Winter is Coming escrita por Natalhando, Lolita


Capítulo 16
Início do fim


Notas iniciais do capítulo

Esse capítulo foi uma complicação por motivos de: Natalhando é muito esquecida e perdeu o pen drive onde ela salvou o capítulo, e quando encontrou, ela tinha quebrado o computador e não tinha como postar, então está postando pelo celular.
Aproveitem o capítulo, foi bem legal escrevê-lo, e esperamos que vocês gostem.



Decidimos discutir sobre o que faríamos para entrar na Hydra e acabar definitivamente com seus integrantes e sede. Estávamos sentados em volta da mesa, Steve, Sam, Bucky e eu.

– Já estou me cansando de achar que destruímos a Hydra. – Steve falou frustrado.

– Não só você, precisamos agir e dessa vez, destruí-la de uma vez por todas. – Sam finalizou.

– Ainda não posso aceitar que trabalhei para ela por todos esses anos – Bucky comentou, cabisbaixo.

– Não foi culpa sua, sabe disso – tentei acalmá-lo.

Escutamos alguém bater na porta, e Sam se apressou em abri-la.

– Minha ajuda foi requisitada? – Natasha cumprimentou, sorrindo. Ela fez uma pausa e olhou de Steve para Bucky e de Bucky para Steve. – Desculpe, acho que entrei no lugar errado, achei que estava na casa do Sam e não em um asilo.

– Senti falta dessas piadas. Olá para você também, Natasha. – Steve apenas fez uma reverencia com a cabeça.

Levantei-me para cumprimentá-la. Nós éramos, digamos, amigas; eu a conhecia há algum tempo, devido ao nosso trabalho como agentes.

– Há quanto tempo? – sorri, abraçando-a.

– Você está bem? Soube do que aconteceu.

– Estou sim, não precisa se preocupar.

– Então você é a famosa Natasha Romanoff? – Bucky olhou para Steve rapidamente, com um sorriso indecifrável no rosto.

– Você não lembra de mim? Interessante, achei que se lembraria depois de quase me matar uma vez. – Ela arqueou a sobrancelha. – Você é Bucky Barnes, o famoso melhor amigo do Steve.

– Sim, sou eu.

Eles trocaram olhares cúmplices e Natasha retomou:

– Então, para que precisam de mim?

– Bem, soubemos que a Hydra ainda está de pé e cada vez mais forte – Steve começou a falar. – Eu chamei a Natasha aqui porque se queremos detê-los, vamos precisar de ajuda.

– Eles querem o Bucky de volta, eles têm o plano de estudá-lo, fazer experimentos, essas coisas – fiz uma careta com o pensamento.

– Ao menos temos ao nosso favor o fato de sabermos quem são os líderes. – Sam afirmou. – Não estamos totalmente ás cegas como estávamos com Alexander Pierce.

– Natasha, você é uma ótima espiã, e pode conseguir vários dados da Hydra e também da W.H.I.S.C num piscar de olhos – Steve falou, virando para encarar a mesma.

– O bom é que dessa vez não temos que lidar com o Soldado Invernal – Natasha virou para Bucky.

– O que quer que eu diga? Desculpa? – Ele franziu o cenho. – Se não fosse pela Georgiana, eu ainda estaria trabalhando para eles.

– Mas não está. De nada por isso. – Sorri para ele. – A questão é: como vamos conseguir acesso ao prédio sem que ninguém perceba?

– Talvez seja bom que eles percebam. Assim atraimos os soldados para a entrada do prédio e passamos por todos de uma vez – Bucky sugeriu.

– Eu posso colocar uma pequena bomba na frente do prédio, para atrair atenção dos guardas que estiverem lá – completei.

– Pode dar certo, mas antes, precisamos de armas – Steve coçou a cabeça.

– A W.H.I.S.C tem um grande departamento de armas, podemos conseguir lá.

– E como o chefe da Hydra trabalha na W.H.I.S.C, ele deve ter acesso às gravações das câmeras de segurança da sede da Hydra em sua sala. Ele não deixaria de monitorar o prédio, e não manteria coisas tão importantes em outra sala senão a sua.

– Eu posso grampear as câmeras do prédio da Hydra pela sala do Collins, se isso for verdade – Natasha alegou. – Bom, eu e Steve podemos ir até lá.

– Eu também vou – falei ficando de pé. – Conheço o prédio da W.H.I.S.C melhor do que qualquer um.

– Georgiana, tem certeza que você está em condições disso? – Bucky perguntou ficando de pé e em frente a mim.

– Estou bem, perfeitamente bem.

– Acho que Steve e Natasha podem dar conta sozinhos, você deveria descansar mais um pouco. Fique.

