O Olho Vermelho escrita por Igor L S C Oliveira


Capítulo 98
Velhos Rivais




Primeiro Andar Subterrâneo do Pandemonium, “Terra das Bestas”

 

O CRÂNIO MORDEU O PESCOÇO DE UM DE SEUS CLONES COM FORÇA, arrancando a garganta dele como se não fosse nada e deixando que o corpo caísse por alguns instantes antes que finalmente desaparecesse. Enquanto isso, outro de seus clones havia acabado de ter o crânio perfurado pela lança de Gwynevere, enquanto um terceiro foi arremessado brutalmente contra a parede pelo soco carregado que Ezequiel lhe atingiu. Isso não é bom, refletiu Odin enquanto criava outros clones e mandava-os para a batalha. Eu posso substituir os clones facilmente, mas não gosto da sensação de estar mandando alguém para a sua morte. O fato de serem clones meus só torna tudo ainda mais estranho. E além do mais, eu gasto energia com cada clone. Posso criar muitos deles, sim, mas há um limite. E naquele ritmo era uma questão de tempo para que seu oponente alcançasse esse limite.

— Qual o problema, Odin?! – Provocou Hashmaul, gargalhando como uma hiena enquanto gesticulava com uma de suas mãos e movia outro de seus crânios contra mais um dos clones do cavaleiro. – Você tinha falado tão bonito antes! Com tanta convicção, de forma tão intimidadora! Não me diga que isso é tudo? Seria tão decepcionante se o terrível Cavaleiro Negro do Salão Cinzento fosse capaz de tão pouco! Apesar de que, creio que isso seria adequado para uma organização falida como a sua, não é? Cavaleiros do Salão Cinzento... haha, o Herói Cinzento deve estar se remoendo em seu caixão ao ver o quão patética é a geração atual!

Aquelas eram provocações baratas e ele sabia bem disso, mas nem mesmo esse conhecimento permitiu que ele as ignorasse completamente. Seu cenho se tornou sombrio, seu olhar mais hostil, e por mais que tentasse esconder isso, era óbvio o ódio que começava a crescer em seu peito. E Hashmaul viu isso e tirou deleite naquilo. Esticando ambas as suas mãos ele fez com que os seus crânios avançassem novamente contra os clones de Odin, e novamente ele começou a tagarelar.

— O Salão Cinzento foi criado para reunir e treinar os campeões dos homens! Os guerreiros e guerreiras mais fortes que esse mundo já viu, aqueles que representavam o pináculo da raça humana e o melhor que tínhamos a oferecer! Ele reunia todos os que tinham talento e tratava de lapidar esses diamantes para que eles pudessem brilhar como mereciam! Mas olhe como ele está agora: arruinado! Uma organização que uma vez treinou grandes guerreiros lendários agora se ocupa servindo de babá para filhos de nobres com o nariz empinado, ensinando garotos gordos e sem talento que nem sabem qual é o lado pontudo de uma espada! E pra quê? Para ter dinheiro o suficiente para que possam sustentar órfãos indesejados pela sociedade e ensinar a esses a arte da espada, como se órfãos tivessem algum valor! Será que você ainda se surpreende com a decadência dos cavaleiros, Odin?! – Um crânio mordeu o peito de um de seus clones, enquanto outro mordeu a cabeça de um segundo clone e um terceiro avançou como se fosse uma lança, abrindo a força um buraco no peito doutro clone. – Você transformou uma organização militar numa instituição de caridade, tudo por causa dessa sua mente fraca e coração mole! Contemple, Odin, e maravilhe-se: você, e você sozinho, conseguiu arruinar todo o trabalho do Herói Cinzento!

