O Olho Vermelho escrita por Igor L S C Oliveira


Capítulo 66
Bokuto VS Shiva


Notas iniciais do capítulo

Uma espada não é apenas uma arma para um espadachim. Ela é um estilo de vida, uma extensão do próprio ser, uma representação da sua honra.

Nas mãos de um guerreiro, uma espada gera carnificina desenfreada. Nas mãos de um espadachim, uma espada gera arte vermelha.



Primeiro Andar do Pandemonium, “Mundo de Pedra”

TRÊS ESPADAS CORTARAM O AR, movendo-se com toda força contra Bokuto, apenas para serem aparadas facilmente por uma única espada do Ascendente. Os olhos do cavaleiro encararam os de sua oponente, e era no mínimo curioso ver o quão diferente eram as expressões no rosto de cada um. Bokuto – como o homem de poucas palavras que era – tinha uma expressão neutra e rígida tomando conta de sua face, seus olhos atentos a cada movimento da mulher, não só para acompanhar os ataques dela como também para tentar prever seus próximos passos. Em contrapartida, Shiva não compartilhava nem um pouco de tudo isso. Pelo sorriso em seu rosto, era claro que ela não se dava ao trabalho de analisar as coisas minuciosamente como Bokuto fazia; ao contrário do cavaleiro que lutava de forma fria e estratégica, ela parecia ser simplesmente movida pelo momento, o que fazia com que seus golpes seguissem um certo “ritmo”, como o tocar de uma música. Teoricamente falando, isso deveria fazer com que seus golpes fossem bem previsíveis, mas eles vinham carregados de tanta força e velocidade que até mesmo golpes que não contavam com muito de especial como aqueles conseguiam ser problemáticos.

Seu segundo conjunto de espadas moveu-se também de encontro contra Bokuto, mas isso foi algo que o cavaleiro previu. Com sua outra espada ele bloqueou também as outras três, e então ele se cercado por lâminas de todos os lados, com uma espadachim selvagem a sua frente.

– Você não pensou muito bem no que estava fazendo, não é? – Provocou Shiva, sorrindo sempre de forma larga. – Olhe aonde você se encontra agora! Preso entre as minhas espadas, sem escapatória! Se você tentar saltar, eu vou te cortar. Se você tentar recuar, eu vou te cortar. Se você tentar permanecer firme aonde está, eu vou quebrar seus braços e aí vou te cortar! O que você vai fazer agora, Boku-

Antes que ela pudesse terminar de falar, um dos pés de Bokuto atingiu o meio da barriga da espadachim em um chute carregado. O sorriso dela se contorceu em uma careta de dor quase que instantaneamente, e seu corpo foi jogado voando pela força do golpe. Mas Shiva era uma mulher forte, e graças a isso ela se recuperou rapidamente do golpe; forçando seu corpo para baixo ela conseguiu apoiar um de seus pés no chão e usou da fricção dele com o solo para perder o momento, conseguindo parar seu corpo e erguer seu rosto bem a tempo de ver Bokuto bem à sua frente, segurando ambas as suas espadas à sua esquerda, uma paralela a outra, as lâminas de ambas apontando para Shiva.

Estilo Duas Espadas: Presas do Tigre!

Com uma investida poderosa ambas as espadas avançaram contra Shiva, forçando a mulher a agir rápido e erguer suas armas em sua defesa. As lâminas de aço se beijaram com violência, gerando um espetáculo luminoso com faíscas que ameaçavam saltar no rosto de um deles a qualquer momento. Forte...! Ele é definitivamente tão forte quanto os rumores dizem! Era no mínimo dez vezes mais forte do que qualquer homem normal, e com seus seis braços a sua força era múltiplas vezes superior à que a maioria dos guerreiros podiam sequer sonhar em obter, e mesmo assim ela se encontrava tendo dificuldades em suportar a pressão que Bokuto exercia, e tudo isso enquanto o outro não exibia o menor sinal de estar fazendo um esforço de verdade.

