Avada Kedavra escrita por potterstinks


Capítulo 16
[1x15] Momentos, amigos & problemas.


Notas iniciais do capítulo

Hey pessoal, tudo bem com vocês?
Enfim, acabei o capítulo quarta-feira às 21h05 da noite, mas programei para isso ser postado quinta-feira porque eu sou má.
Eu teria postado no dia que eu escrevi mesmo, mas eu combinei que ia ser quinta-feira e então vai ser.
Espero que gostem, boa leitura e nos vemos nas notas finais!



Capítulo XV

Momentos, amigos & problemas.

“But that was just a dream.”

O dementador saiu lentamente, como nas outras vezes, enquanto eu me esforçava para deixar em minha mente uma única lembrança feliz. Não era exatamente uma lembrança, mas vamos fingir que sim.

A criatura encapuzada se aproximava cada vez mais, quando eu gritei:

– Expecto Patronum!

E então, inesperadamente um vulto prateado projetou-se da ponta de minha varinha, pairando no ar como se fosse um escudo entre mim e o dementador.

Mas aquele dementador não era realmente um dementador, era um bicho-papão, e no mesmo instante ele se transformou em meu medo.

– Riddikulus! – exclamei, e Lupin fez com que o bicho-papão voltasse para a caixa de onde saíra.

– Muito bem, Verona. – o professor sorriu, mas percebi que ele mesmo estava surpreso. – Parabéns.

– Obrigada. – sorri timidamente.

Harry me observava, com um misto de surpresa e curiosidade, mas não perguntou nada, apenas sorriu em minha direção.

– Coma bastante ou Madame Pomfrey vai querer me matar. – disse Prof. Lupin, apontando para o chocolate. – À mesma hora na semana que vem?

– Claro. – concordamos, enquanto o professor apagava as luzes.

– Profº. Lupin, se o senhor conheceu meu pai, então deve ter conhecido Sirius Black, também. – comentou Harry repentinamente.

O professor se virou na mesma hora:

– Que foi que lhe deu essa ideia? – ele perguntou ríspido.

– Nada... Quero dizer, eu soube que eles também eram amigos em Hogwarts...

– É, eu o conheci. – disse o professor. – Ou pensei que o conhecia. É melhor vocês irem andando, já está ficando tarde.

Saímos da sala em silêncio, Harry falou que queria pensar um pouco e foi para sei-lá-onde, enquanto eu continuei caminhando pelo corredor, sem querer ir para a Torre da Grifinória. Bem, vamos analisar tudo o que aconteceu nessa noite: Harry, fazendo uma bela imitação de Jason Grace, desmaiou várias vezes, e depois conseguiu fazer um patrono sem uma forma específica, assim como eu; o professor Lupin era bem amigo do pai de Harry e do Black, pelo tom amargo que ele usou quando falou que pensou que o conhecia; ganhamos um chocolate muito bom, e eu usei a memória de um sonho para fazer o patrono.

“Eu me via mais velha, provavelmente com uns 20 anos. Ao meu lado, estava um lindo rapaz ruivo; ele tinha olhos castanhos, era alto e tinha um corpo definido, sua pele clara fazia o contraste perfeito junto de seus cabelos ruivos incrivelmente bagunçados. Era... Jorge?! Ele estava com a mão na minha barriga, que parecia uma barriga de grávida, e nós dois estávamos com sorrisos bobos idênticos em nossos rostos.”

Após alguns minutos apenas pensando, rumei para a sala comunal da Grifinória, pensando em como Harry e Hermione estavam sobrecarregados. Porém, embora Harry estivesse treinando quadribol cinco vezes por semana, começando as aulas com Lupin e tendo apenas uma noite para fazer todos os deveres de casa, Hermione era quem parecia estar mais cansada; todas as noites, ela era vista no canto da sala comunal da Grifinória, ocupando várias mesas com livros, tabelas de Aritmancia, diagramas, dicionários de runas, e diversos fichários. Algumas vezes, assim que eu acabava minhas próprias tarefas, eu tentava ajudar ela; quer dizer, ela é muito mais inteligente do que eu, mas eu tentava fazer com que ela não ficasse tão cansada, seja respondendo questões que o professor passava e coisas assim. Uma coisa que eu não entendia, era o motivo de ela estar fazendo tarefas de aulas que eram tecnicamente impossíveis que ela estivesse.

