O Olho Vermelho escrita por Igor L S C Oliveira


Capítulo 97
O Retalhador de Homens




Segundo Andar Subterrâneo do Pandemonium, “As Terras Úmidas”

UM GRITO DE GUERRA EXPLODIU DA GARGANTA DO PIRATA QUE VIROU CAVALEIRO QUANDO ELE DESCEU SEU MACHADO DE POLO CONTRA SEU OPONENTE, mas Retalhador não se dignou a sequer assumir uma postura de combate. Mantendo uma mão no bolso ele ergueu a outra, e entre dois dedos ele apanhou a lâmina do machado de Vaen, com a mesma facilidade que um adulto teria em aparar o golpe de uma criança. O único olho do cavaleiro se arregalou ao mesmo tempo em que a mulher e o homem que lhe acompanharam gritaram o seu nome.

— Isso é tudo que um Primeiro Cavaleiro do Salão Cinzento é capaz de fazer? – Perguntou Retalhador, contemplando seu oponente com um olhar frio que não se dava ao trabalho de disfarçar a sua baixa consideração do que havia visto. – Patético. Isso explica o porquê de ter tão fácil esmagar a sua ordem.

Veias surgiram no rosto de Vaen ao ouvir aquilo. Os dentes do cavaleiro rasparam com força uns nos outros, e sem pensar duas vezes ele afastou uma de suas mãos do machado para lançar um soco em direção ao rosto do seu oponente. Só compreendeu que aquilo era uma péssima ideia tarde demais. O golpe fez com que seu corpo se inclinasse para frente, deixando-o ainda mais exposto, e Retalhador não teve dificuldade nenhuma em se abaixar rapidamente para evitar o golpe... e na posição em que ele ficou depois disso, ele estava situado perfeitamente para um contra-ataque. Sua mão livre subiu com velocidade, perfurando a barriga de Vaen como se fosse a ponta de uma lança, fazendo com que o cavaleiro vomitasse sangue enquanto era erguido pela mão de seu oponente como se não fosse nada.

— Além de fraco, é burro como uma porta... o Salão deve estar bem desesperado para dar a alguém como você o título de “Primeiro Cavaleiro” – comentou o Retalhador, afastando a mão que havia bloqueado o machado para preparar-se para desferir o golpe final.

Foi interrompido de fazer isso pelos outros, entretanto. Com sua visão periférica ele viu um bastão e uma naginata vindo em sua direção, e com pouco mais que um “tsk” de irritação ele retirou sua mão do cavaleiro e saltou para trás, bem a tempo de evitar os golpes dos outros dois. A mulher colocou seu próprio corpo como apoio para impedir que o cavaleiro caísse e pareceu ser a mais preocupada com ele, murmurando perguntas sobre se ele estava bem ou coisa do tipo, enquanto o homem assumiu a dianteira, mantendo uma postura como que de guarda sobre os seus companheiros, embora a expressão em seu rosto deixasse claro que, por mais que ele estivesse determinado, ele não sabia se podia fazer alguma coisa contra o seu oponente. Uma Segunda Cavaleira e um Terceiro Cavaleiro... hunf, se eu puder usar a força do outro como um padrão para medir os quão fortes esses dois devem ser, então isso será tão fácil que dá dó. Ergueu e cruzou ambas as suas mãos a frente de seu corpo, mantendo-as retas como facas, e dobrou suas pernas em preparação para avançar.

