Maestro Volgare escrita por M Schinder


Capítulo 1
Único


Notas iniciais do capítulo

Depois de tentar um drabble, aqui est minha primeira OneShot!!

Espero que se divirtam! Boa leitura =3



Aquela era uma manhã normal. Eu acordara mais cedo do que o necessário e já estava a caminho da escola. Quando cheguei pela primeira vez à escola, sentia-me intimidada; o lugar era realmente grande e os uniformes eram muito curtos, as pessoas tinham muito dinheiro e se achavam demais.

Agora, depois de três anos, tudo se tornara normal e eu me acostumara. Sou uma garota normal, com longos cabelos negro-azulados e um corpo esbelto. Como não ressalto nenhuma de minhas características, não costumo chamar a atenção de garotos. Estou no meu último ano do ensino médio e me chamo Hinata Hyuuga e a o detalhe que mais chama a atenção em mim são meus olhos perolados.

Cheguei à escola, fui direto para minha sala e deixei minhas coisas em minha mesa, a última ao lado da janela. Fiquei sentada durante dois minutos, antes do professor responsável pela minha sala entrar. Ele me cumprimentou com um sorriso pequeno e sentou-se a sua mesa.

Deixe-me descreve-lo, já que estou sem nada para fazer. Seu nome é Itachi Uchiha. Ele era muito alto, acho que tinha mais ou menos um metro e oitenta e cinco; seu corpo era malhado e muito bem construído, creio que passa bastante de seu tempo livre na academia; seu cabelo era negro e longo e seus olhos eram ônix com um brilho avermelhado. Posso dizer, sem dúvidas, que era como um deus grego. Só que sua personalidade era horrível. Você deve se perguntar como eu sei disso, vou explicar com poucas palavras: eu cresci com ele.

Nossos avós se conheciam desde a época da escola e nossos pais se conheciam desde que nascemos. Graças a essa linha histórica, nos conhecemos desde que eu nasci. Costumávamos brincar juntos – eu, ele e seu irmão, Sasuke – e sempre moramos um ao lado do outro. Eu e Itachi-sensei sempre fomos muito chegados, só que ele cresceu e se tornou uma pessoa insensível e sádica. Ele atua como alguém bom e gentil, coisa que fez com que várias de minhas colegas ficassem apaixonadas por ele, mas na verdade ele é um grande e cruel idiota. Além de ser um canalha. A única coisa que ele não é: mulherengo. Minha madrinha, mãe dele, teme que ele seja gay...

Voltando à realidade, sensei estava sentado corrigindo algumas provas enquanto o resto dos alunos chegava para a aula. O dia correu tranquilamente, nada de incidentes ruins, mas tive que aguentar minhas amigas falando de como nosso professor era lindo e tals – coisa que foi muito enjoativa.

Um pouco depois de tocar o sinal de término do intervalo, meu colega Kiba me parou na porta enquanto eu estava entrando e chamou a atenção de todos. Até mesmo do professor.

- O que foi? – perguntei delicadamente. Kiba era um dos meus melhores e mais antigos amigos.

- Uhn... Hinata, preciso falar com você depois da aula. Será que poderíamos ir para casa juntos? – perguntou sorridente.

Senti minhas bochechas esquentarem, sabia muito bem o que ele estava dizendo. Olhei em volta e vi minhas amigas acenando animadas enquanto me diziam para concordar. Parecia que todos os alunos apoiavam Kiba naquilo. A única pessoa que não parecia muito satisfeita era Itachi, ele estava com a expressão mais fechada que o normal. “Deve ser porque estamos atrapalhando a aula dele” conclui pensativa.

- Acho que não tem problema, Kiba – murmurei calma.

Seu sorriso ficou maior ainda e toda a classe começou a fazer uma grande bagunça. Itachi ordenou frio que todos se sentassem e prestassem atenção a aula.

Na última aula, nossa professora de Literatura, Konan, entregou-nos nossas provas e mandou quem estivesse com nota abaixo da média ficar para fazerem uma revisão. Não preciso dizer que, como uma Hyuuga, minhas notas nunca estavam abaixo da média. Kiba quem teve que ficar para cumprir mais uma hora de aula.

Estava esperando-o na porta de entrada quando Itachi apareceu e levantou uma sobrancelha questionadora. Ainda estava mais sério do que era normal na escola.

- O que foi? Por acaso perdeu alguma coisa, Itachi? – perguntei rebelde. Odiava quando ele me lança aquele tipo de olhar. Nunca conseguia lê-lo ou entende-lo.

- Olha o respeito, Hina – murmurou de forma profunda. – Já que vai ficar esperando seu amigo, venha me ajudar. Preciso terminar de arrumar as coisas na sala de química.

Depois que Itachi cresceu, eu nunca gostei de ficar sozinha com ele. Este cara sabia mexer comigo de jeitos que só comecei a entender depois que entrei no colegial e como eu nunca fui louca o suficiente para chegar perto dele deste modo, preferi continuar sendo a amiguinha de infância dele.

Ele mandou que eu organizasse os matérias que usaria nas próximas aulas e saiu sem dizer mais nada. Xinguei-o quando vi a quantidade de coisas que teria que fazer.