– Mione, você vai dormir agora. – falei certa noite, quando ela estava atrás de uma grande e instável pilha de livros na sala comunal.

– Mas eu não posso! – retrucou. – E são apenas oito horas!

– Você consegue fazer várias aulas ao mesmo tempo, então vai conseguir, de um jeito ou de outro, terminar essas tarefas. Se não, eu conto para Rony que... – comecei, mas ela tampou minha boca com as mãos.

– Nem ouse, Beauregard, nem ouse! – sussurrou, irritada.

– Então vai dormir! – respondi, sorrindo.

– Argh, Verona! Eu. Não. Vou. – rosnou entredentes.

– Ah é? – sorri de lado. – Rony! – gritei, e o ruivo, que estava no outro lado da sala comunal, me olhou, confuso. – A Her...

Ela tapou minha boca novamente.

– Tudo bem, você venceu! Eu vou! – revirou os olhos, mas pude ver um pequeno sorriso em seus lábios, guardou suas coisas e então subiu as escadas para os dormitórios femininos.

Sorri satisfeita, antes de ir para onde Rony e Harry, que acabara de se sentar para fazer uma redação que foi pedida por Snape, estavam.

– Como é que ela está fazendo isso? – perguntou o ruivo, confuso.

– Isso o quê? – respondi com outra pergunta.

– Assistindo a todas as aulas! – disse Rony. – Ouvi Mione conversando com a Profª. Vector, aquela bruxa da Aritmancia, hoje de manhã. Estavam discutindo a aula de ontem, mas Mione não podia ter estado lá, porque estava conosco na de Trato das Criaturas Mágicas! E Ernesto McMillan me disse que ela nunca faltou a nenhuma aula de Estudos dos Trouxas, mas metade das aulas são no mesmo horário de Adivinhação, e ela também nunca faltou a nenhuma lá!

– Voltou a chamar ela de Mione, Rony? – sorri, e suas orelhas ficaram em um tom extremamente vermelho. Mas, antes que ele pudesse responder, Olívio veio até onde estávamos.

– Más notícias Harry. Acabei de ir falar com a Profª. McGonagall sobre a Firebolt. Ela... Hum... Foi um pouco grossa comigo. Me disse que as minhas prioridades estavam trocadas. Parece que entendeu que eu estava mais preocupado em ganhar a Taça do que com as suas chances de sobrevivência. Só porque eu disse que não me importava se a vassoura o derrubasse, desde que você apanhasse o pomo primeiro. – ri baixinho, enquanto Olívio parecia realmente incrédulo. – Francamente, o jeito como ela gritou comigo dava até para pensar que eu tinha dito alguma coisa horrível. Então perguntei quanto tempo mais ela ia ficar com a vassoura... – o capitão fechou a cara e imitou a voz da professora, me fazendo rir novamente: – “O tempo que for preciso, Wood"... Acho que está na hora de você encomendar uma vassoura nova, Harry. Tem um formulário de pedido no final do Qual... Vassoura... Você podia comprar uma Nimbus 2001, como a do Malfoy.

– Não vou comprar nada que Malfoy ache bom. – respondeu Harry.

Alguns dias depois, eu e Jorge passamos por uma cena muito constrangedora na frente do professor Dumbledore. Poderia ter sido na frente do Snape, Lupin, ou qualquer outro professor, mas não, tinha que ser na frente do diretor de Hogwarts! Merlin, você anda muito vacilão comigo.

– Vamos Vê, por favor! – insistia Jorge.

– Não.

– Por favor!

– Não.

– Por favorzinhozinhozinhozinho? – me olhou com olhos pidões. – Eu nunca mais te peço nada, eu juro!

Suspirei.

– Vou me arrepender disso depois, mas vamos.

