If not us, who? If not now, when? escrita por KaahLerman


Capítulo 15
A thousand years...


Notas iniciais do capítulo

Mil desculpas pela demora. Meio que travei com essa história, já tenho mais capítulos prontos, só que preciso de inspiração para escrever. Continuem mandando reviews, é o meu gás para escrever muito para vocês.



Gambiarra

Rita - Davi, pelo amor de Deus. Você precisa se acalmar. As coisas acontecem como devem ser. - Tentou consolar o sobrinho.

Davi - Nós estávamos conversando antes disso tudo acontecer, tia. Ela estava desesperada pela morte do Jack, foi tudo tão de repente. A notícia chegou no celular dela e tudo ficou ainda pior. Os dois entraram e ela gritou e saiu correndo. Eu ainda não entendo como tudo aconteceu. - Disse em prantos.

Rita - Ok, mas onde ela está? O que aconteceu com ela no acidente?

Davi - O carro explodiu duas vezes. Os bombeiros não acharam nada. - Rita o abraçou. Davi soluçava.

Rita - Ah, meu Deus!

Davi - Estão esperando que a perícia termine de examinar o carro.

Dante - Essas ruas perigosas do Rio, eu sempre digo á vocês e com razão, não se pode sair correndo, um acidente acontece todo minuto.

Matias - A gente sabe pai, mas ninguém imaginava que isso fosse acontecer depois da morte do Jack e a notícia da doença do Jonas. Três notícias ruins num só dia.

Danusa - Não quero nem imaginar como a Pamela deve estar.

Mansão dos Marra

Dorothy - Eu não entendo como isso foi acontecer com nossa menininha... - Abraçou Pamela.

Pamela - Isso tudo é minha culpa, Dorothy. Se tivesses contado para Megan antes, nada disso teria acontecido.

Brian - A casa está cercada, man. Tem fotógrafos por toda parte.

Jonas - Essas aves de rapina. Não respeitam nada.

Brian - Com três notícias bombásticas sobre os Parker-Marra num mesmo dia, é esperar demais que eles não queiram uma nova matéria exclusiva.

Jonas - Eu não sei o que fazer, Brian. É a minha filha que estava naquele carro. Eu nunca vou conseguir me perdoar. - Disse sofrendo.

Brian - I don't know, man. Esse acidente foi muito estranho, não acha? Ok, a pista estava molhada, mas o carro explodiu duas vezes. No máximo capotaria e demoraria até que pegasse fogo...

Jonas - Eu não quero ficar lembrando isso, ok? Eu tenho que cuidar da Pam. - Foi até a esposa.

Dorothy - Brian, não faça-os lembrar mais disso.

Brian - Tem alguma coisa errada, mom. E eu vou descobrir. - Saiu.

Marra Brasil

Brian - Murphy, os resultados da perícia que Jonas pediu chegaram?

Murphy - Yes, senhor Benson. A perícia do carro foi bem rápida por que o boss é influente e soube cobrar alguns favores. Está aqui, lacrada do jeito que chegou. Há uma cópia com os peritos da polícia.

Brian - Tudo bem. - Murphy saiu. Brian abriu o envelope. - Como eu imaginei...

Gambiarra

Vicente - Como é que você está, cara?

Davi - Mal. Ainda não acredito em tudo que aconteceu dois dias atrás.

Vicente - Geral tá pirando por causa disso. Os Marra ainda não falaram nada com a imprensa e pior, se eles souberem que você estava na cena do acidente, vão cair matando em cima de você procurando informações.

Davi - Eu não quero falar com jornalista nenhum, Vicente. Só quero acordar desse pesadelo e que me digam que ela ainda está viva.

Vicente - Desculpa, eu estou aqui te fazendo lembrar de novo esse momento horrível. Mas é inacreditável.

Davi - Você acha que eu estou acreditando? Não. Mais eu vi com os meus próprios olhos.

Ernesto - Eu sinto muito por tudo que você tá passando, Davi.