O corpo reanimado de Gwynevere avançou em alta velocidade pela direita de Odin, enquanto o corpo de Ezequiel veio pela sua esquerda como se fosse um touro raivoso. Eles estão me flanqueando, compreendeu Odin, tentando manter sua mente longe das provocações de seu oponente enquanto ao mesmo buscava se defender. Criou mais clones usando a sua habilidade, bem a tempo de fazer com que esses reagissem por ele. O clone da direita moveu rapidamente uma de suas mãos de encontro com a lança da falecida cavaleira, usando-a como se fosse uma espada para bloquear o golpe dela, e o clone da sua esquerda fez basicamente o mesmo com Ezequiel, embora o peso monstruoso por trás do ataque do outro fizesse com que essa tarefa fosse bem mais difícil. Saltou rapidamente para trás, já sabendo que aquilo não iria segurá-los por muito tempo e usando seus poderes para criar outros clones.

Tal como havia imaginado, seus clones não conseguiram parar aqueles dois por muito tempo. Foi uma questão de instantes para que Ezequiel sobrepujasse o seu clone e arremessasse-o longe com um soco, e depois ele só precisou balançar novamente seu punho para golpear o clone que estava segurando Gwynevere e dar a ele um destino similar. Assim que ela se viu livre a mulher avançou contra Odin, assumindo sua forma de luz por um instante para cruzar a distância entre eles ainda mais rápido e investindo com sua lança em uma estocada mirada direto no coração do cavaleiro..., mas ela falhou com isso. No último momento Odin conseguiu criar um clone a sua frente, e seu clone serviu como um escudo humano para receber o golpe de Gwynevere e travar a lança dela em seu corpo, permitindo que o próprio Odin passasse ao lado dela...

E se visse em uma situação na qual ele tinha a guarda dela completamente aberta a um ataque seu.

Por um momento ele ficou indeciso. Podia lançar um ataque agora e, se não a derrotasse, pelo menos iria ferir severamente o seu corpo. Mesmo que ela seja uma zumbi agora, o estado de animação desses zumbis depende diretamente do estado do corpo. Se você quebrar os ossos do braço de um zumbi, ele não conseguirá mover esse braço, mesmo que não sinta dor. Na posição que tinha agora, Odin podia simplesmente golpear Gwynevere na coluna vertebral para tirá-la completamente da batalha, e isso reduziria os seus problemas, mas mesmo assim... por mais que ele soubesse que ela já estava morta e que aquilo era pouco mais do que o seu corpo escravizado pela magia negra de Hashmaul... Odin não podia ataca-la.

Talvez isso fosse um sinal de fraqueza em seu coração, mas ele não conseguia atacar seriamente alguém que tinha o rosto de uma pessoa tão querida por ele em vida.

Ao invés de atacar, o que ele fez foi se afastar, e logo viu o erro dessa ação. Tão focado que ele havia ficado em Gwynevere que Odin nem sequer notou que Ezequiel não havia ficado parado durante tudo aquilo; ele tinha saltado contra eles enquanto se confrontavam, e em seu movimento Odin quase havia caminhado diretamente para ele. Só notou que o homem estava vindo em sua direção quando ele estava quase alcançando o chão, e teve que apressadamente saltar para o lado para evita-lo, e apesar de ter conseguido evitar o golpe direto com isso, não havia criado distância o suficiente para não sentir de alguma forma os efeitos dele. O punho de Ezequiel caiu contra o chão como se fosse uma marreta, destruindo o solo em uma área de no mínimo quinze metros de diâmetro a partir dele, e a corrente de ar deslocada por aquele ataque atingiu Odin em cheio, jogando o velho cavaleiro voando pelo ar.

Só aterrissou novamente depois de ter sido lançados por alguns bons metros, e sua aterrissagem foi pouco mais do que ele batendo em cheio de costas no chão. Teve que reagir rápido para girar seu corpo antes que quicasse e se ferisse ainda mais, conseguindo de alguma forma se manter de joelhos no chão, embora ainda pudesse sentir a dor gritante em suas costas, como se seus ossos tivessem se quebrado. Maldição... a minha falta de resistência é bem problemática em momentos como esse. Não queria assumir isso, mas estava em maus lençóis ali. Hashmaul já é um oponente complicado por si mesmo. Com Gwynevere e Ezequiel lhe ajudando... eu francamente não sei como eu vou sair dessa. Não podia se dar ao luxo de perder ou sequer sair muito ferido daquela luta – os outros estavam contando com ele para lidar com Jiazz – mas também não conseguia se imaginar vencendo aquela luta. Maldição... como foi que a situação ficou tão ruim assim?!

