O Olho Vermelho escrita por Igor L S C Oliveira


Capítulo 74
Revanche


Notas iniciais do capítulo

Algumas lutas são tão certas quanto o pôr-do-sol.



Segundo Andar do Pandemonium, “Labirinto Eterno”...

OUVIU CLARAMENTE A PORTA DA SUA SALA SER ARREBENTADA VIOLENTAMENTE POR UM GOLPE DO INVASOR, mas não se deu ao trabalho de sequer se virar em direção a ele. Já sabia quem era aquele pelo simples som de seus passos, e naquele momento estava sorrindo em satisfação ao saber que teria enfim a chance de ter a sua revanche, e isso não era algo que ele queria permitir que o homem visse.

– Então, você fez seu caminho até mim... – Murmurou Octo Gall, tentando manter o seu tom de voz o mais indiferente possível, embora sentisse que um pouco de graça estava escapando para ele. – Bem que eu imaginei que você iria procurar por mim no campo de batalha. Vocês cavaleiros são tão previsíveis.

– É claro que eu ia te procurar. Matar você é responsabilidade minha, afinal de contas – respondeu Enderthorn, o Primeiro Cavaleiro conhecido como “o Vampiro”, o homem que havia arrancado um dos braços de Octo Gall durante a Batalha do Salão Cinzento. A bem da verdade, o meu braço era a menor das preocupações. Braços são coisas fáceis de se repor, todas as coisas consideradas. Isso dito, o seu livro não era. Enderthorn havia destruído o seu livro com o último ataque na luta que tiveram, e isso era o que realmente irritava Octo Gall ao ponto de ter uma certa... “rixa” com o cavaleiro. – Eu ainda mal posso acreditar que deixei que alguém como você escapulisse entre os meus dedos durante a Batalha. Esse foi um erro que não pretendo repetir.

– E por isso veio me matar? Minha nossa, você é certamente arrogante, não é? – Contemplou o Obscuro, enquanto ainda fingia fuçar em suas coisas na mesa. – Diga-me, Enderthorn: o que te faz pensar que as coisas vão ser fáceis assim, hum? Você me derrotou da última vez que lutamos, sim, mas já faz um tempo desde que isso aconteceu. Acha que eu fiquei apenas parado nesse tempo? Por acaso isso sugere que eu fiquei parado durante todo esse tempo?

Disse o “isso” enquanto abria os braços e gesticulava ao seu redor, para os seus “guardiões”. Pouco depois de ter enviado os seus zumbis para o campo de batalha, ele pensou melhor no que estava fazendo. Não havia feito segredo nenhum do fato de que era um necromante durante a Batalha do Salão Cinzento, e isso significava que, a não ser que eles fossem tremendamente burros, os cavaleiros e seus aliados iriam ser rápidos em ligar os pontos e chegar a conclusão de que ele era o responsável pelos zumbis. Sendo assim, havia sido cuidadoso o suficiente para manter quatro dos seus mais poderosos zumbis ao seu lado. Alexander, Kazegami, Florian e Apollo. Esses quatro não são tão poderosos agora quanto eram em vida, mas ainda são fortes o bastante para formarem uma guarda formidável.

– Não me importa o que você fez nesse meio tempo, nem tampouco o quanto você possa ter melhorado. Eu vou te derrotar. Isso não é uma promessa, Octo Gall. É um fato.

O som de uma lâmina ressoando para fora de uma bainha ressoou nesse momento, e assim que ouviu aquilo, Octo Gall girou imediatamente em torno de si mesmo para se voltar em direção à Enderthorn. O Vampiro estava avançando contra ele em um salto, a lâmina nua de sua espada já reluzindo a sua frente, mas Octo estava preparado para isso. Um movimento de um de seus dedos e Florian disparou em sua defesa, brandindo seu florete e bloqueando o golpe de Enderthorn com ele. Ao mesmo tempo, Alexander e Apollo avançaram contra o cavaleiro. Alexander usava alquimia. Apollo usava magia. Nenhum dos dois é algo que eu posso reproduzir a partir dos meus zumbis..., mas mesmo que eu não possa usar todo o poder deles, os seus físicos ainda são impressionantes.

