falou retirando seu cabelo da cara de seu namorado, mas não fez menção de abandonar sua posição.

Ela então se aproximou mais de sua face e começou a beija-lo por todo rosto, terminando na boca. Suas mãos estavam apoiadas na cama, uma em cada lado dos ombros de Andy, formando uma espécie de prisão não muito apertada.

As mãos de Andrew foram parar no rosto da garota, mas não tentaram conte-la, apenas deram um suporte melhor para poderem encaixar suas bocas. Suas línguas que num passado distante dançavam em conjunto, agora travavam uma guerra para ver quem era a mais rápida e mais invasiva.

Ele começou a achar que talvez tenha sido bom perder a aposta.

Emy agora apoiara seus joelhos na cama, ainda em cima de Andy, para poderem liberar suas mãos. E sem medir esforços elas se dirigiram a camisa do garoto, desabotoando de cima para baixo e xingando cada vez que erravam. Não tardou muito e todos os botões haviam sido agressivamente retirados.

Ela abriu a camisa fazendo com que Andy se levantasse um pouco para que pudesse retirar pelos ombros. Todo esse tempo, quase não descolaram as bocas um do outro.

Enquanto a camisa voava para o outro lado do quarto, Emy pôde notar melhor o corpo magro do garoto que tanto desejava. Ela percebeu que ele estava vermelho, pois tinha vergonha de sua magreza excessiva. Mas isso não fazia importância para ela, que achava aquele corpo extremamente excitante. Dessa vez, porém ela reparou na corrente de ametista que se movimentava de cima pra baixo de acordo com a respiração de Andrew.

Achou aquilo muito fofo e fez uma anotação mental de perguntar qual o significado daquilo depois. Mas nesse momento sua mente estava voltada pra outra coisa, que inexplicavelmente a consumia de um modo que nunca sentira antes.

Ela notou então que Andy estava parado, deitado ainda embaixo dela, esperando que ela fizesse algo. Emy então suspirou tomando coragem, mas antes que perdesse a adrenalina do corpo e passasse a raciocinar na besteira que estava fazendo ela começou a tirar sua blusa.

Por baixo havia um sutiã de renda branco que era a única coisa que a protegia agora dos olhares ávidos de seu namorado. Colocou a mão sobre os peitos do garoto e voltou a beija-lo ardentemente. Notou então que ele não sabia muito bem como proceder em relação a ela. Estava nervoso procurando um lugar para toca-la sem que fosse muito invasivo.

Ela guiou sua mão até sua cintura, deixando-o reconhecer que era um ponto seguro. Logo depois guiou novamente sua mão para mais pra baixo, encostando então em sua saia.

Ela suspirou novamente e ficou apoiada entre os joelhos de novo. Fez as mãos de Andy continuarem em sua cintura e pôde sentir a excitação dele por baixo da calça. Ela agora trouxe suas mãos para suas costas, tentando soltar seu sutiã. Amaldiçoou baixinho até que finalmente conseguiu, mas manteve-o segurado. Agora era ela que estava ficando vermelha.

Não estava sendo pressionada. Sabia que Andy não tentaria força-la e que respeitaria se parassem agora. Mas ela ainda sentia um frio na barriga. Queria pedir para que ele não olhasse, mas seria tolice. Então tirou lentamente.

Andy sentia seu coração disparar enquanto a garota desnudava os seus seios. Não só estava quase entrando em pânico como não sabia o que fazer. Sabia que ela esperava que ele fizesse alguma ação, mas não queria fazer algo errado, muito menos machuca-la de novo.

Ele ficou ainda mais atordoado quando viu Emilly vermelha em cima dele, com os braços encobrindo seu busto e mordendo os lábios, indecisa. Ele parecia inconscientemente sexy naquela posição e apenas tarde demais ele percebeu que estava babando. Ele tentou limpar sua bochecha, mas ela percebeu e deu um sorriso divertido. Isso serviu para quebrar a tensão entre os dois.

Emilly conseguiu tomar coragem finalmente, pois se lembrou de que confiava naquele garoto bobo, confiava de todo coração. Ela retirou seus braços e olhou para os lados, constrangida.

Andrew surpreendentemente conseguiu ficar calmo diante daquela beleza. Ele levantou um pouco ficando quase sentado, fazendo com que Emy segurasse em seus ombros para não cair. Ele continuou com uma de suas mãos em sua cintura, enquanto a outra trazia a seu rosto.

Ele começou a beija-la ardentemente cada vez mais ávido, explorando cada centímetro da boca daquela garota apenas para depois descer seu rosto até seu pescoço. Seus lábios ficaram roçando em um movimento suave no local até que ele parou e olhando nos olhos da garota. Pedindo permissão.

Ela já sabia o que estava por vir, então meneou a cabeça enquanto punha suas mãos atrás da cabeça de Andrew, agarrando seu cabelo curto com os dedos. Puxou-o sobre si.

Ele então moveu sua cabeça pelos seios de Emy, tocando lentamente seus lábios nos mamilos rígidos dela. Depois que viu que ela não estava reclamando, decidiu beijar o mamilo direito mais intensamente, repetindo o mesmo processo no esquerdo.

Emy soltou um curto gemido, mas foi o suficiente pra fazer o corpo de Andy relaxar. Ele então decidiu ser mais ousado e deu uma pequena mordida no direito. Ficou muito feliz quando ela sorriu surpresa olhando para ele, seus olhos acusadores pareciam dizer “Atrevido!”.

Justamente quando ia repetir o processo no mamilo esquerdo o celular de Emilly, que ela deixara próximo à cama deu três leves toques. Isso assustou o casal de tal modo, que a garota quase saltou do local e Andrew mordeu com um pouco mais de força do que o planejado.

– Aii – Ela gemeu enquanto se afastava para olhar o celular.

– Droga. Desculpa Emy, foi sem querer.

Mas o rosto da garota ficou branco.

– Você tem quer ir – Ela falou tapando o mamilo mordido e pegando com a outra mão seu sutiã e sua blusa.

– Serio, desculpa. Não precisa me expulsar assim.

– No you pillock. É... Meu pai mandou uma mensagem, dizendo que saiu mais cedo e já está chegando!!

– Droga. É melhor eu ir... – Ele correu pelo quarto atrás da camisa, abotoando em pouco mais de um minuto – Mas está tudo bem entre nós?

– Melhor impossível – Ela sorriu parando para beija-lo.

Eles saíram do apartamento e desceram um lance de escadas, Emy parou no meio, pois não queria que o porteiro os avistasse dali.

Eles se beijaram novamente.

– Te vejo amanhã? Quer dizer, na aula? – Ele perguntou.

– Sim, com certeza.

– Tenha cuidado viu?

Ele já ia descendo mais quando Emilly gritou novamente.

– Espere... Eu te amo – E deu um sorriso cheio de adrenalina.

Andy parou, respirando lentamente e olhando para ela, até que enfim respondeu antes de ir andando para casa – Eu também te amo.



Notas finais do capítulo

E então...? Awkward não? Bom... Espero que tenha gostado *-*

Translate:
You pillock, don't complain = Seu bobo, não reclame

Ok... Prometo postar o proximo capitulo logo *u*
Feliz Ano Novo adiantado !!!



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