Another Year, Other Games... INTERATIVA escrita por panemetcircences


Capítulo 12
A ruivinha valente - Distrito 6


Notas iniciais do capítulo

Espero que gostem!



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POV Luna Miller

Passo mais uma cama de maquiagem em cima da cicatriz que atravessa minha bochecha esquerda. As cicatrizes estão cobertas, mas sardas continuam aparentes, eu gosto delas, mas sinto por não serem o que chama atenção no meu rosto.

Quanto completei cinco anos, meus pais fizeram uma grande festa na prefeitura (Sim, meu pai é o prefeito do Distrito 6) e quando eu ia assoprar as velas me desequilibrei e queimei parte da bochecha e o braço direito, pois minha roupa pegou fogo.

Depois disso, as outras pessoas começaram a me enxergar como uma aberração, um monstro. Isso me machucou muito e por muito tempo, mas nos últimos meses comecei a sair novamente e parar de me importar com o que as outras pessoas pensam ou deixam de pensar de mim.

Passei por vários processos estéticos na Capital e meu rosto está quase como era antes, a não ser por uma fina listra esbranquiçada, que por sinal me incomoda muito, mas não conseguiram arrumar o estrago feito no braço.

Visto um vestido verde sem mangas, para mostrar a todos minha indiferença, ou pelo menos tentar prová-la a mim mesma. Calço sapatos de salto baixos da mesma cor e penteio os fios ruivos acobreados.

Desço as escadas da casa, que na verdade é a prefeitura, e minha mãe vem correndo dar-me um abraço.

– Está linda, meu amor! Me sinto orgulhosa por ver que você parar de esconder suas cicatrizes! - ela beija minha bochecha - Você é linda como é!

– Obrigada! - retribuo seu abraço.

Meu pai aparece na porta de seu gabinete.

– Bom dia! - ele se aproxima e diz o mesmo que minha mãe, nós três rimos, então continua - Por favor, não faça nada de estúpido, meu anjo, queremos você em casa no fim do dia!

– Claro, papai! - digo, tentando ser meiga, quando na verdade sei que estou mentindo, não estarei aqui no final do dia.

Irei me voluntariar. Farei isso para mostrar a todos que não sou tão fraca. Se eles querem um monstro, se eles acham que sou um monstro, me tornarei um, voltarei para casa vitoriosa e jogar isso na cara de todos que me humilharam.

Só volto a mim quando a agulha perfura meu dedo e o aparelho faz um barulho ensurdecedor.

Os sussurros ao redor de mim são constantes e os dedos apontados para meu ombro também.

Depois do vídeo, Dove sorteia o nome do tributo feminino.

Antes que ela possa abrir o papel eu me voluntario.

– Desculpe, papai! - grito quando sou levada até o palco - Desculpe, mamãe! Me desculpem!

Quando percebo o Tributo masculino já foi chamado e seus passos ecoam atrás de mim.


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Notas finais do capítulo

Comentem! Seu personagem só terá o resto de sua história postada depois que você comentar o capítulo (Isso serve para todos)!