Mas aparentemente, não impressionantes o suficiente. A medida que via os dois avançando contra ele, tudo que Enderthorn fez foi pousar um olhar frio sobre os dois. Quando Alexander lançou um soco contra ele, sua reação foi pura destreza e agilidade; com sua mão direita ele simultaneamente empurrou o punho de seu oponente para baixo – o que afastou o perigo consideravelmente – como também fez do próprio punho dele uma base para manobrar seu corpo. Só teve apoio por um momento – muito menos do que o necessário para se fazer a maioria das manobras – mas isso foi o bastante para que pudesse fazer o que queria; usava o punho de Alexander como apoio, Enderthorn fez seu corpo girar no ar de forma a passar por cima dos seus oponentes e aterrissar seguramente bem atrás deles.

Sem nem se virar ele se colocou novamente de pé e moveu sua espada. A ponta dela perfurou Alexander pelas costas e seguiu até que sua ponta vazasse do outro lado, banhada em sangue podre. Os dedos de Octo se moveram novamente e fizeram com que Apollo avançasse contra Ender, e foi então que o cavaleiro tornou a agir; ele girou em torno de si mesmo, levando sua espada consigo e fazendo com que a lâmina dela rasgasse pelo peito de Alexander até vazar por um dos lados e decepar o braço do falecido cavaleiro. A medida que ele girava, ele também ia se abaixando, e isso serviu-lhe bem; quando havia decepado o braço de Alexander, Enderthorn já estava completamente agachado, seus joelhos completamente dobrados e seu corpo sustentado apenas pela ponta de seus pés. O soco que Apollo havia lançado contra ele não conseguiu sequer passar perto de lhe arranhar graças a isso, fazendo com que o zumbi ficasse apenas de guarda aberta bem diante do cavaleiro. Mesmo depois de se agachar, Enderthorn não parou de girar, e seus movimentos fizeram com que sua espada passasse pelo estômago de Apollo, rasgando-o da direita a esquerda com um corte profundo o suficiente para fazer com que as tripas do homem escorressem para fora. E foi só então que Enderthorn parou de girar... embora isso não significasse de forma alguma que ele havia parado o seu ataque.

Com um movimento brusco ele cravou a lâmina de sua arma no chão, liberando suas mãos, e em seguida ele não hesitou em mover essas mãos para as feridas de seus oponentes, empapando-as com o sangue deles. Se colocou em pé num instante enquanto levava essas mãos ensanguentadas ao seu rosto, lambendo o líquido vermelho e negro do sangue podre dos dois de seus dedos com tanto gosto que ele podia facilmente passar por mel. Mas o que... o que ele pensa que está fazendo? Era um necromante, alguém que brincava com cadáveres e órgãos e que provavelmente pareceria completamente asqueroso aos padrões da maioria das pessoas, e nem mesmo isso fez com que ele deixasse de se sentir enojado por aquilo. Isso dito, algo como simples nojo não era o suficiente para fazer com que parasse seus ataques, e a sua ordem os dois zumbis investiram novamente contra Ender, ignorando completamente os seus ferimentos..., mas antes que qualquer um deles conseguisse fazer qualquer coisa, as mãos do cavaleiro se fecharam ao redor de suas cabeças.

– Que sangue ruim. – Resmungou ele, fazendo uma careta de gosto ruim por um momento, antes de fechar suas mãos com mais força. Os crânios de ambos os zumbis foram esmagados como melancias, e imediatamente em seguida Enderthorn moveu suas mãos para desferir um golpe de mão aberta nos peitorais dos dois zumbis, atacando-os com tanta força que o impacto os isolou cada um para um lado da sala.