O som de algo se debatendo contra a água chamou sua atenção e serviu como aviso para que pudesse esquivar do golpe. Moveu seu corpo para o lado bem a tempo de ver a ponta vermelha de Gáe Bolg passar pelo local em que ele estava meros momentos atrás. Hm, tenho que tomar cuidado com isso. Gáe Bolg é conhecida como uma lança lendária forjada a partir do sangue dos Deuses, e se o que as lendas dizem é verdade, ela pode me matar se perfurar meu corpo em qualquer local que seja. Moveu seus olhos um pouco para o lado e foi recebido pelo olhar frio e destemido de Titânia, a Caçadora de Corações, a que alguns chamavam de “a mais forte Ascendente do Salão Cinzento”. Embora isso não tenha a salvado de Balak. A ruiva havia perdido um de seus olhos quando enfrentou o Tecelão do Tempo, e isso foi porquê teve sorte. Seu companheiro – um cavaleiro igualmente formidável chamado Lancelot – havia perdido quase que metade do seu corpo na luta, ao ponto de força-la a correr pelas suas vidas. Apesar de que, ter sido derrotada por Balak não faz com que ela seja fraca. Verdade seja dita, sentia que tinha de aplaudir aquela mulher; até agora, ela era a pessoa que havia chegado mais perto de lhe dar um desafio a altura naquela batalha. Ela é forte, sem dúvida nenhuma...

Mas não forte o bastante.

Chutou a mulher com força pela direita, mas Titânia foi rápida em mover sua lança para bloquear o golpe. Ergueu uma sobrancelha e encarou-a novamente e a Cavaleira retribui com seu único olho remanescente, e então jogou seu corpo subitamente contra ela, esticando uma mão em direção ao seu peito na tentativa de perfurar a sua armadura e arrancar seu coração. Novamente ela conseguiu evitar o golpe, dessa vez movendo seu corpo em um movimento giratório para o lado, um movimento tão gracioso quanto a dança de uma bailarina. Ela consegue se mover dessa forma mesmo com toda essa água aos nossos pés? Impressionante. Ela investiu com Gáe Bolg novamente em sua direção antes mesmo que terminasse o movimento, mas Retalhador também sabia se mover bem, e com outro passo rápido ele conseguiu evitar o golpe sem grandes dificuldades, investindo novamente contra ela de imediato. Ela está usando uma lança, o que significa que o ideal para ela é manter uma certa distância. Isso significa que forçar um confronto corpo-a-corpo é o melhor para mim.

No entanto, não teve tempo de concluir o seu ataque. Um estranho grito de guerra serviu como um aviso para o que estava por vir, e seus instintos fizeram com que saltasse para trás imediatamente, conseguindo evitar o bastão de seu oponente com uma boa folga. O Terceiro Cavaleiro havia avançado contra ele enquanto se ocupava em enfrentar Titânia, e com um salto ele havia movido seu bastão como se quisesse cravar Retalhador no chão com um golpe dele, tratando sua arma como um martelo. Graças a sua esquiva, entretanto, tudo que ele conseguiu foi espalhar água para todos os lados, jogando até mesmo um pouco em Titânia, arrancando um grunhido de irritação imediato da cavaleira.

— O que você pensa que está fazendo, Dayun?! – Exclamou ela, ríspida.

— CONFRONTANDO O INIMIGO, SENHORA! – Declarou o cavaleiro, gritando a plenos pulmões apesar de estar dirigindo a palavra a alguém que estava bem ao seu lado. Só esse simples ato já foi o bastante para Retalhador fizesse uma nota mental de matá-lo de uma forma particularmente dolorosa. – EU LHE DAREI APOIO, SENHORA! PERMITA-ME AJUDÁ-LA!

— Você não vai me ajudar, você é fraco demais para isso! – Resmungou Titânia, impaciente. – Recue logo e não fique no meu caminho!

— SINTO MUITO, SENHORA, MAS NÃO POSSO FAZER ISSO! COMO UM CAVALEIRO, EU NÃO POSSO ME RECUSAR A ENFRENTAR UM INIMIGO, SENHORA!

