O Olho Vermelho escrita por Igor L S C Oliveira


Capítulo 96
O Deserto de Ossos




Terceiro Andar do Pandemonium, “O Deserto de Ossos”...

SEUS OLHOS CORRERAM PELO AMBIENTE AO SEU REDOR PROCURANDO POR ALGUM SINAL QUE PUDESSE LHE DAR ALGUMA INDICAÇÃO DE POR ONDE SEGUIR, mas não teve sucesso nisso. Mas que diabo de lugar é esse? Quando ainda estavam reunidos, Shell havia dito a todos os nomes dos andares que conhecia do Pandemonium como uma forma de alertá-los um pouco e garantir que eles tivessem ao menos uma ideia do que esperar.

Pelo que estava vendo até agora, Hozar tinha de assumir que o nome de “Deserto de Ossos” caia como uma luva para o Terceiro Andar.

Abaixo de seus pés estava uma espécie de grão branco, algo que havia inicialmente pensado ser uma espécie de areia, até se ajoelhar e tomar um punhado daquilo entre os dedos. Foi só depois disso que compreendeu o nome daquele lugar. Isso não é areia. São ossos. Ossos desintegrados pelo tempo. Olhando pelo horizonte, era só essa “areia” que alguém podia ver, aos montes e montes, em dunas maiores e menores. E em meio a elas estavam alguns ossos que iriam ter o mesmo destino dos outros depois de um tempo, esqueletos de animais como bois, lobos, tigres, elefantes, dragões, e até mesmo esqueletos que lembravam bem a forma humana. Como o Olho Vermelho tem um lugar como esse no meio dessa fortaleza? Não fazia sentido algum que eles cultivassem um lugar como esse, e além do mais, aquilo parecia tão... natural. Olhando para cima o cavaleiro podia ver um céu azul e limpo, exatamente o que você esperaria ver se olhasse para cima do lado de fora. Por mil diabos, tem até um sol aqui! Isso não pode ser uma criação artificial. Não digo que algo assim seria impossível, mas certamente seria no mínimo inviável para o Olho Vermelho. O que significa que só existem duas possíveis explicações para tudo isso.

Ou ele havia caído na ilusão de alguém em algum momento e aquilo tudo era uma alucinação... ou aquele lugar era uma espécie de seção paralela. Uma dimensão isolada até a qual as escadarias do Pandemonium lhe levavam.

Ficou por alguns momentos completamente parado aonde estava, considerando ambas as possibilidades, até tomar uma decisão. Suspirou, ergueu um punho e, sem pensar duas vezes, socou o seu próprio rosto com toda a sua força. O golpe foi forte o bastante para rachar o seu lábio e fazer com que ele cambaleasse um pouco para o lado e sentisse meio tonto por um momento ou dois, tendo que sacudir sua cabeça para se recuperar, mas quando voltou a abrir os olhos e tornou a olhar ao redor, viu exatamente o mesmo que antes. Então, dimensão paralela é o que isso é. De certa forma, não ficava muito surpreso com isso. A bem da verdade, aquilo fazia um bom trabalho em explicar muitas coisas, e ele já sabia desde o início que os andares eram isolados uns dos outros. Só não havia pensado que eles chegavam a esse ponto, a serem lugares completamente diferentes uns dos outros. E de qualquer forma, não importa. Essa é a menor das minhas preocupações. Mais importante que deliberar sobre a construção do Pandemonium é descobrir por onde raios eu devo seguir.

Não importava para onde olhasse, Hozar não via nada de novo. Para todos os lados ele via apenas “areia”, dunas e ossos – em diferentes locais, de diferentes formas e em diferentes volumes, mas mesmo assim, o mesmo. Não tinha nada que pudesse servir como uma espécie de indicador para ele, e isso era muito ruim. Eu não posso simplesmente sair zanzando às cegas por um deserto como esse. Eu tenho que ter alguma noção de por onde seguir, ou vou acabar passando o resto da vida aqui. E isso apenas lhe levava de volta ao seu problema inicial; não tinha a menor ideia de por onde seguir, e nada lhe dava qualquer indicação. Não via uma construção ao longe, nem sequer uma escadaria. Creio que é possível que eles tenham colocado algum feitiço na escadaria para disfarça-la ou coisa do tipo, mas francamente, eu espero que não tenham feito algo assim. Isso só faria complicar ainda mais as coisas para mim.

Foi então que ventou. No início o que veio foi apenas uma brisa suave e refrescante, mas mesmo ela assustou um pouco, uma vez que não havia sentido nada nem de longe similar a isso até então. Logo, no entanto, a brisa foi ganhando cada vez mais força, se transformando em uma ventania e começando a levantar a “areia” do chão, fazendo com que Hozar tivesse de proteger o rosto com um de seus braços. Mas o que é isso? Uma tempestade de areia?! Não, não podia ser. Não duvidava que ventasse naquele lugar, mas aquele vento... era óbvio que ele não era um vento natural. Tem alguma coisa se aproximando!

