Criminal Scene escrita por Scamander


Capítulo 27
27. Good girls at bad girls.


Notas iniciais do capítulo

*garotas boas em garotas más
GUESSSSS WHOOOO ISSSSS BAAAAACK negas, que saudade que eu tava de vocês s2 Eu queria primeiramente agradecer a todo mundo que me desejou boa viagem, foi tudo lindo e tals e as malas extraviaram quando eu tava voltando pORÉM estou viva e é isso que importa. Depois, também queria agradecer a todos os comentários, vocês são lindas demais e, nossa, minha existência é de vocês. Eu vou tentar responder aos comentários o mais rápido possível, juro.
(E, ah, caso não tenha ficado claro, é a Scamander aqui).
Então, durante a viagem, eu percebi que perdi dez leitores. Pois é. E ganhei uma recomendação. Eu realmente fiquei preocupada com o porquê de o número de leituras terem caído, massssss graças a Sky Full Of Star (/360511), minha vida inteira valeu a pena. Então, gata, esse capítulo é todinho seu. E aos leitores que desistiram: eu só lamento. Mas então, gente, por causa desses dez leitores, a ficha finalmente caiu e eu percebi que ninguém aguenta mais e que tá na hora de agilizar um pouco esse relacionamento Percabeth.
Eu faço dessas as minhas últimas palavras, aproveitem.



Houve um baque surdo e as costas dela esbarraram na porta de madeira. Seus dedos brincavam com a parte inferior da camisa dele enquanto tentava manter seu pescoço imobilizado para o percurso torto, cheio de línguas e dentes, que ele estava fazendo em direção a sua clavícula. Ela grunhia, fincando as unhas em seus bíceps, e realmente não se importava com os resmungos de dor que recebia em resposta.

Annabeth estava bêbada. No sentido literal e também no figurado. Ela sabia que metade de sua mente estava afogada na garrafa do vinho que achara na dispensa aquela tarde, mas a outra parte entoava um mantra que sua boca conhecia bem.

percypercypercypercy

No que ela estava pensando?

percypercypercypercypercy

Ela não tinha certeza nem se conseguiria raciocinar direito quando os dentes de Percy fincaram no lóbulo de sua orelha. A loira conseguia ouvir seu lamento silencioso, e a forma como seus lábios se chocaram quando ela trouxe-o pelos cabelos até sua boca, mas todos os seus sentidos estavam entorpecidos demais para o ambiente lá fora.

Annabeth tentava se localizar. Quando começaram, estavam na cozinha. A porta de madeira onde ela havia sido empurrada deveria pertencer ao armário debaixo da escada, ou podia ser a entrada da casa. Eles estavam do lado de fora? Sua mente bêbada esperava que os vizinhos aproveitassem o show, então.

Eles precisaram se separar por ar, e houve uma breve troca de olhares até que foi a vez de Annabeth de envolver os dedos longos no pescoço do Jackson, levantando sua cabeça. Ela inclinou-se, na ponta dos pés, mordendo de seu queixo até o pomo de adão. Annabeth começou a desenvolver uma tara por aquela parte do corpo dele. Mordendo, lambendo e chupando. Era algo cheio de dentes e até que a loira estivesse satisfeita, ela não pensava em parar.

Percy procurava por algum apoio, e inverteu as posições para que pudesse encostar-se na porta. Um som rouco saiu por sua garganta. Céus, aquela boca sabia fazer maravilhas com seu corpo. Sorrindo, convencida pelas reações do garoto, Annabeth atreveu-se a descer mais um pouco, procurando por sua clavícula por trás da blusa, mordendo-a, puxando a camisa branca do Jackson e finalmente podendo agarrar a carne de seu peito.

— Porra.