Levantei-me da minha cama, colocando um robe qualquer, e nós descemos as escadas do dormitório feminino, vendo que a Sala Comunal já estava na completamente escura e silenciosa. Não faço a mínima ideia de como o ruivo conseguiu subir as escadas, que se transformavam em um escorregador quando algum garoto tentava subi-las, mas não estava ligando muito para isso.

Assim que saímos pelo quadro do retrato, com o Sir Cadogan apenas nos lançando um sorrisinho malicioso, andamos silenciosamente pelos corredores.

– E se algum professor nos pegar, Jorge? E se Filch nos pegar, Jorge? E se perdermos a porra dos pontos para a Grifinória, Jorge? – sussurrei gritando (?).

– Calma, maldição da morte. – sorriu divertido. – Vamos à cozinha, comemos e voltamos, e aí você volta para seu precioso sono. Pronto.

– Eu vou te matar quando a gente voltar. – rosnei, bufando em seguida.

– Me lembre de nunca mais te acordar de madrugada. – ele disse enquanto ria baixinho, me fazendo revirar os olhos.

– Eu agradeceria.

Fomos caminhando rápida e silenciosamente, até que chegamos, e Jorge parou na frente de um lindo quadro com uma fruteira.

– Nossa, Jorge, estou impressionada. Quer roubar as frutas daí e comer?

– Não, você vai ver o que eu quero fazer. – sorriu, fazendo cócegas em uma pera (?), que riu, se contorcendo (?), e logo se transformou em uma maçaneta.

Estávamos sentados no chão da cozinha de Hogwarts, comendo um bolo de chocolate – que estava muito gostoso – e conversando com alguns elfos, que eram criaturas estranhas, mas, ao mesmo tempo, fofinhas; eles usavam uma espécie de fronha de travesseiro ao invés de roupas e eram parecidos com humanos, sendo pequeninos, com grandes orelhas pontudas, pele enrugada e narizes compridos. Eles praticamente choraram quando eu e Jorge fomos educados com eles.

Momento Agnes: É TÃO FOFINHO!

– Vê, tem um pouco de bolo no seu rosto. – Jorge disse, quebrando o silêncio que se instalara entre nós há alguns minutos.

– Aonde? – perguntei.

– Aqui. – disse ele, passando o dedo na cobertura do bolo e logo em seguida na minha bochecha, começando a rir.

– Ah, você não fez isso. – o olhei, divertida.

– Ah, eu fiz. Vai fazer o quê? – desafiou, sorrindo.

– Isso. – falei, fazendo o mesmo que ele fez em mim, só que passando o dedo cheio de chocolate em sua testa.

Começamos a rir da cara um do outro, e logo eu estava com o meu rosto no glacê da torta que eu iria comer depois. Ouvi a gargalhada de Jorge ao meu lado, e o olhei com raiva, o que só fez com que ele risse mais alto. Os elfos nos observavam com sorrisos idênticos em seus rostos, e eu passei uma mão em minha bochecha, irritada, tirando o glacê daquela área e passando o mesmo na bochecha de Jorge, deixando ele com a metade da cara totalmente branca.

E então foi minha vez de rir, porque a cena estava engraçada.

– Ah, você acha engraçado isso, mocinha? – me lançou um olhar divertido, e eu assenti freneticamente, ainda rindo.

Logo o ruivo estava em cima de mim, fazendo cócegas em minha barriga, enquanto eu chorava de tanto rir.

– Para, seu ruivo demoníaco. – falei, entre risos, mas ele não parou, apenas começou a rir junto.

Ouvimos um pigarro na direção de onde vinha a porta da cozinha, e nos levantamos no mesmo instante, parando de rir assim que vimos quem estava lá.

Parado na porta e nos observando com um brilho divertido em seus olhos por trás de seus óculos meia-lua, estava ninguém mais ninguém menos do que Dumbledore.

