Ilusão escrita por Mellconde


Capítulo 15
Capítulo 14




Houveram milhares de chances de um beijo romântico, como ela merecia, mas apenas aquele momento era o certo, o momento que ela mais desejava me ter em seus braços. Mas acho que se lembrou do que estava fazendo e me empurrou.

Mais um tapa em meu rosto o fez queimar.

-Nunca mais faça isso Cullen!

-Nunca mais faça isso você! Eu lhe beijo e levo um tapa?

-Me beijou a força!

-Bem que estava gostando. Pensa que eu não sei o quanto me deseja. Bella, está escrito em seus olhos.

-Seu ridículo?

-Estou mentindo? - Perguntei e sua mão se posicionou, pronta para me dar mais um tapa. Antes que me acertasse a segurei e a puxei para mais perto de mim. -Está querendo mais um? - e algo acertou meu rosto novamente. Droga, ela tinha duas mãos. - Droga Bella! Vai ficar me batendo agora ?

-Paro assim que começar a ser gente.

-E não sou? Sei que me ama, que me quer. Sei que é em mim que pensa antes de dormir.

-aah, faça-me o favor! Tenho coisas mais importantes para pensar além de um garoto mimado que não sabe receber um não.

-Não é um não qualquer, é o seu.

-Pare de mentir.

-Acha que estou mentindo? Quer saber? Já chega! Estou cheio dessa sua cara de reprovação! Das mentiras que quer acreditar. - eu disse irritado. “Mas que garota cabeça dura!” pensei e comecei a caminhar até o carro com passos pesados e cara amarrada.

Ela cruzou os braços e virou no sentido oposto.

As vezes eu não a entendia, acho que a mudança de humor freqüente que ela tinha era culpa do modo que ela estava tratando essa história. Hora ela não queria acreditar, e na outra sim. Para mim, ela se lembrar de tudo era importante, mas eu havia ignorado qualquer possibilidade dela querer fingir que nada aconteceu.

Talvez o beijo tenha sido errado, mas nada justifica o tapa. Quanto mais meloso e sentimental eu estou, mas ela briga comigo, me pisa. Isso não era justo, estava quase igual a um cachorro sem dono rastejando atrás dela.

Eu já estava cansando de Bella Swan, se ela não me queria tanto quanto diz, eu então não irei querê-la, há muito mais garotas que ela por aqui, e se eu não encontrar, tenho Rose.

Como costumava fazer, fui a Seattle.

-Ed – disse Rose saltitante vindo até mim.

-Oi Rose – disse dando a ela um dos meus sorrisos

-Nossa, o que ouve com você hoje?

-Estou de bom humor

caminhei até a mesa ondem estavam Emmett e Jasper e me sentei com eles. Logo depois rose se sentou no meu colo.

-O que vai querer hoje cara? - perguntou Emmett

-O que tiver.

-Esse é o Edward que eu conheço – ele disse bagunçando meus cabelos

Eu sei que estava usando a Rosalie, e ela sabia disso. Mas se ela não se importava, por que eu deveria me importar?

-Meu amor, e aquela tal de Bella?

-Oque tem ela? - disse dando um grande gole na bebida de Emmett

-O que aconteceu com ela?

-Tanto faz – disse e dei mais gole.

Eu não sabia o que estava bebendo, nem se era forte ou não, só sei que me fazia mentir melhor.

-Não está mesmo preocupado? - Emmett estranhou

-Não, quero mais é que se afogue – disse e mais um gole eu dei.

Depois mais um, mais um, mais um …

-Cara, não acha que já bebeu demais? - perguntou Jasper

-Claro que não, eu sou forte – disse e pressionei Rose contra meu peito.

Não vou dizer que estava em um momento sóbrio, mas não tão bêbado.

O celular tocou e tive que sair para atender. Na rua o vento frio batia em meu corpo.

-Alô?

-Edward! Bella está com você?

-Esme?

-Diz que ela está ai.

-Não, por que?

-Ela ainda não chegou em casa! Você não a encontrou?