Num piscar de olhos, Percy voltou a prensá-la na porta. Ele não sabia por quanto tempo mais aguentaria as provocações de Annabeth, e achou que era hora de devolver na mesma moeda. Com uma mão, beliscou a cintura da garota e com a outra, apertou sua coxa. Seus lábios faziam o trabalho sujo no pescoço dela, procurando em seguida por sua boca, e enquanto se beijavam, o garoto agarrou as duas coxas de Annabeth e passou-as por seu quadril. Annabeth sentiu o choque em algum ponto em sua virilha, e fechou os olhos em deleite.

Ela estava bêbada demais, atordoada demais, e tentava descarregar aquele turbilhão de emoções agarrando o ninho que eram os cabelos de Percy, puxando os fios pela raiz. O som que Percy fez dentro de sua boca provocou mais reações do que a loira gostaria que tivesse provocado.

Quando o ar se fez necessário e Percy encostou sua testa contra a da loira, um rápido relance de lucidez se fez presente na mente de Annabeth. Mas que porra era aquela?!

Em algum ponto da tarde, antes das três, Reyna e Leo haviam chegado no duplex da garota. Reyna cortou alguns pedaços de Oreo e pôs leite em dois copos, trazendo para a sala junto com seu notebook. Como uma sombra, Leo seguiu-a por todos os cômodos até a mesinha em frente à televisão, onde Reyna colocou o prato e os copos de lado, sentando-se no chão com o computador em seu colo.

Enquanto amarrava os cabelos num coque alto, Leo conseguiu ver alguns hematomas no pescoço da menina, e de repente se sentiu mal por ela. Mas, mais ainda, sentiu um sentimento efervescente borbulhar na boca de seu estômago por saber que a lei estava ao lado do babaca que fizera aquilo com ela. Desde que Reyna havia consentido aquilo, aqueles toques, ele não podia chegar na polícia e denunciar o filho da puta por pedofilia ou estupro.

— Um, Leo? Ei. Terra chamando Leo Valdez, aqui. – Reyna abriu um sorriso, estalando os dedos em frente ao garoto.

O Valdez piscou, e seus olhos voltaram ao foco. Balançando a cabeça e, consequentemente, seus cachos, ele devolveu o sorriso à Reyna, e uma covinha apareceu. Merda, uma covinha. Reyna o odiava por isso. Muito.

— Então, vamos fazer o Obituário, certo? – disse, apenas para ter alguma coisa para falar.

Leo deu de ombros, embora sentisse seu coração se apertar com o pensamento que o invadiu. Ele pensou em Calipso, e no sorriso que ela lhe lançava, com seus olhos enormes e brilhantes e os lábios de cereja. Pensou nas filmagens que até hoje não havia deletado de seu computador, e também pensou em Luke. Nos dois juntos. Ele sabia que Calipso não era propriedade dele, a garota gostava de lembrá-lo daquilo toda vez que ele a convidava para sair. Mas vê-la beijando Luke, saber que eles eram algo, porra, era mais do que uma simples competição entre ele e Percy, quando brigavam para saber quem agradaria melhor a Menina Atlas.

— Você ‘tá bem aéreo hoje, não é mesmo? Olha, se for por causa das filmagens, pode ficar tranquilo, a Annabeth dá um jeito. – Reyna tentou confortá-lo.

Leo congelou. De que filmagens ela estava falando? Será que Reyna sabia sobre o pen drive escondido no fundo de sua gaveta de meias, com as filmagens do hospital? Leo sabia que era um risco enorme manter aquelas filmagens com ele, mas era para um bem maior. Era sua última memória de Calipso. Ele merecia aquilo, não merecia?

— Mesmo assim, eu não acho que o Detetive seja tão competente quanto aparenta. Quer dizer, ele tem duas filmagens na mão que levam diretamente a gente e, para ele, nós ainda somos um grupo inusitado planejando uma festa. Por sinal, você lembra da festa? – ah, aquelas filmagens. Na delegacia, certo. – Você acha que vai ser necessário fazer? Não, né? Foi só uma mentirinha, eu duvido muito que o Detetive se lembre. Ele tem um caso inteiro nas mãos. De qualquer forma

Leo entendeu que aquele falatório todo significava que Reyna estava nervosa. Também, quem não ficaria? Você é o culpado por um homicídio. E você nem queria isso. Quem é que não ficaria nervoso? Leo ainda não sabia como nenhum deles estava louco.

