Challenges of The Love escrita por Liz Rider, Kiera Collins


Capítulo 10
Sou uma líder bonita


Notas iniciais do capítulo

ALEEEEEEEEEEEEEERTA DE CRUSH NESSE CAPÍTULO



A semana passou muito rápido. Num piscar de olhos, já era sexta-feira.
Última aula e um tédio imenso. , quando a diretora da escola, Sra. Tooth, entrou na sala:
– Boa tarde, alunos. - Sra. Tooth sempre estava com um ar de felicidade, mas hoje ela estava diferente, com uma cara de preocupação. - Tenho um comunicado para vocês. Professor, o senhor pode entregar isto a eles? - Disse, entregando uns papéis ao professor, que concordou com a cabeça.
– Como vocês sabem, temos dois campeonatos por ano, o de verão e o de inverno. - Ela continuou. - Mas, esse ano, o campeonato de inverno vai ser realizado junto com o de verão, daqui a oito semanas. Este comunicado que o professor entregará tem tudo que vocês precisam saber, mas, se tiverem dúvidas, podem me procurar. - Disse, se despedindo e indo embora.
Aquela notícia pegou todos de surpresa, principalmente aqueles que eram de esportes de inverno. Eles não participavam do campeonato de verão e o campeonato de inverno acontecia no meio do ano, então eles teriam pouquíssimo tempo para treinar. Como eu participava dos dois campeonatos, não estava nem aí. Na verdade, até gostava da ideia. Era muito ruim atirar com um monte de blusas e casacos. Após alguns minutos que pareciam horas, o sinal tocou. Dei uma lida no comunicado sobre a mudança no campeonato enquanto ia para a área de arco e flecha ou, como eu chamava, AAF.
Estava esperando Hans. Na verdade, estava esperando há muito tempo. Olhei para o relógio, ele já estava 15 minutos atrasado. Então vi um carinha correndo em minha direção com um sorriso bobo, era Hans.
– VOCÊ ESTÁ... - Comecei a gritar, mas fui interrompida.
– Ei, ei, ei. Antes de começar a gritar, me deixe explicar. - fez uma pausa e continuou. - O que você acha de umas aulinhas de esgrima?

Em um minuto, estava na área de esgrima, com Hans. Havia mais duas pessoas lá, treinando. Hans jogou pra mim um macacão branco, aquele que usam na esgrima.
– Onde eu me troco? - Perguntei.
Hans jogou a cabeça pra a direita e olhou pra mim de baixo pra cima.
– Hum... Na minha frente. - Disse, com um sorriso malicioso. Enrubesci e dei socos no seu ombro. - Ai! Calma aí, ruivinha! Ai! Eu só estava brincando! No banheiro ali do lado! Louca!
Dei um último soco e fui me vestir.
Hans me entregou uma espada e começou a me explicar um monte de coisas sobre esgrima. Bocejei e ele entendeu que eu não estava prestando atenção.
– Podemos duelar antes que eu durma? - Falei.
– Está bem. Vou tentar pegar leve com você... - Disse Hans, também sorrindo.
Começamos o duelo e derrubei-o num movimento rápido. Comecei a rir, ao ver a cara de surpresa de Hans.
– Mas... Como você fez isso? Espera aí...
– Quando eu era pequena, fiz umas aulas aula em uma escolinha aí... Mas eu descobri o tiro com arco e desisti da esgrima. - Falei.
– Interessante. - Disse Hans, provavelmente porque não sabia o que dizer.
– Ei! Tem uma coisa que eu ainda não entendi... - Falei, quebrando o silêncio. -Primeiro você me pediu aulas de arco e flecha. Agora você quer me dar... - Fui interrompida por um olhar malicioso. - AULAS. Aulas, criatura maliciosa. Agora você quer me dar aulas de esgrima? O que aconteceu com o seu repentino interesse por arco e flecha? - Parei na frente de Hans e coloquei as mãos na cintura.
– Se transformou em interesse em vo... - Começou Hans, mas, dessa vez, eu o interrompi.
– O QUE EU ESTOU FAZENDO AQUI? - Falei, pondo as mãos na cabeça e olhando para o alto. - Você leu o comunicado?
– Er... Não. - falou Hans, meio confuso.
– O comunicado diz que o treino livre da sexta-feira acabou. Eu tenho que ir... Se me alguém me ver aqui, vou me dar mal. - Disse e saí correndo, porém vi a frustração estampada no rosto de Hans.

Ao chegar em casa, fui surpreendida com uma ótima notícia: meus pais convidaram amigos para almoçar na nossa casa de campo e todos nós vamos passar o fim de semana inteiro lá.
Eu estava feliz. Fazia um tempo que nós não íamos para lá e eu já planejava pedir aos pais que me levassem para passar pelo menos um final de semana. Nem precisei pedir!
Fui correndo arrumar as roupas e outras coisas que teria que levar.
E eu fui dormir animada.

Acordo cedo. Tomo café e nós saímos de casa. A viagem deveria demorar mais ou menos 1h, a casa era fora da cidade.
Dentro do carro, quando ouvia música com fones de ouvido, minha mãe me chama.
– Merida?
Tirei os fones de ouvido e suspirei. Detesto quando me chamam enquanto estou ouvindo música. Também detesto quando me chamam para mandar "tirar esta coisa" do ouvido, que era o que a minha mãe geralmente fazia.
– Oi, mãe.
– Você sabe com quem vamos almoçar, não sabe?
– Sei, mãe.
– Você sabe que Ryan e Bella tem um filho da sua idade, não sabe?
– Sei, mãe.
– Você sabe que ele também vai almoçar com a gente, não sabe?
Naquele momento, fiz uma careta e coloquei os fones de novo. Era engraçado como, às vezes, minha mãe tentava bancar o cupido e me empurrar para algum filho de alguém.

