Desaparecendo escrita por MarcosFLuder


Capítulo 1
Capítulo 1


Notas iniciais do capítulo

Para os fãs de Arquivo-X que gostam de uma referência, essa fanfic se passa na quinta temporada , um bom tempo depois do episódio CAÇA A RAPOSA. Coloquei uma nova capa, tirada do tumblr da Amanda Satine, da comunidade do Nyah. Deixo aqui o agradecimento pelo fato dela ter disponibilizado tão generosamente o seu imenso acervo.



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HUSTON

TEXAS

3:25 Am

Imagens nebulosas moviam-se à sua frente enquanto ele tentava perceber onde estava. Tudo o que podia notar era um grande número de pessoas circulando em volta com rostos que não conseguia definir, dentre elas, fixou-se em um casal que conversava com outra mulher, algo dentro de si dizia que era dele que falavam. Tentou chegar perto para ouvir e confirmou sua suspeita sem, no entanto, entender o que diziam, nada parecia fazer sentido para ele. Tentou abordá-los, mas era como se não o notassem. Sentia-se etéreo, transparente, invisível para aqueles três; isso o incomodou muito, por mais que tentasse não conseguia fazer-se ouvir, ou mesmo ser percebido. De tudo que diziam dele só conseguia distinguir algumas poucas falas: “tudo isso não faz sentido”, “lembre-se de que usamos uma mínima capacidade de nosso cérebro”, “isso não explica a sua teoria”, era dele que falavam, mas o que tudo aquilo queria dizer? Mal teve tempo de fazer essa pergunta e viu-se transportado para outro lugar, era um necrotério, e a visão de um corpo chama a sua atenção ele não consegue abafar um grito ao perceber de quem é.

O barulho do despertador acordou Peter Gibson, livrando-o de um sonho estranho e desagradável que o perseguiu a noite toda, ele via-se morto, mas não era exatamente ele. Ainda havia aquelas pessoas, de rosto indefinido , dizendo coisas que não conseguia entender, acordou pelo menos duas vezes durante a noite, sua esposa sugeriu um calmante mas ele recusou, nunca gostara de tomar remédios e não ia começar agora, o som do despertador nunca parecera tão agradável como naquele instante. Peter foi tomar um banho, não sem antes dar uma olhada no berço onde seu filho recém-nascido dormia, vê-lo ali tão calmo em seu sono o deixou aliviado e foi para o banheiro. A sensação da água caindo sobre seu corpo deu-lhe nova vitalidade e tratou de esquecer a noite mal dormida. Havia muito o que fazer no trabalho. Peter Gibson era um dos melhores astronautas da NASA e nos últimos dias estava especialmente ansioso por causa de um importante projeto que ia ser anunciado, estava confiante de que seria escolhido para chefia-lo. Enquanto arrumava-se Peter podia ouvir o barulho vindo da cozinha e o cheiro do café que tanto gostava , ao chegar ficou surpreso ao ver que a esposa o estava preparando

– Onde está a nova empregada querida? – perguntou ele

– Do que está falando?

– Daquela moça hispânica que você entrevistou ontem, era Maria o nome dela não?

– Que moça hispânica? A agência só vai mandar alguém daqui a 5 dias

– Eles não haviam dito isso na semana passada?

– É claro que não querido, foi só ontem que eu falei com eles que precisamos de alguém

– Como assim só ontem? – o olhar de Peter era de grande surpresa e Sabrina ficou preocupada

– Tem certeza de que está bem meu amor? Você teve uma noite péssima, é o trabalho não é? Algum problema preocupando você?

– Não eu...esquece vai – Peter tentava acalmar-se – é esse novo projeto da agência em que espero participar.

– Você precisa esfriar a cabeça querido – Sabrina acaricia o rosto do marido, estão casados a 6 anos, mas esse simples gesto ainda é capaz de excitá-lo, Peter olhou sua esposa, admirando sua beleza, loura, olhos verdes, e um rosto sem qualquer marca que ele adorava acariciar.

