Conversão - in review escrita por Angel Carol Platt Cullen


Capítulo 22
Capítulo XXII




          Domingo é dia das mães e eu não sei o que dar de presente para Esme. Ela tem tudo. Não posso lhe dar um presente que supere o presente que ela ganhou de meu pai: a ilha na costa brasileira.

          Tenho a ideia de procurar Carlisle no hospital logo depois das minhas aulas. Eu poderia apenas faltar, não faria diferença nenhuma, mas eu não gosto de faltar à toa – um hábito que eu trouxe de minha vida humana.

...XXX...

          Quando as aulas acabam vou direto para o hospital da cidade  que fica próximo. Vou a pé mesmo são apenas cinco minutos de caminhada. Lá eu tenho certeza que vou encontrar meu pai e que vou encontrá-lo sozinho desacompanhado de minha mãe.

         Chegando ao hospital vejo Carlisle já no estacionamento caminhando para seu carro. Ele para ao me ver:

— Filha, que surpresa você aqui!

— Oi papai! Vim lhe fazer uma visitinha preciso falar com você.

Olho para os lados para ver se não tem ninguém olhando e corro os metros que nos separam até chegar em seus braços que se abrem para me acolher em seu peito.

— O que aconteceu, criança?

Carlisle sabe que meu coração quase derrete quando ele me chama de criança. Eu adoro ouvir ele se referir a mim assim. Bem, eu sempre serei mais nova do que ele de certa forma. Em anos de existência. Eu o admiro pelos quase 400 anos. Fico fascinada, deslumbrada se parar para pensar sobre isso.

— Papai, não aconteceu nada grave, não se preocupe. Só queria conversar com você à sós, sem correr o risco da mamãe ouvir.

— Carolynne, Carolynne. O que Esme não poderia saber, minha filha? – ele questiona desconfiado.

— Sobre o presente de dia das mães, papai.

— Ah! – ele solta um suspiro aliviado.

— Papai, como pode pensar mal de mim? – digo com as sobrancelhas arqueadas.

— Desculpe, querida. Eu sei que não deveria ter pensado mal de você, eu a conheço e sei que não enganaria Esme de propósito. Você a ama quase mais do que eu.

— Papai... – minhas bochechas inflam e eu abaixo os olhos constrangida.

— Não é verdade, filha? – ele pergunta erguendo meu rosto com a mão que pôs sob meu queixo.

— Sim – digo olhando nos olhos dele.

— Não precisa sentir vergonha disso, querida – ele beija minha fronte. – o que você queria me dizer, a princípio?

— Papai, não sei o que dar de presente para a mamãe. Ela tem tudo. Ela tem até uma ilha que você lhe deu. Não posso dar um presente maior que esse...

— Você já me deu um presente, filha!

Viro e vejo Esme correndo ao nosso encontro.

— Mamãe!

Esme sorri.

— Você é o meu maior presente, querida.

Ela passa por mim tocando meu rosto com a ponta dos dedos longos e finos, e para junto de Carlisle lhe dando um beijo. Eu me sinto tão contente ao ver. Fico extasiada. Quando eles se afastam papai fica atrás de mamãe com os braços em torno de sua cintura.

— Mamãe, eu queria lhe dar alguma coisa. Você merece.

— Não se preocupe em me dar alguma coisa, filha. Você já me deu tudo. Você me ama, sempre me amou, mesmo quando você ainda era humana e isso foi a melhor coisa que você me deu. Seu amor não há nada que possa comprar, mas tem um valor inestimável que não pode ser trocado por uma quantia de dinheiro.

— Você me ama em troca, mamãe. Amor com amor se paga. É a melhor sensação de ter seu sentimento retribuído. E vocês dois me dão o afeto que eu tenho por vocês – digo olhando para Carlisle, que está com o olhar benevolente que eu tanto admiro.

— Carol, eu espero que você e seus irmãos me dêem um abraço domingo. Só quero isso. Vocês sempre me fazem feliz – papai sorri, ele eu sei qual presente vai dar. É o mesmo presente todo ano. O que varia é o acompanhamento, um jantar, uma viagem, um buque de flores...

          Mas e eu? O que eu poderia dar pra ela? Eu tenho que dar alguma coisa, por menor que seja. Não quero que a data passe em branco. Sem trocadilho, com a cor da nossa pele hahaha.

Já sei. Vou dar um anel pra ela. Com uma linda esmeralda incrustada. Ela é tão linda e brilhante quanto a pedra preciosa. E também é tão valiosa quanto.

Entramos os três no carro e vamos para casa.





Hey! Que tal deixar um comentário na história?
Por não receberem novos comentários em suas histórias, muitos autores desanimam e param de postar. Não deixe a história "Conversão - in review" morrer!
Para comentar e incentivar o autor, cadastre-se ou entre em sua conta.