Mistake escrita por Fidelity


Capítulo 9
Médicos e Cartomantes - Parte l


Notas iniciais do capítulo

PRIMEIRO DE TUDO: ME DESCULPA DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO. EU SEI. EU SEI
Eu mudei de escola gente e tudo ficou meio complicado pra mim por que eu estudei na mesma escola por 10 FUCKING ANOS.
MAS TO DE VOLTA. Esse capítulo é meio divido em dois por que eu queria postar o mais rápido possível. Mamãe ama vocês.



Depois dos acontecimentos na casa de Christian, eu realmente comecei a considerar procurar uma cartomante e ver como andava o meu mapa astral, chakra ou algo relacionado.

Mas antes de fazer isso, eu preciso fazer outra consulta ao médico. Minha mãe e a mãe de Christian são amigas agora, e isso me assusta. Na verdade o que me assusta mesmo é que elas passaram a última tarde encomendando roupas de bebê. Isso assustaria até o mais terrível dos terroristas.

E o médico me prometeu que dessa vez descobriremos o sexo do bebê, e eu estaria empolgada se não quisesse vomitar todo o meu café da manhã nesse extado momento.

– E então Amanda, você está pronta? – Perguntou ele.

– Não sei, mas minha mãe está sentada na sala de espera e eu sei que ela está surtando. Ela acha que eu já sei o sexo do bebê e estou escondendo dela.

Ignorando meu comentário, o médico espalhou aquela coisa gosmenta na minha barriga que estava com um tamanho relativamente bonitinho. Depois disso aí, eu já vou parecer um planeta anão e isso me deixa triste. Viu? Estar grávida é uma montanha russa muito mais perigosa do que aquelas que você vai nos parques de diversão, principalmente por que suas emoções estão no carrinho da frente.

– E então Amanda, você vai se casar? – Considerando que o médico não sabe parte da longa história que já contei, até fez sentido ele perguntar isso.

– Eu não vou me casar. Sabe, antes disso eu preciso namorar com alguém que tenha as iniciais P e M. – Ele pareceu muito confuso – Assim podemos escrever AM + PM na nossa árvore!

A expressão do médico não mudou muito.

– Você entendeu a minha piada né? – Perguntei.

– Amanda, acho que já sei o sexo do bebê. – Falou, mudando o assunto. – Não, eu tenho certeza. É menina.

– Droga.

– Você queria menino?

– E ainda tinha um fio de esperança de ser gravidez psicológica.

– Mas já faz meses que eu estou te acompanhando.

– Você estava com gravidez psicológica também. Só que a minha.

– E as ultrassonografias?

– Todo mundo estava imaginando a minha gravidez.

– Bom, se você ainda tinha essa esperança, sinto muito, mas não estou imaginando a sua gravidez.

– Terminamos por aqui? – Perguntei.

– Você está tomando as vitaminas pré-natais que eu passei para você?

Ops.

– Que vitaminas? – Falei

– Eu passei pra você na primeira consulta. – Ele me olhou sério.

– Opssss... – Abaixei a cabeça.

– Aqui está uma amostra, e a receita. Quando acabar compre mais. Três vezes ao dia.- Me entregou um potinho e junto a ele, um papel.

– Se eu não tomar isso minha filha nasce feia?

– Talvez. E a sua alimentação?

– O dobro do que eu costumava comer. Mas tudo vai embora mesmo.

– Você anda comendo comida de fast-food?

Mas eu amo Mcdonalds demais!

Menos McDonalds, Amanda. Vou agendar a próxima consulta e a secretária ligará avisando.

– Ok.

– Ok.

Tentei não pensar na referência aquele livro sobre as estrelas. Mas eu só vi o filme e com muito sono, então não me lembro bem do contexto em que o negócio os “oks” foram inseridos.

Minha mãe, como sempre, me esperava empolgada.

– E então? – Ela perguntou como uma criancinha.

– O médico me falou para comer mais Burger King.

– Como assim, minha filha?

– Bom, ele disse menos McDonalds, mas eu acho é o mesmo contexto. – Continuei andando e olhando para a frente enquanto saíamos do consultório médico.