Por fim, foi Bokuto quem quebrou o impasse. Com um movimento rápido ele forçou suas espadas não contra Shiva, mas lateralmente, para a direita. Pega de surpresa por isso, a espadachim não teve tempo de ajustar sua postura; ao mesmo passo em que ele girava em torno de si mesmo, a guarda dela havia sido completamente quebrada, seus braços tendo sido jogados de lado. Merda, isso é ruim! Não precisava pensar muito para saber o quão desfavorável era aquela situação. Considerando sua força e velocidade, ele vai girar muito mais rápido do que eu posso me recuperar! Se eu não fizer nada, ele vai me acertar!

Foi então – nessa fração de segundos que teve enquanto Bokuto girava, já se preparando para o próximo golpe – que uma ideia veio a sua mente, e sem hesitação ela arremessou suas seis espadas ao ar.

Quando Bokuto terminou de girar ele nem desperdiçou tempo em tentar ver o estado dela, preferindo mover uma de suas espadas num golpe vertical de cima para baixo numa tentativa de cortar o crânio de Shiva em dois. Antes que ele pudesse fazer isso, no entanto, a Aloeiris dela agiu. Um braço cresceu do meio dos seus seios, abrindo um buraco em sua camisa, e apanhando rapidamente uma das espadas que ela havia arremessado, ele conseguiu de alguma forma bloquear o golpe de Bokuto bem a tempo.

A máscara calma do cavaleiro foi quebrada por um momento ao ver aquilo. Seus olhos se arregalaram em surpresa e descrença, e foi então que Shiva sorriu. Essa é a minha chance! De seu abdômen brotaram mais quatro braços, e esses quatro braços foram os responsáveis por apanhar quatro de suas espadas do ar e investir simultaneamente com elas contra Bokuto, tudo isso enquanto um outro braço brotava da lateral de sua perna e apanhava a sexta espada, pouco antes dessa cair no chão também.

A dor e a disciplina fizeram com que Bokuto se recuperasse rapidamente da sua surpresa. Assim que seu pé tocou o chão ele não hesitou em recuar tanto quanto pode, criando a maior distância possível de sua oponente. Sangue agora escorria das quatro feridas que trazia em sua barriga, pingando até o chão. Ele é bom. Bom de verdade. Qualquer outro guerreiro teria sido perfurado por suas espadas e estaria jazendo em uma poça do seu próprio sangue naquele momento, mas Bokuto havia se provado ágil o bastante para desvencilhar-se parcialmente do ataque, fazendo com que ela só conseguisse fazer cortes superficiais nele. Isso é bom. Seria decepcionante se ele caísse facilmente, pensou Shiva, enquanto devolvia as seis espadas aos seus braços principais e fazia com que os novos que havia criado na emergência voltassem para dentro de seu corpo. Bokuto é dito como o melhor do Sul. Mais do que tomar o seu título, eu quero ver o seu poder. O poder dos melhores. Era isso, afinal, que atraia Shiva às batalhas. Ela não lutava pelo sangue, pelo ouro ou pela matança. Ela lutava porque a luta era uma arte, um espetáculo sem igual, e não havia nada no mundo que amava mais do que ver um espetáculo desses... a não ser, claro, fazer parte dele.

– Essa sua habilidade... – murmurou Bokuto de onde estava, começando a curiosamente embainhar suas espadas enquanto falava. Hã? Ele está desistindo? Não queria que a luta terminasse assim, principalmente considerando que as coisas estavam começando a ficar boas agora, mas pela expressão no rosto do cavaleiro, não parecia que ele ia desistir. – Ela permite que você crie múltiplos braços de praticamente qualquer parte do seu corpo, correto?

– Correto. – Respondeu Shiva, sem se importar muito em divulgar essa informação. Ele está perguntando mais para confirmar, afinal de contas. Isso já fica meio que claro depois do que eu fiz.

– E, corrija-me se eu estou errado, mas ela é uma Aloeiris, não é?

– Yeeep.

– Você pode fazer mais alguma coisa com essa Aloeiris além de criar braços?

– Quem sabe? Talvez sim, talvez não. – Jogou duas de suas espadas no ar ao dizer isso, tornado a as apanhar enquanto caiam. – Se você está tentando arrancar alguma coisa de mim, pode ir tirando o cavalinho da chuva, cavaleiro. Eu não sou idiota o bastante para ficar explicando minhas habilidades para o oponente assim, gratuitamente.