– Eu sei querida, mas é difícil – ele falava enquanto tocava os lábios dela – esse talvez seja o projeto mais importante desde a ida a Lua e quero muito estar nele, só não sei se vai ser possível depois do desastre naquela última missão.

– Esqueça isso querido, já ficou provado que não culpa sua

– Eu sei amor, mesmo assim estou preocupado, eu quero muito ir nessa missão

– Pois então tome o seu café e vá pegar o seu lugar – ela dizia isso com uma voz sensual enquanto mordia delicadamente o dedo dele

– Se eu não estivesse atrasado para o trabalho e as crianças não estivessem prestes a acordar...

– Nossa! Já ia esquecendo de acordar a Judy – ela sai da cozinha , já chamando pelo nome da filha.

– Não grite querida ou vai acordar o Bob – se Sabrina ouviu nada disse, pois continuou chamando a filha sem preocupar-se em acordar alguém, no minuto seguinte Peter a viu entrar na cozinha com uma linda menina, abaixou-se para beijá-la.

– Oi amor, dormiu bem? – a menina respondeu, ainda sonolenta , e Peter achou-a um tanto diferente mas resolveu não falar nada – “será que estou tendo uma crise de Stress”? – ele pensou, vai ver era isso e assim que fosse possível iria procurar um médico.

– Vamos querida, a escola te espera – Sabrina saiu com a filha e Peter subiu para dar uma olhada em Bob, uma idéia assaltou-lhe de repente , se Sabrina ia levar a filha pra escola quem ficaria com ele? Ambos haviam decidido que Bob ficaria no quarto deles nos primeiros meses, ao chegar lá não o encontrou – “ela deve tê-lo levado é claro, não ia deixa-lo sozinho” – Peter tentou acalmar-se com esse pensamento, mas percebeu que o berço não estava no quarto também e uma estranha sensação abateu-se sobre ele, o barulho de um carro saindo chamou sua atenção e ele desceu apressado só para notar que não havia ninguém mais na casa, por uns instantes ele ficou parado até o toque do seu celular chamar-lhe a atenção.

– Peter, você vem ou não – a voz no celular era de sua colega de trabalho e ouvi-la fez um bem enorme a ele.

– Desculpe Michelle! Já estou indo – estranhamente revigorado por aquele telefonema ele saiu com seu carro, parando-o em frente à portaria do condomínio onde morava, passou seu cartão magnético para abrir a guarita e sentiu um medo irracional tomar conta dele ao ver que o cartão não funcionou – “essas coisas acontecem” – ele pensou tentando acalmar-se, um dos vigias abriu-lhe a guarita, pensou em perguntar-lhe sobre Sabrina, e se ela teria saído com duas crianças mas faltou-lhe coragem, foi embora com a dúvida na cabeça.

SEDE DA NASA

8:15 Am

Peter chegou na NASA e ficou mais tranqüilo ao ver que seus cartões de acesso continuavam funcionando, cumprimentou os colegas, já mais aliviado e em seu escritório, ele ligou o computador começando a procurar o arquivo com os dados do projeto em que estava de olho. Novamente sentiu uma estranha sensação apoderar-se dele, não havia nem sinal do arquivo, lembrou do berço do filho que não estava no quarto e ligou para a creche onde Bob ficava.

– Queria saber como está o meu filho por favor – ele disse o nome de Bob e esperou um instante que parecia estranhamente longo até ouvir algo que parecia uma facada em seu coração – como não tem ninguém aí com esse nome – ele quase gritava – procure de novo.

Peter sentia uma sensação opressiva tomar conta dele enquanto ouvia a pessoa do outro lado da linha dizer que não havia nenhum Bob Gibson naquela creche. Ele desligou sem esperar novas explicações e ligou para o celular da esposa, fechou os olhos e jogou a cabeça para trás ao ouvir uma mensagem dizendo que aquele número não existia. Ele viu sua colega entrar e sem responder ao seu cumprimento tratou de perguntar.

– Onde estão os dados sobre o projeto novo da agência Michelle?