Seus dentes rangeram uns nos outros e um leve grunhido ressoou das profundezas da sua garganta ao ver aquilo. Parece que ele ficou mais forte desde a última vez que lutamos... suponho que eu deveria esperar por algo assim, embora não tenha imaginado que alguém poderia evoluir tanto em tão pouco tempo. De qualquer forma, não importa. Mesmo sem cabeça e feridos como estavam, Octo ainda podia controlar livremente os seus zumbis, e por mais que Enderthorn tivesse os afastado agora, ainda tinha dois zumbis em posições ideais.

Moveu seus dedos novamente e com eles fez com que Kazegami agisse. O zumbi do Cavaleiro do Vento esticou dois de seus dedos e moveu-os em direção a Ender, fazendo movimentos no vento que foram ampliados pela sua Aloeiris de forma a criar verdadeiras lâminas de vento que cruzaram os ares em direção a Thorn. Elas eram tão rápidas quanto um relâmpago, mas nem mesmo assim conseguiram ser uma ameaça para o cavaleiro; ele se abaixou rapidamente para evitar a primeira e aproveitou-se desse movimento para tomar em mãos a empunhadura de sua espada. Sua investida foi rápida como a de um leopardo, correndo a passos rápidos em direção à Octo enquanto brandia sua espada. Quando outra lâmina veio em sua direção, baixa demais para que pudesse desviar dela se abaixando, o que ele fez foi mergulhar e girar no ar; passou por cima dessa primeira, e quando a que vinha por cima logo atrás dela lhe alcançou, tudo que ela pode fazer foi rasgar um pouco suas roupas sem conseguir causar nenhum dano real a ele. Foi só depois de passar por essa segunda lâmina que Enderthorn realmente se focou em girar seu corpo, fazendo com que ele desse uma espécie de cambalhota no ar rapidamente de forma a alcançar o chão com seus pés primeiro, ao invés de com a cabeça. Uma das sobrancelhas de Octo se ergueu quase que imediatamente ao ver aquilo..., mas tudo se tornou muito claro quando viu que ele não apenas aterrissou no chão, mas sim deslizou por ele, aproveitando-se do momento que tinha para avançar ainda mais contra seus oponentes.

Os dedos de Octo Gall se moveram freneticamente ao ver aquilo, tentando fazer com que Kazegami corrigisse sua postura para lançar golpes contra o cavaleiro. Quase conseguiu fazer isso; chegou a arrumar completamente a postura do zumbi e fazê-lo começar a mover seus dedos, mas a essa altura, Enderthorn já havia alcançado o cavaleiro morto, e enquanto ele deslizava ao lado dele o Vampiro moveu rapidamente sua espada, decepando uma das pernas do zumbi e fazendo com que ele perdesse seu equilíbrio, o que fez com que a lâmina de ar que ele disparou atingisse o mais absoluto nada.

O corpo de Kazegami começou a pender para o lado e cair depois daquilo, mas ele ainda se sustentou de pé por tempo o suficiente para que Ender pudesse usá-lo. Após passar pelo cavaleiro morto, Enderthorn foi rápido em saltar com uma nova cambalhota em direção a ele, aterrissando com os pés em suas costas, colocando todo o peso de seu corpo em cima do morto. Como era de se esperar, o corpo de Kazegami pendeu para frente em direção ao chão depois disso, mas Ender não o acompanhou – desde o início, toda a sua intenção era apenas usar o corpo do outro como um apoio para que pudesse continuar com sua investida, e isso foi exatamente o que ele tinha acabado de fazer.

Seu salto veio com tanta força que Kazegami foi ao chão num instante com ele, e em menos de um segundo Ender já havia cruzado metade da distância que o separava de Octo. Maldição... isso não vai ser tão fácil assim, cavaleiro! Moveu novamente seus dedos, e como uma boa marionete, Florian se moveu rapidamente em sua proteção. A espada cercada por raios do cavaleiro investiu em direção ao rosto de Enderthorn, sua ponta mirada diretamente no olho do cavaleiro.

