You Are The Best For Me escrita por Silvia Moura


Capítulo 1
Because I'm Happy


Notas iniciais do capítulo

O início. Espero que gostem. Por favor, comentem.




O dia ainda estava ensolarado, mesmo que o verão já tivesse terminado. Era 01 de setembro, primeiro dia de aula do último ano letivo no ensino médio. Steve com certeza estava feliz! Se ele era do tipo que odiava a escola? Não, passava longe disso. Ok, ele não era um nerd como seus amigos Tony e Bruce, mas fazia questão de fazer tudo certinho. Um aluno à moda antiga.

– Você não deve ter nascido no nosso tempo, Steve. Não faz sentido um cara de 17 anos ser tão correto como você é – Tony implicava, mas no fundo admirava o amigo.

Steve apenas ria.

Mas naquela manhã ele estava especialmente feliz. Era o último ano, confere. Seus amigos estavam todos ali, confere. Seu melhor amigo estava voltando, finalmente, do tratamento na Alemanha, confere. E, como se fosse ensaiado com seus pensamentos, ele viu Bucky Barnes, seu melhor amigo de infância, descer de um carro preto bem na frente da escola.

Bucky olhou diretamente nos olhos de Steve e se sentiu em casa pela primeira vez, desde que acordara do coma. Sofrera um grave acidente seis meses antes, no qual batera com a cabeça e corria o risco de sofrer uma amnésia permanente. Havia acordado dois meses atrás e não se lembrava de absolutamente ninguém. As terapias o ajudaram a relembrar algumas coisas, mas agora teria de recomeçar sua vida. Sabia que seu melhor amigo, quase irmão, o ajudaria.

Viu Steve abrir os braços para recebê-lo e sorriu. Não como o antigo Bucky, que costumava derreter os corações das meninas com o mais simples gesto, mas como alguém em processo de recuperação que devia se apegar a cada ínfima lembrança.

Bucky costumava ter cabelos curtos e aquele travesso sorriso de menino fofo que conhece totalmente seu poder de sedução apesar de JAMAIS agir como um moleque desprezível com as garotas. Agora, tinha cabelos grandes, olhar soturno e expressão séria. Não parecia ser o mesmo, não era o mesmo, mas Steve sabia que seu amigo voltaria e não escondia a felicidade por tê-lo perto novamente. Sorria feito um retardado, pra falar a verdade.

– Por que está rindo tanto hein? – Bucky perguntou, sua voz mais grave e mais baixa do que costumava ser antes.

Steve olhou para ele com uma cara de quem estava afim de aprontar todas, embora qualquer um soubesse que Steve Rogers nunca seria capaz de quebrar uma regra.

It might seem crazy what I’m about to say... – Steve começou a cantar um tanto alto para alguém sem microfone.

– Cara, o que você tá fazendo? – Bucky olhou para os lados, notando que alguns alunos passavam por seu amigo olhando estranho.

Sunshine, she's here, you can take a break...

– Steve... – Bucky começou a entrar em pânico ao lembrar do amigo imitando Zac Efron e dançando, ou fazendo o que ele chamava de dançar, as músicas de High School Musical.

I'm a hot air baloon that could go to space with the air, like I don't care, baby, by the way...

– Me chamou de baby? Eu juro que vou bater em você, cara, para com...

E como se já não fosse o bastante, Tony, Bruce, Sam e Phil, seus outros amigos, surgiram de trás da grande placa de concreto com o nome da escola – Rockland Country High School – e fizeram o corinho do refrão, acompanhando Steve na vergonha.

Because I’m happy!

Clap along, if you feel like a room without a roof! – Steve abriu os braços, todo entusiasmado.

– Because I’m happy!

Clap along, if you feel like happiness is the truth! – e agora começou a fazer passinhos de dança.

Because I’m happy!

Clap along, if you know what happiness is to you! – a essa altura, Bucky já tinha começado a rir daquela palhaçada.

Because I’m happy!

Clap along, if you feel like that’s what you wanna do!

Bucky riu novamente. Conhecia a música, era a onda do momento e foi apresentado a ela durante a terapia. Mas legal mesmo foi ver seu grupo de amigos cantando junto. Entendeu que aquilo era uma espécie de recepção para ele, seus companheiros estavam cantando os versos da música animadamente para dizer “Ei, estamos felizes que você está de volta, parceiro!”. Eles o cercaram, o fazendo sentir-se acolhido de volta àquele mundo. Sam passou o braço por seus ombros e retomou a cantoria com Tony, enquanto Steve, Phil e Bruce faziam o coro (Happy, Happy, Happy...)

Bring me down, can't nothin'. Bring me down, my level's too high! Bring me down, can't nothin'. Bring me down, I said (let me tell you now)... Bring me down, can't nothin'. Bring me down, my level's too high! Bring me down, can't nothin'. Bring me down, I said...

E Bucky percebeu que não aguentaria mais ficar parado, não com a escola toda querendo participar do show. Começou a cantar e bater palmas no ritmo da música.

Because I'm happy! – os cinco Backstreet Bobos e os alunos que estavam ali em volta cantaram.

Clap along if you feel like a room without a roof! – Bucky entrou na onda, sentindo-se vivo como havia muito tempo não se sentia.

Because I'm happy!

Clap along if you feel like happiness is the truth!

Because I'm happy!

Clap along if you know like happiness is to you, hey hey hey!

Because I'm happy!

Clap along if you feel like that's what you wanna do!

E todos vibraram, tomados por aquela onda de entusiasmo. Todos exceto o sr. Fury, o vice-diretor do colégio, que chegou com sua cara mais irritada ao local, olhando fundo nos olhos de quem passasse diante dele, tentando achar o culpado por tamanha algazarra em sua escola.

– Que bagunça é essa aqui?!

Todos ficaram calados ao ouvir o reverberar da voz do vice-diretor. Nicholas J. Fury era um homem grande, forte, que normalmente se vestia todo de preto. Tinha pele negra, era careca e usava um tapa-olho no lugar do olho esquerdo. Ninguém sabia como ele havia perdido o olho, se é que havia perdido, mas corriam lendas das mais absurdas por toda a escola.

– Para suas salas AGORA!

Não era preciso ouvir a ordem de novo. Os alunos trataram de juntar suas coisas e cair fora dali o mais rápido possível. Fury tornou a caminhar a passos largos e rápidos, fazendo seu sobretudo voar atrás de si, a caminho do prédio da escola. No jardim da frente, terminando de juntar seus materiais, cada um dos cinco amigos abraçou Bucky carinhosamente.

– Bem-vindo de volta, parceiro – disse Sam, com um sorriso – Agora vamos pra sala, antes que o Fury venha nos levar pelas orelhas!





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