-Sim, mas ela ficou na praia.

-Como pode deixa-la lá nesse frio?! Sabe o quanto a noite é fria por lá.

-Eu não quero saber mas de Bella Swan, mãe. Vá dormir, mais tarde estou em casa.

-Por favor Edward. - a voz dele soava verdadeiramente preocupada.

-Ta bom, mais tarde eu estamos ai. - disse e desliguei

Voltei até o bar e anunciei minha partida.

-To indo gente, vou servir de chofer a Dona Swan.

-Ela não te deixa em paz não? Tem que aprender que você é meu!

-Claro que sou – disse, lhe puxei pela cintura e lhe dei um beijo.

Qualquer um saberia que se eu não tivesse bebido tanto eu jamais diria e faria isso.

Antes de sair do bar pedi uma garrafinha de refrigerante, não planejava ter que dirigir, então ele iria neutralizar o e feito do álcool.

Ela não podia fazer de mim o que quisesse, não podia esperar que eu sempre fosse aparecer. Afinal, foi ela quem me disse que não me queria.

Mas já eram quase 3 horas da manhã, era perigoso deixa-la lá, e bem frio. Sorte seria a minha se eu a encontrasse ainda acordada. Mas a praia agora estaria tão escura que talvez o medo de estar ali sozinha não a deixasse pegar no sono. Agora, eu estava realmente preocupado.

Acelerei ainda mais o carro, agora eu precisava de sorte para não causar acidente algum. Por mais raiva que eu tivesse dela, por mais triste que eu estivesse por ela não me querer eu ainda sim precisava saber que ela estava bem. O que deu na minha cabeça para deixa-la sozinha?

Eu cheguei na praia, vazia, apenas ela estava lá, olhando para a lua, abraçada em suas pernas. Tremendo de frio.

-Bella. - eu disse atrás dela.

Ela se virou, seu rosto molhado de lágrimas.

-Edward – ela disse a voz fraca

eu me ajoelhei e ela se jogou em meus braços.

Ela escondeu seu rosto novamente, talvez estivesse envergonhada.

-Desculpe Edward. - disse chorando

-Bella, não chore, por favor.

-Me desculpe

-Você não pode sumir toda vez que brigar comigo.

-Edward.

-Fala

-Desculpe. - ela disse me olhando com os olhos cheios de lágrimas.

-está tudo bem pequena – eu disse e lhe dei um beijo em sua testa -Já te desculpei antes mesmo de me pedir.

Tirei o casaco e a vesti com ele.

-Você não vai ficar com frio?

-Você precisa mais dele do que eu.

Ela me olhou, e seus olhos se encheram de lágrimas de novo. Envolveu minha cintura com seus braços e me abraçou apertado.

-Eu fiquei com tanto medo.

-Estou aqui agora, não tem com o que se preocupar.

Bella gostava de mostrar que não tinha medo de nada, mostrar que era forte o suficiente para não precisar de ninguém, mas ela era frágil, tudo o que eu dissesse poderia acertar diretamente seu coração. E eu sempre esquecia disso quando brigávamos.

-Eu te amo – disse baixo perto de seu ouvido

Ela me olhou com seus rosto molhado de lágrimas.

-Me ama mesmo eu tendo feito tudo isso?

-Amo. Mas não acredita em mim não é?

-Não. - ela mentiu.

-Do que tem medo? De se entregar? De acreditar que me ama? Eu não consigo te entender.

-você tem tantas garotas, por que iria escolher logo eu?

-Porque você é diferente de todas elas. Por que foi a única que fez o meu coração bater desse jeito – disse e coloquei sua mão sobre meu peito para que pudesse senti-lo acelerar.

Ela me olhou novamente, seus olhos cheios de lágrimas.

-Desculpe – ele tentou dizer e escondeu novamente seu rosto -Pensei que tivesse me abandonado.

- Eu já disse que serei seu para sempre.

-está com cheiro de álcool. - ela disse ainda a abraçada a mim.

-Eu sei.

-Estava com Rose?





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