A reação dele foi uma das mais simples, mas também uma das mais efetivas possíveis. Sua espada moveu-se com a rapidez que já havia aprendido a associar como “tradicional” a Enderthorn, e um instante depois o florete e metade do braço de Florian caiam no chão, fruto de um corte limpo do cavaleiro. Com sua outra mão Thorn segurou o que restava desse mesmo braço de Florian, usando-o com apoio para que girasse em torno do zumbi e ganhasse suas costas, e com mais um movimento de sua espada ele cortou o corpo dele ao meio horizontalmente, fazendo com que a metade superior do cavaleiro morto fosse ao ar enquanto sua metade inferior caia no chão.

E então ele virou um pouco seu rosto, e seus olhos afiados caíram imediatamente sobre Octo Gall, mostrando claramente pela primeira vez o quão enfurecido ele estava em ter de fazer aquele tipo de coisa com homens que um dia foram seus companheiros.

Por um momento, o mago negro se desesperou. Ele vai me atingir. Ele está perto demais. Eu não vou conseguir reagir a tempo! Por um momento, um medo primordial tomou conta de seu ser, mas por apenas um momento. Não deixou que esse medo lhe controlasse, e lutando contra todo o seu temor e nervosismo, concentrou-se para criar uma esfera de energia negativa na palma de sua mão. Não vai ser tão fácil assim! Eu não vou cair tão fácil assim, Enderthorn! Moveu sua mão contra Enderthorn ao mesmo tempo em que o cavaleiro avançava contra ele...

E um segundo depois, viu sua mão voar pelos ares, resquícios da energia negativa ainda visíveis nela, mas desaparecendo assim que a primeira gota do seu próprio sangue caiu sobre a mão decepada.

A dor e o pânico que sentiu com aquilo fizeram com que ele recuasse um passo de imediato, e Enderthorn só fez se aproximar disso. Ele ajeitou rapidamente a postura de sua espada de forma a apontar a ponta dela para o peito de Octo Gall, e com uma única investida a lâmina avançou, perfurando o peito e passando entre os ossos do mago, atravessando seu coração e seguindo até que vazasse pelas suas costas, banhada em vermelho.

O corpo sem forças de Octo Gall caiu contra o cavaleiro depois disso. De seu punho decepado ainda fluía sangue em jatos potentes, o que atraiu o olhar de Enderthorn. Tenho de beber um pouco disso depois. O pensamento de beber o sangue de um homem tão desprezível lhe causava náuseas, mas não podia se dar ao luxo de ser tão vão enquanto uma verdadeira guerra acontecia ao seu redor. Os outros provavelmente vão precisar da minha ajuda em algum momento. Tenho de estar no meu melhor quando isso ocorrer. Correu rapidamente seu olhar pelo ambiente, reparando nos zumbis que Octo havia criado, embora já tivesse uma ideia da resposta que ia obter pelo simples fato de não ter sido atacado até agora. Tal como esperava, os corpos dos quatro haviam caído no chão como marionetes cujos fios foram cortados, bonecos sem vida. Eu não sei quem é um desses, mas os outros três eram cavaleiros honrados do Salão Cinzento. É repugnante pensar que um ser tão desprezível como esse mago tenha chegado ao ponto de profanar sua morte e usar os corpos deles para atacar aqueles que lutaram ao seu lado em vida. Esse pensamento era algo que enchia Enderthorn de raiva, por mais que ele não fosse normalmente alguém muito emocional.

E foi então que ele ouviu aquilo. Aquela gargalhada.

– Meus parabéns, você conseguiu acabar com um dos meus corações! – Ironizou a voz de Octo Gall, ao mesmo tempo em que o rosto do mago negro tornava a se erguer, um sorriso demoníaco presente nele de orelha a orelha. – O que pretende fazer agora?