Eu o olhei, pronta para retrucar. Eu me sentia bem, mas Bucky me olhou como se fosse suplicar para que eu não fosse.

– Fique. – Ele repetiu, dessa vez para que só eu ouvisse.

– Tudo bem, eu fico. A melhor hora para agir é ao cair da noite – informei, desviando o olhar e tentando disfarçar meu incômodo. – É a troca de guardas. Ficará mais fácil de conseguir acesso.

– Então nós vamos. – Natasha se levantou.

– Tem algo mais – Steve chamou a atenção de todos. – Se tudo der certo e nós conseguirmos vencer a Hydra, precisamos garantir que ela não vai se formar novamente.

– E como fazemos isso? – Sam questionou.

– Eu falei com o Tony Stark, e ele desenvolveu um vírus que, se injetado no computador central da Hydra, vai se espalhar para todos os outros, e vai se manifestar em todo e qualquer computador, tablet, celular, ou sistema operacional que já tenha feito conexão com esse computador.

– E o Stark não quer participar da invasão? – estranhei. – Isso não parece típico dele.

– Ele vai estar lá, só pedi para que ele não viesse aqui hoje porque levantaria suspeitas, já que a Hydra está de olho em nós.

Steve virou o olhar para Natasha.

– Você e Stark vão para a sala de controle injetar o vírus. Nós – ele passou os olhos por mim, depois por Bucky e Sam. – Nós cuidamos do resto. Mas agora, eu e a Natasha vamos para a W.H.I.S.C.

Ele se ergueu e começou a caminhar em direção à porta.

– Sam, podemos precisar de você – ele completou antes de sair.

– Claro, o que seriam de vocês sem mim, não é?

Todos sorrimos com seu comentário e logo eles se foram. Apenas eu e Bucky ficamos.

– Eu poderia ter ido – resmunguei.

Não esperei por uma resposta e fui para o quarto, ele me seguiu. Apesar de ter ficado, eu estava realmente irritada com Bucky.

– Georgiana, você não está totalmente recuperada, sabe disso.

– E você sabe disso melhor do que eu por quê?

– Porque eu passei tempo suficiente com você para saber quando está mais demonstrando ser forte do que realmente bem.

Abaixei os ombros. Por essa eu não esperava. Permaneci em silêncio por alguns segundos.

– Eu não consigo te odiar por isso. – Virei-me frustrada, mas Bucky me virou contra ele novamente.

– Não consegue, porque sabe que eu tenho razão – ele fez uma pausa e deu um longo suspiro, colocando uma mão em meu rosto. – Eu me preocupo com você e sei também que é uma ótima agente, só tenho medo que algo aconteça a você.

– Só não tome decisões por mim. Deixe que eu avalie o que aguento ou não. – Dei de ombros e virei o rosto, mas logo abri um enorme sorriso. – Sabe o que me deixa muito feliz?

– O que? – Ele fez uma careta, confuso.

Eu apenas me aproximei e lhe dei um pequeno beijo, mas rapidamente me afastei um pouco, apenas o suficiente para conseguir olhar para ele.

– Ver que está preocupado comigo.

Ele sorriu com o que disse e me segurou pela cintura, me aproximando mais dele.

– É até engraçado te ver agindo como um namorado preocupado.

– Você disse namorado? – Bucky ficou paralisado por algum tempo, surpreso.

– Já passamos por tanta coisa juntos, que te chamar de namorado é só um detalhe. Mas você quer fazer um pedido formal? Eu não vou te impedir.

Não pude deixar de sorrir.

– Se faz tanta questão de me ter só para você, eu faço o pedido – ele deu um sorriso divertido. – Georgiana Wayland, aceita ser minha namorada?

– Eu seria boba se não aceitasse. E sim, sou egoísta, quero você todo pra mim.

Dessa vez, ele se aproximou lentamente e me beijou, um beijo calmo, como se estivesse aproveitando cada segundo disso, assim como eu. Segurei seu cabelo, aprofundando o beijo.

– Até que não foi má idéia eu não ter ido – comentei.

Eu me sentei na cama, e forcei minhas costas para trás, deitando-me. Bucky se juntou a mim, e colocou o braço de metal ao redor do meu pescoço.

Esperei até que Bucky pegasse no sono. Não demorou muito, depois de alguns instantes eu olhei para o lado e vi que ele dormia serenamente, sorri ao vê-lo tão tranquilo. Eu me levantei vagarosamente e vesti minha jaqueta. Peguei as chaves da minha moto e a minha arma em cima da mesa e voltei para perto da cama.

– Eu te amo, Bucky – falei dando um beijo em sua testa. – E sinto muito por isso.

Dito isso, eu sai em direção a porta. Estava determinada a ir para a W.H.I.S.C.