Ouviu um rugido e ergueu sua cabeça em direção a ele em resposta, e foi então que o viu. Alto no ar, além da areia, batendo grandes asas que eram as causadoras daquela ventania, estava um dragão. Um dragão enorme e colossal, com quatro patas que eram facilmente do tamanho de grandes construções dos homens, com uma grande cicatriz em diagonal que ia do peito até o abdômen e o começo da sua calda. Suas escamas eram negras como a noite e seus olhos brancos como leite, com pupilas vermelhas que pareciam enlouquecidas. Em sua calda ele tinha dois ferrões, e foram exatamente esses ferrões que investiram contra Hozar, tão grande que pareciam o dedo de um gigante.

Pulou para longe para evitar o golpe, sabendo que nunca conseguiria bloquear decentemente algo tão massivo. Foi uma boa ideia essa, como testemunhou pelo fosso gigante que os ferrões deixaram na areia, buracos negros cujo fundo era impossível de ver. Um dragão?! Um maldito dragão?! Por quê o Olho Vermelho tem um dragão em um lugar desses?! Aquilo era absurdo, mas de qualquer forma, Hozar não tinha tempo para pensar nisso. Concentrou-se um pouco, e a partir do seu espírito ele forjou novamente seu martelo de batalha e saltou contra seu oponente.

O dragão, no entanto, não ia deixar as coisas serem tão simples. No momento em que Hozar saltou ele também moveu uma das suas enormes garras contra ele, como se fosse esmagar uma mosca com ela. O Cinzento grunhiu entre dentes com isso, irritado por estar sendo interrompido, mas sem muitas escolhas ele moveu seu martelo contra a garra do dragão. O som do impacto das duas forças foi estrondoso, criando uma onda de choque que jogou toda a areia da área abaixo deles aos céus, fazendo com que Hozar se visse entre grãos de osso em meio ar, confrontando a garra gigante de um dragão negro.

O confronto entre os dois acabou em um empate. Tanto a garra do dragão quanto o próprio Hozar foram isolados para trás, e por um momento Hozar pensou que teria um minuto... até que uma sombra enorme se erguesse sobre ele e ele virasse seu rosto rapidamente, bem a tempo de ver outra das garras do dragão caindo sobre sua cabeça.

Dessa vez ele não teve condição alguma de reagir ao golpe. Foi acertado em cheio pela garra da besta mágica e atirado ao chão como um foguete no mesmo instante. A areia amorteceu sua queda, mas nem ela impediu que sua armadura estivesse um pouco quebrada e que ele estivesse sangrando quando emergiu do meio dela com um salto para trás afim de criar distância. Diabos, isso não vai ser fácil.... Aquele dragão não era como os outros que já havia enfrentado no passado. Enquanto aqueles haviam sido fortes, mas relativamente fáceis de derrotar, esse era monstruosamente poderoso, o suficiente para bater de frente com guerreiros de elite do Salão Cinzento. Eu preciso de um plano para derrotar essa coisa. Eu preciso de-

Seus pensamentos foram interrompidos quando uma sombra similar a anterior encobriu novamente seu corpo. Seu rosto se virou para trás, apenas para ver a cabeça daquele dragão gigante abrindo sua boca e avançando contra Hozar como se planejasse engoli-lo inteiro em uma só mordida.

Merda...! Virou-se tão rápido quanto pode em direção ao dragão, colocando seu martelo a frente de seu corpo como se estivesse tentando bloquear aquela mordida com ele. Eu não vou conseguir parar o ataque dele com isso, mas posso tentar resistir caso ele tente me morder, ou usar o martelo para esmagar alguma coisa em seu interior caso eu seja engolido. Essas estavam longe de ser boas alternativas e sabia muito bem disso, mas era o melhor que podia fazer naquela situação.

– Uou, uou, uou! O que você acha que está fazendo?!

A voz veio seguida de uma lâmina de luz – uma que se ergueu em defesa a Hozar. Nem sequer viu a aproximação dele, mas quando se deu conta um homem estava passando ao seu lado no ar, brandindo uma espada que tinha uma espécie de lâmina alongada de luz enquanto avançava contra o dragão. Assim que ele passou por Hozar o homem fez com que uma lâmina alongada de luz também viesse a partir do cabo de sua espada, fazendo com que ela se transformasse numa espada de dois gumes, girando-a em sua mão e usando-a para bloquear a mordida do dragão antes que ele sequer pudesse começar a exercer força, como alguém que tenta bloquear a mordida de um animal ao enfiar um graveto em pé na boca dele. E o pior foi que aquilo funcionou; quando o dragão fez pressão para tornar a fechar sua boca as lâminas de luz ficaram firmes, sem se dobrar ou ceder um centímetro sequer. E o homem sorriu ao ver isso.