Não ganhamos detenção e não perdemos pontos para a Grifinória, se é isso que você está se perguntando. Dumbledore nos contou que havia ido pegar sorvete de limão, que os elfos sabiam fazer muito bem, e disse que era melhor que limpássemos os nossos rostos e fossemos para a Torre da Grifinória. Tio Dumby é muito legal.

Logo, Fevereiro havia chegado, mas não houvera alteração alguma no frio extremo. Eu não passei tanto tempo com meus amigos de outras casas como antes de começarem as aulas, mas ainda conversava frequentemente com eles. Luna e Gina acabaram se tornando muito amigas minhas, assim como Ced, Cassie, Nate e Kate. E ultimamente eu andava com pena da Professora McGonagall, sério; Harry constantemente pressionava a professora para o dizer quando ela iria devolver sua Firebolt.

Ced e eu passávamos um tempão apenas conversando nos jardins de Hogwarts, conversando sobre praticamente tudo, desde as coisas mais banais até o que pretendíamos fazer após concluirmos os estudos. Ele era muito legal, sério, além de ter um gosto musical muito bom.

Kate andava sumindo constantemente, assim como Jorge. Quando eu perguntei a Cassie aonde a morena ia, ela era vaga e respondia que Kate estava cheia de tarefas, já que ela era dois anos mais velha do que nós – exceto Ced – e precisava estudar para os N.O.M.’s, que eram provas que os alunos realizam no final do quinto ano; quando eu perguntei a Fred sobre Jorge, ele falou a mesma coisa, mas há uma falha nessa desculpa: desde quando os gêmeos Weasley estudam?

As aulas antidementadores estavam indo bem, mas não tão bem assim. Quer dizer, elas até que estavam boas, mas a minha lembrança feliz não era forte o suficiente, assim como a de Harry, então ainda não havíamos realmente conseguido realizar um Patrono Corpóreo. Apenas uma figura prateada e confusa.

– Vocês estão esperando demais de si mesmos. – disse Lupin com severidade, quando já estávamos na quarta semana de treinamento. – Para bruxos de treze anos, até mesmo um Patrono pouco nítido é um grande feito. Você não está desmaiando mais, não é, Harry?

– Eu pensei que um Patrono... Transformasse os dementadores em alguma coisa. – disse o moreno. – Fizesse-os desaparecer...

– O verdadeiro Patrono de fato faz isso. Mas vocês já conseguiram muito em pouquíssimo tempo. Se os dementadores aparecerem na próxima partida de Quadribol, você poderá mantê-los à distância em tempo suficiente para voltar ao chão e você não terá aquele probleminha. – ele disse, dirigindo-se a mim na última parte.

– O senhor disse que é mais difícil quando há um monte deles. – lembrei.

– Tenho total confiança em vocês. – respondeu o professor sorrindo. – Tomem... Vocês mercem uma bebida, uma coisa do Três Vassouras. Vocês não devem ter provado antes...

O professor tirou três garrafinhas de sua maleta.

– Cerveja amanteigada! – disse Harry. – Ah, eu gosto disso!

O Prof. Lupin ergueu uma sobrancelha, e eu discretamente chutei a canela do moreno.

– Rony e Hermione trouxeram para nós de Hogsmeade, e o Harry fica todo empolgadinho porque ele começa a se achar adulto por estar bebendo cerveja, embora não tenha álcool. – menti rapidamente, e Harry me olhou com uma expressão agradecida.

– Entendo. – disse o professor, embora parecesse um pouco desconfiado. – Bem... Vamos brindar à vitória de Grifinória sobre Corvinal! Não que, como professor, eu deva tomar partido... – acrescentou depressa, e eu ri.

Bebemos a cerveja amanteigada – que era uma bebida dos deuses – silenciosamente, até que Harry questionou:

– Que é que tem por baixo do capuz do dementador?

Olhei para o Prof. Lupin curiosamente, quando ele disse pensativo:

– Hummm... Bem, as únicas pessoas que realmente sabem não estão em condições de nos responder. O dementador tira o capuz somente para usar sua última arma, a pior.

– Que é... – o olhei, esperando ele falar.

