Avada Kedavra escrita por potterstinks


Capítulo 11
[1x10] Segredos da lua cheia, quase beijo & dementadores.


Notas iniciais do capítulo

Hey pessoas maravilhosas!
Primeiro, me desculpem por não ter postado ontem! Os dias de postagem agora são quinta, sexta e sábado, porém ontem fui no dentista para a manutenção do aparelho e os meus dentes estão doendo muito, e a minha dor de cabeça (que eu tenho há mais ou menos um ano) aumentou consideravelmente. E eu definitivamente não consigo me concentrar em coisas quando tô com essa dor de cabeça horrível.
Segundo: A FIC RECEBEU SUA SEGUNDA RECOMENDAÇÃO, AAAAAAAAAAAAAAAAH! Ok, respira, respira. Muito obrigada Gnoma de Marte, sério! Você não sabe como eu fico feliz em saber que estão gostando da fic!
Obrigada por todos os comentários no capítulo anterior e, sem mais delongas, boa leitura!



Capítulo X

Segredos da lua cheia, (quase) beijo & dementadores.

"Todos temos luz e trevas dentro de nós. O que nos define é o lado com o qual escolhemos agir."

Eu saí da ala hospitalar na manhã do dia seguinte, porém Madame Pomfrey insistiu em manter Harry lá pelo resto do fim de semana.

Madame Pomfrey quis falar comigo antes que eu saísse, e foi um assunto um tanto delicado, já que foi sobre o meu ataque de asma. E então eu percebi que aquilo que eu senti foi uma espécie de lembrança, na verdade; quando eu tinha seis anos, eu tive uma crise igual aquela, porém não era realmente asma. Uma das moças que cuidava de nós no orfanato me levou para o hospital, e era o início de um problema pulmonar bem grave. Como estava apenas no início quando descobrimos, o tratamento não foi tão complicado, apesar de ter demorado um bom tempo para mim estar completamente curada. Madame Pomfrey falou que o melhor era evitar chegar perto de algum dementador porque, além de ter lembranças dos piores momentos da minha vida, eu também meio que reviveria as crises que eu tinha, por motivos que ela ainda não sabia.

Quando eu saí, fiquei um tempo com Fred e Jorge, já que ainda era cedo e os dois estavam planejando aprontarem de novo com o Filch e sua gata. Após algum tempo, Fred saiu, dando uma desculpa qualquer e nos deixando sozinhos na Sala Comunal.

— E então, loira, está melhor? – perguntou Jorge, quebrando o silêncio que se instalara no local e me olhando, e pude ver que ele estava preocupado.

Sorri e assenti, - Estou sim, ruivo, obrigada por perguntar.

Ele sorriu de volta, me olhando nos olhos, e colocou uma mecha de meu cabelo, que caía sobre meus olhos, para trás de minha orelha.

— Você sabe que se precisar de algo é só me chamar, não sabe? – perguntou ele, baixinho.

Eu assenti, sem conseguir desviar meus olhos dos olhos castanhos do garoto.

— Sei. E obrigada por isso. – sussurrei, sorrindo timidamente.

— Eu que agradeço. – disse ele, se curvando em uma espécie de reverência e me fazendo rir. – Ah, você está rindo de minhas atitudes cavalheirescas, jovem dama?

Neguei com a cabeça, entre risos. – Claro que não, gentil senhor.

Ele me lançou um olhar divertido, então se aproximou mais de mim e, sem aviso prévio, começou a fazer cócegas em minha barriga. Contorci-me no sofá e comecei a rir quase que instantaneamente, me contorcendo e pedindo para ele parar em meio aos risos.

Ele ria junto, quando eu acidentalmente dei um soco em seu nariz, fazendo ele cair no chão. Ele praguejou baixinho, segurando o seu nariz – que graças a Merlin, não sangrava – e me olhando com uma carinha de cachorro que caiu do caminhão da mudança.

— Ai meu santo Godric, me desculpa! – pedi nervosa, indo até onde ele estava e me ajoelhando ao seu lado, vendo se havia feito algum dano maior em seu nariz.

— Tudo bem, mas acho que vou precisar arrancar meu nariz. Adeus mundo cruel. – disse ele de forma dramática.

Esbocei um pequeno sorriso, vendo que ele já estava melhor.