– De que você está falando?

– Sobre o projeto tripulado para Marte é claro.

– Os dados ainda não foram liberados Peter, nós ainda nem sabemos ainda se esse projeto vai realmente sair do papel? – ele gelou ao ouvir isso, pois o pesadelo de hoje de manhã parecia estar repetindo-se, sua colega notou o seu estado.

– Está tudo bem com você Peter?

– Quantos filhos eu tenho? – pergunta ele.

– Como é que é?

– Quantos filhos eu tenho? – ele falou num tom de voz mais alto, quase um grito , e Michelle assustou-se.

– Um...um casal é claro – disse ela – a Judy e o Bob – ela o viu desabar na cadeira , um misto de cansaço e alívio.

– Acho...acho que não estou bem Michelle – ele passa as mãos no rosto – acho que é Stress.

– Talvez deva procurar um médico Peter, realmente você não parece nada bem – Michelle colocou a mão na testa dele e achou-o febril – vou pegar um pouco de água pra você – ela saiu da sala e Peter fez o mesmo pouco depois.

Peter Gibson nunca sentira-se assim em sua vida , seu coração estava aos pulos, a respiração acelerada e ele andava quase aos tropeções. Tinha medo de estar prestes a ter um ataque cardíaco. Ele tinha 34 anos e não fumava, fazia exercícios com regularidade, e tinha hábitos saudáveis de alimentação. Não havia razões para um ataque cardíaco. Mesmo assim ele sentia como se estivesse a ponto de ter um. As coisas só pioraram quando não encontrou seu carro na vaga onde havia deixado, havia outro no lugar.

– Mas que diabo é isso? – ele começa a chutar o carro estranho enquanto gritava – o que está acontecendo aqui?

– O que está fazendo Peter? – Michelle o segura – pare com isso, pare – os gritos dela ajudam a acalmá-lo.

– Foi aqui que eu coloquei o meu carro Michelle – disse ele – eu tenho certeza que foi aqui.

– Deve ter acontecido alguma coisa, calma – ele a abraça – ainda bem que eu resolvi segui-lo, o que está acontecendo com você Peter?

– Eu tive um pesadelo horrível ontem a noite e desde hoje de manhã a minha vida parece estar se desfazendo.

– Calma cara, calma – ela passa a mão no rosto dele e volta a senti-lo febril – vem comigo, eu mesma te levo ao médico.

HOSPITAL MUNICIPAL DE HUSTON

Peter e Michelle chegaram ao hospital em menos de uma hora, por via das dúvidas ela insistiu num chek-up geral e lá foram os dois para a sala de emergência. Cartão do seguro saúde entregue, uma nova onda de pânico tomou conta de Peter quando o cartão não foi aceito, foi a muito custo que Michelle e um médico conseguiram acalmá-lo; era evidente que não estava nada bem e foi atendido de imediato. Ele e Michelle estavam numa sala de atendimento esperando pelo resultado dos exames.

– O que está havendo comigo Michelle?

– Calma cara, é só um daqueles dias em que você não devia ter posto os pés fora da cama – eles viram o médico chegar.

– E então Dr. , o que eu tenho?

– Os exames não mostram nada demais, só um ligeiro aumento de pressão

– Tá vendo cara, é só um dia ruim que você está tendo – uma enfermeira chama o médico para conversarem do lado de fora, tanto Peter quanto Michelle notam o espanto do médico e o modo como a enfermeira olha para Peter, ela vai embora e o médico volta a falar com os dois.

– Será que poderia mostrar a sua identidade senhor Gibson? – Peter estranha, mas acaba entregando o documento. O médico olha e depois de conferir nome completo, filiação e data de nascimento, não consegue deixar de olhar Peter com se visse um fantasma à sua frente.

– O que está havendo Dr.?

– Esse é realmente o seu nome senhor?

– Que brincadeira é essa? É claro que esse é o meu nome.

– E os demais dados desse documento? O senhor tem certeza de que estão corretos?