– O Beijo do Dementador. É o que dão naqueles que eles querem destruir completamente. Suponho que devam ter algum tipo de boca sob o capuz, porque ferram as mandíbulas na boca da vítima... E sugam sua alma.

Arregalei os olhos, incrédula:

– Então, a pessoa está prestes a morrer e ainda tem que ver um bicho feio desses? Credo. – o professor deu uma risada baixa.

– Eles matam? – indagou Harry, parecendo ainda mais incrédulo do que eu.

– Ah, não. – respondeu Lupin. – Fazem muito pior. A pessoa pode viver sem alma, desde que o cérebro e o coração continuem trabalhando. Mas perde a consciência do eu, a memória... Tudo. Não tem chance alguma de se recuperar. Apenas... Existe. Como uma concha vazia. E a alma fica para sempre... Perdida.

Isso foi muito profundo. Acho que até achei petróleo.

Após beber mais um pouco de sua cerveja, o professor continuou:

– É o destino que espera Sirius Black. Li no Profeta Diário hoje de manhã, o ministro deu aos dementadores permissão para fazerem isso se o encontrarem.

– Ele merece. – disse Harry, repentinamente.

– Você acha? – perguntou Lupin sem pensar muito. – Você acha mesmo que alguém merece isso?

– Acho. Por... Causa de umas coisas... – o moreno falou.

Após terminar sua cerveja amanteigada, Harry se levantou e perguntou:

– Você vem, Vê?

– Ham... Depois eu vou, Harry. – respondi. O garoto me olhou confuso, antes de dar de ombros e sair da sala de História da Magia.

– Você quer perguntar algo, não? – o professor me olhou.

– Sim. – admiti, envergonhada. Tomei mais um gole da minha cerveja, antes de perguntar: – Vocês eram amigos, não?

Ele me olhou, e seus olhos pareceram perdidos por um instante quando, quase que imperceptivelmente, ele assentiu com a cabeça.

– Éramos. – falou, sua voz não passando de um sussurro.

– O senhor não acha que ele mereça ser beijado por um dementador, não é?

– Apesar de tudo o que ele fez... Eu acho que ele não merece isso. Uma parte de mim se recusa a acreditar que ele possa ter feito todas aquelas coisas que dizem, mas testemunhas o viram fazendo tudo aquilo, então quem sou eu para acreditar ou não? – sorriu amargamente.

– É, professor, você não é o único. – ri sem humor. – Eu acho que, no fundo, ninguém realmente merece. Morte sim, isso algumas pessoas merecem... Mas o beijo... Ele é muito pior do que a morte. Ele te mata por dentro, e ninguém merece viver assim.

O professor assentiu, parecendo perdido em seus próprios pensamos pensamentos. Assim que acabei minha cerveja, agradeci e me despedi do professor, saindo da sala e caminhando diretamente para a Torre da Grifinória. Assim que entrei no corredor para a Torre, Harry e Rony também chegaram, com sorrisos de orelha-a-orelha, e Harry carregava sua Firebolt. Prevejo o trio unido novamente (insira coraçãozinho aqui). Perto da passagem, Neville falava com Sir Cadogan, que parecia estar se recusando a deixa-lo entrar.

– Eu anotei! – dizia Neville com voz de choro. – Mas devo ter deixado cair em algum lugar!

– Vou mesmo acreditar! – bradou o cavaleiro. Depois, nos avistando. – Boa noite, meus valentes soldados! Corajosa senhora! Venham meter este louco a ferros. Ele está tentando entrar à força nas câmaras interiores!

– Vá se foder, Sir. Você é louco, o Nev não. – revirei os olhos.

Enquanto o cavaleiro parecia chocado e Rony e Harry seguravam o riso, Neville me deu um pequeno sorriso.

– Perdi a senha! – contou ele. – Fiz Sir Cadogan me dizer quais eram as senhas que ia usar esta semana, porque ele não para de mudar e agora não sei o que fiz com elas!