— Está vendo, Odin? É disso que estou falando! Mente fraca e coração mole. Marcas da maior fraqueza possível. – Hashmaul mostrava um sorriso psicopático enquanto falava, mostrando dentes brancos e afiados em uma careta deturpada enquanto gesticulava grandiosamente. Ezequiel e Gwynevere haviam recuado e se colocado a frente dele como guarda-costas enquanto ele seguia com o seu teatro, aparentemente tirando tanta satisfação em zombar de Odin quanto em ver seus falecidos companheiros lhe atacarem. – Você, Wynthers, é uma perdição. A perdição do Salão Cinzento, mais especificamente! Ora, como um homem que é incapaz de golpear o seu oponente pode ser o líder de uma organização militar? Loucura, pura loucura! Você acabou de ter uma chance perfeita de acabar com a nossa bela Gwynevere, mas o que você fez? A desperdiçou! Desperdiçou completamente! Seria algo tão simples: um movimento rápido, um golpe razoavelmente forte e tcharam!, o corpo dela caia no chão sem poder fazer mais nada, mas nããããooo, o grande cavaleiro do Salão Cinzento tem que ser uma marica e dar pra trás no momento mais crucial possível! Francamente, Odin, eu não sei aonde estavam com a cabeça quando te promoveram a líder. Você é o pior líder que o Salão podia ter, sem igual!

— Não fale merda como se soubesse a menor coisa sobre o Salão, seu maldito Profanador de Cadáveres – a voz que disse isso era uma voz madura, séria, forte e destemida. A voz de um guerreiro experiente que tinha visto muito em sua vida, a voz de alguém que não dobrava o joelho e não desistia. A voz de alguém com um espírito indomável e uma chama sempre ardente em seu peito. A voz de alguém que Odin conhecia bem, e que fez com que o único olho do cavaleiro se arregalasse. – Odin é o melhor líder possível para o Salão Cinzento, e o Herói viu isso. Ele é o único capaz de levar o Salão Cinzento a sua grande Era Dourada.

Virou seu rosto em direção a voz ainda incrédulo, tão incrédulo que mesmo quando viu o dono dela ele teve dificuldades em acreditar que era realmente ele. Ele parecia um pouco ferido e cansado, o que indicava que ele já havia se envolvido em alguma luta antes de chegar ali, mas apesar disso Soulcairn avançava em passos firmes, de cabeça erguida e peito estufado, parecendo completamente formidável apesar da sua idade, dos seus ferimentos e da falta de um de seus braços.

— Há... hahahaha, hahahahaha, hahahahahahaha! – A gargalhada estridente de Hashmaul ecoou pela sala, uma gargalhada tão divertida quanto enlouquecida, que fazia com que seu dono parecesse estar ao mesmo tempo chorando de tanto rir enquanto parecia completamente puto pelo fato de ter alguém se intrometendo na luta deles. – Soulcairn! Ora essa, ora essa, quem esperaria por isso?! O Velho Maneta veio pessoalmente me ver! Essa não é uma reunião emocionante?! – Enxugando uma lágrima com um sorriso maldoso, Hashmaul jogou seu corpo para frente, como que para encarar melhor os dois. – Eu, Odin, Soulcairn, Gwynevere, Ezequiel... isso tudo parece uma reunião de família! Só falta Azel aqui para completar a velha turma! E uma ou duas putas baratas para alegrar um pouco a coisa, mas isso é o de menos.

— Mesmo depois de tantos anos você continua tão asqueroso e irritante como sempre, Hashmaul – retrucou Soulcairn, fazendo uma careta de repugnância enquanto encarava o seu velho oponente. – Afinal de contas, como você sobreviveu ao nosso ataque? Eu me lembro de ter visto você morrer diante dos meus olhos.