– Porque não diz o que está havendo Dr. – Michelle estava temerosa de outra crise com seu amigo.

– Nós encontramos uma pessoa cujos dados conferem com o que está escrito nesse documento – ele olha para Peter – mesmo nome, mesma filiação e mesma data de nascimento, mas essa pessoa não pode ser o senhor.

– Do que está falando?

– A pessoa, cujos dados conferem exatamente com o que está escrito nesse documento, morreu ontem à noite.

SEDE DO FBI

WASHINGTON D.C.

TRÊS DIAS DEPOIS

Não deixou de ser uma surpresa para a agente Dana Scully encontrar o seu parceiro no escritório, normalmente era ela quem chegava antes, ele estava entretido com um arquivo e não notou-a entrar até que ela fez-se anunciar.

– Isso que está lendo é o nosso novo caso Mulder? – ele virou-se para ela e o sorriso que deu, combinado com o óculos que estava usando, causou-lhe um efeito bem pouco profissional, ela tratou de espantar esses pensamentos e assumir a sua habitual atitude clínica – e então Mulder?

– Leia você mesma – ele passou-lhe o arquivo, apontando-lhe a foto de Peter Gibson – até três dias atrás ele era considerado um dos melhores astronautas da NASA, haviam até rumores de que ele estava cotado para chefiar a mais importante missão desde a ida do homem a Lua.

– Mas agora é considerado suspeito de espionagem. Porque estamos sendo requisitados para esse caso? Não parece ser um Arquivo-X.

– A primeira vista não, toda essa história veio a tona devido ao aparente suicídio de um homem cujos documentos possuíam os mesmos dados que Peter Gibson.

– Ele pode ter assumido a identidade desse homem para fazer o seu trabalho.

– Pode ser Scully, mas há uma coisa nesse caso que vale uma olhada mais cuidadosa – Mulder mostra outra foto – é evidente que esses dois Peter Gibson possuem algo mais em comum.

– Eles são idênticos – Scully começa a entender o que atraiu Mulder para esse caso – por acaso eles não seriam gêmeos Mulder?

– As investigações preliminares dizem que não.

– Michelle Genaro? Eu acho que conheço esse nome.

– Nós a conhecemos naquele caso envolvendo a NASA, uns cinco anos atrás, ela é muito amiga de Gibson e pediu a nossa ajuda.

– Mulder , Mulder , posso contar a minha teoria?

– É claro Scully.

– Esses dois são irmãos gêmeos e usaram esse fato no seu trabalho de espionagem, usando uma mesma identidade como forma de garantir um álibi para suas atividades.

– Uma boa teoria, mas não explica o fato dos dois Gibsons trabalharem juntos na NASA e ninguém ter estranhado, ou porque os dados a respeito do Peter astronauta terem sumindo.

– Queima de arquivo meu caro! Eles deviam estar prestes a serem descobertos. Não ficaria surpresa se um exame no sujeito que está no necrotério provar que ele foi assassinado.

– Mas porque matar apenas um deles? Porque apagar os dados a respeito do Peter Gibson que está vivo? Ele têm mulher e dois filhos e todos os três sumiram sem deixar vestígios, na verdade é como se nenhum deles jamais tivesse existido

– Por causa disso você acha que estamos diante de um Arquivo-X?

– Instinto Scully, eu sinto que temos algo aqui pra ser investigado.

– O caso está sendo considerado como de espionagem Mulder, é bem provável que nós topemos com agentes da CIA ou da NSA pela frente e eles com certeza não vão gostar da nossa presença nesse caso.

– Não vai ser a primeira vez Scully – ele dá um sorriso enquanto entrega-lhe a passagem de avião – o corpo do outro Peter Gibson ainda está no necrotério , mas ninguém da família foi reclamá-lo, o que é bem estranho, dê uma olhada nele antes que seja enterrado como indigente, assim vamos ter certeza se foi ou não suicídio.

– E você? O que vai fazer?

– Vou tentar falar com o Peter Gibson que está vivo.