– Perfeito – murmurou ele, antes de virar o rosto para o lado e gritar. – EI, MARCO! ESTÁ TUDO PRONTO AQUI DO MEU LADO! ELE É TODO SEU!

Marco? Virou seu rosto na mesma direção para a qual o homem olhava, e então viu ele. Rasgando os céus em alta velocidade, a figura de um homem avançava com tudo contra o dragão, girando um par de bastões curtos de madeira em suas mãos.

Impacto do Meteoro! – Foi o grito que veio da garganta dele no momento em que ele desferiu o seu ataque, golpeando o dragão direto na lateral do rosto com ambos os seus bastões, e foi o tempo dele acertar o seu golpe para que o rosto do dragão parecesse afundar para dentro do seu crânio.

A força por trás do ataque jogou o dragão negro direto no chão em um piscar de olhos, espalhando areia pelos céus e deixando o desenho de um dragão no meio do deserto. E mais do que apenas isso, ele também fez com que o queixo de Hozar caísse, surpreendido com aquilo. Mas que... que dano! Aquele golpe não era força pura, sabia disso. Ele era fruto de um misto de habilidade, velocidade, força e aerodinâmica. Mas isso só fazia com que isso fosse ainda mais impressionante para ele.

Aterrissou no chão de pé, segundos antes que o primeiro homem também aterrissasse. Foi só então que pode dar uma boa olhada nele. Aquele era um dos que haviam avançado com Hozar e os outros no ataque à fortaleza, um dos mercenários que havia lutado ao lado do Salão na Batalha do Salão Cinzento. Um homem alto de cabelos pretos-azulados, vestido em uma armadura leve de anéis enquanto brandia uma espada bastarda com cabo de seta em uma de suas mãos. Ele foi rápido em se voltar para Hozar assim que chegou ao chão, e logo abriu um sorriso no rosto que lembrava os de Kastor.

– Ei, foi mal se eu te assustei com meu grito de antes, mas eu não pude me controlar depois que vi Gunlamar te atacando. Eu juro, não sei o porquê dele estar aqui, ou estar do lado do Olho Vermelho. – Pelo tom de voz dele e a forma como ele olhou em direção ao dragão ao dizer aquilo, supunha que “Gunlamar” seria esse dragão em questão, apesar de que isso só fez com que Hozar ficasse ainda mais confuso. Ele fala como se a criatura tivesse algum tipo de inteligência. Já ouvi uma história ou duas que diziam que dragões são alguns dos animais mais inteligentes do mundo, mas não acho que essa inteligência está num nível que justifica um tratamento como esse, como se ele fosse um humano. – Bom, de qualquer forma, cortesia antes de negócios, sim? Meu nome é Trevor Lancaster, líder do clã Potentia Aurae e, atualmente, um mercenário a serviço do Salão Cinzento. É um prazer lhe conhecer, Hozar. Ouvi muito sobre você e já te vi de relance algumas vezes, mas acho que essa é a primeira vez que temos a chance de falar assim diretamente um com o outro.

– Potentia Aurae? – Repetiu Hozar, começando-se a lembrar daquele homem. – Eu reconheço esse nome. Se não me engano, o seu clã foi contratado para servir como um dos grandes reforços do Salão na guerra, mas Jiazz derrotou a maior parte dele, não é?

– Ah... então você ouviu sobre isso – murmurou Trevor, o sorriso que ele tinha desaparecendo para dar lugar a uma feição mais descontente, embora ele não parecesse tanto estar chateado com Hozar quanto atormentado por uma memória desagradável. – Bom, sim, você não está errado. Jiazz derrotou a maior parte do clã e alguns outros amigos meus durante a Batalha do Salão Cinzento. Ninguém morreu, mas só o meu braço-direito continua em condições de lutar. Mas não se preocupe; eu e Marco somos bem capazes, e nós faremos o nosso melhor para ajudar você e o Salão nessa guerra. E por falar nisso... lá bem ele.

Ele disse aquilo e ergueu o rosto, e Hozar acompanhou o movimento. Acima deles, o mesmo homem que havia golpeado o dragão estava agora vindo disparado em direção ao chão em alta velocidade. Ele manteve seu corpo reto como uma flecha pela maior parte do trajeto para ter a maior velocidade possível, só girando quando estava prestes a atingir o chão para aterrissar de joelhos. Enquanto Trevor era alto, Marco era um homem pequeno, com pouco mais de um metro e sessenta de altura. Seus olhos direito e esquerdo, sendo o direito verde e o esquerdo castanho, e seus cabelos castanhos estavam presos num rabo-de-cavalo prático. Enquanto Trevor lembrava um pouco Kastor com a sua postura aparentemente mais relaxada, Marco lembrou Hozar quase que imediatamente de si mesmo com o seu ar mais sério, severo e focado.