— Ei, ei. Tá tudo bem. – Leo falou, puxando o rosto de Reyna para encará-lo. – Como você mesmo disse, eles são muito burros pra descobrir que aquele vídeo é da gente. A Annabeth já deve ter achado alguma saída, de qualquer forma.

Reyna lhe lançou um sorriso fraco. Leo suspirou, e esticou os lábios para aquela reação. Ele queria poder ajudar Reyna. O garoto não conseguia tirar da cabeça que ela era a única ali que não devia estar envolvida em nada. Ele já pensara uma vez em desistir daquilo tudo e se entregar como único culpado, apenas para livrá-la daquela confusão.

Mas que porra ele tinha na cabeça?!

— Um, certo. A matéria no Jornal. Vamos começar?

Reyna assentiu, ligando o computador. Ela mexeu nele até parar de repente, franzindo o cenho. A garota mexeu mais um pouco através do teclado, coçando o queixo. Leo estava para mergulhar um pedaço de Oreo no copo de leite quando ela soltou um suspiro de frustração.

— Algum problema?

— Eu perdi o arquivo de ela me mandou.

— Ela? Que arquivo?

— A Annabeth. Ela me mandou um arquivo ontem de manhã com o que Katie disse que precisava para a matéria, acho que o início do que ela tinha escrito também. Sumiu da minha biblioteca.

Talvez Reyna estivesse esperando que o Valdez piscasse e o arquivo voltasse magicamente, mas Leo não era o Deus dos Computadores. Para ser honesta, ele aprendeu a hackear computadores assistindo um daqueles programas de madrugada de domingo na televisão.

— Eu não vou pedir pra Annabeth. Deus sabe o que ela vai fazer se ouvir minha voz mais uma vez hoje. – Reyna murmurou, mais para si mesmo. A essa altura, Leo já sabia da dificuldade da garota em pedir ajuda.

E a essa altura, ele também já sabia que era melhor tomar cuidado com Annabeth. E não seria ele a aparecer na casa da loira de novo para pedir que ela reenviasse um arquivo por e-mail.

Foi assim que, também em algum momento da tarde, às três em ponto, Leo mandou uma mensagem para Percy. Ele sabia que mexer com o Jackson também não seria uma boa ideia – da última vez, ele gastou 2 dólares numa ligação para avisar que havia uma foto dos dois impressa em todos os jornais da cidade, e vocês sabem bem o que aconteceu –, mas de alguma forma, ele acabou enviando a mensagem.

De: Leo Valdez (enviada às 3:00 p.m.)

Toma cuidado com a Fera da próxima vez que voltar ao Castelo. A Annabeth sabe sobre as filmagens. Ah, e se puder, pede pra ela mandar de novo o arquivo pra Reyna? Ela sabe qual é.

(recebida às 3:05)

Percy respondeu com um “merda” longo demais, e Leo lamentou pelo pobre amigo. De uma forma ou de outra, Reyna acabou recebendo um novo e-mail às cinco da tarde. E durante esse meio tempo, eles ficaram assistindo seriados sem sentido pelo computador da garota.

Annabeth estava arfando por ar quando se lembrou da garrafa de vinho. Percy ainda a segurava pela cintura, e ela não conseguia saber por quanto tempo eles estavam trocando beijos e mordidas, mas abrindo os olhos, sua visão focou na garrafa vazia jogada no tapete de sua sala, e por mais que soubesse que Atena iria matá-la se um pingo sequer caísse em seu tapete branco, a loira finalmente conseguiu entender o que estava acontecendo.

Ela estava bêbada.