— Mas acho que tem algo que você pode fazer para acabar com a dor. – ele comentou.

— Ah é? O quê? – perguntei ansiosa, querendo saber se havia algum feitiço ou algo do tipo para parar a dor de levar um soco no meio do nariz.

— Isso. – disse ele, aproximando seu rosto do meu.

Pareceu que o tempo havia parado; seus olhos não desviavam dos meus, enquanto o seu rosto se aproximava de mim cada vez mais.

— O que... – comecei, porém não pude completar a frase, pois senti seus lábios macios de contato com os meus.

Antes que pudéssemos realmente continuar com o ‘beijo’, ouvimos um barulho ao nosso lado e nos separamos rapidamente. O gato de Hermione, Bichento, descera as escadas do dormitório feminino e nos observava de forma desconfiada.

Pigarreei, sentindo minhas bochechas esquentarem, e pude ter a certeza de que estava corando muito naquele exato momento.

— Ér... Eu acho que eu... Acho que eu vou pro dormitório. Até depois. – falei depressa, me levantando e subindo apressadamente para o dormitório.

Entrei no local tentando não fazer barulho, e fui para a minha cama enquanto, chocada, tocava meus lábios.

Ele me beijou.

Merlin.

Ele me beijou.

Evitei contato com os gêmeos o resto do dia, por pura vergonha. Como eu agiria depois daquilo? Eu não sei nem se eu realmente gosto dele de outra maneira sem ser como apenas amigo, e então ele foi e BAAAM! Me beijou!

Eu estou confusa, para dizer o mínimo, mas irei narrar a história porque é melhor.

Já era de noite quando Harry me contara que algo estava o incomodando; ele me contou sobre o sinistro e o probleminha dos dementadores. Eu fiquei confusa por ele não ter contado isso a Rony e Hermione, porém ele disse que sabia que Rony entraria em pânico e Mione provavelmente caçoaria dele.

Contei para ele que ele não era o único que tinha problemas com os dementadores, apesar de não ter contado sobre o meu antigo problema pulmonar.

No dia seguinte, o time de quadribol da Grifinória voltou a visitar Harry porém, desta vez, Olívio também foi junto, parecendo deprimido. Rony e Hermione só saíam de lá à noite, e eu? Bem, eu saia de lá depois dos dois. Eu e Harry conversamos sobre tudo, até mesmo sobre as coisas mais banais como, por exemplo, qual é a marca de água oxigenada que o Malfoy usa.

Bem, como eu disse antes, eu fiz a redação de DCAT. Só que agora eu tenho minhas suspeitas confirmadas – quer dizer, quase confirmadas, já que preciso ver se na próxima aula o Prof. Lupin irá estar com uma aparência cansada. Ok, lá vai: eu acho que ele é um lobisomem. Veja bem: ele tem a aparência cansada e, com todo respeito, doente, assim como várias cicatrizes; ele não deu aula justamente quando era lua cheia e o seu bicho-papão é uma lua cheia; o professor Snape parece não gostar do professor Lupin e a aula que ele passou foi sobre lobisomens! Mas o Remuxo é um ótimo professor, assim como uma ótima pessoa, então nós não temos motivos para reclamar – a não ser que ele nos mate.

Na segunda-feira, quando Harry já havia saído da ala hospitalar e parecia ter melhorado psicologicamente, Draco-oxigenado-Malfoy, que estava extremamente feliz com a derrota da Grifinória, havia finalmente retirado as bandagens de seu braço e comemorava a habilidade de usar os dois braços novamente fazendo imitações de Harry caindo da vassoura. Draco passou grande parte da aula seguinte de Poções fazendo imitações dos dementadores; Rony, irritado como sempre, se descontrolou e jogou um enorme coração de crocodilo no rosto do loiro, o que fez Snape descontar cinquenta pontos da Grifinória.

Ah, Rony, você fez o que eu tenho vontade de fazer desde que entrei em Hogwarts.

— Se Snape vier dar aula de Defesa contra as Artes das Trevas de novo, vou me mandar. – anunciou o ruivo enquanto seguíamos para a classe do lupino após o almoço. – Vê quem está lá, Mione.

A morena espiou pela porta da sala, antes de dizer:

— Tudo bem!