Veias se tornaram visíveis pelo rosto de Titânia quase que de imediato, demonstrando a insatisfação da mulher com aquilo. Isso, por sua vez, só fez dar algumas ideias a Retalhador. Titânia é uma oponente perigosa. As habilidades físicas e de luta dela são boas o suficiente para que ela possa ao menos manter o nível comigo, e a lança especial que ela usa é uma sentença de morte para mim caso ela consiga me perfurar. Ela também conta com esses aliados, e embora eles não sejam fortes o bastante para representar uma ameaça – sozinhos ou em grupo – eles me distraem e me atrapalham de lutar. Tentar manter uma luta com aqueles três interrompendo constantemente seria praticamente cometer suicídio, sendo mais forte ou não. Para ter uma chance segura de derrotar Titânia, eu preciso primeiro esmagar as moscas.

Correu rapidamente os olhos pelo local, avaliando por uma última vez o ambiente para firmar seu plano. Titânia estava mais próxima dele, há uma distância pequena o bastante para que ela pudesse lhe alcançar em alguns instantes, mas grande o suficiente para que ele não estivesse sob nenhum risco imediato. O Terceiro Cavaleiro estava bem ao lado dela, mantendo uma postura atenta – não que isso significasse algo. Ele parece ser o mais irritante de todos, e sendo um Terceiro Cavaleiro ele deve com certeza ser o mais fraco dos quatro. Sentia-se tentado a avançar contra ele, mas estando tão perto assim de Titânia, os riscos em algo assim seriam grandes demais para valer a pena. Isso me deixa com dois outros possíveis alvos. Mais atrás estavam o Primeiro Cavaleiro e a Segunda Cavaleira, com a mulher apoiando o cavaleiro ferido em um de seus ombros enquanto mantinha os olhos sobre Retalhador e tentava segurar sua naginata com a mão livre. Eles estão bem mais vulneráveis, e a essa distância eu tenho tempo o suficiente para realizar um ou dois ataques antes que Titânia possa me alcançar. Só precisava definir qual seria o seu alvo. A lógica dita que é sempre melhor eliminar primeiro os oponentes mais fracos para que você possa então se focar nos mais fortes. Em geral, o mais fraco seria a garota já que ela é a Segunda Cavaleira, mas o Primeiro está ferido, então... eu diria que o grau de periculosidade deles deve ser aproximadamente o mesmo no momento. Em outras palavras, não fazia diferença qual ele eliminava primeiro.

— Você sabia, Titânia? – Começou a falar Retalhador, para chamar a atenção de sua oponente. Quando viu que ela voltou sua atenção para ele o assassino seguiu em frente, falando como uma distração enquanto discretamente começava a concentrar um pouco de magia ao redor de seus pés por baixo da água suja que cobria aquele andar. – A minha Aloeiris se chama “Amolecer”. Ela permite que eu amoleça qualquer coisa, e ao amolecer essas coisas eu as deixo frágeis e maleáveis. Ou, ao menos, é o que ela aparentemente faz. Embora amolecer as coisas seja realmente parte do que posso fazer com a minha Aloeiris, uma outra coisa que sou capaz de fazer com ela é retirar a resistência do que toco. Com isso eu consigo fazer algumas coisas bem interessantes. Quebrar uma barra de aço como se fosse feita de pó, rasgar o pescoço de um homem com uma mão nua como se ele fosse feito de papel molhado... capacidades interessantíssimas, não concorda?

— Eu não dou a mínima para as habilidades do seu poder – retrucou Titânia, em um tom que deixava claro que ela não estava brincando ali. – Qualquer que seja o seu poder, ele não vai fazer diferença alguma depois que a minha lança atravessar o seu coração.

— Se você não dá a mínima para o meu poder, então você é mais burra do que eu imaginei – murmurou Retalhador, ajeitando seus óculos com a ponta dos dedos. – Diga, Titânia... deve ser difícil se mover em um lugar como esse, não concorda?

A sobrancelha da mulher se ergueu ao ouvir aquilo. Lentamente ela foi adotando uma postura mais preparada, seus joelhos se dobrando levemente para colocá-la em uma boa posição para reagir a qualquer ataque se necessário. Ela está começando a suspeitar disso tudo, mas ainda não sabe exatamente o que eu tenho em mente. Perfeito. Precisava de só mais um pouco de tempo. Mais alguns segundos, era tudo.

