O Sol Particular; escrita por Esmee Black


Capítulo 26
Capítulo 24- Um novo perigo


Notas iniciais do capítulo

heeeeeey, nem demorei muito dessa vez!
logo tem maaais !
beeijos !



                               24- Um novo perigo.   

POV BELLA

      Desliguei o telefone em uma fração de segundo quando ouvi um barulho lá em cima. Corri para meu quarto e abri a porta.

     

       Por mais que eu tentasse, eu não conseguia chorar, meu pulmão doía e eu respirava ofegante, meus olhos se enchiam de lágrimas, mas elas não caiam.

— Se assustou? — uma voz melodiosa soou. A dona da voz se aproximou me observando. Ela era linda e toda aquela beleza inexistente me fazia temer. Eu não sabia quem ela era, mas tinha certeza do o que ela era. Suas mãos frias tocaram meu rosto, parecia esta me examinando.

     

      Não há conhecia, não lembrava Victória, não era uma Volture, ela era diferente, seu cheiro era tão doce que enjoava ate a mim, nunca vira cabelos tão pretos e lisos, perfeitamente lisos, seus olhos eram tão pretos quanto o cabelo e tinham um brilho sombrio, dentes perfeitos e brancos... E sua pele era fria, tão fria quando gelo, e mais pálida do que Edward.

      

        O medo me paralisava. A morte... sentia o cheiro da morte, e era doce. Fechei meus olhos esperando e rezando para que Charlie ficasse bem.

— Jacob... eu te amo. — sussurrei, era o que eu precisava dizer pela ultima vez. Surpreendi-me ao pensar isso, mas não faria diferença, eu estaria morta.

— O que? Não, amor, meu nome é Anna, Anna Bonnard. — ela dizia com uma graça inexistente. Eu estava tremendo, tremendo e chorando.

— vai... me matar? — disse baixo. Era mais uma afirmação. Então... Anna gargalhou.

— não tenha tanta certeza... Não vou matar você... não agora. Quero informações. — ela olhou para o porta-retrato que estava na mesinha do lado de minha cama, onde tinha uma foto minha com Charlie e Jake... Segundos depois o quadro estava em suas mãos brancas. Era esse seu dom.

     Alice... Talvez Alice tivesse tendo uma visão... Talvez Edward estivesse vindo. Um lado meu não queria isso, queria ele longe e seguro... Mas eu estava com tanto medo.

— o que quer? Porque não me matou. — minha voz falhava em um desespero.

— Se não quisesse morrer, não deveria adotar cachorrinhos. Quero informações, sobre esse menino aqui. — com seus dedos finos ela apontou para Jacob. — quero saber tudo sobre ele, tudinho... Seus pontos fracos, seus medos...

— Não! — eu quase gritei no mesmo instante. Não entregaria Jacob por nada. — pode me matar.

— Menina tola... Sabemos muito sobre você, Isabella Swan, sabemos sobre os Cullens, sobre os Voltures... E De como você ama o papai. — o ar acabou por alguns segundos.

— O que fez com Charlie. — perguntei tremula.

— isso, isso mesmo. Charlie Swan. Não fiz nada com o cara... Só que o papai não vai sobreviver a desobediências. Me conte sobre o lobo.

— eu não sei nada. Quando tiramos essa foto foi à única vez que o vi. Ele é um amigo distante, não falo com ele há meses. — a mentira era tão percebível quando o meu medo.

— Então acho que não terá problemas se eu for perguntar a Charlie, não é?

— por favor... Eu estou dizendo a verdade... A única coisa que sei sobre ele é que é um lobo, e que tem 16 anos. Mais nada. Juro... Por favor, pode me matar, mas deixe meu pai em paz. Ele não sabe de nada, nem sabe dos vampiros. Eu juro. 

— Você não me conhece, garota, não sabe o quanto me esforço para não te rasgar em pedaços... E como eu disse, sei muito sobre você. E sabe o que mais eu sei? — balancei minha cabeça negando. — sei que quando os seres humanos estão prestes a morrer não chamam por um desconhecido. E só pra você ver como eu fiz o dever de casa, sei também que ele se chama Jacob.

— O que quer com ele? — ela gargalhou de novo.

— Quero matá-lo, oras. E depois toda a familiazinha dele.

— pra que precisa de mim pra isso? Porque não vai lá e o mata? — não sei por que disse isso, agradecia por ela não ter ido, mas eu não entendia.

— Quantas vezes vou ter que repetir? Não sou boazinha, eu sou má, não faço o estilo dos Cullens, na verdade, eles quem são a exceção aqui. Vou torturar seu amigo. Quero saber quem é o impriting dele, quero saber o quando ele zela a família. — Fechei meus olhos imaginando Jacob. Eu o conhecia melhor do que ninguém sabia de tudo. Ele não tinha um impriting, zelava a família mais do que todos, supostamente era o mais forte do bando, não suporta novelas e programas de culinária, passaria o dia todo assistindo jogos de futebol, baseball ou bons filmes de ação, terror, comédia. Jacob era... Bom, gentil... Cheio de vida. Só que ele nunca demonstrou seu maior medo, não pareceu temer quando pulou para me salvar do penhasco, não pareceu temer quando me ajudava a andar de motos, também não teve medo ao correr atrás de Victória para salvar minha vida, também não pareceu dar muita importância quando tinha uma guerra por minha causa e ele teria que lutar e se arriscar a morte para não me matarem. Não me matarem. Para não me matarem. O que Jacob mais temia era me perder, era me ver morta. Esse era o seu pior pesadelo, e para perceber isso eu precisei de uma vampira dizendo que pretendia matá-lo.