Davi - Meu mundo virou de cabeça para baixo de um dia para o outro. Eu não sei se consigo acompanhar tudo isso que está acontecendo.

Ernesto - Isso vai passar, meu amigo. Pode até demorar mais um dia passa...

Davi - Eu não me conformo, sabe? Perdi a Megan antes mesmo de tê-la. Eu sei que parece egoísmo, ela correu atrás de mim e eu ignorei, mas realmente estava surgindo um lance legal com ela.

Vicente - Eu te alertei e não foi só uma vez, Davi. Mas você estava cego demais com a Manuela, que nem percebeu a garota incrível que estava ali tentando chamar sua atenção á todo custo.

Davi - Isso é muito clichê. Só descubro que gosto dela de verdade quando... - Não terminou a frase, o choro entalado em sua garganta.

Ernesto - História de filme, cara. Mas as vezes o destino é assim mesmo. Faz com que as melhores escolhas se vão para aprendermos pra uma próxima vez. - Tentou consola-lo.

Davi - Não acho que tenha aprendido alguma coisa. Talvez uma. Dar valor as pessoas enquanto elas ainda estão ao seu lado... Vai ser difícil não ter aquela maluquinha perto de mim. Nem um milhão de anos vão conseguir apagar aquela cena da minha memória.

Vicente - A gente vai te ajudar, Davi. Você não precisa passar por isso sozinho. Tem amigos que sempre estarão aqui pra o que precisar.

Davi - Obrigado gente, eu sei que vocês querem me ajudar. Mas eu queria ficar um pouco sozinho. Pra refletir.

Ernesto - Tudo bem, mas conta com a gente sempre, irmão. - Os dois saíram depois de se despedirem.

Sua cabeça estava uma bagunça. Não conseguia sair da garagem á dois dias. Estava praticamente num regime fechado. Se Rita e Dante não aparecessem ali a cada hora, provavelmente ele permaneceria completamente sozinho grande parte do dia. A verdade é que não queria receber ninguém. Estava desolado, não conseguia acreditar que tudo pudesse estar normal mesmo depois da partida de uma garota tão linda, carismática, frágil. Era tão injusto! Como queria ter segurado a loira em seus braços e não ter deixado-a sair correndo daquele jeito com o carro. Queria ter se jogado na frente dela e impedido, queria ter amarrado-a ao pé da cama e impedido que ela corresse para fora de sua vida. Mas agora parecia tarde demais. Ele não sabia de onde poderia vir tanta angustia, tanto sofrimento. Já passará por algo semelhante quando os pais morreram, mas agora era muito pior. Sentia como se o mundo jamais fosse fazer sentido novamente, tudo estava parado. Estava a tanto tempo ali sentado no sofá relembrando cada mínimo detalhe da garota que, se quer, percebeu que batiam a porta da garagem. Arrastou-se vagarosamente e abriu-a. O tão conhecido guru, Brian Benson estava em sua porta. Liberou algum espaço e ele entrou. Ambos estavam um tanto espantados com as expressões que cada um levava no rosto. Este foi o início daquela conversa que ele jamais desejou ter. Que jamais pensou em ter que ouvir algum dia.

xxx

Xxx - Acha que ela pode se recuperar, doutor? - O homem perguntou.

– A ferida foi bem profunda. Ainda preciso de alguns exames neurológicos e enfaixar a perna. Continuem dando doses medidas do antibiótico a cada duas horas e fiquem de olho para evitar que tenha convulsões. Volto quando o resultado dos exames saírem.

– Muito obrigada, doutor. Lhe avisamos assim que resolvermos aquele outro problema. - A mulher agradeceu. O médico saiu.

Xxx - Isso é muito estranho, ela não caiu de céu. De onde essa menina veio?

– Eu não sei, querido. Mas nós a encontramos por algum motivo. E vamos cuidar para que ela se recupere.



Notas finais do capítulo

Deixem reviews para o próximo capítulo :)



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