Havia virado uma garrafa de vinho quase inteira antes de Percy chegar. Tentara procurar alguma coisa para comer, frustrada demais com tudo e todos e sem cabeça para pensar em como ajudar Leo e Reyna (ela nem sabia por que se metia nessas coisas, sinceramente), e encontrara a garrafa de vinho envelhecida. Pensou que quando voltasse, Atena já teria desfrutado de todos os tipos de vinhos em sua viagem, e concluiu que poderia beber alguns goles antes de seu pai chegar.

Mas aqueles poucos goles foram se tornando copos inteiros e o mundo de Annabeth já estava girando quando Percy chegou. Eles acabaram terminando a garrafa juntos, e a loira estava pensando em abrir uma nova quando aquilo começou.

Beijos, mordidas, línguas, dentes. Porra, aquilo era bom.

Naquele momento, sua mente alcoolizada conseguiu pôr a culpa na bebida e ela não se sentiu nem um pouco ressentida ao puxar Percy pelos ombros para um novo beijo. Eles já estavam tão próximos que Annabeth não precisou fazer muito esforço, e o gosto do vinho já estava sumindo depois de tantos beijos trocados.

Até que alguém bateu na porta.

E totalmente encostada nela, Annabeth se sobressaltou, assustando Percy. E de alguma forma, os dois acabaram no chão, com o Jackson lamentando por causa da pancada na cabeça. A loira lembrava-se de estar assim antes, durante seu castigo, quando precisou sair de casa sem que seu pai soubesse e pulou a janela, mas seus pensamentos foram espantados por uma nova batida, dessa vez mais forte.

— Mas que porra. – o Jackson praguejou, tirando a loira de cima dele e procurando por sua camisa, ainda meio zonzo.

Annabeth levantou-se arrastada, e arregalou os olhos com seu reflexo na televisão. Tentando desamassar suas roupas, ela sabia que a boca inchada e as marcas em seu pescoço estariam lá para quem quisesse ver. E foi a primeira coisa que Silena notou quando foi atendida, no batente da casa dos Chase.

Seus olhos arregalaram, e o queixo caiu quando um Percy atrapalhado apareceu por trás da loira. Ambos tinham chupões e mordidas por todo o pescoço, a boca de Annabeth estava toda marcada e é melhor nem comentar para o estado de seus cabelos e roupas. A loira sorriu amarelo, e pigarreou.

— O que deseja?

Silena pensou em gargalhar. Que formal, a boa menina dos Chase. Quem desconfiara que por trás das portas fechadas um show daqueles fosse feito.

— Você me mandou uma mensagem. – Silena disse, tirando o celular do bolso.

A mente bêbada de Annabeth voou longe para conseguir se lembrar da mensagem. E, oh, sim, a mensagem. Ela havia dito de forma breve, e tentando não ser exatamente clara, que Reyna e Leo haviam se metido em problemas. Mas até onde ela sabia, aquela mensagem deveria ter sido mandada para Thalia.

Oh.

— Hum. – foi o que Annabeth falou, se segurando para não correr escada acima e se certificar de que aquela fora a única mensagem que, já um pouco bêbada, a loira enviara errado.

— Bem, eu acho que tenho um plano.



Notas finais do capítulo

Vocês gostaram desse momento percabeth? Como leitora, eu sou dessas que o d e i a com todas as forças que a escritora force o relacionamento de algum casal (shout out para a minha digníssima Marlene King), mas se fossemos seguir o meu planejamento, Percabeth não teria um momento desse até o final da história. Então eu espero que toda essa pressa tenha valido a pena, porque vai ser uma vergonha se a madame aqui tiver feito desse capítulo uma desgraça.
Ah, e eu queria fazer umas perguntinhas a vocês em cada final de capítulo, pra tentar conhecer mais quem lê minhas histórias. Então, vocês topam? No caso, a pergunta da vez (respondam se quiser), seria qual sua música favorita no momento? E qual música você acha que se encaixa com o enredo, ou casal, ou personagem, da história?
Para mim, uma música que me lembra muuuito o Percy é Mama do My Chemical Romance. E a música do momento, eu acho, seria Girls Like Girls, da Hayley Kiyoko, lidem com isso. xx