Assim que entramos na sala, confirmei o que já estava em minha mente. Prof. Lupin possuía a aparência de quem estivera doente; suas vestes pareciam mais frouxas e as olheiras estavam escuras sob seus olhos. Ele sorriu gentilmente para os alunos que entravam e ocupavam seus lugares na classe e, em seguida, eles desataram a reclamar do comportamento do mestre das poções na ausência de Lupin.

— Não é justo, ele estava só substituindo o senhor, por que passou dever de casa?

— Não sabemos nada sobre Lobisomens...

— Dois rolos de pergaminho!

— Vocês disseram ao Prof. Snape que ainda não estudamos Lobisomens? – perguntou Prof. Lupin, franzindo um pouco a testa.

— Dissemos, mas ele respondeu que estávamos muito atrasados...

— Ele não quis ouvir...

— Não se preocupem. Vou falar com o Profº. Snape. Não precisam fazer a redação. – o professor sorriu.

— Ah, não! – eu e Hermione exclamamos ao mesmo tempo, desapontadas. – Já terminei a minha. – dissemos tudo em uníssono, fazendo todos rirem.

A aula foi muito boa, Lupin era um ótimo professor; ele trouxera uma caixa com um hinkypunk, uma criaturinha estranha de uma perna só, que parecia feita de fumaça, e parecia ser frágil e inofensiva. Só parecia.

— O hinkypunk atrai os viajantes para os brejos. – informou o professor. – Vocês repararam na lanterna que ele traz pendurada na mão? Ele salta para frente, a pessoa acompanha a luz. Então... – o ser fez um barulho de sucção contra o vidro da caixa. Eca.

Quando a sineta tocou, indicando o fim da aula, guardamos o material e nos dirigimos para a porta.

— Espere um instante, Harry. – chamou Lupin. – Gostaria de dar uma palavrinha com você. Ah, você também, Verona.

Demos meia volta, e eu estava confusa.

— Eu não fiz nada, juro juradinho! – exclamei, e o professor riu.

— Sei que não fez nada, Verona, não se preocupe. – sorriu. – Eu soube do que houve no jogo... – disse ele, virando-se para sua escrivaninha e começando a guardar seus livros em sua maleta. – E sinto muito pelo acidente com a sua vassoura. Há alguma possibilidade de consertá-la?

— Não. – respondeu Harry. – A árvore arrebentou-a em mil pedacinhos.

Lupin suspirou, – Plantaram o Salgueiro Lutador no ano em que cheguei em Hogwarts. Os alunos costumavam brincar de tentar se aproximar do tronco e tocar a árvore com a mão. No fim, um garoto chamado Davi Gudgeon quase perdeu um olho e fomos proibidos de chegar perto do salgueiro. Uma vassoura não teria a menor chance.

— O senhor soube dos dementadores também? – perguntou Harry.

— Soube. Acho que nenhum de nós tinha visto o Profº. Dumbledore tão aborrecido. Há algum tempo, eles estão ficando inquietos... Furiosos com a recusa do diretor de deixar que entrem na propriedade... Suponho que tenham sido eles a razão da sua queda.

— Foram. – Harry hesitou e, antes de perguntar: – Por quê? Por que eles me afetam desse jeito? Será que sou apenas...

— Não tem nada a ver com fraqueza. Os dementadores afetam você pior do que os outros porque existem horrores no seu passado que não existem no dos outros. – então olhou para mim. – Madame Pomfrey contou para Dumbledore sobre aquilo, Verona, e ele está tentando descobrir o motivo.

Um raio de sol entrou na sala, iluminando os cabelos grisalhos do professor e os traços de seu rosto jovem; se eu fosse mais velha, eu com certeza casaria com esse homem.

— Os dementadores estão entre as criaturas mais malignas que vagam pela Terra. Infestam os lugares mais escuros e imundos, se comprazem com a decomposição e o desespero, esgotam a paz, a esperança e a felicidade do ar à sua volta. Até os trouxas sentem a presença deles, embora não possam vê-los. Chegue muito perto de um dementador e todo bom sentimento, toda lembrança feliz serão sugados de você. Se puder, o dementador se alimentará de você o tempo suficiente para transformá-lo em um semelhante; desalmado e mau. Não deixará nada em você exceto as piores experiências de sua vida. E o pior que aconteceu com você, Harry, é suficiente para fazer qualquer um cair da vassoura. Você não tem do que se envergonhar.