– Não, eu suponho que não – contemplou ele, sua voz temperada por um toque de humor. Com suas espadas já embainhadas, Bokuto se pôs a assumir uma postura um pouco rebaixada, dobrando seus joelhos um pouco como se estivesse se preparando para uma corrida ou coisa do tipo. – Quer saber qual é a minha Aloeiris?

– E lá tenho escolha? – Perguntou ela, erguendo os ombros.

– Minha Aloeiris se chama “Imperador da Pedra” – disse ele. – Seria complicado demais explicar todos os detalhes dela, e eu francamente não tenho saco para isso, mas basta que você saiba que ela me permite controlar e manipular toda a pedra ao meu redor. E corrija-me se eu estou errado, mas me parece que estamos cercados por pedras nesse exato momento, certo?

Teria que ser muito lerda para não entender o ponto dele com aquilo.

– Você está dizendo que, caso queira, pode fazer com que tudo isso ao nosso redor tente me matar? – Olhou rapidamente ao seu redor, reparando que todas as estruturas ao seu redor eram realmente feitas de pedra, e assobiou ao ver isso. – Hmm, hmm, parece que eu estaria com alguns problemas se algo assim acontecesse, não é?

– Possivelmente, sim. Alguém como você deveria ser capaz de cortar as primeiras ondas de ataque sem dificuldades, mas creio que a quantia iria acabar lhe vencendo no fim das contas.

– Eu não duvido; sou forte, mas sou humana. Tenho lá meus limites de estamina. – Contemplou novamente a pedra ao seu redor na mais profunda calma, nada preocupada com a possibilidade de que Bokuto jogasse um ataque com aquilo contra ela. – Mas apesar de todas essas vantagens que você teria em usar algo assim, você não planeja fazer isso, não é? Por que?

– Você é uma espadachim, você sabe o porquê. Não há honra em algo assim. – A resposta de Bokuto veio com calma, a medida que ele movia sua mão direita em direção às espadas embainhadas em sua cintura, como se estivesse prestes a puxar uma delas, mas sem nunca o fazer. Sua mão nem chegava a tocar suas armas: ela apenas jazia acima delas, tentativa, um palmo acima das empunhaduras. – Francamente, essa minha habilidade é um saco. Ela é útil, sim, mas não é honrosa. Não há honra em derrotar um oponente de longe. Não há honra em derrotar um oponente usando o ambiente ao redor dele. Guerreiros... não, espadachins são criaturas orgulhosas. Eu sou, e você também é pelo que posso ver. A não ser que isso seja absolutamente necessário, eu não uso minha habilidade. E além do mais...

– Além do mais...?

– Você é uma oponente digna e honrada, do tipo que eu anseio em enfrentar – disse Bokuto, fixando seus olhos afiados em Shiva. – Eu irei lhe derrotar com minha espada. Então venha me enfrentar.

O mesmo sorriso largo que tinha no início de tudo tornou a se abrir no rosto de Shiva ao ouvir aquilo. Oh. Oooooh. Ah, sim! É disso que estou falando! Cada uma de suas mãos apertou-se com um pouco mais de força ao redor das empunhaduras de suas espadas.

– Ei, ei, Bokuto! Eu posso estar enganada, mas parece que você acabou de me desafiar a ir de frente contra você! – Seus joelhos dobraram, ajustando sua postura, enquanto seus braços moveram-se de forma a posicionar as pontas de cada uma das espadas em frente ao seu corpo, fechadas em uma forma que lembrava uma espécie de flor de aço. – ISSO É PERFEITO!

Disparou contra Bokuto com toda a sua velocidade, abrindo a flor de aço enquanto avançava e deixando seus braços preparados para moverem-se todos contra ele por todos os cantos ao mesmo tempo. A intenção assassina por trás de seu avanço não era segredo nenhum, mas mesmo assim Bokuto não se moveu. O cavaleiro permaneceu firme aonde estava, conservando aquela mesma postura, sem nunca tirar os olhos de Shiva, mesmo enquanto ela chegava cada vez mais perto.

