The Other Side of War [HIATUS] escrita por Whis


Capítulo 4
O Homem de Ferro


Notas iniciais do capítulo

Nota Primária: Desculpem a demora pela postagem, estive meio ocupado em off.



Salin sempre foi um homem com instintos revolucionários, sempre foi perigoso à qualquer um que fosse, amigo ou inimigo.

Stalin nasceu em uma pequena cabana na cidade georgiana de Goru, filho da costureira Ketevan Geladze e do sapateiro Besarion Jughashvili, o jovem Joseph teve uma infância difícil e infeliz.

Chegou a estudar em um colégio religioso de Tiflis, capital georgiana, para satisfazer os anseios de sua mãe, que queria vê-lo se tornar um seminarista, ou seja, padre católico.

Mas logo acabou enveredando pelas atividades revolucionárias contra o regime tsarista. Na juventude, adotou o nome Koba, mas também era conhecido como David, Nijeradze, Chijikov, Ivanovitch e, antes da Primeira Grande Guerra, mudou seu nome definitivamente para Stalin (homem de aço). Era portador de defeitos físicos (seu pé esquerdo era defeituoso e o braço esquerdo era mais curto que o direito) por este motivo, foi dispensado do serviço militar, não lutando na guerra.

Nos anos de 1901 e 1902, tornou-se membro em Tíflis, em comitês de Batumi do POSDR. Em 1901, depois de uma manifestação organizada por ele e reprimida violentamente pelas autoridades, tentou sem sucesso eleger-se líder do já combalido POSDR de Tíflis. Neste mesmo ano, foi expulso do partido de forma unânime pelos Mencheviques, acusado de caluniador e agente provocador. Em 1901, Stalin, enquanto na clandestinidade, organizava greves e manifestações, agitando os trabalhadores em Baku nas fábricas de Alexander Mantáshev. Em 1903, aliou-se a Vladimir Lenin e aos outros Bolcheviques, que planejavam a Revolução Russa.

Entre 1902 e 1913 foi preso seis vezes, fugindo 4 vezes, em 1906 a 1907 supervisionou as desapropriações no Cáucaso. O homem organizou assaltos, sendo acusado de participar indiretamente na “expropriação do banco de Tíflis em 1907” na qual 40 pessoas foram mortas, responsável direto foi o revolucionário Kamó sendo Stalin "Koba" acusado de envolvimento por uma Menchevique, Tatiana Vulikh, de acordo com o livro de Simon Sebag.

Esse era Stalin, um dos homens mais poderosos do mundo e em breve, dono de quase toda Ásia e Europa.

—Joseph! – Berrou um homem ao fundo, que estava firme e, deveras, mal cheiroso, Stalin o conhecia, e não gostava que o chamasse pelo primeiro nome, considerava tál ato uma grosseiria.

— Não venha me encher o saco, seu verme maldito. Finalmente estou em paz e você vem me torrar a paciência? Se se aproximar mais, levará um tiro. — Stalin riu da situação, observando o sujeito. — Calma, só estou brincando. Mas o que quer, de vez?

— Sabia que ainda não sabia… Pelo visto ninguém lhe contou sobre a guerra. — Stalin o observou, e continuou a fitá-lo, sem interrupção. Era a deixa de Petròvisch. — Rússia contra Alemanha, Império Austro-húngaro, até esses dias atrás contra a Itália, mas a “bota” se acovardou. É, amigo, é tempo de guerra.

— Estou exilado, demente, e também tenho defeitos corporais, não vou pra Rússia tão sedo. — Stalin foi meio rude, mesmo que o homem à sua frente seja um “camarada”, Stalin nunca foi de “puxar o saco” de seus companheiros de partido, comunistas ou capitalistas, Stalin só possuía uma face.

— Em nenhum momento disse que você lutaria, nem que deveria ir pra guerra. Mas tenho uma dica: aguarde. Com essa guerra, nossa Revolução pode finalmente ter início! — O homem expandiu seus olhos fazendo gestos com a mão que, em breve, lembraria uma explosão inesquecível. Stalin simplesmente o observou e, com desdém, lançou suas últimas palavras ao homem entusiasmado:

— Vá para casa… Não se preocupe com isso. — Murmurou, pegando uma garrafa de vodca e pondo-a num sobretudo cor da pele, a limpou para beber. Trajava calças pretas também e não obtinha camisa por dentro do sobretudo, seu cabelo era tão negro, que refletia a luz da luminária da sala.

Stalin se aconchegou na cadeira atrás da mesa, bebendo – de um lado – vodca e – do outro – fumando um charuto. A fumaça soltada tinha cheiro de revolução. E lançava medo aos mais profundos inimigos, que possam cheirá-la, não importaria o canto do globo, nem como, Stalin só queria… Tudo e para isso, faria de tudo para conseguir, sem, nenhuma vez, tropeças ou se fazer de tolo. Stalin tinha um futuro heroico para uns e infeliz para outros..

Petròvisch olhou o homem com um ar um tanto soturno, levantou-se da cadeira, alisou o terno negro e com desdém deu uma leve risada, saindo da sala do Homem de Aço. Em seu conceito, Stalin era um homem quase de meia idade, velho demais, com intenções ultrapassadas e um futuro mesquinho que não daria nem para comprar um pão livremente no próprio país, pois era considerado um traidor desalmado e sem capacidades mentais.

Stalin viu-o fazer isso e, com um sorriso maroto, jogou a bebida no chão e findou o calor do cigarro. Daria uma voltinha. Em seu interior, sabia que era, em suma, importante liquidar aqueles que ameaçavam seu poder, mas não considerava Petròvisch alguém com capacidade de trair aquele, que em breve, teria o maior poder da Rússia e seria o primeiro líder a ter o Universo (meta, que grande parte da população global nem sonhava em pensar).

O homem trancou a sala e saiu caminhando levemente, seus sapatos precisavam ser limpos e ele deveria por uma roupa decente, o homem desceria à sede do Partido Revolucionário Comunista (PRC) que em breve seria mundialmente conhecido como Partido Comunista.

Ele era desajeitado, por seu defeito no pé, sua perna andava puxando, como se tivesse uma arma na cintura que o estivesse incomodando – na verdade ele tinha, mas não era por isso. Sua andadura era feia, mas ninguém ria dele, ele era temido e as pessoas nem pelas costas falavam dele, o homem teria um futuro grande em breve e contra isso ninguém poderia discordar. Todos previam uma revolução e todos sabiam que ele e seu melhor amigo, Lênin, seriam senhores do poder russo e, em partes, global.

Visto que Joseph estava de saída, teria um encontro com uma mulher em especial; sua amada Silene. Ambos, desde a adolescência, eram melhores amigos e, agora, seriam mais que isso.

Stalin estava atravessando a rua, quando a viu. Linda e exuberante, seus cabelos eram curtos e seus seios grandes, não era das mais magras, mas era bonita. Era jovem, tinha a mesma idade que Joseph, cerca de vinte à trinta anos. Ambos teriam uma noite juntos, a tarde já estava no fim e a noite prometia, à ambos.



Notas finais do capítulo

Nota Primária: Uma das citações é uma homenagem.



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