Subi na moto e corri em direção ao prédio. Entrei rapidamente e caminhei até a sala de Collins, antes que conseguisse alcançá-la, escutei alguém se aproximar e encostei na parede, esperando por algum movimento.

Ouvi passos e peguei a minha arma, caminhei lentamente até o lugar de onde vinha o barulho.

– Georgiana? O que faz aqui? – Natasha perguntou surpresa e eu abaixei a arma, dando um suspiro de alivio.

– Eu só preciso fazer algo.

– Onde está o Bucky?

– Na casa do Sam – falei mais baixo que o habitual.

– E com certeza ele não sabe que está aqui, certo?

– Sim, mas ele vai me entender. Escute, eu preciso entrar na sala do Collins, a área está limpa?

– Está, acabei de sair de lá, já fiz o combinado e também desativei temporariamente todos os alarmes e câmeras do prédio.

– Ótimo. Conseguiu as armas?

– Steve está atrás disso, eu estou indo pra lá agora.

– Ok, eu não demoro.

Sai apressada, sem esperar uma resposta de Natasha. Entrei na sala de Collins e comecei a mexer em alguns arquivos no armário, pegando várias fichas e depois me sentando na mesa de Collins, avaliando e vendo todos os nomes que lá continham. Havia muitos nomes realmente, todos eram infiltrados da Hydra, fiquei surpresa com a quantidade de pessoas que ainda eram leais a ela e eu nunca havia desconfiado.

– Bem, não por muito tempo – falei comigo mesma.

Comecei a mandar alguns emails em nome de Collins. Pedi para que todos os que estavam nas fichas, estivessem na sede Hydra no dia seguinte.

Sai apressada e fui direto para a saída, onde Natasha e Steve estavam.

– O que estava fazendo lá? – Steve perguntou.

– Não importa. A questão é que nós vamos acabar com alguns infiltrados da Hydra na W.H.I.S.C mais fácil do que eu imaginava.

Saímos em disparada dali, antes que alguém mais aparecesse. Montei em minha moto pensando em como Bucky ia ficar irritado comigo, mas ele teria que entender meus motivos. Entrei na casa de Sam primeiro e deparei-me com um Bucky com um olhar sério em minha direção.

– Bucky, eu...

– Conseguiram as armas? – Ele passou por mim, falando com Natasha e Steve que haviam acabado de entrar, me ignorando completamente.

Respirei fundo, em frustração.

– Sim, tudo deu certo.

– E ainda consegui as gravações do prédio, não só da W.H.I.S.C, como da sede da Hydra também. – Natasha levantou um pen drive, orgulhosa de seu feito.

– Bucky... – tentei falar com ele em vão. – Bucky, olhe pra mim.

Ele virou o rosto para o lado, sem olhar para mim ainda. Ele ia ter que entender meus motivos para ter feito o que fiz, estava me sentindo mal por tê-lo deixado, mas não estava arrependida.

– Bucky, fale comigo! – Pedi com mais firmeza.

– Por que eu deveria? Você mentiu para mim quando disse que não ia para a W.H.I.S.C, mesmo depois de eu ter te pedido para que não fosse. Então repito: por que eu deveria?

– Você tem que confiar em mim – falei um pouco mais alto.

– Você não confiou em mim algum tempo atrás quando me enganou e saiu.

Suspirei fundo, tentando manter a calma.

– Eu vou esperar vocês acabarem de conversar lá fora. – Natasha falou e saiu, Steve foi atrás.

Eu me aproximei de Bucky que ainda estava de costas.

– Eu sou uma ex-agente e você é um ex-assassino. Nossa relação não é normal nem nunca vai ser. Um de nós vai sempre acabar fazendo algo que não vai agradar o outro. Mas temos que confiar que o que foi feito, aconteceu porque era necessário. Precisamos disso pra que nossa relação funcione, e eu quero muito que funcione.

Ele se virou para me olhar, pronto para retrucar, mas sua expressão foi relaxando, como se estivesse exausto e ficou olhando para o meu rosto. Percebi o que ele estava fazendo, então olhei para baixo. Ele estava olhando para as marcas da tortura em meu rosto.

– Eu sinto muito. – Ele disse por fim, colocando uma mão em meu rosto, levantando-o para olhá-lo.

– Não vamos deixar que algo tão pequeno estrague a nossa relação, ou a nossa oportunidade de vingança.

Ele ficou mais alguns segundos em silêncio. Percebi que toda a irritação de antes se foi e fiquei aliviada por isso.

– Eu prometo que vou me vingar de todas as pessoas que te machucaram – Bucky jurou. – E não me importo de ser o Soldado Invernal para isso.



Notas finais do capítulo

P.s. Essa fanfic terá em torno de 19 e 20 capítulos.