Estilo Uma Espada... – a voz dele veio quase que como um sussurro, tão baixa que mal foi capaz de nota-la entre seus próprios gritos animados e o pesado som dos seus passos, mas o fez, e no momento em que a ouviu, viu a mão do espadachim que estava posicionada sobre as suas espadas pulsar por um momento. – Saque Rápido...

Tinha mais por vir, mas não se importava com isso. Seja qual for o seu plano, é tarde demais! Saltou contra Bokuto, acima do nível de sua cabeça, e brandiu simultaneamente as seis espadas no ar como se fosse uma Deusa da Carnificina, movendo todas elas contra ele sem hesitação. Adeus, Bokuto do Salão Cinzento!

E foi então que no último instante, quando a primeira de suas espadas estava prestes a tocar o rosto do cavaleiro, que viu os olhos dele brilharem.

Tempestade Violenta!

Nunca viu o movimento. Nunca viu exatamente o que ele fez. Mas sentiu. Sentiu os cortes por todo o seu corpo, sobre cada canto dele, cortando através de cada centímetro da sua carne, evitando apenas órgãos expostos como os seus olhos. Suas espadas haviam sido feitas em retalhos como se fossem pano, e seus cabelos em trança forma libertos pelos golpes fazendo com que eles fluíssem livremente por trás dela. Sangue escorreu de cada uma de suas feridas, saindo como jatos de spray, manchando toda a área ao seu redor de vermelho, ainda que nem uma única gota tivesse sido capaz de atingir Bokuto. Sem nunca ter saído do lugar aonde estava, Bokuto conseguiu bloquear todas as costas de sangue com a lâmina da espada que havia desembainhado para cortar Shiva, a única coisa suja de vermelho em toda a sua figura.

Quando o corpo de Shiva caiu sem forças, foi ele que a aparou, segurando-a com seu braço livre sem se preocupar com o sangue. Com um movimento forte ele jogou o sangue de sua espada fora antes de se por a embainhá-la novamente, e enquanto ele fazia isso Shiva pode admirar o estrago que seu ataque havia causado. Não havia sido apenas o seu corpo que tinha sido cortado, mas sim absolutamente tudo. Para onde quer que olhasse ela conseguia ver traços da espada de Bokuto, marcas de cortes nas paredes, estruturas de pedra cortadas em pedaços ínfimos. Quantos ataques ele fez naquele instante? Mil? Dez mil? Não conseguia nem sequer começar a contar. Eu estava certa. Ele é forte, muito forte.

Com uma delicadeza que não esperava de um homem como ele, Bokuto se ajoelhou e colocou o corpo de Shiva cuidadosamente no chão de forma confortável. Há! Quem diria! Talvez seja por isso que ele é um “cavaleiro”. Em geral, estava acostumada a receber um tratamento um tanto quanto rude da maioria dos homens. Não era lá muito bonita, afinal de contas, e isso na mente de alguns fazia com que ela fosse desprezível. Nunca pensei que algum homem iria ser gentil comigo depois de quase me matar. Principalmente não um com uma cara de poucos amigos como a de Bokuto.

– Ei... Bokuto... – murmurou ela com algum resquício de força quando ele se levantou, fazendo com que o rosto dele se virasse para fitar a face coberta de sangue de Shiva, iluminado por um fraco sorriso ensanguentado. – Que... tal? Estou... bonita?...

Disse aquilo apenas para curtir um pouco com a cara do outro. Sabia bem qual era a resposta para isso, mas uma coisa que havia notado nas poucas vezes que encontrou um homem mais educado era que perguntar a eles sobre a sua beleza era sempre tremendamente divertido. Havia aceitado e lidado com o fato de que não era muito atraente há muito tempo, mas era divertido ver como eles ficavam vermelhos e tentavam dançar ao redor da questão, hesitantes em falar algo que pudesse ferir os seus sentimentos.

– Não – respondeu ele de forma seca e neutra. – Você nunca foi bonita em primeiro lugar. Cortes e sangue não te fizeram nenhum favor.