– E?

– F.

– O quê?

– Ninguém nunca entende minhas piadas...

– O quê mais?

– Tenho que tomar umas vitaminas se não minha filha vai nascer feia.

Filha?

– Ah, é, tem isso também. É uma garotinha. – Minha mãe começou a inspirar e expirar rápido demais.

– Eu vou ter uma netinha! – Ela começou a gritar. A segurei pelo pulso e comecei a andar rápido. – Tudo bem, eu esperava que primeiro viessem as da Michelle, mas eu consigo lidar com isso. Qual vai ser o nome? Que tal Angelina?

– Mãe, você sabe que ela vai ser adotada por um adorável e estéril casal que ainda será escolhido, né?

– Você ainda vai mudar de ideia. Eu a mãe de Chris já estamos...

Chris?

– É um garoto tão bom. Se não tivessem 16 anos, eu até estaria feliz.

Mais do que já está?”, pensei.

Mãe, eu gostaria de entender se você está do meu lado irradiando felicidade ou me depreciando.

Já em casa, minha mãe ligou para todas as minhas tias e primas para contar a notícia, e eu não vou dizer que não fiquei ouvindo tudo na extensão, por que eu fiquei. E eu não sabia que estavam todas tão animadas para o bebê assim.

Morgana, que praticamente já mora em minha casa, apareceu junto com a minha mãe. Elas moram do outro lado da rua e eu acho que isso ajuda.

– E aí? – Cumprimentei, enquanto ela se jogava na minha cama e pegava o meu computador. – Ei. Você não chega na casa dos outros de jogando na cama deles.

– Para de ser chata, eu já sou de casa. – Respondeu.

– O que me consola é saber que a pequena Angelina foi feita nessa cama.

Ela fez um som de nojo e rolou para fora da cama, se jogando no chão e puxando o notebook logo depois.

– Que nojo! – Exclamou. – Que. Nojo. Que história é essa de Angelina?

– Minha mãe quer que se chame Angelina.

– Mas ela sabe que a garota vai pra adoção.

– Pois é, né. – Encerrei a conversa e peguei alguns cadernos, começando a fazer o dever de álgebra.

Passou-se algum tempo e eu ouvi Morgana falar:

– Como você é estudiosa. Eu nem faço os deveres de casa.

– Sabe como é. Eu preciso ser aceita em uma faculdade, e eles vão saber que já tive um bebê. Então o mínimo que eu posso fazer é ser boa aluna.

– Você seria o orgulho da família se não estivesse grávida. Porra, Amanda.

– É claro que eu seria o orgulho da família. Com 13 anos eu escrevi um romance de 204 páginas sobre uma garota com TOC e mania de limpeza. Mas apaguei do computador acidentalmente.

– Com 13 anos eu já assistia Doctor Who. A série clássica.

– Eu quase fui presa quando eu tinha sete anos. Eu estava colocando aquela neve de mentirinha que se coloca nas árvores de natal em sacolinhas de plástico e entregando a todos os meus amigos. Aí várias crianças começaram a me pedir e alguma mãe dessas crianças descobriu e achou que era cocaína, então ela ligou para a polícia e eles pensaram que uma garotinha de sete anos tina criado um sistema de entregar drogas escondido dentro da escola. – Expliquei

– Eu me perdi na parte da neve de mentirinha. Mas até aí tudo bem. Sabe o que eu estava pensando?

– Eu não acredito que eu te contei toda a história de como eu quase fui presa pra você não prestar atenção.

– Sabe?

– Fala.

– Se eu morrer antes de Doctor Who ou Sherlock acabarem você pode procurar alguém que saiba usar um tabuleiro ouija pra me contar o que acontece depois.

– Tipo uma cartomante?

– Pode ser.

–Eu realmente quero ir em uma cartomante.

–Vamos em uma cartomante. Agora.

Levantei correndo.

– Onde tem uma cartomante? – Perguntei, entrando no carro da mãe de Morgana.

– Vamos descobrir.



Notas finais do capítulo

OBRIGADA À ANÔNIMA QUE RECOMENDOU!



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