- Bendita hora em que fui esperar por Kiba – suspirei pesarosa. Arregacei as mangas e comecei meu trabalho.

Durante aquele tempo sozinha percebi que se fosse terminar não conseguiria me encontrar com Kiba. Olhei para a porta ansiosa, mas não me levantei. Por mais que soubesse que o Kiba sim era o cara certo para mim, minhas pernas não se mexiam porque sabiam bem o que eu queria.

Acomodei-me melhor e terminei meu trabalho antes de sair da sala e trancar tudo. Quando estava pronta para pegar meus tênis, Itachi apareceu com um sorriso irônico ao meu lado.

- Bom trabalho com os materiais, Hina – falou sério. – Vejo que perdeu seu encontro...

- Eu não queria ir de qualquer jeito – expliquei com um dar de ombros. – E você? Achei que tivesse ido embora mais cedo.

- Eu não te deixaria sozinha, Hina – retrucou sorrindo. Revirei os olhos para seu sorriso e tranquei meu armário. – Vamos, vou te levar para casa.

- Não precis... – ouvi um trovão e quando olhei para fora começara a cair a maior chuva. – Acho que precisa sim.

Ele riu. Não foi só o risinho de canto de sempre. Ele riu divertido, isso me pegou desprevenida e fiquei com as bochechas rosadas. Quando saímos a chuva piorou tanto que fomos obrigado a parar no apartamento dele, que fica mais perto da escola que minha casa.

Entrei ainda envergonhada e me dirigi ao banheiro direto. Ele me entregou uma toalha e uma muda de roupas por uma fresta da porta e foi para seu próprio quarto.

Eu estou nervosa e tremendo como um gato assustado. Admito que sempre fui apaixonada por ele. Mas era claro que depois que o vi com a primeira namorada, quando ele ainda estava na escola, desisti. A menina era linda como uma modelo e ele parecia exibi-la como um prêmio.

Sai de minhas memórias com um pequeno suspirou e abri a porta do banheiro, já devidamente trocada. Encontrei-o na sala, assistindo TV distraído. Pedi licença e me sentei na outra ponta do sofá.

O silencio estava me matando. Queria que ele dissesse alguma coisa, mas parecia mais interessado no programa. “É, ele não liga para mim” pensei pesarosa. Foi quando uma ideia passou pela minha cabeça: “Não tenho nada a perder mesmo...”

- Itachi...

- O que foi?

- O que aconteceu com você? – perguntei encarando-o. Ele me olhou confuso, aqueles olhos ônix me deixavam tonta. – Quero dizer, por que mudou tanto de quando você era mais novo? Ficou tão diferente do que me lembro...

Ele me encarou de modo profundo, parecia estar se divertindo com o que eu dissera. Engoli em seco e desviei o olhar, parecia que não conseguiria saber o que queria.

- Desculpe me meter...

- Hina, você gostaria mais que eu fosse como antes?

O encarei confusa e ia começar a falar, mas ele se sentou mais perto de mim e passou seu braço pelo encosto atrás de mim.

- Eu tenho vinte e cinco anos, Hina. Nunca poderei ser mais como antes.

Eu sabia que essas palavras eram mais profundas do que eu poderia imaginar, mas a única coisa que saiu da minha boca foi:

- Você é gay?

Ele ficou sério de repente e me olhou de um jeito malvado.

- Acho que posso mostrar para você... – abri minha guarda demais. Ele colocou uma mão atrás da minha cabeça e me puxou, grudando nossos lábios.

Eu nem tentei me afastar. Apenas deixei que ele me puxasse para mais perto e devolvi o beijo. Quando ele me soltou, suspirei decepcionada e abri meus olhos e o encontrei me observando, sua expressão ainda séria.

- Desculpe pela pergunta, Itachi – murmurei abaixando a cabeça.

- Tem uma coisa que não mudou, Hina – ele falou. Eu levantei novamente a cabeça e o olhei curiosa, queria saber aquilo. – Apesar dos oito anos de diferença, você continua sendo a garota dos meus olhos.

Fiquei chocada. Minha boca abriu e fechou sem que eu conseguisse dizer nenhuma palavra. Sacudi minha cabeça e puxei sua mão com as minhas.

- Eu gosto de você, Itachi. Desde que eu era pequena – admiti. Por alguma razão minha determinação tinha sido restaurada.

- Você não sabe onde está se metendo, Hina – confidenciou misterioso.

Sorriso confiante e coloquei minhas mãos em suas bochechas, puxando-o levemente. Ele não impunha nenhuma resistência e começava a ficar menos sério.

- Eu não me importo, Ita.

Ele sorriu misterioso e me beijou de novo. Eu sabia que estava sendo arrastada para a escuridão daqueles olhos e não me importava nem um pouco.



Notas finais do capítulo

E então, o que acharam??
Me digam em seus reviews



Hey! Que tal deixar um comentário na história?
Por não receberem novos comentários em suas histórias, muitos autores desanimam e param de postar. Não deixe a história "Maestro Volgare" morrer!
Para comentar e incentivar o autor, cadastre-se ou entre em sua conta.