A garota do caderno preto (SENDO REESCRITA) escrita por LuaReyna


Capítulo 2
Muito curioso


Notas iniciais do capítulo

Oi esquilinhos :)
Espero que gostem !



Eu acordei não tive nem o trabalho de me levantar da cama. Peguei o caderno e o lápis que ficavam em cima da mesinha do lado da minha cama. E como sempre derrubei o porta retrato que tinha uma foto minha e da minha mãe no meu aniversário de oito anos. Eu gostava daquela foto, mas não era o tipo de coisa que eu iria querer pregada no mural da escola.

O tempo passou tão rápido que quando olhei para a minha folha o desenho já estava pronto. Não sei exatamente o que é. Parece um farol, mas do lado tinha um telhadinho com a base feita de madeira e entre eles tinha um milharal. Ou pelo menos eu acho que é um milharal. Não tenho certeza. Como eu consegui desenhar uma coisa que eu nem sei o que é ? E esse não é o tipo de desenho que eu geralmente faço...

Depois de ficar meia hora encarando o milharal/telhado/farol desci para tomar o café. Mas quando cheguei à cozinha, descobri que já estava na hora do almoço. Eu fiquei tanto tempo assim lá em cima?

– Bom dia - Disse minha avó preparando meu almoço. A única coisa que minha avó fazia melhor do que comida era me dar bronca.

– Bom dia gente - Me sentei... Quer dizer, me joguei na cadeira

– Assim você vai quebrar-la - Advertiu minha mãe

– Desculpe - Sábado não era um bom dia para me dar bronca. Minha teoria de sábado é um dia perfeito, sem bronca, sem escola, sem prisão, somente eu e meu lápis

– Você está parecendo um morto vivo - Disse Mel

– Você também não está com a melhor cara do mundo

– Ei! Me respeita! Sou mais velha que você - Disse Mel brincalhona

–Oh! Desculpe-me senhora dos magos - Ela me deu um tapa no braço fazendo-me quase cair da cadeira. Mel tinha 29 anos, mas agia como se tivesse 17. O que era bom, porque quando eu fazia besteira, geralmente ela estava comigo. O que fazia a bronca ser dividida em dois.

Depois de almoçar eu fui andando até o café's bar (conhecido como CB). Era a única lanchonete que dava para ir andando e não continha ratos. Não era um Starbucks, mas dava pra aturar.

Quando eu estava no meio do caminho, Alex me ligou dizendo que não iria mais, então desisti e fui andando até o parquinho em que eu tinha encontrado... Quero dizer, esbarrado na garota do caderno preto. Dois dias tinham se passado desde o nosso último "encontro" e eu ficava cada vez mais curioso sobre quem ela é.

Fui caminhando entre as árvores do parque, formando vários ziguezagues. Fui olhando pra cima, vez ou outra fechando os olhos por não ter folhas suficientes para tapar todo o sol.

Quando me dei conta, estava caído no chão, devo ter tropeçado em alguma raiz. Afinal... Quem é o idiota que anda por ai olhando pra cima ? Devia estar agradecido por não ter dado de cara com uma árvore. Passei a mão no rosto para garantir que não havia sangue. Mas os galhos só fizeram arranhões, nada muito sério. Eu teria dificuldade para explicar para minha mãe o que tinha acontecido sem passar por idiota.

– Você está bem? - Me virei pra trás assustado. Era ela de novo. Sua franjinha estava indecisa sobre qual lado escolher, então estava espalhada para todos os lados. Ela usava um casaco grande, uma calça jeans escura, um cachecol e uma boina. Estava completamente linda.

Uma das coisas que eu gostava nela é que ela nunca usava maquiagem, pelo menos não que eu tenha visto. As garotas da minha escola geralmente chegam com mais pó que os traficantes.

– Parece que não conseguimos nos encontrar sem esbarrar um no outro - Disse rindo. Eu sei que era uma piada idiota, mas foi a coisa mais rápida que pensei para dizer. Ela deu um sorriso sem graça. Ficamos um tempo encarando um ao outro até que eu tomei coragem para falar - Você... Quer ir até o CB comigo? - Disse nervoso

– Eu... ? - Ela parecia não estar acreditando no que estava ouvindo

– Algum problema? - Perguntei com medo de que a resposta fosse não

– N-Não é que eu... Não esperava por isso - Disse ela sem graça - Claro. Dessa vez fui quem a ajudou a se levantar.

Fomos andando até o CB. Depois de o nosso cappuccino chegar eu tentei descobrir mais sobre ela

– Jura que não vai me dizer seu nome? - Perguntei curioso

– Porque você não me diz o seu?

– Kevin, sua vez - Ela deve estar gostando disso

– Vou deixar você descobrir - Disse abrindo um sorriso fraco e com isso me fazendo abrir um maior ainda

– Então fica "garota do caderno preto"

– É. Garota do caderno preto



Notas finais do capítulo

O que acharam ?
ps: Desculpem qualquer erros de português, estou escrevendo pelo celular :(
]qualquer coisa me avisem
beijos !!