— Como, hum? Boa pergunta! Como mesmo será que eu sobrevivi ao ataque de um bando de cavaleiros fracotes que mal conseguiram chegar até mim em um pedaço, hum? – O sarcasmo e a ironia na sua voz deixava claro que ele não tinha intenção alguma de oferecer uma verdadeira resposta para essa pergunta, e logo ele voltou a gargalhar daquele jeito estridente e irritante. – Hahaha, mais importante que isso, o que você está fazendo aqui, Soulcairn? Esse é o palco de outro espetáculo, meu amigo aleijado, um que não envolve você. Por favor, retire-se, sim? Se quiser você pode até pegar uma cadeira e ver tudo de camarote, mas desde que vá com calma nas vaias e não atrapalhe a performance dos atores. Seja um bom menino e eu prometo que você vai ganhar alguma coisa no fim das contas, e você escolhe! Pode ser um bombom, uma balinha, um Salão arruinado cheio de cavaleiros que você pode transformar em um bordel de criancinhas pelo que eu me importo, ou um pirulito de caramelo! Bela variedade de escolhas, hum? Hein, hein, o que me diz?

— Odin – resmungou Soulcairn, decidindo por ignorar completamente Hashmaul para voltar sua atenção ao Cavaleiro Negro. Olhou para o rosto de seu velho amigo e foi recebido imediatamente por um olhar que parecia dizer “anda logo”. – Por quanto tempo você pretende ficar parado aí no chão? Levante-se! Temos trabalho a fazer!

Aquilo fez com que reagisse. Merda, ele tem razão! Havia ficado tão distraído com tudo que havia acontecido nos últimos minutos que tinha se esquecido completamente de se levantar de novo. Fez isso tão rápido quanto pôde, temendo que Hashmaul pudesse se aproveitar da situação para lançar algum ataque, mas isso nunca aconteceu. Aparentemente ele estava divertido demais por tudo que acontecia ali para fazer qualquer coisa além de simplesmente ficar olhando aqueles dois com um sorriso que parecia eterno, mantendo Gwynevere e Ezequiel de guarda junto a ele.

— Escute, eu sei que você não vai gostar disso, mas você tem que atacar esses dois – murmurou Soul baixinho assim que Odin se levantou. – Eu sei que eles têm os rostos de nossos amigos, mas você deve colocar em mente que eles não são eles! O verdadeiro Ezequiel ou a verdadeira Gwynevere nunca levantariam o punho contra nós, principalmente não em defesa de um pedaço de merda como Hashmaul.

— Eu sei disso – respondeu Odin, balançando a cabeça e estalando o pescoço, mantendo seu olhar sempre sobre o Profano; por mais que ele não estivesse demonstrando nenhuma intenção ofensiva nem nada do tipo no momento, não confiava naquele homem, principalmente não considerando que ele era praticamente imprevisível. – Esses são zumbis, nada mais do que corpos reanimados. Eu sei que os verdadeiros nunca iriam lutar por Hashmaul. Mas ainda assim... eles têm os rostos deles, Soul! Os rostos dos meus amigos, daqueles que eram praticamente como uma família para mim. Como eu devo atacar eles? Como eu posso atacar eles?

— Lembrando-se do que é realmente importante aqui. Pare e pense por um momento; o que Ezequiel faria se fosse ele na situação? O que Gwynevere faria se fosse ela na sua situação? O que você acha que eles querem que você faça nessa situação? – As perguntas de Soul foram diretas, com intenções bem específicas. – Ezequiel e Gwynevere dedicaram sua vida ao Salão Cinzento. Eles morreram lutando pelo Salão Cinzento. Eles querem o melhor para o Salão Cinzento. E se isso significa que você deve derrota-los, então eles querem que você os derrote. Entende o que eu quero dizer com isso, Odin? Se você realmente gosta tanto desses dois, então derrote-os, porque é fazendo isso que você estará seguindo a vontade deles.