Merlin, como o Black continua vivo? Deve ter sido um pesadelo viver tanto tempo com estas criaturas.

— Quando eles chegam perto de mim... Ouço Voldemort assassinando minha mãe.

— Eu ouvi o mesmo, Harry. – admiti, e eles me olharam, parecendo chocados.

— Por que... Por que você não contou? – perguntou o moreno.

Encolhi os ombros. – Não sei. Acho que não é algo que você simplesmente conta a alguém.

— Por que é que eles tinham que ir ao jogo? – exclamou Harry, após um momento em silêncio.

— Estão ficando famintos. – disse o professor de forma tranquila, fechando sua maleta. – Dumbledore não permite que eles entrem na escola, então o suprimento de gente com que contavam secou... Acho que eles não conseguiram resistir à multidão em torno do campo de Quadribol. Toda a excitação... As emoções exacerbadas... É a ideia que fazem de um banquete.

— Azkaban deve ser horrível. – comentei baixinho, e só o pensamento de viver em um local como aquele fez um arrepio percorrer minha espinha.

— A fortaleza foi construída em uma ilhota, bem longe da costa, mas não precisam de paredes nem de água para manter os prisioneiros confinados, não quando eles já estão presos dentro da própria cabeça, incapazes de um único pensamento agradável. A maioria enlouquece em poucas semanas. – Lupin disse.

“Presos dentro da própria cabeça, incapazes de um único pensamento agradável.” essas palavras ecoaram em minha mente. Pare de ter pena de um assassino, Verona!

— Mas Sirius Black escapou. – comentou Harry. – Fugiu.

A maleta do professor escorregou de sua escrivaninha; ele teve que se abaixar depressa para pegá-la. Hum...

— É. – disse ele se endireitando. – Black deve ter encontrado uma maneira de combatê-los. Eu não teria acreditado que isto fosse possível. Dizem que os dementadores esgotam os poderes de um bruxo que conviver um tempo demasiado longo com eles...

— O senhor fez aquele dementador no trem recuar... Como? – perguntei curiosamente.

— Há... Certas defesas que se pode usar. – disse Lupin. – Mas no trem havia apenas um dementador. Quanto maior o número, mais difícil é resistir a eles.

— Que defesas? – perguntou Harry. – O senhor pode nos ensinar?

— Não tenho a pretensão de ser um especialista no combate a dementadores, Harry, muito ao contrário.

— Mas se os dementadores forem a outro jogo de Quadribol, preciso saber lutar contra eles... E Verona não pode passar mal caso algum chegue perto dela. – insistiu o moreno.

Lupin avaliou o rosto decidido de Harry, então olhou para mim, antes de suspirar e dizer:

— Bem... Está bem. Vou tentar ajudar. Mas receio que você terá de esperar até o próximo trimestre. Tenho muito que fazer antes das férias. Escolhi uma hora muito inconveniente para adoecer.

O professor nos prometeu aulas antidementadores e, quando estávamos saindo da sala, resolvi falar com o professor.

— Pode ir, Harry, encontro você depois. – me despedi do garoto, e olhei para o professor, que me observava curioso.

— Aconteceu algo? – ele perguntou.

— Professor... Eu preciso falar uma coisa muito séria com o senhor. – ele me olhou, como estivesse me pedindo para continuar. – Eu sei que o senhor é um lobisomem.

Não, eu não sei o que me deu para falar com ele, ok

Seu rosto ficou, como se fosse possível, ainda mais pálido.

— Obviamente alguém descobriria... – murmurou ele para si mesmo.

— Eu não vou contar para ninguém, professor, e nem vou lhe tratar diferente por isso... Você continua sendo o melhor professor de Hogwarts.



Notas finais do capítulo

Bem, pessoal, o capítulo ficou pequeno e meio (talvez muito) meloso, mas eu gostei, e espero que tenham gostado também!
Caso tenham gostado, comentem, caso não tenham gostado, comentem também, e me deixem saber o que acham que preciso melhorar!
Obrigada por todos favoritos, acompanhamentos e recomendações, e espero que continuem acompanhando a história!
Até logo, beijos e um grande abraço!