You Are The Best For Me escrita por Silvia Moura


Capítulo 6
You Are a Dream. My Dream.


Notas iniciais do capítulo

Música do capítulo: "Pra Sonhar", Marcelo Jeneci.

Já passou da meia-noite, posso postar o capítulo do dia 06 kkkk Momentos fofos, momentos engraçados. Amo esses personagens. Beijocas, bom sábado!




– Você sumiu o intervalo inteiro! Me diga que beijou a Nat!

Steve estava enlouquecendo.

– Sinto muito mas o máximo que consegui foi passear pelo campo de futebol abraçado com ela.

– Aaaah cara! Isso é demais! Você avançou no relacionamento com ela!!

– Steve não enlouqueça. Se não quer minha mãe aqui no quarto dando gritinhos porque o menino dela cresceu, pare com isso – mas ele também sorria.

Havia passado o resto do intervalo passeando com Natasha e falando sobre tudo que aconteceu no período em que ele esteve fora. Ao soar do sinal para o início da próxima aula, nenhum dos dois queria voltar, mas o fizeram mesmo assim. Passaram o almoço todo se cutucando e jogando piadas e só não se sentaram juntos porque Clint interceptou a cadeira cinco segundos antes de Bucky aparecer no refeitório. Não tiveram aulas juntos depois e Natasha foi liberada mais cedo, assim, não se viram mais o resto do dia.

A quarta e a quinta-feira passaram sem novidades. Nenhum avanço foi feito nem no caso de Bucky e Natasha, que apenas trocavam sorrisos e piadas o tanto que era possível com Clint enchendo o saco, nem no caso Thor e Loki, que continuavam sem se entender, ainda que todos tentassem ajudar. A única novidade era Sam ter se apaixonado subitamente pela garota do segundo ano que ficava na biblioteca e ter começado um namoro literalmente da noite pro dia.

A sexta-feira chegou e com ela viria a bateria de provas de Bucky, depois do último tempo de aula do dia.

– Ansioso?

– Nem tanto. Acho que me sinto seguro.

Os dois primeiros tempos foram no laboratório de Química. Começavam os trabalhos com concentrações, diluições e misturas de soluções. Mesclando teoria e prática, a aula rendeu grande aprendizado a todos, sim, mas rendeu mesmo foram boas risadas quando Steve ficou com a cara alaranjada de metila depois de uma pequena, er... explosão.

Bucky ria até não se aguentar mais. Estava mais fácil sorrir com os olhares e sorrisos de Natasha e com uma pessoa de rosto laranja o acompanhando pra tudo que era lado. Ele se sentia mais leve. Steve se sentia aterrado de vergonha. A madame Lupin quase teve um troço quando viu o garoto e começou a soltar repetidos faniquitos desesperados o mandando voltar ao laboratório e se lavar. Mal sabia ela que o pobre garoto já havia se lavado umas três ou quatro vezes. Ele chorou e chorou mas, por fim, depois de quinze minutos perdidos de aula, ela o permitiu entrar.

A aula foi a mesma frescura de sempre. Francês era até legal e tal, mas com a madame Lupin a coisa era simplesmente insuportável! Natasha estava sentada bem atrás de Bucky, que já estava quase deitado na cadeira, morrendo com aquela tortura. Ela foi aproximando a mão devagar e tocou os cabelos dele, que caíam por cima de sua mesa. Ele sentiu no alto da cabeça e fechou levemente os olhos, aproveitando o carinho.

Monsieur Barnes! Abra esses olhos e tenha postura!

Com uma voz aguda daquela, era impossível não refazer a postura e manter os olhos abertos. O susto era grande demais e o risco de ter os tímpanos estourados era maior ainda. Ao fim da aula, Nat quis raptar Bucky e fugir com ele novamente para o esconderijo, mas madame Lupin o deteve e o fez perder cinco preciosos minutos do intervalo, o que fez os apaixonados se perderem de vista até o almoço, pois não tiveram mais nenhum tempo de aula em comum.

– Eu oficialmente odeio aquela francesa velha mal-amada! – Bucky bateu a porta do armário logo após pegar o livro de geometria para os dois últimos tempos antes do almoço.

– Não conseguiu falar com ela pelo whats?

– Sim. Ela disse que passou o intervalo todo dando perdido no Clint e tentando me encontrar, mas ele alcançava. Esse cara não se toca não?!

Eles chegaram à sala e o professor ainda não estava lá. Clint chegou logo depois que os dois se sentaram, com a cara mais lavada do mundo.

– Eu vou bater nele se ele vier aqui, Steve...

– Cara, relaxa um pouco. Ela estava fazendo cafuné em você e ficou fugindo dele. Você tá com a vantagem, parceirinho, mantenha a classe, monsieur Barné.

Bucky quase se engasgou com o francês ridículo do amigo e começou a rir. O professor entrou na sala e a bagunça gradativamente foi cessando. A aula sobre geometria analítica foi terrível! Péssimo professor, péssima explicação, resultando em exercícios complicados e alguns impossíveis de resolver com a maldita forma de “ensinar” que o cara tinha. Steve foi desalaranjando pouco a pouco e à hora do almoço já parecia só mal-bronzeado. Bucky saiu da sala com os cabelos completamente assanhados.

– Que dupla: o camarão e o anêmona! – Sam brincou.