– Odsbôdiquins. – disse Harry ao cavaleiro que, relutantemente, girou o quadro para frente para nos deixar entrar na sala comunal. Assim que entramos, um súbito murmúrio de excitação começou, todas as cabeças se virando para olhar para a Firebolt na mão de Harry e, no momento seguinte, o garoto foi cercado pelos alunos, que perguntavam coisas diversas.

Deixando os garotos lá, fui até a única pessoa que não havia ido até lá, também conhecida como Hermione. Sentei-me na única poltrona ao seu lado que não estava cheia de trabalhos, e fitei-a com um pequeno sorriso, enquanto ela escrevia em um pergaminho.

– Não havia nada de errado com a vassoura, mas, mesmo assim, você continua sendo uma ótima amiga. Você se preocupa com ele, e é isso que importa. – falei, e a garota levantou sua cabeça, com um pequeno sorriso em seus lábios.

– E você é a única que entende isso. – comentou.

Uns dez minutos depois, eu conversava sobre as aulas de Hermione enquanto ela fazia uma tradução de Runas Antigas, quando vi que Harry e Rony se aproximavam da mesa em que estávamos, e cutuquei a garota, fazendo-a olhar para eles.

– Me devolveram a vassoura. – disse o moreno, sorrindo e erguendo a Firebolt no ar.

– Está vendo, Mione? Não havia nada errado com ela. – falou Rony.

– Bem... Mas podia ter havido! Quero dizer, pelo menos agora você sabe que ela é segura! – disse a morena.

– É, suponho que sim. É melhor eu ir guardá-la lá em cima... – Harry começou.

– Eu levo! – interrompeu Rony, ansioso. – Tenho que dar o tônico a Perebas.

O ruivo pegou a vassoura, só faltando dizer “my precious”, e levou-a para o dormitório masculino.

– Posso me sentar, então? – perguntou Harry.

– Suponho que sim. – disse Hermione, e eu ri baixinho, enquanto ela tirava uma grande pilha de pergaminhos de uma das poltronas.

– Como é que você está conseguindo dar conta de tudo isso? – questionou o garoto, olhando os pergaminhos com curiosidade.

– Ah, bem... Você sabe, trabalhando à beça. – respondeu vagamente.

– Por que você não tranca algumas matérias? – indagou, e eu o olhei incrédula. Hermione nunca trancaria alguma matéria, a não ser que fosse muito ruim.

– Eu não poderia fazer isso! – disse Hermione.

– Aritmancia parece complicada demais. – resmunguei, olhando para uma complicada tabela numérica.

– Ah, não, é maravilhosa! – respondeu Hermione séria. – É a minha matéria favorita! É...

Mas Hermione fora interrompida por um grito, que ecoou pela escada do dormitório dos meninos. Um silêncio se instalou na sala, e então, foram ouvidos os passos fortes de Rony, e em seguida ele apareceu, arrastando um lençol.

– OLHA! – berrou ele, se dirigindo à mesa em que estávamos. – OLHA! – berrou de novo, sacudindo o lençol na cara de Hermione.

– Rony, o que...? – comecei.

– PEREBAS! OLHE! PEREBAS!

Olhei para o lençol que o ruivo segurava, e percebi alguma coisa vermelha nele, parecida com...

– SANGUE! – bradou Rony no silêncio que invadiu a sala. – ELE DESAPARECEU! E SABE O QUE TINHA NO CHÃO?

– N... Não. – respondeu Hermione, com sua voz trêmula.

Rony atirou uma coisa em cima da tradução de runas da morena, e pudemos ver os diversos pelos de felino, compridos e alaranjados.

Os pelos de bichento.



Notas finais do capítulo

MUITO obrigada por todos os comentários, favoritos, recomendações, acompanhamentos, e sejam muito bem-vindos leitores novos! Leitores fantasmas, saibam que eu não mordo, tá? Se quiserem, sintam-se à vontade para comentar, pode ser apenas um "Continua" ou um "Gostei" - se preferirem, favoritem, recomendem, continuem apenas acompanhando, não sei, façam o que quiserem, só me mostrem que estão gostando e que devo continuar!
Obrigada por tudo.
Beijos, um grande abraço e até logo!



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