— As Terras Úmidas é um andar inundado, similar a um pântano. Fortes ou não, vocês cavaleiros devem ter algum trabalho em se mover por aqui. Eu notei isso. Seus movimentos são mais lento, sua dificuldade em se locomover é maior, e portanto as manobras que vocês são capazes de fazer também são mais limitadas. Algo problemático, muito problemático. Eu só posso imaginar o quão difícil deve ser se mover com toda essa água. Seria tão bom, não concorda, se vocês pudessem anular a resistência da água? – Inclinou seu corpo para frente subitamente, como se estivesse se jogando ao chão, e então ativou sua magia, o encantamento da velocidade. – Mercúrio!

Disparou como se fosse o próprio vento, cruzando a sala inundada em uma velocidade tão alta que os movimentos de suas pernas jogavam água para os lados. Graças a sua Aloeiris, Retalhador conseguia acabar com a resistência da água sobre suas pernas, o que basicamente permitia que ele se movimentasse normalmente, e com o encantamento em seus pés a sua velocidade era pelo menos duas vezes maior que o normal. Com toda essa água atrapalhando os seus movimentos e a distância entre nós, Titânia vai demorar no mínimo doze segundos até que possa reagir adequadamente. Mais do que o suficiente para que eu mate esses fracotes!

A Segunda Cavaleira viu o seu avanço, e ver que ela era o seu alvo fez com que seus olhos se arregalassem e que medo cintilasse neles. Ela empurrou seu companheiro para o lado – se por medo de envolve-lo no confronto ou em simplesmente uma tentativa de se defender melhor ele não sabia, e nem se importava – e segurou sua naginata com ambas as mãos, movendo-a rapidamente em um corte direcionado ao crânio de Retalhador. Pouco demais, tarde demais, fraco demais. Não vai funcionar, cavaleira.

Enquanto avançava contra ela ele moveu sua mão, reta como uma faca, cercada pela sua energia e pelo seu poder. Ela cortou através da naginata como uma faca quente pela manteiga, e seguiu para ir de encontro ao pescoço da cavaleira. Retalhador não parou de correr em momento algum, e um instante depois a cabeça daquela mulher voava aos céus enquanto ele começava a dar a volta e mudava o seu foco para o próximo alvo. Um já foi. Faltam três.

O único olho do Primeiro Cavaleiro se arregalou ao ver o que havia acontecido com sua companheira – primeiro em surpresa, para logo depois começar a ser consumido pela fúria. Ele voltou seu rosto em direção a Retalhador, completamente enfurecido, e com um grito de guerra ele ergueu seu machado de polo com sua mão direita, ignorando a dor e o sangue que fluiu da sua ferida para descer sua arma contra Retalhador, mesmo enquanto avançava contra ele.

Sua mão investiu em uma estocada, partindo o cabo do machado em dois facilmente e fazendo com que sua lâmina caísse inutilmente no chão. A boca aberta do cavaleiro foi a área que atingiu; sua mão a atravessou, arrancando boa parte dos dentes dele pela brutalidade do golpe, perfurando-o até emergir do outro lado do seu crânio, banhada em sangue. O olho dele ainda brilhou por um momento antes que a chama da vida se apagasse, e quando Retalhador moveu sua mão para o lado – rasgando outra parte do rosto do cavaleiro no processo – o seu corpo morto caiu para começar a boiar na água do pântano. Dois já foram. Faltam dois.

Foi então que viu ela avançando contra ele. Titânia deveria estar furiosa, ou ao menos parecia ser esse o caso, dado a forma como ela avançava diretamente e o olhar fulminante que ela tinha em seu olho. A ponta de Gáe Bolg investiu contra ele com uma velocidade francamente fenomenal, mas nada com o qual ele pudesse lidar, principalmente com as suas habilidades. Rodopiou para fora do alcance do golpe, e embora tenha se sentido tentado a atacar Titânia, o que fez foi disparar ao lado dela contra o seu próximo alvo.