Quando cheguei a casa, fui direto para o meu quarto, "arrumar" as coisas que havia trazido. Quando digo "arrumar", significa que eu joguei o conteúdo da mochila dentro do guarda-roupa de madeira que fica no meu quarto.
Tomei banho, porque estava um pouco suada. 1h dentro de um carro, mesmo com ar-condicionado, me faz suar. Depois peguei uma roupa de dentro da bagunça que era meu guarda-roupa e fui me trocar. Era uma blusa verde de manga e um short, também verde, que eu uso para treinar, afinal, era isso que eu queria fazer ali.
Treinar para o campeonato.

Já com um arco e uma aljava de flechas, fui ao estábulo ver meu cavalo, Angus. Sim, além de ser boa em luta com espadas, também sei andar a cavalo. É muito chato ter apenas um talento. Fiquei um tempão com Angus, escovando seu pelo e conversando com ele. E eu não sou louca. Fui andando com Angus de volta para casa, queria avisar aos meus pais que ia cavalgar. Encontrei meus pais conversando com Ryan e Bella e ia dando meia-volta, mas minha mãe me chamou.
– Merida! Venha falar com os convidados! - Disse ela. Dei um pequeno sorriso e acenei, vasculhando a sala com o olhar, a procura pelo filho dos convidados.
– Gustavo disse que ia andar pelo campo das macieiras, enquanto o almoço fica pronto. - Disse minha mãe, como se pudesse ler meus pensamentos. Ás vezes eu acho que ela pode.
– Tá... Bom, eu só vim avisar que vou fazer o mesmo. Treinar com Angus, andar por aí... - Expliquei.
– Veja se encontra Gustavo! - Minha mãe gritou. Revirei os olhos antes de assentir e saí de lá o mais rápido que pude.

Campo das Macieiras é como nós chamávamos uma área da casa. É um pomar, só que macieiras são a maioria.
Há algum tempo, eu coloquei vários alvos nas árvores. Era apenas uma diversão, mas agora é assim que eu sempre treino e dessa vez não será diferente.
Monto em Angus e bato de leve o calcanhar no seu pelo. Ele começa a correr por entre as árvores e eu me posiciono para atirar. Quando avisto o primeiro alvo, miro e atiro. O alvo voa para trás e volta, vejo que acertei.
Outro aparece, mais alto. Miro, atiro e acerto. E outro, no meio do tronco da árvore. Um escondido no meio das folhas. Miro, atiro e acerto.
É bem rápido.
Todos os alvos espalhados pelo pomar tem uma flecha em seu centro. Acho que já decorei o local de cada um. "Tenho que mudar a posição", penso. Desço de Angus e me encosto minha cabeça no seu pelo macio.
– E aí, rapaz? Cansou? - Eu disse que conversava com ele, não disse?
Do meu lado havia uma macieira, carregadinha. Não sabia que estava na época das maçãs. Ou não está e essa macieira é divergente? Bom, tanto faz. Em um galho baixo ao meu alcance, pendia uma maçã não tão vermelha e pequena. Estico o braço e puxo. A haste que a prende no galho rompe facilmente e ofereço a maçã a Angus.
– Muito bem. Mas a que eu quero está mais alto. - Dou duas batidinhas no que seria a bunda de Angus e ele bate no meu rosto com o rabo.
Subo na árvore sem dificuldade, sento num galho e pego a maçã vermelhinha e apetitosa que eu queria.
– Você tem talento, garota.
Assusto-me com a voz e me desequilibro, mas, por sorte, não caio no chão. Olho para cima e vejo um garoto de pele branca e cabelos lisos, em um galho mais alto. Seus olhos são da mesma cor que seus cabelos, ambos tão pretos quanto o pelo de Angus. Bem... O garoto é bonito. Mas que diabos faz na árvore?
– Quem é você? - Pergunto, meio que gritando.
– Eu sou Gustavo. - Disse, lançando-me um sorriso de dentes perfeitos.
– Já te disseram que é perigoso assustar pessoas que estão em galhos a um metro do chão?
– Não, você é a primeira. Como é mesmo seu nome, primeira?
– Merida. - Respondo. Seguro a maçã e pulo do galho para o chão.
– Ei! Vai aonde? - O garoto pergunta.
– É desconfortável ficar sentada num galho. Você deveria saber isso mais do que eu, é um menino. É um menino, não é?
– É o que parece. - Ele primeiro joga um arco e flechas na grama. Depois pula, igual a mim. Gustavo senta na grama, junta as flechas que jogou e guarda em uma aljava. Só que ele usa nas costas, como uma mochila de um ombro só. A minha é como um cinto, uso na cintura. Ele joga o cabelo para o lado, ao estilo Justin Bieber.
– Hm. Você é um arqueiro? - Pergunto e sorrio.
Como resposta, ele acertou o centro de um alvo que estava em uma árvore distante:
– Sim, acabei de ser aprovado na Olympic High School. Começo a ter aulas nessa segunda.
– Ah, então você acabou de conhecer a líder da sua futura equipe. - Disse, sorrindo e estendendo a mão.
Gustavo olhou pra mim, sorriu e apertou minha mão:
– Será um prazer ser liderado por uma garota tão bonita.



Notas finais do capítulo

Não tenho nada a dizer... apenas interajam :3
Beijos da Ki :*



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