Ilusão escrita por Mellconde


Capítulo 23
Capítulo 22


Notas iniciais do capítulo

eu cherei escrevendo esse capítulo. Talvez porque foram quase 12 meses que passei escrevendo essa história. Doi um pouco termina-la. mas agradeço a todos que a acompanharam até o final. espero que gostem.



Eu conseguia ouvir tudo a minha volta. Os carros parrando, buzinas, a sirene da ambulância e por ultimo a voz dela gritando o meu nome. Depois disso o vazio invadiu a minha mente.

eu acordei desnorteado, procurando conseguir enxergar. Mas era tudo muito claro para mim. Aos poucos meus olhos se acostumaram com a claridade e pude então inclinar um pouco a cabeça para poder ver onde eu estava.

Ela estava encolhida, dormindo em uma poltrona perto da cama do hospital.

-Bella? - saiu quase como um sussurro.

Ela abriu os olhos assustada e me olhou um tanto confusa. Mas logo sorriu.

-Edward- logo após pronunciar meu nome, seu olhos se encheram de lágrimas. - que bom que você está bem. - ela sorriu.

-Quanto tempo eu dormi?

-Quatro dias.

-O que ouve com o meu carro?

Ela revirou os olhos, talvez se perguntando como eu conseguia pensar em carro em uma hora como essa, mas logo riu.

-Perda total.

-Droga. - disse voltando a encostar a minha cabeça no travesseiro. - onde está a minha mãe? - perguntei olhando para o teto.

-Foi comer alguma coisa. Ela quase não tem comido nada.

-E Rose?

-Eu não sei.

Eu a olhei.

-Ok, foi para casa. Só vem uma vez a cada dia para dizer que sente muito, mas não dura 30 minutos.

-a ta- eu disse sem dar muita importância- e você?

-O que que tem?

-Está aqui a quanto tempo?

-vou chamar sua mãe, ela vai ficar feliz quando souber que você acordou.

Ela se levantou e eu segurei sua mão antes que fosse embora.

-O fato de ter sofrido o acidente não muda nada, não é? - ela se pôs a falar antes de mim

-É. vou ser simpático até a dor de cabeça passar, mas logo estarei de volta.

-Imaginei. - ela deu um fraco sorriso

-Fica aqui comigo – pedi – não me deixe sozinho.

-Ok – disse e voltou a se sentar.

Eu olhei, agora com atenção, e percebi que a roupa que ela usava era a mesma do dia do acidente.

Mais uma pontada forte bem no coração. Mais uma. Como eu conseguia ser tão mau com ela?

Era preciso, era preciso.

ERA COISA NENHUMA! Quem eu estava querendo enganar? O papai noel? Ah, faça-me o favor Edward Cullen. Seja simpático com a garota que mora no hospital a 4 dias! Pode não dar uma chance a ela, mas não precisa magoa-la todo o tempo!”

Sim, essa era a minha mente gritando comigo, o coração falando junto a razão. Os dois indo contra o meu orgulho. Mas agora era meu momento de fraqueza, estavam se aproveitando disso. Eu tinha quase morrido. Tinha um quase ali. Por tanto, vivo eu continuo, e comigo está o meu orgulho. Posso viver sem ela, amando-a ou não.

Ela ficou me olhando enquanto mexia no meu cabelo. Era o jeito dela de dizer que estava ali, que não iria embora até que eu estivesse bem o suficiente para ficar sozinho.

-Bella

-Oi

-Vai para casa. Tome um banho quente e durma um pouco.

-Não posso te deixar sozinho, você não me deixou sozinha. Mesmo quando fiz por onde.

-Naquele dia, o dia que eu bati com o carro. Eu te deixei sozinha.

-Eu escolhi ficar sozinha.

-Vá descansar Bella. - eu disse lhe dando o meu melhor sorriso. Assim ela ficaria mais tranqüila, poderia dormir hoje sem ficar preocupada. Eu a amo, preciso ter a certeza de que ficaria bem.

-Quero ficar.

-Volte mais tarde. Eu sei que não irá resistir muito tempo sem mim.

-É, o Edward voltou. - ela disse se levantando.

Novamente eu segurei a sua mão e sorri.

Ela sorriu e me deu um beijo na testa.

-Até mais tarde. - ela disse.

-Vou te esperar.

Ela sorriu e saiu do quarto.

Eu não me recordo quando tempo eu fiquei sorrindo olhando para o teto desconhecido. As únicas palavras que na minha mente estavam era: “ela me ama, ela me ama”. Era um única coisa que eu queria pensar. Mas fui interrompido por alguém que eu amava também.

-Edward! - minha mãe disse cheia de alegria e entusiasmo quando entrou no quarto – Você acordou meu amor. - ela continuou e correu até a minha cama.

-Oi mãe- eu disse sorrindo

-Como você se sente?

-Bem. O que as médicas disseram?

-Ah, que você quebrou uma perna teve um leve traumatismo craniano mas que não é nada demais. E que foi muita sorte de não ter sofrido lesão na coluna ou algo parecido.

-Mãe, por quanto tempo ficou conversando com os médicos?

-Uns três dias- ela disse e sorriu

eu ri.

-Quando posso ir para casa?

-Ah! - ela se lembrou – vou chamar a médica. - ela disse e foi correndo ao corredor.

Eu passei o dia pensando nela. Em seu sorriso ao me ver acordar. Em suas roupas amaçadas de dormir no sofá, em seus olhos, em suas mãos.

Eu quase perdi a chance de viver ao lado dela. Eu quase perdia a chance de viver. Tudo por causa do meu orgulho.

Eu a amo, e todos conseguiam notar só no meu olhar, não era preciso nem palavras. Eu precisava dela, não podia deixar que ela escapasse dessa maneira.

Não me importava mais o quanto eu havia chorado por ela, não me importava mais Jacob, Rosalie, nem ninguém. Ela era a única coisa que importava agora. Ela, seu sorriso, seu cheiro, seus beijos, seus abraços e a vontade de viver cada segundo da minha vida ao lado dela.

-Oi, pensei que estivesse dormindo – Disse Bella entrando no quarto

-Bella, preciso falar com você – disse me levantando.

Mas tudo a minha volta girou, a sala começou a ficar mais escura e tudo mais confuso.

Ela correu até mim e me segurou

-Edward! Você não pode levantar!

Eu me segurei em seus braços e olhei em seus olhos cheios de preocupação. Ainda sentado me pus a falar.

-Eu te amo. - e todas as coisas que eu ainda conseguia ver se tornaram apenas sombras e logo escuridão. A ultima coisa que eu consegui ouvir bem distante, se perdendo na infinita escuridão foi sua voz gritando meu nome. Foi a última vez que ouvi a voz de Isabella Swan. A ultima vez que ouvi a voz da minha pequena.