Ao avançar contra Retalhador, Titânia havia deixado o Terceiro Cavaleiro sozinho, e isso dava a Retalhador a chance perfeita. Avançou contra ele em alta velocidade, confiante de que o cavaleiro não seria capaz de nem sequer acompanhar os seus movimentos, mas para a sua surpresa ele não só conseguiu fazer isso como também reagir, movendo seu bastão em um golpe horizontal que, embora simples, era quase que louvável vindo de uma criatura tão fraca como aquela.

Abaixou-se facilmente para evitar o golpe e rolou para o lado para evitar o que vinha depois dele, uma pancada com o bastão no chão a frente dele. Mesmo assim o cavaleiro acompanhou seus movimentos, voltando-se para encara-lo com.… olhos azulados e brilhantes. Mas o que diabos? Não entendia o que aquilo deveria significar, mas de qualquer forma, não tinha tempo para pensar nisso naquele momento. Disparou sua palma aberta contra seu oponente, visando empurrar os ossos dele para fora do seu corpo pelo lado, mas ele se virou no exato momento em que sua mão iria lhe atingir, fazendo com que acabasse o atingindo em cheio no meio do peito.

Seu golpe foi efetivo, embora não da forma que imaginou. No último instante, quando seu ataque estava prestes a atingir seu oponente, ele viu uma espécie de barreira protetora se formar ao redor do peito dele, fina e quase que transparente, mas com um ainda perceptível tom azulado. Foi essa a barreira que salvou a vida daquele cavaleiro – foi graças a ela que um golpe que deveria no mínimo atravessar o seu peito acabou apenas o isolando com força ao outro lado da sala, fazendo com que suas costas explodissem contra a parede e deixando seu corpo escorrer até o chão. Hunf... ele não está morto e isso não é exatamente o que eu queria, mas acho que serve por hora. Três já foram, o que significa que só resta um... ou melhor, “uma”.

Pelos sons da água, já sabia da aproximação de Titânia, e esse conhecimento fez com que ele arriscasse um jogo mais perigoso. Virou-se de encontro para ela enquanto se movia para fora do alcance da ponta da sua lança, sim. Mas ao fazer isso, depois que a lança começou a passar pelo seu lado, foi rápido em segurá-la firmemente com sua mão banhada em sangue. O olho de Titânia se arregalou com isso e ela imediatamente tentou puxá-la de volta, mas segurou firme e avançou com sua outra mão, não realmente tendo qualquer esperança de atingir Titânia, mas visando força-la a se afastar. E foi exatamente isso que aconteceu. Ela teve que soltar a lança e saltar para trás, e isso fez com que um sorriso fino ganhasse o seu rosto.

Usando sua Aloeiris, Retalhador amoleceu a lança lendária. Sangue de Deuses ou não, Gáe Bolg escorreu por entre seus dedos como se não fosse nada mais do que sangue até pingar na água abaixo deles, tudo isso diante do olhar surpreso e incrédulo de Titânia.

— Honestamente, isso não era parte do plano. Eu nunca pensei, nem por um momento, que eu fosse conseguir fazer algo assim. Quem imaginaria que uma lança como essa cederia de forma tão fácil, como qualquer outra arma de ferro ou aço? Talvez minha habilidade seja mais forte do que eu pensei, ou talvez o simples fato de ser uma lança especial não é o bastante para lhe dar uma resistência especial, mas de qualquer forma, isso não importa. – Estalou os dedos de ambas as suas mãos audivelmente e girou seu pescoço, estalando e esticando-o em preparação para o que estava por vir. Deu um passo em direção a sua oponente, e embora tivesse de lhe dar crédito por ter ficado firme e assumido uma posição de batalha, era claro que a ruiva estava nervosa agora. – Bom, Titânia, Caçadora de Corações... devemos continuar?





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