Crônicas de Cecília escrita por Taborelli


Capítulo 1
A era na qual a ruína tornou-se um começo


Notas iniciais do capítulo

Capítulo - pequeno - de introdução ao mundo.
Comentários serão aceitos de bom grado.



Inicialmente, resume-se assim: revoltas populares tomaram conta de cada país. Todo governo ruiu, um a um, perante os nossos olhares, de seus cidadãos. A população mundial agora sofre com a pobreza, escassez de alimentos e água... Pequenos grupos armados aproveitaram-se do colapso governamental e do sistema capitalista para ascenderem no poder por município, instaurando um sistema de exploração jamais visto antes. Chamamos-os de "Eles". O mundo encontra-se com o ar poluído e pouca vegetação. Já não há mais fonte de recursos naturais ou água potável que não seja controlada por Eles.

Cada ser, assim como nós, vive em um dos enormes pulmões mecânicos, trabalhando exaustivamente para mantê-los em funcionamentos. Não há direitos em nosso mundo. A atmosfera é o nosso carrasco. Os revoltosos encontram-se de cara com ela. Assim como eu, muitos foram deixados do lado de fora. Nós, os Excluídos, organizamos colônias anarquistas, com o fim de resistir - e sobreviver - perante este fatídico sistema escravocrata.

Os feudos futurísticos continuaram dia após dia, até surgir uma inesperada notícia: Cecília Esperanza iria mover-se para um planeta de condições idênticas ao que as gerações anteriores conheceram. Tudo começou com a construção secreta de enormes satélites espaciais que serviriam de estações entre os dois planetas. Vigas de aço e metal foram transportadas por táxis espaciais, outros materiais por naves expressas. A dúvida pairava sobre a população, pois ninguém sabia explicar como a colônia conseguira estes impressionantes feitos. E pairava, também, sobre nós, que não sabíamos quem poderia ter espalhado a notícia que mudaria nossas vidas. Há apenas uma certeza em nossa atual condição. Tremularemos a flâmula negra. Vitoriosos!

Sou Evo Morales e vivo em Cecília Esperanza. 17-09-2098.





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