... Nossa, uau, beleza, valeu. Muito obrigado, Mr. Gentil. Seu rosto azedou bastante ao ouvir aquilo, seu cenho se franzindo. Bom, eu suponho que a culpa é minha por ter feito uma pergunta dessas em primeiro lugar, mas ainda assim... considerando a forma como ele estava me tratando antes, eu imaginei que ele poderia ser ao menos um pouco mais delicado.

– Não faça essa careta. Foi você que fez a pergunta; eu apenas a respondi – apontou Bokuto, virando novamente seu rosto para frente e começando a andar, se afastando gradualmente dela. – Além do mais, eu não vejo o porquê de ficar irritada. Beleza é irrelevante. Você não é bela, mas ainda assim é uma das mulheres que mais respeito e gosto das que conheci até hoje. Não seja patética ao ponto de deixar que algo tão risório quanto “beleza” te coloque para baixo.

Seus olhos se arregalaram um pouco ao ouvir aquilo, antes que o seu sorriso começasse a se abrir um pouco mais – não da forma selvagem como ele havia feito antes, mas de uma forma muito mais controlada e gentil, um sorriso mais... profundo, por assim dizer. Hm. Quem diria? Parece que até mesmo um homem tão fechado como esse pode ter um coração gentil, no fim das contas.

Pouco a pouco, seus olhos foram se fechando. Devo descansar agora, pensou ela. Meus ferimentos não são fatais, mas vou que esperar um pouco para recuperar forças e sair daqui. Boa sorte no resto da batalha, Bokuto.

Os Deuses sabem que você vai precisar, com o que está te esperando aqui.

SHELL: “Retalhador” é o nome que dão ao braço-direito de Balak no Olho Vermelho, um homem sério e desprovido de qualquer senso de humor que era um assassino no passado. Ainda é até hoje, pelo que me consta. Junto de Cleus, ele está empatado pela posição de terceiro mais forte do Olho Vermelho, e isso não é por pouco. Ele é um especialista em assassinatos, o que significa que ele é particularmente bom em matar pessoas sem que elas notem a sua presença, mas mesmo assim ele se sai bem em um combate direto. Com sua Aloeiris, ele pode “amolecer” qualquer coisa que ele toca, o que basicamente significa que ele é capaz de tirar toda a resistência e durabilidade de algo e deixar isso completamente mole. Se vocês não entendem o que isso quer dizer, deixem-me colocar isso em uma linguagem mais simples.

Se ele te tocar, você está acabado.



Notas finais do capítulo

FATOS INTERESSANTES!

*A técnica de Bokuto "Estilo Uma Espada - Saque Rápido: Tempestade Violenta" é constituída a partir de uma mistura de Iaijutsu (arte marcial japonesa de desembainhar a espada) e Kenjutsu (arte marcial clássica japonesa do combate com espadas). Ela baseia-se em retirar sua espada de uma única vez da bainha e realizar múltiplos cortes em virtualmente todas as direções ao redor do usuário, sem distinção, cortando tudo que estiver lhe cercando. No caso de Bokuto, ele consegue fazer cerca de cem mil cortes ao mesmo tempo enquanto tem algum tipo de controle sobre eles, conseguindo assim evitar cortar determinadas coisas. Isso dito, graças a natureza dessa técnica, ele não pode usá-la quando tiver um aliado na mesma sala, bem como a utilidade dela cai drasticamente em campos abertos.

*A Aloeiris de Shiva se chama "Massa de Modelar". Basicamente, o que ela faz é deixar que o usuário controle completamente a forma do seu corpo, como se ele fosse uma espécie de massa de modelar. Além das habilidades demonstradas, Shiva possui a capacidade de alterar completamente a massa e forma do seu corpo conforme a sua vontade, podendo chegar até mesmo ao ponto de mudar seus órgãos internos de lugar se ela assim desejar. Isso dito, ela dificilmente recorre a técnicas mais avançadas em meio a isso já que isso demandaria uma concentração maior dela, e uma falha em concentração da sua parte poderia fazer com que seu corpo simplesmente parasse de funcionar.



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