SEDE DA NASA

1:25 Pm

Mulder entrou na sala de Michelle, e logo após aos habituais cumprimentos, começou a ser apresentado aos fatos.

– Parece absurdo agente, mas essa é toda a história – disse Michelle.

– Pelo que eu li, e que você acabou de confirmar, a vida do senhor Gibson começou a “desaparecer” depois da morte de uma pessoa cujos dados no documento eram idênticos aos dele – Michelle apenas fez um sinal de concordância – e quanto ao outro que trabalhava como faxineiro?

– Você nem imagina o choque que foi pra mim quando aquele agente da CIA mostrou os registros.

– Os dois trabalhavam no mesmo setor e ninguém estranhou o fato? Eu sei que pessoas ocupando cargos tão subalternos costumam ser meio que “invisíveis” mas num caso desses era impossível não notar.

– Eu não sei o que dizer agente Mulder, está uma confusão enorme aqui dentro, além da CIA nós temos um inquérito interno investigando o fato.

– Esse inquérito tem haver com uma missão anterior que ele participou, não é?

– Sim agente Mulder, foi uma missão fracassada.

– Quais foram as razões do fracasso?

– O inquérito anterior concluiu que foram problemas mecânicos na nave, mas agora surgiram evidências que comprometeriam o Peter.

– Onde ele está Michelle?

– Eu não sei agente Mulder, a última vez que eu vi o Peter foi depois que agente da CIA interrogou-o, ele até deixou esse cartão que eu lhe dei, e que estava na minha mesa quando devia estar com o Peter.

– Nós precisamos falar com ele pra ajudá-lo , precisamos de uma foto da esposa dele e dos filhos, se não fica difícil fazer um a busca eficiente.

– Acho que tem uma foto deles na sala onde o Peter trabalhava.

– Vamos até lá então.

A surpresa no rosto de Michelle ao entrar na sala não passou desapercebida a Mulder, era evidente a estranheza com que ela olhava para tudo, nada ali lembrava a presença de Peter; havia uma foto na mesa com um mulher e uma criança, Michelle pegou-a com uma expressão interrogativa no rosto

– É a foto da mulher e do filho dele? Mulder perguntou, Michelle virou-se pra ele , com uma expressão interrogativa no rosto.

– Eu... eu não sei agente Mulder.

– Você não os conhecia?

– Não sei o que dizer, é como se tudo tivesse sumindo da minha mente – um homem entrou na sala estranhando a presença deles ali.

– Algum problema Michelle? – ele sentou-se tranqüilamente à mesa como se aquele escritório sempre tivesse sido dele.

– Desde quando está ocupando essa sala James?

– Como assim desde quando? Essa sempre foi a minha sala; posso saber porque você está segurando a foto da minha mulher e filho?

– Conhece esse homem senhor? – Mulder mostra-lhe a foto de Peter Gibson.

– Ele me parece familiar, mas não tenho certeza , eu... não sei se já o vi antes. Quem é o senhor afinal – Mulder identifica-se, mas ao notar que Michelle não está na sala, despede-se e vai atrás dela, conseguindo alcançá-la no corredor.

– Michelle espere – ele diz num tom de voz mais alto, chamando-lhe a atenção.

– Pois não? – ela olha pra Mulder como se o estranhasse – posso ajuda-lo?

– Tudo bem com você? – Mulder olhava pra ela tentando entender o que estava acontecendo.

– Desculpe eu... agente Mulder?

– O que houve? Num momento você estava comigo na sala que devia ser do Peter e agora está com essa cara de quem está estranhando a minha presença aqui.

– Sinceramente eu não sei o que está acontecendo , quando eu vi o James naquela sala tudo a respeito do Peter pareceu ter se apagado da minha cabeça – ela apoia-se numa parede – o que está acontecendo agente Mulder?

– Eu não sei Michelle, eu... – o toque do celular chama a atenção de Mulder – certo Scully estou indo agora mesmo

– A sua parceira descobriu algo?

– Acho que sim, depois nos falamos.


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