— não vou te falar.

— Acho que vou ter que repetir...

— se eu te contar, você me mata. Posso te levar até ele, posso te mostrar, posso te fazer entrar na reserva dos lobos.

— ótimo. — ela abriu um sorriso irônico. — vamos.

— Tenho condições.

— você não esta podendo mandar, amorzinho, mas tudo bem. Fale. — ela sentou na cama com uma expressão de tédio.

— Meu pai fica bem... E você vai sozinha. — eu ainda tremia. Não tinha certeza que meu plano daria certo. Mas se eu desse tempo, alguém sentiria o cheiro dela, os Cullens atacariam, era a única resposta que eu tinha para a ausência de Edward naquele momento.

— Como você quiser Bella. — ela caminhou até mim e me puxou pelo braço me arrastando escada abaixo.

     Antes de sair pela porta dei uma boa olhada na casa, como se  nunca mais fosse vê-la de novo, me certifiquei de que deixaria o lar de Charlie em perfeitas condições, sem vestígios de que um monstro teria passado por ali.

     Quando chegamos perto de minha picape, ela nos desviou para seu carro. Era um BMW 2011 preto. Era chamativo demais para alguém que deveria se esconder. 

— Você acha que eu sou idiota? — ela disse irritada e me jogou contra a porta do carro me prendendo pelos ombros. — Tenho 325 anos... E você tem 18, acha mesmo que pode me enganar? —  meus olhos se abriram no susto. Anna apertava meus ombros com força e me olhava com ódio. Vi os dentes dela se aproximando de mim e...

— Bella! — escutei o grito de Emmet. Abri meus olhos surpresa, Ele pulou em cima de Anna, cravando seus dentes no pescoço dela. Não vi direito, mas de alguma forma, mesmo com toda força do Cullen mais forte, Anna jogou Emmet e correu, em meio segundo ela estava ali e em outro não. Corri até Emmet que se levantava do chão xingando alguma coisa.

— Emmet? Você esta bem? — ele me olhou por um tempo. Eu tremia.

— Eu quem pergunto. Você tem que parar de se meter em perigo, por favor.

— onde estão os outros? Edward... Por que...

— Ei, Bells, com calma, ok? — ela falou rindo, como ele podia rir? — Ela não esta sozinha. Existem outros... São poucos, mas são fortes, um deles conseguem bloquear os outros, sabe? Interferência nos poderes. Sem visões para Alice ou leitura mental de Edward... Todos estão fracos, menos o Emmet aqui. — Ele riu se gabando, não pude deixar de sorrir, era mais um ato de desespero, mas eu nunca fiquei tão feliz por ver Emmet. Emmet me fez lembrar Jacob em uma versão vampiresca. 

— Oh meu Deus, Emmet. Os lobos, esses vampiros, eles querem os lobos! — disse levando minhas mãos a cabeça tentando não gritar.

— é sério? — ele perguntou deixando de sorrir. — ela te disse isso? Bella, o que você sabe? —  ele me puxou para dentro de seu carro e logo depois já estava dirigindo.

  Não muito. Mas eles querem os lobos... Em especial... —  minha voz sumiu. Não conseguia dizer.

— Bella, diga! —  ele disse irritado. —  Você não entende? Estão todos fracos. Precisamos saber.

—... Em especial Jacob. Querem matar Jacob, ela não disse por quê... Apenas que o mataria. —  Emmet deve ter percebido meu medo. Ele sabia como Jacob era importante... Talvez mais importante do que eu queria que fosse principalmente depois de hoje. Quando Anna disse que mataria Jake, eu senti algo jamais sentido antes, foi o maior medo que já imaginei sentir. Jacob não poderia morrer... Honestamente eu estava começando a achar que ele não poderia ficar longe de mim, o que era incoerente.

— Olha Bells, tudo bem. Eles não são tão fortes assim. Vamos dar um jeito.

— eu sei Emmet, eu sei. — Emmet dirigiu rápido até a casa do Cullens. Percebi logo que eu seria uma boa pista, Anna viera atrás de mim, e isso era um péssimo fardo. Mas eu diria. Diria tudo que soubesse tudo que pudesse salvar Jacob. Nunca me senti tão útil e especial por ser a preferida de uma vampira sanguinária... Mesmo preferida não sendo uma palavra certa na situação.

— Vai ficar tudo bem, baixinha. — Emmet falou sorrido. Eu assenti e sorri de volta, por fora eu sorria, mas por dentro o medo me matava, mesmo assim eu teria que sobreviver a mais esse novo perigo.

--x--



Notas finais do capítulo

comentem!

ai vai um pedaço da minha nova fic, digam se gostarem! (:

"...A chuva voltara a cair, eu ainda estava fora da picape... Toda aquela certeza de minha escolha se dissolvia junta com a as gotas geladas de chuva, e foi naquele exato segundo em que percebi que eu não queria um homem perfeito, eu não queria – e não precisava – morrer para ser feliz... E principalmente eu não queria ficar longe de Jacob, não queria sentir nojo de seu cheiro amadeirado. Era ele, Jacob Black, quem me fazia bem, era ele que eu amava sem nem uma necessidade sobrenatural, eu apreciava sua presença, seu calor, eu sentia o que ele sentia, e pensava o que ele pensava, e tudo livremente, sem nem um medo de ser ou não um par perfeito para um homem perfeito..."