Devia estar preparado para isso, mas não estava. Seus olhos se arregalaram, e esse foi o seu maior erro. Sentiu quase que imediatamente a energia se formar em uma esfera na palma da mão de Octo, e quando começou a reagir a isso já era tarde demais. Tudo que conseguiu foi recuar um pouco o seu corpo para não ser atingido completamente, mas a esfera ainda lhe acertou em cheio no umbigo, e a força por trás dela fez com que sangue inundasse sua boca de imediato.

Negatividade!

Seu corpo foi jogado para trás com uma força medonha, empurrado pela esfera que continuava a fazer pressão sobre ele. Isso é mal! Se eu for jogado longe, eu não vou conseguir me aproximar de Octo Gall novamente! A dor ou os ferimentos eram problemas, mas nada comparável ao problema que seria ter de fazer todo o seu caminho de volta ao mago negro enquanto tinha de lidar com eles. Por isso fez todo o esforço para cravar sua espada no chão, e por isso ele se manteve firme ali mesmo enquanto sentia a esfera de energia colocando uma pressão cada vez maior sobre sua barriga. A pressão tentava empurrá-lo cada vez mais, mas por mais que ela insistisse, ele permanecia firme e forte, permanecia teimoso sem se deixar arrastar um único centímetro para trás.

No fim, o resultado disso foi o único possível. A esfera arrebentou um buraco enorme em sua barriga ao atravessá-la, seguindo até atingir a parede da sala e ainda além. Quando sentiu esse buraco sendo aberto em seu corpo, até mesmo Enderthorn foi incapaz de se segurar; vomitou o que parecia ser litros de sangue no chão, caído sobre um joelho, sustentado apenas por sua própria espada. Sua respiração veio entrecortada e repleta de dificuldades, sentindo-se ficar mais fraco a cada minuto que passava, e isso não era tudo. Não cometeu o erro tolo de virar-se completamente para ver aquilo, mas conseguia ver os zumbis se levantando lentamente, até mesmo os cuja cabeças ele havia esmagado. Droga... isso não é nada bom...

– Que tal, Enderthorn? Consegue entender o que está acontecendo? Consegue compreender a situação na qual se encontra? – As palavras de Octo Gall foram zombeteiras. O mago negro se aproximou dele um passo após o outro com uma postura completamente aberta, e embora parte do motivo de não investir imediatamente contra ele assim que viu essa abertura fosse a sua compreensão de que aquilo era um truque, outra parte da razão era o simples fato de que com aquele ferimento Enderthorn simplesmente não podia fazer aquilo, não agora. – Você deveria ter previsto isso, cavaleiro. Eu sou um mago negro, e mais do que isso, um necromante! Corpos são os meus brinquedos favoritos, e isso inclui o meu próprio corpo. Depois da batalha do Salão Cinzento eu tive acesso a tantos corpos, tão bons... eu não pude me segurar, sabe? Então realizei algumas operações e acrescentei alguns órgãos extras ao meu corpo. Nada demais, apesar o bastante para melhorar a minha performance em batalha. – Com um sorriso no rosto, Octo Gall moveu ambas as suas mãos para o robe roxo que trajava, puxando-o de forma a mostrar seu peito. Nele estava claramente o buraco que a espada de Enderthorn havia criado, mas mais do que isso, estavam visíveis várias marcas de cortes e costuras, e ainda pior. Inúmeras veias de esforço estavam visíveis no peitoral do mago negro, um sinal claro de que aquela região estava sob grande estresse mesmo que ele não demonstrasse isso, e mais... a pele e os músculos de Octo Gall estavam sobre tanto estresse que conseguia ver o contorno dos órgãos no interior dele; ao menos três corações além do que havia perfurado e cerca de meia dúzia de pulmões, todos visíveis bem claramente. Mas... o quê? O que diabos esse maníaco fez com seu próprio corpo? Os olhos de Thorn se arregalaram em repulsão, mas Octo não pareceu notar isso... ou se notou, não se importou. – Compreende agora, Enderthorn? Se não, permita-me ser cristalino. Você não pode vencer: ponto. Não importa o que você faça, você morre aqui.





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