– Hozar, esse é Marco Gold, meu braço-direito e segundo em comando do clã Potentia Aurae. – Apresentou Trevor, gesticulando para seu companheiro com uma das mãos.

– Royes – disse o outro em um tom simples de reconhecimento, para em seguida voltar seu olhar para seu líder. – Trevor, sem querer atrapalhar, mas não acha melhor deixarmos isso para outra hora? Temos um grande problema com o qual lidar aqui.

Como que para demonstrar o que o homem queria dizer, o dragão rugiu naquele momento, sua mera voz sendo forte o suficiente para fazer com que o próprio ar parecesse estremecer diante do seu peso. O golpe direto que havia recebido antes aparentemente havia deixado a besta desconcertada por algum tempo, mas agora ela estava se recuperando e começando a se debater para tornar a se levantar. Tanto Trevor quanto Marco olharam em direção a ela, e o líder do Potentia Aurae balançou sua cabeça em concordância enquanto seu rosto ganhava uma feição mais séria.

– Sim, você está certo. Eu queria poder falar um pouco com você, Hozar, mas parece que estamos todos ocupados aqui, não é? – Sem se virar para Hozar, Trevor ergueu uma de suas mãos e apontou com seu indicador numa direção específica. O olhar de Hozar acompanhou o movimento desse dedo, mas ao olhar na direção para a qual ele apontava o Cinzento não viu nada, e isso fez com que uma de suas sobrancelhas se erguesse em confusão. – Não fique surpreso se você não está vendo nada – disse Trevor, como se lesse os pensamentos de Hozar. – Gunlamar colocou uma ilusão nas escadarias para tentar ocultá-las dos olhos dos outros. Você não deve reconhecer isso já que nunca viu uma ilusão dele, mas eu conheço esse dragão bem o suficiente para saber identificar esse tipo de coisa com certa tranquilidade. Apenas comece a correr nessa direção e não pare. Eu e Marco vamos cuidar de Gunlamar, e assim que ele for derrotado a escadaria deve ficar visível de novo.

– Espere um pouco, você está dizendo que esse dragão criou uma ilusão? – Sabia que tinham dezenas de outras coisas mais importantes nas quais ele devia se focar, mas aquela afirmação em particular foi algo que chamou a sua atenção. – Isso sequer é possível? Quero dizer, essa coisa é um dragão! Mesmos os mais inteligentes dos dragões estão longe do nível de inteligência dos humanos, e nem mesmo todos os humanos são capazes de usar magias, quanto mais magias de ilusão.

– Com todo o respeito, Hozar, mas você está subestimando perigosamente os dragões aqui – disse Trevor, sem tirar os olhos de Gunlamar. – Existem dragões que realmente estão abaixo do intelecto humano, sim, mas existem também dragões que estão acima dele. Só não vemos muito esses dragões porque eles são espertos o bastante para buscarem viver em áreas bem remotas, longe dos humanos, uma vez que nós somos a maior ameaça a eles. Gunlamar é uma exceção a essa regra devido a eventos do seu passado, mas isso não significa que ele é mais burro que os outros. Ele é completamente capaz de usar ilusões, melhor do que muitos magos do nosso mundo. Afinal, se elas fossem ilusões de baixa qualidade, você teria sido capaz de escapar delas com o soco que deu em seu rosto, não concorda?

Sentiu a cor subir às suas bochechas ao ser lembrado aquilo. Então ele estava observando tudo mesmo enquanto aquilo acontecia? Desde quando ele está aqui, afinal de contas? De qualquer forma, não tinha tempo para perder com besteiras, e por isso engoliu os questionamentos que queria fazer e se virou na direção para a qual ele havia apontado.

– Você tem certeza que pode lidar com esse dragão? – Questionou Hozar, antes de fazer qualquer coisa. – Se quiser, eu posso te ajudar com ele.

– Obrigado, mas isso não será necessário – disse Trevor. – Eu já derrotei Gunlamar uma vez, no passado. Com Marco aqui me ajudando, eu não vou perder. E além do mais, você tem coisas mais importantes com as quais se preocupar, não é? – Voltou seu rosto um pouco para trás ao ouvir aquilo, e viu então que Trevor havia feito o mesmo para olhar para ele, um sorriso amigável em seu rosto. – Vá ajudar o seu amigo, Hozar. Eu estarei lhe acompanhando assim que eu acabar com as coisas por aqui.

Aquela foi uma resposta boa o suficiente para o Cinzento. Acenou com a sua cabeça em compreensão, e sem demorar mais ele começou a correr, seguindo a toda velocidade na direção que Trevor havia lhe apontado.

E pouco mais de alguns segundos depois disso ele ouviu o rugido do dragão, seguido pelo som do seu avanço.





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