Derrote-os para seguir a vontade deles, hum? Sim... isso faz algum sentido... mas francamente, não torna as coisas mais fáceis. Odin sabia da vontade de seus companheiros, ele sabia o que eles iriam querer que ele fazia. Esse não era o problema. O problema era que simplesmente não conseguia se fazer atacar aqueles dois, mesmo que eles fossem apenas os corpos de seus antigos companheiros.

— Se só isso não é o suficiente para te motivar o suficiente, Odin, então pense também no seguinte: caso você não derrote esses dois, então nós seremos derrotados. E se formos derrotados e deixarmos que alguém como Hashmaul avance sobre os outros, talvez até usando os nossos corpos como arma, então podemos ter a certeza de que os outros irão cair. Kastor, Hozar, Titânia e todos os outros irão ser derrotados e mortos. Eu não preciso fazer uma pergunta idiota para saber a sua resposta a isso, mas eu preciso te lembrar de que o futuro de todo mundo está nas nossas mãos agora, Odin. Você pode não gostar disso, e está tudo bem nisso. Eu também não gosto nem um pouco de coisas assim. Mas existem momentos na vida em que temos que fazer coisas das quais não gostamos, e esse é um desses momentos.

Ouvir aquilo fez com que o olho de Odin se fechasse, ainda que soubesse dos perigos de fazer algo assim. Existem momentos em que temos que fazer coisas das quais não gostamos...o futuro dos outros está nas nossas mãos... O que Soul falava era verdade. Não era mais um garoto, ou sequer um simples cavaleiro. Há muitos anos, Odin havia se tornado um dos líderes do Salão Cinzento, e com isso ele havia adquirido várias responsabilidades que pesavam sobre os seus ombros. Ele não podia se dar ao luxo de fazer apenas o que queria; como um dos líderes dos cavaleiros ele tinha que pensar e agir em prol do bem de todos, e isso significava que ele teria de fazer o que fosse necessário, mesmo que isso fosse algo do qual ele não gostasse ou alvo que preferia nunca ter de fazer.

Quando voltou a abrir seus olhos, ele estava decidido.

Moveu ambos os seus braços com força, criando lâminas de vento com a força dos seus movimentos que avançaram direto contra Ezequiel e Gwynevere, forçando os corpos de ambos os cavaleiros a saltarem para evitar seu golpe. Nem bem eles haviam ganhado o céu e dois clones dele avançaram contra Gwynevere em movimentos sincronizados, um emergente que vinha pela frente enquanto o outro havia saltado alto antes de alcançá-la, deixando agora que seu corpo caísse contra ela. A mulher bloqueou o golpe frontal do primeiro clone com sua lança e tentou bloquear o golpe do segundo com sua perna, mas simplesmente não era possível fazer isso; ela só conseguiu resistir por alguns momentos antes que a força do golpe lhe lançasse direto ao chão com tudo, fazendo com que ela afundasse em uma pequena cratera e levantasse poeira no ar, tudo isso enquanto Soulcairn avançava contra o zumbi de Ezequiel enquanto ele ainda estava no ar. O corpo do Terror dos Dragões tentou mover seu punho em um soco contra o Velho Cavaleiro, mas Soulcairn era ágil e estava preparado; ele manobrou seu corpo ainda no ar para evitar o seu golpe, e em seguida lançou um soco direto no rosto do antigo líder do Salão que o lançou ao chão de forma similar ao que havia acontecido com Gwynevere, embora Odin soubesse que o golpe em si não havia lhe causado dano algum. Carga. Mesmo depois de tantos anos, você mantém a mesma estratégia básica, não é? Você não muda nunca, Soul.

— Hum... interessante, interessantíssimo. – A ponta do indicador de Hashmaul bateu em seu queixo enquanto o Profano observava tudo aquilo com certo interesse, sua cabeça inclinada para o lado. – Parece que vocês finalmente decidiram começar a atacar os zumbis, hein? Aleluia! Eu já estava ficando com medo que isso nunca fosse acontecer! – Os vários crânios invocados por Hashmaul surgiram magicamente ao lado dele como guardiões, e um sorriso psicótico e afiado se abriu no rosto do Mago Negro. – Agora as coisas ficam divertidas!





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