– Cala essa boca, neguinho safado – Bucky jogou o resto da água que vinha bebendo no rosto do amigo, rindo.

– Aí! Vou te processar, seu branquelo azedo! Eu sou um negão safado tá? Neguinho não.

– E eu sou um branquelo doce, estamos quites!

Os começaram a rir e Sam bagunçou ainda mais o cabelo de Bucky.

– Parece que você levou um choque duplo agora.

– Eu já disse pra ele cortar esse cabelo, mas ele não me escuta – Natasha chegou, fazendo Bucky se virar para ela, sorrindo.

– Você disse? Eu me lembraria se você tivesse dito isso.

– Tô dizendo agora. Corta. Se fosse a versão curta do seu cabelo que estivesse... em estado de choque, você estaria até bonito.

– Ah, obrigado! – ele riu.

– Disponha.

Sentaram-se lado a lado no almoço, quando ela aproveitou para pentear o cabelo dele com os dedos. Certo, aquilo era uma desculpa esfarrapada pra ficar fazendo carinho nele. E ele estava amando aquilo. Clint tentou de todo jeito se aproximar, mas Steve foi o melhor amigo do mundo ao se sentar do outro lado de Natasha e não levantar o traseiro dali até a hora de ir para o teatro para a aula de Artes.

Natasha passou o braço pela cintura de Bucky, o abraçando, durante o caminho para a aula e ele a abraçava de volta, acariciando-lhe o ombro com a ponta do polegar. Sam, que parecia mais elétrico do que nunca naquela sexta-feira, colou em Steve e imitou Natasha.

– Ai, Steve! Me abraça! Não tá vendo como o Bucky tá fazendo não?

– Tá me estranhando, negão safado?!

Sam riu.

– Ah é, esqueci que você gosta é de agarrar a mama esquerda do sr. Barnes!

A risada foi geral. Nem Thor, que estava calado até aquele momento, não se aguentou e caiu na gargalhada também. Clint não estava suportando aquilo. Ele nunca podia abraçar Natasha porque ela simplesmente não deixava. Agora ela própria tomava a iniciativa de abraçar Bucky. Aquilo estava ficando insustentável.

Mesmo depois de chegarem ao teatro, os dois não se desgrudaram. A professora, no palco, abriu os braços e deu as boas-vindas aos alunos. Fez um monólogo entediante sobre a importância do teatro que só serviu para Natasha deitar a cabeça no ombro de Bucky, com sono, e Sam deitar do outro lado, implicando.

– Para finalizar, gostaria de esclarecer por que não disse quem seria a atriz principal do nosso musical. Apenas escolhi nosso talentoso sr. Rogers na segunda-feira para o papel do nosso herói Harry Olsen – Steve sorriu indeciso entre estar orgulhoso e acanhado. – Gostaria de apresentar a vocês a nossa atriz principal. Bom, vocês já a conhecem, na verdade. Queridos, recebam Sharon Carter!

Steve quase deu um pulo da poltrona, o coração parecia querer sair pela boca! Ela estava de volta! Ele ouviu muito longe a voz da professora dizer que Sharon havia decidido voltar porque soubera do musical da escola e que, sinceramente, não estava se encontrando em Paris. A garota disse algo sobre Paris ser linda para passear, mas para morar... não era para ela! Steve Rogers era o garoto mais feliz do universo naquele momento. Lá longe, a professora chamou por Steve, pedindo para ele mostrar à Sharon a voz com a qual ela faria par. Steve só não caiu pra trás porque a poltrona tinha encosto! Ainda não tinha se tocado que faria par romântico com a musa de seu coração.

– Vamos, sr. Rogers. Não seja tímido. Escolha uma música e mande ver!

Steve se levantou em pânico e olhou para Bucky, de braços dados com Natasha, pedindo socorro. Ele só encolheu os ombros e sorriu, encorajando o amigo. O loiro caminhou até o palco e sussurrou com o máximo de confiança que tinha um “oi, Sharon”, recebeu um meigo sorriso de volta.

– Oi, Steve.

Ele respirou fundo e se posicionou diante do microfone. Pigarreou um pouco e virou-se para Sharon, afinal de contas, a professora o mandou mostrar seus talentos para ela, certo? Que o mesmo espírito que baixou no Bucky segunda-feira baixe em mim. Vamos lá! Ele respirou fundo novamente e cantou suavemente, com toda a sinceridade de seu coração:

Quando te vi passar fiquei paralisado. Tremi até o chão como um terremoto no Japão! Um vento, um tufão, uma batedeira sem botão... Foi assim, viu? Me vi na sua mão. Perdi a hora de voltar para o trabalho, voltei pra casa e disse adeus pra tudo que eu conquistei. Mil coisas eu deixei só pra te falar... Largo tudo se a gente se casar domingo! Na praia, no sol, no mar, ou num navio a navegar. Num avião a decolar... Indo sem data pra voltar! Toda de branco no altar...! Quem vai sorrir? Quem vai chorar? Ave Maria, sei que há uma história pra sonhar!
Pra sonhar...!

Steve não cabia em si ao ver o sorriso de Sharon Carter. Se não conquistou o coração dela naquele momento, pelo menos sua aprovação musical ele tinha. E, pra ele, aquilo era o paraíso! Steve estava com as mesmas bochechas vermelhas de Bucky.



Notas finais do capítulo

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